sábado, 29 de novembro de 2008

POETA DE CAFÉ












Sim, sou um poeta de café. Só consigo escrever no café. Muito raramente escrevo em casa. Ir ao café não é só tomar café. Estar no café é observar as coisas, as pessoas, encontrar amigos e conhecidos e alguns chatos que nos vêm foder a cabeça. É ler e criar, trabalhar até. Faço do café o meu escritório. Estar no café é estar só, é tocar a vida (à falta de gajas que se deixem apalpar...). Estar no café é olhar para as gajas, oferecer-lhes poemas, flores, fazer-lhes declarações de amor, desejá-las. Estar no café é olhar para os bêbados. Invejar-lhes a coerência. Beber copos também. Apanhar borracheiras quando há cacau ou quando alguém paga. Estar no café é ouvir a conversa dos empregados e das empregadas que dizem aquelas coisas óbvias do senso comum como, por exemplo, que a vida não está fácil para ninguém mas que não se pode estar parado. Parar é morrer- já dizia o outro. Mas estar no café também é estar parado e cumprimentar a D. Rosa que nos saúda afectuosamente, religiosamente. Estar no café é ouvir os U2, que tocam "With or Without You" e nos fazem pensar na gaja. Se não permanecesse tanto tempo nos cafés seria outro que não sou. Herdei a coisa do meu pai. Sim, sou definitivamente um poeta de café e até um revolucionário de café, com todo o gosto. Aliás, não compreendo bem os poetas e os revolucionários que não vão ao café.

Inspirado na tertúlia das Quartas Mal Ditas no Clube Literário do Porto sobre os cafés com Manuel António Pina e Tomás Magalhães Carneiro (revista "Um Café"), organizada por Anthero Monteiro.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

OS BANQUEIROS PROVOCAM A CRISE E DEPOIS RECEBEM O CACAU E AS BENESSES DO ESTADO


Ministério das Finanças
Governo aprova concessão de garantia ao BES e à CGD
27.11.2008 - 20h27
Por PÚBLICO
Daniel Rocha (arquivo)

O anúncio foi feito em comunicado no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários
O Ministério das Finanças deu hoje luz verde à concessão de garantias ao Banco Espírito Santo (BES), no valor de 1,5 mil milhões de euros, com prazo de três anos, e à Caixa Geral de Depósitos (CGD), no valor de dois mil milhões de euros, pelo mesmo prazo.

O anúncio foi feito em comunicado no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). O pedido do BES visa o “cumprimento das obrigações de capital e de juros no âmbito de um empréstimo obrigacionista”. Já a CGD não definiu, ainda, prazos ou formas específicas de utilização da garantia.

"Na sequência do comunicado emitido em 24 de Outubro de 2008, o Banco Espírito Santo, S.A. informa ter sido hoje notificado do Despacho n.º 1024/08-SETF, do Senhor Secretário de Estado do Tesouro e Finanças e ainda não publicado em Diário da República, que autoriza a concessão da garantia pessoal do Estado para cumprimento das obrigações de capital e de juros no âmbito de um empréstimo obrigacionista a emitir pelo BES, no montante de até Euro1.500.000.000,00, com prazo de 3 anos", refere o comunicado do BES à entidade reguladora. Desta forma, o BES poderá obter financiamentos no mercado interbancário internacional com a garantia do Estado português.

Também em comunicado divulgado no site da CMVM "vem a Caixa Geral de Depósitos, S.A. divulgar que o pedido de concessão de garantia pessoal dirigido por este banco ao Estado Português, no âmbito da Lei 60-A/2008, de 20 de Outubro, e da Portaria 1219-A/2008, de 23 de Outubro de 2008, foi decidido favoravelmente. O Despacho n.º 30830- A/2008 do Secretário de Estado do Tesouro e Finanças, que autoriza a concessão da garantia para um montante máximo de 2 mil milhões de euros, encontra-se publicado no Diário da República, 2ª série - N.º 231, de 27 Novembro de 2008". A Caixa poderá assim contrair empréstimos no mercado interbancário com a garantia do Estado português, o que facilita a obtenção de financiamento.

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OUTRA VEZ O ROCHA

Regresso ao "Piolho"
e o empregado atira-me o fino
com afectividade
o Rocha tarda mas vem
as palavras fluem
e os diálogos tornam-se fáceis
às vezes preciso de aquecer os motores
durante uns dias
para depois rebentar
e o Rocha tarda mas ainda vem
e veio mesmo
e assim acaba o poema.

A CRISE NAS PUTAS

A crise também chegou às putas. Agora só levam 15 euros para ir ao quarto e cinco por um broche no parque automóvel. Dei 50 cêntimos a uma que era alta e bonita e fiz-lhe uma festa. Falou-me da filha, do dinheiro que não tinha para o autocarro, que queria muito ir ter com a filha, do frio, que só fazia mais um homem hoje. Se tivesse dinheiro ia com ela. As gajas estudantes gritam que querem foder a toda a hora. É só conversa fiada. Ao menos as putas assumem-se e chamam-nos à distância. E esta era bem bonita. Nunca mais me esquecerei dela.

ESSA É QUE É ESSA

Portugueses estão entre os europeus que mais desconfiam do próximo, revela inquérito
27.11.2008 - 10h46 Lusa
Portugal é um dos países europeus onde os cidadãos menos confiam nos outros, revelam os resultados do Inquérito Social Europeu, um projecto que desde 2001 estuda e compara os valores e atitudes sociais na Europa. Os portugueses são ainda dos europeus mais tristes e descontentes com a política.

Em Portugal, a realização do inquérito é assegurada por um consórcio constituído pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE). A terceira fase do estudo, iniciada em 2006, é hoje apresentada no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e tem duas temáticas principais: os tempos de vida e o bem-estar na Europa.

A partir de entrevistas face-a-face realizadas em casa de 2222 portugueses, entre Outubro de 2006 e Fevereiro de 2007, o ESS III (na sigla em inglês) conclui que "desde 2002 que Portugal faz parte do grupo de países com menores níveis de confiança" e que apresenta sempre "níveis de confiança abaixo do ponto médio da escala", tal como a Polónia, a Hungria e a Eslovénia.

O trabalho, coordenado em Portugal pelo professor do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa Jorge Vala, procedeu a "uma análise longitudinal (2002 até 2006) dos padrões de confiança interpessoal em 17 países europeus, procurando aferir variações nos níveis de confiança e identificar antecedentes e consequentes da confiança interpessoal".

Os resultados relativos à confiança interpessoal foram obtidos a partir das respostas às questões: "de uma forma geral, acha que todo o cuidado é pouco quando se lida com pessoas ou acha que se pode confiar na maioria das pessoas?"; "acha que a maior parte das pessoas tentam aproveitar-se de si sempre que podem, ou pensa que a maior parte das pessoas são honestas?" e "acha que, na maior parte das vezes, as pessoas estão preocupadas com elas próprias ou acha que tentam ajudar os outros?".

Tal como os portugueses, também os polacos, húngaros e eslovenos tendem a desconfiar da honestidade dos outros, ao contrário dos nórdicos. Suécia, Finlândia, Noruega e Dinamarca são os países com os níveis mais elevados de confiança entre as pessoas.

Num nível intermédio, estão Espanha, França, Bélgica, Áustria, Reino Unido, Holanda, Suíça e Irlanda, que completam os 17 países europeus que participaram em todos os três momentos de inquirição do ESS: 2002, 2004 e 2006.

Os autores do estudo associam a grande desconfiança interpessoal a uma "baixa interajuda e associativismo que é frequente verificar na nossa sociedade".

A confiança no futuro também tem níveis baixos em Portugal. "Os resultados mostram que os inquiridos portugueses evidenciam uma confiança no futuro mais baixa do que aquela que se verifica em média nos países com um PIB (Produto Interno Bruto) inferior", indicam.

No que diz respeito à confiança nas instituições, os portugueses manifestaram uma confiança maior do que a reportada por países com PIB inferior, mas, mesmo assim, muito abaixo de estados com uma produção de riqueza média.

"De um modo geral, a baixa confiança interpessoal e a baixa confiança no futuro podem ser fruto da baixa confiança depositada nas instituições, uma vez que estas possuem um papel referencial das relações que se estabelecem em sociedade", concluem.

Sair tarde do ninho

Segundo este Inquérito Social Europeu , os portugueses são também os europeus que começam a trabalhar mais cedo, mas estão entre os que saem mais tarde de casa dos pais.

"Portugal é o país onde, em média, a primeira experiência laboral acontece mais cedo, em torno dos 17,7 anos", revela o estudo que conclui que as "entradas no mercado de trabalho mais precoces não se traduzem, no entanto, em imediata transição residencial".

Em Portugal, a saída de casa dos pais só ocorre, em média, quatro anos depois da primeira experiência laboral, ou seja, aos 21 anos.

A idade para a entrada no mercado de trabalho em Portugal está muito perto da média do que acontece na Alemanha e na Suíça - ligeiramente abaixo dos 18 anos -, mas no extremo oposto de países com sistemas de ensino obrigatório mais longos e consolidados há mais tempo, como a Estónia, a Eslovénia e a Bulgária, onde o primeiro emprego só aparece depois dos 20 anos de idade.

"Já na Bulgária ou no Chipre, à entrada no mercado de trabalho, apesar de tardia, sucede a independência da casa parental, não chegando a um ano o intervalo que medeia essas transições", refere o estudo desenvolvido em países comunitários e não-comunitários.

A Estónia é o único país onde esta transição é "invertida", ou seja, o abandono da casa dos pais acontece mesmo antes da entrada no mercado de trabalho.

Nos países nórdicos como a Noruega, a Dinamarca e a Suécia, as experiências de entrada no mercado de trabalho e de saída de casa dos pais tendem a ser praticamente simultâneas, sendo estes os países onde a independência residencial tende a ocorrer mais cedo na Europa, dentro da casa dos 19 anos.

Ainda no capítulo "Os Tempos de Vida", o inquérito revela que os portugueses esperam, em média, dois anos depois da saída de casa dos pais para a primeira experiência de conjugalidade, que na maior parte dos casos coincide com o primeiro casamento.

Mas se os portugueses avançam decididamente para o casamento, o mesmo já não acontece com a constituição de família. Segundo o estudo, Portugal, Holanda e Bélgica são "os países onde os inquiridos revelam mais tempo a tomar a decisão de ter o primeiro filho, depois de consagrado o casamento formal".

No caso dos países nórdicos, ao contrário, a transição do primeiro casamento para o primeiro filho é "justaposta, revelando que o casamento, quando acontece, tende a estar associado à constituição de uma família, depois de um período de experimentação conjugal a dois".

No que diz respeito à importância atribuída a cada um dos marcadores do "tempo de vida" para que se seja considerado adulto, a autonomia residencial é o mais valorizado nos países nórdicos, ao passo que em Portugal é o primeiro filho.

O estudo procurou também descobrir até que ponto se continuam a apontar idades ideais para casar, ter filhos ou sair de casa dos pais.

"Genericamente, ter relações sexuais antes dos 16 anos, viver com um parceiro antes dos 18 ou ter um filho antes dos 20 constituem eventos normativamente transgressores face ao padrão aceitável de ciclo de vida", refere.

No entanto, há marcos de vida que para os europeus não estão associados a qualquer idade ideal, como a entrada na conjugalidade ou a saída de casa dos pais.

Mas para a maioria dos portugueses, só é aceitável continuar a viver em casa dos pais até aos 30 anos idade.

Os mais tristes com a vida...

Os portugueses estão ainda entre os europeus que manifestam menor satisfação com a vida e felicidade, de acordo com este Inquérito Social Europeu de 2006.

Comparando com os resultados de inquéritos semelhantes realizados em 23 países europeus, Portugal ocupa "o quinto lugar mais baixo em bem-estar subjectivo, isto é, em felicidade e satisfação com a vida", revela.

Além do bem-estar subjectivo - que compreende avaliações acerca do grau de agradibilidade da vida -, o inquérito debruça-se igualmente sobre o bem-estar psicológico dos europeus, entendido como a visão mais profunda da qualidade de vida e o bem-estar social, equivalente à qualidade do funcionamento pessoal ao nível das relações com os outros e com a sociedade.

No que diz respeito ao bem-estar psicológico, Portugal está também abaixo da média europeia, ocupando o 16º lugar, entre 23, só à frente da Hungria, Federação Russa, Estónia, Eslováquia, Bulgária, Polónia e Ucrânia, que encerra a tabela.

No capítulo do bem-estar social, a posição portuguesa também não é brilhante. Numa tabela liderada pela Noruega, Portugal ocupa o 17º lugar, à frente da França, Rússia, Polónia, Ucrânia e Bulgária.

Os autores relacionam estes valores com o nível de desenvolvimento do país. "De facto, quanto maior o nível de desenvolvimento avaliado pelo índice de desenvolvimento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) de 2007, maior o bem-estar subjectivo, psicológico e social", referem no estudo.

...e com a política

Os cidadãos portugueses estão também descontentes com a qualidade da democracia. Segundo o ESS só os russos, húngaros, ucranianos e búlgaros estão mais descontentes que os portugueses com o funcionamento da democracia e politicamente mais desinteressados. No extremo oposto encontram-se a Dinamarca, a Suíça e a Finlândia.

Estes resultados são semelhantes aos alcançados em edições anteriores do inquérito que é desenvolvido desde 2001 e mereceu em 2005 o prémio Descartes para a Investigação.

"É interessante constatar que a participação cívica e política está fortemente associada com todas as dimensões do bem-estar: os indivíduos com maiores índices de confiança interpessoal, interesse político, envolvimento comunitário e participação em actividades políticas e mais satisfeitos com a qualidade da democracia são também os que expressam maior bem-estar social, subjectivo e psicológico", referem os autores do estudo.

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HINO AO BÊBADO


O HINO AO BÊBADO

O bêbado na confeitaria
pergunta ao senhor Carneiro
quantas vezes foi à lua

Esta tirada é um achado
verdadeiramente genial
diria o Jaime Lousa
que também se embebedava
muitas vezes
Os bêbados são muito mais interessantes
do que os sóbrios
a vida dos sóbrios é, muitas vezes,
absolutamente insípida, sisuda, previsível
já Baudelaire dizia que deveríamos
estar sempre embriagados
Os bêbados cantam, riem e discursam
e fazem os outros rir
Hoje só não apanho uma bebedeira
porque vomitei no avião
vim há pouco da Suiça
e lá há bêbados como aqui
e o bêbado continua a discursar
pode ser que lhe saia outra tirada genial
e o bêbado volta a cantar
o patrão começa a irritar-se
os bêbados cantam e os patrões irritam-se
é uma cena que vem da antiguidade
há-de haver sempre bêbados e patrões
a menos que os cafés passem a ser
auto-geridos pelos bêbados
o que até nem era má ideia
olha, alliás, todos os negócios deveriam
ser geridos por bêbados
e era a festa completa
Agora o homem fala do Cavaco
temos discurso à nação
um bêbado à presidência da República!
um bêbado a primeiro-ministro!
O homem até fala que é preciso sentido de Estado
e civismo
o homem está a preparar a candidatura
a disparar à esquerda e à direita
a piscar o olho ao eleitorado central
um bêbado à presidência
e acabava-se a crise

Álcool gratuito para toda a gente!
Uma cerveja para comemorar!



Porto, Boa Vida, 24.11.2008

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

PROFESSORES: CLASSE REVOLUCIONÁRIA


OS PROFESSORES CONSTITUEM UMA CLASSE REVOLUCIONÁRIA


Os professores entram no metro na ressaca da manifestação. Os professores manifestam-se a toda a hora. As professoras boas excitam-me. A Gotucha também é professora, é boa e bonita e está na Madeira. Estou a ponderar juntar-me às manifestações dos professores. O sindicato até publicou um texto meu na revista. Ao menos os professores manifestam-se. Tudo o que for mau para o Sócrates é bom para mim. O Sócrates e a ministra da Educação estão do lado da morte, logo os professores estão do lado da vida, ou seja, do meu lado. A luta dos professores não é uma luta meramente sectorial ou corporativa, a luta dos professores é uma luta pela vida, pelas pulsões vitais, pela dignidade, contra a prepotência, pela verdade. Os professores constituem uma classe revolucionária. Especialmente as professoras boas e bonitas.

PARTIDO SURREALISTA SITUACIONISTA LIBERTÁRIO

MACEDO VIEIRA É FASCISTA- PÓVOA DE VARZIM LIVRE E INDEPENDENTE!



http://povoa-online.blogspot.com
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AI ANÍBAL, ANÍBAL, QUE A MÁSCARA COMEÇA A CAIR

Noticia hoje o "24 Horas"
Cavaco Silva recebeu 15 mil euros de Oliveira e Costa para campanha presidencial
26.11.2008 - 09h18 PÚBLICO
José Oliveira e Costa, o presidente do Banco Português de Negócios agora em prisão preventiva e indiciado por burla, branqueamento de capitais e fraude fiscal, doou a título pessoal 15 mil euros para a campanha presidencial de Cavaco Silva, noticia hoje o jornal "24 Horas".

Na lista de apoiantes da candidatura do Presidente da República, em 2006, estão outros accionistas do BPN, entre eles Joaquim Coimbra, que terá feito a doação mais generosa, com mais de 22.482 euros, o máximo permitido por lei, e equivalente a 60 ordenados mínimos, diz o diário, baseado na lista de doadores entregue pela campanha no Tribunal Coinstitucional. Cavaco Silva terá recebido quase 100 mil euros de homens ligados ao BPN. A lei proíbe donativos de pessoas colectivas.

A ligação de Cavaco Silva aos negócios do BPN foram alvo de notícia no fim-de-semana, quando o Presidente teve necessidade de emitir um comunicado negando qualquer envolvimento com a instituição nacionalizada no início deste mês.

Para além do BPN, a campanha de Cavaco Silva recebeu também donativos de individualidades ligadas a outras instituições bancárias como o BES, BCP, BANIF e BPP.



comentários 16 a 20 de um total de 61 Escrever comentário

26.11.2008 - 12h20 - antónio pedro ribeiro, vila do conde
ai Anibal, Anibal, que és financiado por vigaristas. Ai Aníbal, Aníbal, que começa a cair a máscara da honestidade.

26.11.2008 - 12h19 - Anónimo, Algés
Toca a defender os ladrões. Afinal é um povo de ladrões. Coitadinhos, vítimas da orquestra.

26.11.2008 - 12h16 - alvaro Bautista, Aldeia Nova de S. Bento
É uma prática normal, todos recebem donativos de quem quer que seja, ou acham que as campanhas se fazem só com boa vontade? Comecem a puxar o fio à meada e vão ver as surpresas que aparecem, ninguém está imune

26.11.2008 - 12h15 - c a c a, algarve
u i r a p e u q a t u p Triste país, se puderem fujam daqui.

26.11.2008 - 12h11 - Grapilho, 2008
?????????????????????????????????????????? Começa a fazer sentido, por que calam ás vezes !!!!! Grapilho, e ??? Em mãozinha que dá de comer, não se ferra. Existem pesso

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O MAL DO BE FOI TER PROMOVIDO SANTINHOS, MORALISTAS E FANÁTICOS DA ÉTICA E DA VIRTUDE EM VEZ DE SE ASSUMIR COMO PARTIDO REVOLUCIONÁRIO


Reunião de câmara
Lisboa: Sá Fernandes defende "união à esquerda" para as próximas autárquicas
26.11.2008 - 10h51 Ana Henriques
José Sá Fernandes, vereador dos Espaços Verdes a quem o Bloco de Esquerda retirou esta madrugada a confiança política, recusa-se dizer se integrará as listas do PS nas próximas autárquicas. Ainda assim, à entrada da reunião de câmara que está a decorrer, observou que "deve haver uma união à esquerda" nas próximas eleições.

"Não me arrancam uma palavra sobre as próximas eleições", declarou o vereador à entrada da reunião de câmara. Ainda assim foi observando que nas próximas eleições "deve haver uma união à esquerda, para a qual se deve contar com este PS que está na câmara" e acrescentou: "mas o Bloco de Esquerda já se afastou desta possibilidade".

Para José Sá Fernandes, foi por uma mera questão de estratégia partidária a nível nacional que o Bloco de Esquerda decidiu retirar-lhe o apoio, ao arrepio do interesse público.

Refutando as acusações desta força política de incumprimento do seu programa eleitoral, o autarca diz que prosseguirá o seu mandato como até aqui. "O BE não põe em causa a minha legitimidade", ou seja, não lhe exigiu que renunciasse ao mandato para colocar no seu lugar um militante do Bloco. Mesmo que o tivesse feito, a lei dá a Sá Fernandes, que é um independente eleito pelo Bloco de Esquerda, o direito de continuar a ser vereador.



comentários 1 a 5 de um total de 29 Escrever comentário

26.11.2008 - 12h35 - nós a ver, lisboa
Ouvi há pouco no rádio que os contribuintes terão que pagar 18 MILHÕES de euros à empresa construtora do túnel do Marquês, como indemnização,por causa das sucessivas iniciativas do Sr.Sá Fernandes .Sendo ele jurista devia saber que iria perder.Mas isso não interessava, o importante é que foi falado,teve tempo de antena,mostrou-se ao povo como o defensor do bem público ,contra tudo e contra todos.E foi eleito.Ok. agora já lá está, já disse que não sai ,e de certeza que se vai propõr para a lista do PS na próxima.Ele e o enorme grupo de assessores que levou consigo.Nós pagamos!

26.11.2008 - 12h34 - Luis, Almada
António de Lisboa: certo, certo é que o PCP foi o único partido cuja alegada prática não "democrática" foi julgada pelo Tribunal Constitucional que concluiu em TODAS os itens pela TOTAL razão da direcção do Partido e portanto pela TOTAL democraticidade da sua vida e prática interna.

26.11.2008 - 12h30 - António de Noronha de Oliveira Martins, Lisboa
Vê-se aqui o oportunismo político de Sá Fernandes. Enquanto ninguém o conhecia, era de reclamar, impugnar, embargar. Desde que está no poleiro calou-se, e agora reclama por uma união da esquerda... Fala-se no dinheiro como vil metal; e o poder, o que é?´Nada mais nada menos que o vil poder. Muitas vezes ligado ao dinheiro. Os esquerdistas são assim, como os outros! É isto que temos em Portugal como políticos! E Salazar é que era mau!

26.11.2008 - 12h28 - Cisco, Portugal
Esta e a prova da falta de transparencia e de credebilidade governativa que o BE, demonstra. Se a opiniao e posicao, do "independete" que os representa na CML, nao vai de encontro com a demagogia esquerdista, imediatamente lhe e retirada a confianca politica. E por isso que nao voto, nem tenho confianca no BE.

26.11.2008 - 12h26 - antónio pedro ribeiro, vila do conde
Mas o santinho do Sá Fernandes também não fica bem na fotografia. O mal do BE é recorrer a santos moderados, moralistas e fanáticos da ética em vez de se assumir de vez como partido revolucionário. Já o estou a dizer há três anos desde que saí de lá.

ENTÃO NÃO HAVIA BANCOS A FECHAR?

Plano de recuperação a entregar ao Banco de Portugal
Fundação Ellipse pode ajudar a salvar Banco Privado Português
26.11.2008 - 09h07
Por Cristina Ferreira, Vanessa Rato
O Banco Privado Português (BPP) deverá entregar a curto prazo um plano de recuperação financeira a ser avaliado pelo Banco de Portugal (BdP).

É uma tentativa de evitar a falência da instituição presidida por João Rendeiro e uma das medidas previstas no programa de saneamento do banco, a necessitar de fundos superiores a 500 milhões de euros, poderá ser a venda da colecção da Fundação Ellipse, um dos mais importantes acervos de arte contemporânea em Portugal, um projecto de que o fundador do BPP foi o principal impulsionador e que acabou por assumir como seu.

João Rendeiro foi ontem evasivo, não dando garantias sobre o destino de um acervo que reúne cerca de 400 obras assinadas por alguns dos mais relevantes nomes a trabalhar hoje em artes plásticas e que está em exposição em Alcoitão desde Maio de 2006 num espaço criado para o efeito.

"É cedo [para falar do futuro da Fundação Ellipse]. Logo se verá", disse ontem ao PÚBLICO João Rendeiro, em brevíssima conversa telefónica. Confrontado com o enigma lançado pelas suas declarações, Rendeiro escusou-se a mais esclarecimentos, acrescentando apenas: "[A minha frase] é críptica, tal como a situação geral do país é críptica."

Ontem, a gestão e os accionistas do BPP mantiveram-se em contacto com o BdP para delinear um plano de recuperação que deve ser enviado nas próximas horas ao supervisor. O programa de salvamento tem por base o regime jurídico das instituições financeiras. Entre as medidas, está a indicação dos activos susceptíveis de serem vendidos e da disponibilidade dos accionistas para aumentar o capital do banco, que é actualmente de 150 milhões de euros. O objectivo é permitir que o banco se mantenha a funcionar até que os mercados recuperem, o que puxará para cima o valor dos activos em carteira.

A iniciativa para encontrar uma solução surge depois de Vítor Constâncio ter revelado que não concedia o aval de 750 milhões solicitado por Rendeiro (aceitando avançar apenas com 45 milhões de euros). E depois de o ministro das Finanças ter dado sinais de que o Governo não iria injectar fundos públicos na instituição.

Para já, sabe-se que Stefano Saviotti, que detém cerca de seis por cento do banco, vai convocar uma assembleia geral. É neste fórum que a venda da colecção da Fundação Elipse deverá ser abordada.

Investimento de 20 milhões

Criada em 2004 como fundo de investimento internacional com sede legal na Holanda, a colecção da Fundação Ellipse representou um investimento de 20 milhões de euros, injectados por um grupo de cerca de 30 investidores portugueses, espanhóis e brasileiros. Inicialmente, anunciou-se que a colocação de capital na fundação seria efectuada ao longo de um período de quatro anos, a começar em 2004 e a acabar precisamente este ano, quando o fundo deveria ser transformado em retorno através da venda da colecção. Contudo, a meio do período previsto de colocação de capital, os investidores com objectivos de lucro a mais curto prazo terão vendido as suas posições e João Rendeiro assumiu outro projecto: um centro de arte contemporânea privado, mas com lógica de serviço público, e com três assessores para aquisições: Alexandre Melo, curador de arte contemporânea e assessor para a Cultura de José Sócrates; Pedro Lapa, director do Museu do Chiado-Museu Nacional de Arte Contemporanea; e Manuel González, em tempos ligado à colecção do norte-americano J. P. Morgan.

A ideia seria manter actividades ao longo de um período de cinco, dez anos, mas nunca ficou claro quais as perspectivas posteriores para uma fundação publicamente apenas associada ao nome do seu mentor, mas que surge nos relatórios do BPP.

Dado o contexto internacional, é difícil prever qual o actual valor da Colecção Ellipse. Nos últimos quatro anos, obras pontuais poderão ter chegado a ver o seu valor multiplicado por dez e depois cortado para metade, devido à crise. Mas, caso o valor global da colecção tenha duplicado, ou até triplicado, corresponde a apenas uma pequena fatia da garantia que o BPP pediu ao BdP.

A ANARQUIA VEIO TER COMIGO


A anarquia despertou em mim
às quatro da manhã num hotel da Suiça
a anarquia veio ter comigo
em conversas sobre a morte do pai
e a sida na ONU
a anarquia veio ter comigo
no meio dos bancos e das grandes fortunas
a anarquia veio ter comigo
et elle parle le français
a anarquia veio ter comigo
quando começava a sentir-me em baixo
a anarquia volta sempre
a anarquia veio ter comigo
com o cacau nos bolsos
a anarquia veio ter comigo
e fura-te as tripas
a anarquia veio ter comigo
e canso-me das tuas conversas
a anarquia veio ter comigo
e pôs-me outra vez em forma

A anarquia veio ter comigo
num café da Boavista
a anarquia veio ter comigo
no reggae do Bob Marley
a anarquia veio ter comigo
no sorriso do gerente
a anarquia veio ter comigo
no grito do velhote alucinado
a anarquia veio ter comigo
no dedo espetado do punk
na manif em Genebra
a anarquia está em todo o lado
a anarquia veio ter comigo
no discurso da mulher
que insulta o Sócrates
a anarquia veio ter comigo
nos autocarros que passam
a anarquia veio ter comigo
nas reuniões da família
a anarquia veio ter comigo
na empregada que coxeia
a anarquia veio ter comigo
há séculos que não bebo cerveja
a anarquia veio ter comigo
no avião que vomita
a anarquia veio ter comigo
e o velhote continua a falar só
a anarquia veio ter comigo
e o mundo mete dó
a anarquia veio ter comigo
e Deus sentou-se à minha mesa
pediu uma cerveja
comentou a loira que entra
foi-lhe dar um beijo no cu
rebentou com a confeitaria
a anarquia veio ter comigo
e já não há cafés como em Portugal
a anarquia veio ter comigo
e eu quero ir exibir-me ao Pinguim
a anarquia veio ter comigo
e ninguém abusa de mim
a anarquia veio ter comigo
e eu penso na minha mãe
a anarquia veio ter comigo
e o sangue volta a correr
e eu penso na gaja que não pára de falar
penso oferecer-lhe o poema
convidá-la para jantar
(bem sei que esta rima já não se usa
diz o Antero e com razão
mas é preciso ver
que a coisa vem do coração)
a anarquia veio ter comigo
na estátua do Freddy Mercury em Montreux
a anarquia veio ter comigo
e o amor também.

Genéve/Porto, 23.11.2008

NIETZSCHE


E é Nietzsche que me faz afastar do pessimismo, do niilismo. Nietzsche que fala da superação do homem pelo conhecimento, pela criação. Nietzsche que despreza a vidinha quotidiana do cidadão comum. Nietzsche que procura as alturas para criar. Nietzsche que despreza o Estado, o mercado e a economia. Nietzsche que procura o que deseja viver e deixar viver. Nietzsche que ama a vida e que, por isso, odeia os profetas da morte.

POETA DIVINO


Poeta divino
queres o agora
poeta divino
queres o céu na Terra
fartaste-te da vida previsível
do governo e dos economistas
fartaste-te do grande tédio
que traz o deus-dinheiro
poeta divino
amas a vida
poeta divino
queres que o sangue corra
fartaste-te do rebanho
e da vidinha
poeta divino
és o menino e o bailarino
procuras o banquete permanente
e a alegria
poeta divino
os deuses amam-te
afastam-te da razão
dão-te a sabedoria
poeta divino
o futuro que se foda!

A. Pedro Ribeiro

SEXO


Se não fosse o sexo ou o desejo sexual e aí é que esta merda morria por completo. Se aparecessem agora umas gajas boas logo a minha escrita se modificava. Mas nada. Só aparecem distribuidores de mercadoria. Olha! Caíram do céu umas gajas mas não são suficientemente boas. Deixa-me lá avaliar melhor. O cabelo de uma tapa as mamas da outra. Estou fodido! Pois, mas estava a falar da sociedade-espectáculo, deixa-me lá teorizar sem ligar a coisas de somenos importância como as gajas. As gajas que venham ter comigo no fim do espectáculo. Eh, pá! Mas quando as gajas começam a tirar os casacos um gajo avalia melhor a coisa. Estas parecem ser do género convencional, atinadinho, nunca se sabe. Mas dizia eu, Guy Debord...eh, pá! O Debord também apanhava umas bebedeiras. Debord e Vaneigem falam da poesia. É evidente, não a poesia dos livros mas a poesia enquanto criação, enquanto transgressão. E depois prefiro a conversa das gajas. A conversa da maior parte dos gajos é tão chata. Só falam de futebol. Futebol e trabalho. Duplamente chata. Ninguém fala da psicanálise como o Freud ou como o Rocha. Platão, porque não voltas? EScutar-te-ia atentamente como um discípulo. A verdade é que a sociedade-espectáculo é uma grande seca.

sábado, 22 de novembro de 2008

LUIZ PACHECO

"Evocar Luiz Pacheco é dizer não à vidinha deprimente de todos os dias que faz vencidos, vendidos e convertidos ao império do tédio, do dinheiro, do consumo e do mercado. Evocar Luiz Pacheco é denunciar as capelinhas e as honrarias literárias. É celebrar a liberdade, o espírito livre, que se coloca à margem, que caga nos políticos postiços, nos moralistas de esquerda e de direita. É dizer que é possível dizer não à norma e às convenções, à merda instituída através da via libertina e libertária de Sade ou de Henry Miller. É acreditar que a provocação e a subverção constantes revelam o homem autêntico, generoso, puro. É celebrar o grande escritor, a literatura que se confunde com a vida. É dizer que a vida não é a vidinha, que há espaço dentro do homem onde a liberdade é livre."

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

DIAS LOUREIRO E O BPN

Dias Loureiro participou pelo Grupo BPN na compra de empresas que foi ocultada das autoridades
18.11.2008 - 21h44
Por Cristina Ferreira
Luís Ramos (arquivo)

Dias Loureiro recusou comentar o seu envolvimento
A operação de aquisição de duas sociedades com sede em Porto Rico pela Sociedade Lusa de Negócios (SLN), em 2001 e 2002, numa transacção ocultada das autoridades e não reflectida nas contas do grupo, foi liderada por José Oliveira e Costa, antigo líder do Grupo SLN/Banco Português de Negócios (BPN), e por Manuel Dias Loureiro – na altura administrador executivo do mesmo grupo. A operação envolveu duas empresas tecnológicas, contas em offshore e um investimento de mais de 56 milhões de euros por parte da SLN.

Oliveira e Costa e Dias Loureiro foram os gestores que se deslocarem a Porto Rico para tratar do negócio de compra de 75 por cento da NewTechnologies, em Dezembro de 2001, e de uma posição 25 por cento na Biometrics Imagineerin, um mês depois.

As duas empresas estão registadas naquele paraíso fiscal, que é território norte-americano. A SLN adquiriu a Biometrics, empresa que se encontrava falida, e a NewTechnologies, esta sem qualquer actividade. As duas tinham ainda ligações à Tracy Beatle, gerente da sociedade inglesa Dual Commerce & Servisses, e a Neelai Patel, secretária desta sociedade.

A Dual Commerce controla a sociedade brasileira Fuentes Participações, para onde foram enviadas por sociedades do universo SLN, designadamente, o Banco Insular e o BPN Cayman (ver PÚBLICO do passado sábado), verbas superiores a 30 milhões de euros. A Dual Commerce é, por sua vez, detida por sociedades trust (gestão de fortunas) com sede no paraíso fiscal de Gibraltar.

Contactado pelo PÚBLICO, Dias Loureiro recusou comentar o seu envolvimento, assim como a sua presença na SLN e no BPN. Mas garantiu que “está disponível para prestar todos os esclarecimentos que as autoridades entenderem necessários sobre a sua actividade no grupo SLN/BPN.”

Ler mais na edição de amanhã do Público

terça-feira, 18 de novembro de 2008

DA ECONOMIA


O capitalismo actual significa a submissão total à economia. A economia penetra em todos os domínios, deixando em todo o lado o rasto da eficácia, da selecção entre aptos e inaptos, da mecanicidade, do quantitativo, da frieza, da ausência de sentimentos. Tudo se reduz a números, percentagens, estatísticas, balanços, contas, gráficos, cálculos mesquinhos. A economia é a ciência do mesquinho, do avaro, do poupadinho, de todos aqueles que vivem sem prazer e sem volúpia. A economia é a negação do desejo, da vontade, da emoção. À religião da economia e do dinheiro, à religião da morte temos de opôr a "religião" do prazer, da criação- o espírito dionisíaco.

domingo, 16 de novembro de 2008

POVOAOFFFLINE TAMBÉM REMOVIDO

Depois do Povoaonline e do Povoaoffline chegou a vez do blog Povoaofffline ser removido por ordem dos tribunais a pedido de Macedo Vieira, presidente da Câmara da Póvoa de Varzim. Esta perseguição à liberdade de expressão dos blogs tem tiques de fascismo mas o bravo Tony Vieira criou o http://povoa-online.blogspot.com e continua na luta. Sejamos solidários com este companheiro bloguista.
Ver também http://povoaonoffline.blogspot.com

sábado, 15 de novembro de 2008

ERUDITOS


Mudei-me da casa dos eruditos e bati a porta ao sair. Por muito tempo, a minha alma assentou-se faminta à sua mesa. Não sou como eles, treinados a buscar o conhecimento como especialistas em rachar fios de cabelo ao meio. Amo a liberdade. Amo o ar sobre a terra fresca. É melhor dormir em meios às vacas, que em meio às suas etiquetas e respeitabilidades.
Nietzsche

BLOOM E BORGES

Nessa obra aparece, com freqüência, a expressão poeta forte, como se essa potência definisse a grande poesia. Escreve Bloom: “os poetas, à medida que se tornam fortes, não lêem mais a poesia de X, porque os poetas realmente fortes só são capazes de se lerem a si mesmos” (BLOOM, 1991, p. 49). Esse aparente solipsismo radical ampara-se, entretanto, em influências que o poeta, ao se tornar um forte, conseguirá exorcizar de tal forma que a história da poesia, que não se distingue da história da influência poética, se faz com os poetas deslendo-se uns aos outros na abertura do espaço para a originalidade. Assim, “os poetas de todas as eras contribuem para um único Grande Poema, perpetuamente in progress. Borges comenta que o poeta cria seu precursor” (1991, p. 49).

POIS



Reacção ao período de estagnação da economia no terceiro trimestre
Teixeira dos Santos: "Não é fácil fazer previsões neste momento"
14.11.2008 - 16h59
Por Lusa, PÚBLICO
Nuno Ferreira Santos (arquivo)

Teixeira dos Santos admite que o crescimento será mais fraco do que antecipou
O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, admitiu hoje que, neste momento, é díficil fazer previsões sobre o crescimento da economia, dada a elevada incerteza.

"Não é fácil fazer previsões neste momento", disse Teixeira dos Santos aos jornalistas, quando confrontado com os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e com as dificuldade em cumprir a meta do Governo para o crescimento da economia no final deste ano, que é de 0,8 por cento do Produto Interno Bruto. "A incerteza não facilita a tarefa das previsões", acrescentou.

Horas antes, o primeiro-ministro tinha afirmado que a economia portuguesa estava a conseguir resistir melhor do que os congéneres europeus e que, pelo menos, não tinha entrado em recessão técnica como aconteceu com algumas economias europeias.

“A nossa economia resiste e continuará a resistir”, afirmou o primeiro-ministro, em reacção aos dados divulgados hoje pelo INE e pelo Eurostat.

José Sócrates sublinha que “Portugal não se encontra na lista de países em recessão”, enfrentando “um abrandamento, mas que não corresponde a uma recessão”.

O INE anunciou hoje que a economia portuguesa estagnou no terceiro trimestre, face aos três meses anteriores, e que cresceu 0,7 por cento face a igual período do ano anterior.

Por seu turno, o ministro das Finanças voltou a repetir que a incerteza na actual conjuntura é muito elevada e que a situação económica "vai ser de mais baixo crescimento" do que aquele verificado no passado.

As declarações do ministro das Finanças foram feitas à margem da conferência "Financiamentos da Economia: Oportunidades e Parcerias no contexto Actual", que decorre na Culturgest, em Lisboa.

OLH'Ó LOUREIRO, OLH'Ó CAVACO

Cavaco sem razões para questionar o seu lugar no Conselho de Estado
Dias Loureiro pede para ser ouvido no Parlamento sobre caso BPN
14.11.2008 - 19h55
Por Lusa
Luís Ramos (arquivo)

O responsável é ex-administrador da "holding" que controla o banco
O ex-ministro da Administração Interna, Manuel Dias Loureiro, enviou uma carta à Assembleia da República, onde pede para ser ouvido no âmbito das irregularidades detectadas no Banco Português de Negócios (BPN).O pedido foi dirigido ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, que o encaminhou para a comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, que agora terá de o apreciar, confirmou o presidente desta comissão, Jorge Neto.

Dias Loureiro foi administrador-executivo da Sociedade Lusa de Negócios, detentora do BPN, entre Dezembro de 2001 e Setembro 2002 e administrador não-executivo até 2005. Recentemente, o PS chumbou um pedido do Bloco de Esquerda, onde solicitava a audição de vários ex-gestores (entre eles Dias Loureiro) e de Miguel Cadilhe, o presidente à data da nacionalização do banco.

O Presidente da República, Cavaco Silva, afirmou hoje que não vê razões para se questionar a continuação no Conselho de Estado de Dias Loureiro. "Não posso fazer qualquer afirmação sobre um assunto que não conheço suficientemente. Não vejo sequer razão até para me ser feita essa pergunta", afirmou Cavaco Silva depois de ter sido questionado sobre se mantém a confiança em Dias Loureiro como conselheiro de Estado por o seu nome aparecer associado ao caso BPN.

Operações clandestinas

A 3 de Novembro, dias depois da nacionalização do BPN, o antigo ministro e ex-secretário-geral do PSD garantiu desconhecer quaisquer irregularidades que tenham sido cometidas pela anterior gestão do banco. "Não sei de nada sobre a nacionalização do Banco Português de Negócios, nem nunca tive conhecimento de problemas relacionados com o BPN", garantiu ex-administrador da “holding” que controla o BPN.

Segundo o governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, a anterior gestão do BPN, liderada por Oliveira e Costa, fez "um conjunto vasto de operações clandestinas que não estavam registadas em nenhuma entidade do grupo" envolvendo "centenas de milhões de euros". Estas operações levaram a perdas de cerca de 700 milhões de euros, as quais, associadas à crise financeira internacional, conduziram a uma situação de falência iminente do banco, pelo que o Governo anunciou a sua nacionalização. Dias Loureiro chegou a ser um dos rostos mais visíveis do grupo SLN/BPN, durante a gestão de Oliveira e Costa.

O Conselho de Estado é o órgão político de consulta do Presidente da República e é composto pelo presidente da Assembleia da República, primeiro-ministro, presidente do Tribunal Constitucional, provedor de Justiça, e pelos presidentes dos Governos Regionais.

O órgão inclui, ainda, os antigos Presidentes da República eleitos na vigência da Constituição que não tenham sido destituídos do cargo, cinco cidadãos designados pelo Presidente da República pelo período correspondente à duração do seu mandato e cinco cidadãos eleitos pela Assembleia da República, de harmonia com o princípio da representação proporcional, pelo período correspondente à duração da legislatura.

(Notícia actualizada às 20h07)

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ISTO ESTÁ A FICAR MESMO BONITO


Contra política educativa do Governo
Centenas de alunos protestaram nas escolas e em frente ao Ministério da Educação
14.11.2008 - 14h46 Lusa
A concentração de hoje frente ao Ministério da Educação, em Lisboa, juntou 200 alunos que protestaram contra a política educativa do Governo, segundo a PSP. Em Viana do Castelo, centenas de estudantes saíram à rua, em Fafe atiraram ovos ao edifício da Câmara Municipal e em Coimbra houve escolas fechadas a cadeado.

Os alunos que se concentraram em frente ao Ministério da Educação desmobilizaram ordeiramente e às 12h30 as grades que serviram para cercar a zona em frente ao ministério já estavam arrumadas no passeio.

Mas em Lisboa houve mais protestos contra o regime de faltas. No Liceu Filipa de Lencastre, cerca de 150 estudantes manifestaram-se dentro e fora do estabelecimento de ensino, num protesto que contou com o apoio de alguns professores. "A ideia da manifestação começou numa aula quando a professora mostrou o seu descontentamento para com o sistema de faltas", disse Luís Neves, um aluno que se encontrava à porta a protestar.

"Eu e um colega meu arranjámos os cartazes, viemos cá para fora e agimos logo na hora, não pensamos em meias medidas porque quisemos fazer uma coisa em grande", acrescentou, enquanto nas paredes estavam afixados cartazes onde podia ler-se "Nós só queremos a Ministra a cair" , "Todos contra a Milu", "Não às faltas", "Unidos contra as faltas" e "É tempo de Mudar! Este regime tem de acabar!".

Também em Camarate, Loures, cerca de 200 alunos concentraram-se de manhã em frente à escola básica Mário de Sá Carneiro para contestar o regime de faltas. Um dos organizadores do protesto, Fábio Fernandes, 14 anos, disse rejeitar o novo regime de faltas, garantindo estar a lutar pelos seus "direitos". "Não podemos estar doentes e faltar porque a ministra não deixa", afirmou, enquanto insistia que quem manda nas escolas são os alunos.

A professora do ensino profissional Maria Fortunato disse que não teve qualquer aluno nas aulas, mas afirmou compreender que os jovens lutem pelos seus direitos.

O protesto foi organizado por elementos da Associação de Estudantes, ontem à tarde. Os alunos explicam que foram avisados pelo "passa palavra e por telemóvel".

Estudantes de escolas básicas e secundárias de Lisboa, Estoril, Mafra, Faro, Portimão, Oliveira de Azeméis, Fafe, Viana do Castelo, Porto, Miranda do Corvo, Coimbra, Leiria, Alcobaça, Portalegre e Beja, pelo menos, têm estado em protesto nas ruas das respectivas cidades, essencialmente contra o novo regime de faltas e o diploma da gestão escolar.

Protestos em Viana do Castelo

Centenas de estudantes saíram à rua em Viana do Castelo. "Abaixo o Estatuto do Aluno" era a frase mais presente nas tarjas e cartazes elaborados expressamente para a manifestação e nas palavras de ordem gritadas pelos estudantes.

A manifestação naquela cidade, convocada por SMS (mensagens de telemóvel), juntou alunos da EB 2,3 Frei Bartolomeu dos Mártires e da Escola Secundária de Santa Maria Maior, cujos portões apareceram fechados a cadeado.

Em comunicado, a Associação de Estudantes desta escola explicou que a manifestação de protesto "pretende fazer com que a lei seja alterada, dado que é injusta e penaliza todos os alunos". "As faltas justificadas não devem ter qualquer efeito que penalize os alunos. Lutamos contra um estatuto complicado de respeitar, injusto, com medidas correctivas que fazem lembrar casas de correcção. Não concordamos com as provas de recuperação, porque não se pode recuperar o que nunca se aprendeu, o que nunca tivemos em nós", acrescenta.

Trezentos estudantes protestam frente à Câmara Municipal de Fafe

Em Fafe, onde quarta-feira a ministra da Educação foi recebida com arremesso de ovos, cerca de 300 estudantes manifestaram-se junto ao edifício da Câmara Municipal contra o regime de faltas e as aulas de substituição.

Os alunos da Escola Secundária de Fafe e da Escola EB 2 e 3 de Revelhe exibiam cartazes onde se liam frases como "por uma escola pública gratuita" e "não ao regime de faltas".

Por volta das 10h00, uma delegação estudantil foi recebida pelo presidente da Câmara, o socialista José Ribeiro. Mais tarde, os estudantes da Escola Secundária de Fafe acabaram por pedir desculpa ao presidente da Câmara por terem "manchado o nome do município" quando atiraram ovos ao carro da ministra da Educação e negaram a intervenção de professores no protesto.

A greve às aulas e a consequente manifestação em Fafe foi convocada por um SMS onde se dizia "sexta-feira greve contra o Estatuto. Não faltes".

Algumas escolas de Coimbra fechadas a cadeado

Algumas escolas da região de Coimbra foram fechadas esta manhã por estudantes em protesto.

Na Escola Secundária da Mealhada, os primeiros jovens e professores a chegar ao estabelecimento, pouco antes das 08h30, depararam com os portões do estabelecimento fechados a cadeado, disse o presidente do conselho executivo, Fernando Trindade.

Representantes dos cerca de 150 manifestantes disseram a este responsável que o acto é uma forma de protesto contra o regime de faltas e contra a escassez de pessoal no bar.

Também o Instituto Pedro Hispano, na Granja do Ulmeiro, Soure, foi hoje fechado por alunos contra o regime de faltas, disse uma das manifestantes. Fonte deste estabelecimento do ensino particular e cooperativo confirmou o encerramento por manifestantes de um dos três acessos à escola, com concentração de jovens nesse local, mas ressalvou que há alunos nas aulas.

Na Escola Básica 2,3 Secundária José Falcão de Miranda do Corvo várias centenas de alunos manifestaram-se também hoje de manhã contra o Estatuto do Aluno. Os estudantes fecharam a escola a cadeado, mas a intervenção da GNR permitiu que o estabelecimento de ensino mantivesse os portões abertos, possibilitando a entrada de alunos que não aderissem ao protesto.

Fonte da GNR de Coimbra confirmou o fecho destes estabelecimentos e adiantou que alunos encerraram também as EB 2,3 de Condeixa-a-Nova, Arganil e Cantanhede.

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MACEDO VIEIRA É FASCISTA


Macedo Vieira, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, é um fascista.

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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Á PORTA

Sentei-me à beira da porta da confeitaria e toda a gente que entra me saúda. Estranho fenómeno este. Cumprimentam-se as pessoas consoante a proximidade às portas. Coloca-te à porta, sê porteiro e serás rei. Convertes-te numa espécie de guardião do estabelecimento, a que todos prestam vassalagem.

SE NÃO BEBO


Ontem o Púcaros estava quase às moscas. Mesmo assim deu para ouvir umas coisas novas e conversar com os amigos. Enfim, melhores dias virão. As gajas, não sei porquê, começam a aproximar-se de mim. Agora vêm ter comigo no fim dos espectáculos como nos dias gloriosos de outrora. Talvez por eu ser uma espécie de cavaleiro do apocalipse, de arauto do caos e da desordem, de profeta da revolta à minha escala. Dizem que gostam de mim porque eu digo a verdade. Grande responsabilidade para quem não quer responsabilidades. Na sociedade-espectáculo um gajo tem de ter a noção do espectáculo. Não se vai pôr aos berros para uma plateia de cinco gajos. Sou um gajo repentista, não sou um estudioso no sentido clássico, embora dedique grande parte do meu tempo ao estudo e à leitura. Sou um gajo dionisíaco que se apaga perante a rotina e que renasce com a ruptura. Não sou um teórico como o Rocha que desenvolve teses sobre tudo e mais alguma coisa, que tem os livros na ponta da língua. Por vezes, consigo expressar-me melhor através da escrita do que através da fala. É claro que tenho o meu lado racional, racionalista mas o espírito dionisiaco não o suporta, combate-o com todas as forças, sobrepõe-se quando menos se espera e chega a ficar sem controle.
Se não bebo fico mole, triste, convencional. É triste dizê-lo mas hoje isto parece-me inquestionável. Se não bebo começo a perder a conversa com os gajos e com as gajas. Se não bebo começo a tornar-me enfadonho, tímido, rotineiro. Por muito que custe há que dizê-lo.

ARMANDO RAMALHO À PRESIDÊNCIA

Armando Ramalho é miltante socialista há 35 anos
Candidato à liderança do PS pede a Almeida Santos que garanta justiça nas eleições do partido
13.11.2008 - 15h04 Luciano Alvarez
Armando Ramalho, militante socialista há 35 anos e que na passada semana anunciou a sua candidatura à liderança do PS, escreveu uma carta ao presidente do partido Almeida Santos, a sua “firme convicção” em avançar para a disputa do cargo de secretário-geral. Pede-lhe também que assegure a todos os candidatos “as mesmas condições” e volta a tecer duras críticas às políticas actuais do partido.

“Em conformidade e reclamando o conhecimento das mais torpes entorses à legitimidade e às desfavoráveis condições das candidaturas oponentes ao poder instalado, experiência de uma já longa vida de andanças partidárias, venho junto do meu Caro Presidente pedir a sua especial atenção para que a democracia interna e o respeito que a todos é devido não sejam ofendidos”, pede o candidato.

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Há outro Armando Ramalho, que é poeta e que vive em Vila do COnde, que também pondera vir a ser candidato.

Logo a seguir, Armando Ramalho diz que o actual primeiro-ministro e secretário-geral do partido, José Sócrates, “parece ter uma luta pessoal com o país, colocando assim em risco a própria soberania nacional”. E dá uma mão cheia exemplos: “os professores não podem ser tidos como simples mandaretes de interesses canhestros”; “as Obras Públicas e o seu absurdo ministro fazem já parte do anedotário nacional, o TGV sem rumo e sem justificação plausível”; “uma classe média mais do que espremida por impostos, pagam os devaneios do despesista Estado”; “as pessoas têm medo de sair à rua à noite (...) e a culpa é a falta meios que o Governo teima em não colocar à disposição destas forças [policiais] por pura obsessão do estafado rigor orçamental”.

Lembra também “a Justiça em bolandas entre Magistrados, Códigos e aplicações de sentenças, que o povo não compreende e dificilmente aceita”; “os mais que sentidos sinais de um Estado sem lei, com o incidente impensável num país da União Europeia, ocorrem na Madeira, perante o desnorte a quem incumbe aplicá-la”; “a privatização anunciada de parte do sistema financeiro é de uma terrível falta de sentido de Estado de Direito” e “a afronta futuro estético da capital do País com projectos sem o mínimo sentido de governo para as pessoas, pondo a recato os interesses privados de duvidosa legitimidade”.

O candidato diz a Almeida Santos que não avança para a corrida pela liderança do PS como uma “cópia de Barack Obama”, até porque diz ter mais dez anos, mas afirma exemplo do presidente eleito dos Estados Unidos significativo. “Cada um deverá encontrar a melhor forma de servir o seu país, e, como ele, não tenho medo.”

Armando Ramalho não é uma figura política conhecida fora do PS, mas no partido quase todos o conhecem pela sua militância activa. Este gestor de 59 anos formado em ciência política já disputou várias eleições distritais e concelhias do partido e participou na elaboração de diversos documentos políticos do PS.

MANA CALÓRICA


A canção "Paredes de Coura" da banda Mana Calórica já está disponível no Youtube em http://www.youtube.com/watch?v=EsQsHh6KMaQ. Os Mana Calórica são António Pedro Ribeiro (voz), Rui Costa (guitarra) e André Guerra (guitarra).
www.myspace.com/manacalorica

ISTO É QUE VAI UMA CRISE

Exportações perdem força
Alemanha em recessão técnica no terceiro trimestre
13.11.2008 - 11h05
Por AFP
Manuel Roberto (arquivo)

O sector automóvel será uma das áreas mais afectadas com a recessão na Alemanha
A maior economia da Zona Euro, a Alemanha, entrou em recessão técnica no terceiro trimestre do ano pela primeira vez em cinco anos, ao registar um recuo de meio por cento no Produto Interno Bruto (PIB), depois de ter apurado uma contracção da riqueza em 0,4 por cento no segundo trimestre, foi hoje anunciado pelo instituto federal de estatísticas (Destatis).

O primeiro exportador mundial foi penalizado pelo abrandamento generalizado da conjuntura, escreve a AFP, em que as importações aumentaram fortemente e as exportações perderam fôlego. O resultado é que o comércio externo deu um contributo negativo para a evolução trimestral do PIB, precisou ainda o Destatis.

Os consumos público e privado até demonstraram sinais de melhoria no terceiro trimestre, o mesmo acontecendo à indústria, cujas existências se reforçaram no período.

A maioria dos economistas antecipa uma nova contracção da economia no último trimestre do ano, à semelhança do que poderá acontecer noutras economias da Zona Euro, perspectiva que afasta a Alemanha de um crescimento de 1,7 por cento apontado pelo Governo de Angela Merkel.

Mais detalhes da evolução da economia são remetidos para o próximo dia 25 de Novembro, altura em que serão publicados mais pormenores sobre as causas para o período de contracção da maior economia da Zona Euro, mas as recentes paragens na produção dos principais construtores de automóveis do país são um sinal de que as exportações do país não podem ter corrido muito bem.

POVOAOFFLINE SILENCIADO


Depois do Póvoaonline, o blog Póvoaoffline foi removido supostamente a mando judicial no seguimento de queixa apresentada por Macedo Vieira, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim. A confirmar-se, trata-se de mais uma decisão arbitrária dos mesmos tribunais que quase absolvem autarcas vigaristas como Valentim Loureiro ou Fátima Felgueiras. É a liberdade de expressão que está em causa, bem como a impunidade de autarcas de índole duvidosa que não sabem conviver com a crítica como Macedo Vieira. Viva o Povoa online/offline e o Tony Vieira!
http://povoaonoffline.blogspot.com

ELES QUE PAGUEM A CRISE


No próximo dia 15 de Novembro de 2008 reúnem-se os lideres mundiais para preparar um novo plano contra a crise.

Salvar da crise os bancos dos Estados Unidos já custou 700.000 milhões de dólares! 5 vezes mais do que aprovou a ONU para alcançar os objectivos do milénio! E as ajudas europeias são ainda maiores. uma vergonha!
Em Espanha o governo deu 100.000 milhões de euros aos mesmos bancos que estão a despejar famílias por não poderem pagar a hipoteca. Há alguns meses milhares de pessoas saíram à rua[, em Portugal e Espanha,] por uma habitação digna advertindo já nessa altura o perigo da bolha imobiliária. Agora que ela estalou quem a vai pagar somos nós?
Há anos que estão a facturar e agora anunciam demissões, cortes salariais, encerramento de empresas, deter o protocolo de Kioto... Está claro que os grandes partidos governam para a banca e que os grandes sindicatos não vão reclamar, se até foram felicitados por banqueiros e empresários!
Só nós podemos denunciá-lo. Privatizam os benefícios e nacionalizam as perdas! Vamos permiti-lo? Claro que não.
Próximo sábado, 15 de Novembro às 17h saímos à rua em todas as cidades numa macro manifestação ibérica. Temos tempo e capacidade suficiente para difundir esta mensagem e organizar-nos. Eles que se reúnam, mas nós também entramos nesta cimeira!

REENCAMINHA ESTA MENSAGEM! TRADUZ! ADAPTA! QUE FAÇA TREMER A REDE E A BANCA!
A CRISE QUE A PAGUEM ELES!

Concentração, 15 de Novembro às 17h, em:

LISBOA - Largo Camões
PORTO - Praça da Batalha



( Se és de uma cidade diferente junta-a à lista... )

They got the money but we got the numbers / Get together one more time

terça-feira, 11 de novembro de 2008

DIONISO CONTRA O MERCADO


BPI:4,6% BES:1,9% BCP:0,4% EDP Renováveis: 9,07% EDP-2,2% Galp Energia: 2,02% PT: -1,54% Sonae Indústria:-2,58%
O que é que isso me interessa? Em que é que isso contribui para a minha felicidade? Estou dependente de percentagens, de números que nada me dizem? Serei eu próprio um número, uma percentagem? Sou apenas um item nas contas do OGE ou nem isso? Ao que nós chegamos! Até quando esta ditadura das estatísticas, dos economistas? Por que raio me hei-de submeter a coisas assexuadas? Não, recuso-me a ser reduzido à condição de investimento! Não estou à venda no mercado! Tenho asco à palavra "mercado"! Tudo o que vem da lógica do mercado é podre, mete nojo! Não me venham falar em mercado! Enquanto o mercado prevalecer o homem não será homem! Não sou um sabonete! Não me vou deixar vencer pelo império dos sabonetes! Merda! Olho para o Arlindo e tenho pena. Sempre agarrado à caixa registadora! Sempre agarrado à merda dos trocos! Sempre escravo do mercado! Foi para isto que nascemos? Foi para isto que tivemos a benção da vida? Que porra de vida é esta? Percentagens e mais percentagens! Sócrates era uma percentagem? Nietzsche era uma percentagem? Henry Miller era uma percentagem? Por que raio se há-de um gajo entregar à mera sobrevivência e dar umas risadas, de vez em quando, para disfarçar? Por que raio não se há-de gozar esta merda na sua plenitude, sem estar sempre a fazer contas? Passamos a vida a fazer contas, dos benefícios e custos disto e daquilo sempre com a calculadora na mão e na cabeça. Que porra de vida é esta? É isto a vida? Porque raio não vem Dioniso? A única coisa que nos excita são as mulheres mas elas, na maior parte das vezes, são inacessíveis. Que prazer, que bem nos traz esta merda? Foi para isto que nascemos? Vá lá que ainda há pessoas que nos admiram, que gostam de nós mas, de resto,...mais valia andar sempre bêbado, sempre anestesiado para a realidade mas nem tenho a merda do dinheiro para isso! Ou, por outro lado, antes enlouquecer de vez. Sei lá, fariam pouco de mim. Foi para isto que vim ao mundo? Leio e escrevo, vou-me aguentando. Mas vim ao mundo para aguentar, para sobreviver? Esta merda não vem nos panfletos, nos programas dos partidos políticos. Os partidos que se preocupavam com estas merdas deixaram de se preocupar. Os partidos têm uma linguagem rasteira, superficial, eleitoralista, não vão ao fundo das questões, não vão ao essencial. O essencial é o combate entre a Vida e a sobrevivência, entre Dioniso e o mercado. Talvez o amor, o amor autêntico possa salvar esta merda.
Acho sinceramente que o "Queimai o Dinheiro!" pode ser um bom livro. Creio que é mais forte e mais homogéneo que "Um Poeta a Mijar". É mesmo um livro compacto. Não são poemas dispersos. Espero pela resposta da editora. Hoje escrevi um poema- "Os Poetas"- que pode muito bem significar o início de uma nova etapa no sentido do místico. É tempo de parar um pouco com os textos hiper-realistas, terra a terra, e ir para uma dimensão messiânica, próxima dos beatnicks e do próprio Morrison.

OS POETAS


POETAS



Descemos à cave

para celebrar o poema

trazemos o fogo

que roubámos aos deuses

brindamos à vossa mesa



Somos da raça dos malditos

dos renegados de todas as eras

connosco as damas não estão seguras

connosco o sangue ferve de raiva



Os negócios dos homens nada nos dizem

entre faunos e sátiros

erigimos a nossa morada

o homem vulgar não nos atinge



Os nossos festins não conhecem limites

estamos irmanados com a loucura



O nosso grito é inumano

Vem do centro da Terra

O riso é satânico dionisíaco



Não usamos relógios

a nossa hora é o Grande Meio-Dia

as regras dos homens nada nos dizem

só as seguimos, quando as seguimos,

por conveniência



Entramos no espírito dos homens

convertemos as mulheres em bacantes

semeamos o caos e a anarquia



O sossego e o tédio amolecem-nos

tornam-nos tímidos

mas o vinho robustece-nos

torna-nos xamãs

irmãos dos deuses

Poetas.





Vilar do Pinheiro, Motina, 11.11.2008

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

MANIFESTO DO POETA


O poeta é o mentor da revolução. O poeta xamãnico, dionisíaco, irracional, iluminado pelos deuses, como dizia Platão, é a vanguarda que acende o rastilho, que choca, que provoca, que age como detonador da revolução. As suas palavras, os seus gritos, o seu canto, entram nas consciências e despoletam a raiva, a revolta, o movimento espontâneo. O poeta não pode ser um mero animador da corte que diz umas coisas bonitas para sossegar os espíritos. O poeta deve unir-se a outros poetas, a outros espíritos livres, para, em conjunto, prosseguir a tarefa de desassossegar o mundo. O poeta só pode ser revolucionário, como diz Benjamin Péret. O poeta deve andar à solta, deve levar uma vida desprendida, não deve ter limites, deve pôr tudo em causa. O poeta deve ser imoderado, deve trazer em si os mistérios do mundo e, qual xamã, deve transmiti-los aos outros. O poeta deve ser um caminheiro dos céus, como dizia Henry Miller.

domingo, 9 de novembro de 2008

DIÁRIO


Finalmente há gajas na confeitaria. Conversam entre elas. Deveria estar em Famalicão com a Cláudia em vez de estar aqui a esboçar um "ensaio". evitei o cão de ontem. Fui por outro caminho. E um gajo a queixar-se que nada se passa. Ainda há por aí cães perigosos à solta. Que grande susto! A gaja até é bonita. A outra tira o casaco. Tocam os Pink Floyd. "Wish You Were Here". Aos 15, 16 anos passava horas a ouvir isso na sala. Era então o tal jovem promissor. Mas já começava a pôr as coisas em causa com as letras do Roger Waters. As gajas vão embora. Não há diálogo, uma vez mais. Como eu dizia ontem: o importante é criar. Eu deveria escrever para as crianças como tu fazes, Cláudia. Mas só me saem caralhadas. Continuo a ler ensaios políticos. Desta vez o Pacheco Pereira sobre os maoístas. A D. Rosa a um canto, pensativa. Coitada! Não tem com quem desbobinar. E eu escrevo livros proféticos. "Queimai o Dinheiro!". O que eu escrevo não tem que ter lógica. Não tenho de ser sempre racional como o Rocha. A D. Rosa conta os trocos. Passamos a vida a contar os trocos. Daqui a pouco dá o Sporting-Porto. ´Lá está o Rocha na primeira fila. Canalizamos as nossas energias para o futebol porque nesta vida pouco nos atrai. Salvo as devidas distãncias, estou a ficar uma espécie de Bernardo Soares. A D. Rosa despede-se. Até amanhã! Começo a sentir ternura por esta gente. É o amor. Ao próximo e ao longínquo. Não percebo os gajos que estão sempre bem ou que fingem estar sempre bem. Eu lá vou estando razoável metade do ano, a outra metade em depressão. A euforia é que não vem. Por paradoxal que seja, desejo-a. Ontem estava bem melhor do que hoje.

CRIADOR


Acorda!
Levanta-te!
Hoje vais criar
o pensamento flui
as ideias explodem
dançam na cabeça
e já vês a beleza
onde antes tudo era negro
Acorda!
Nasceste para criar
essa é a tua missão
venha quem vier
as mulheres sorriem
e gostam de ti
mesmo sem te compreenderem
o mundo parece melhor
mesmo que estejas só
Acorda!
Nasceste para criar
é para isso que aqui estás
é uma espécie de bênção
cantar o mundo
e as coisas que andam à volta
e já começas a olhar para as flores
e já te apetece cantar
Acorda!
Nasceste para criar
os casais vêm de mão dada
o amor existe, afinal
isto não é assim tão mau.

Há dias em que acordamos para criar. Pode nem se passar nada de extraordinário durante o dia mas há uma luz dentro de nós. O pensamento flui, as ideias explodem, dançam na cabeça. És um criador. Tens essa benção. Não podes estragá-la nem perdê-la. Guarda-a.

REVOLUÇÃO


A revolução não tem de ser necessariamente um golpe de Estado.
Estou só
e tu não estás
a Manuela Moura Guedes
fala da Fátima Felgueiras
mais uma que se safou!

O crime compensa
isto está bom para os ladrões
os banqueiros engordam
e um gajo coça os colhões

A vida é mesmo uma merda
seria melhor que estivesses aqui
as outras gajas não me ligam
e o poema sai a martelo.

Estou só no "Piolho"
e não posso pedir mais cerveja
a solidão é uma coisa fodida
há dias em que bate forte

Passamos a vida a lamentar-nos
a vida também não é grande coisa
oxalá aparecesse uma gaja boa
que me enchesse de beijos e carícias.

sábado, 8 de novembro de 2008

MULHERES INACESSÍVEIS


As mulheres de sonho inacessíveis da televisão.
Será que são assim tão inacessíveis?
Será que serão reais?
Será que as posso tocar?
Deuses, dai-me uma só para namorar!
Falar-lhe-ia das minhas teses acerca do amor, falar-lhe-ia do caos e da revolução dionisíaca que aí vem, falar-lhe-ia da minha loucura.

SHOW DO VALE


O Do Vale dá espectáculo no "Piolho". As gajas boas dão espectáculo na televisão. O intelectual lê o jornal. Eu contento-me em escrever estas merdas. Daqui a umas horas vou ouvir música de intervenção do Tino Flores. Não posso perder o contacto com a revolução. É possível conciliar o amor com a revolução, já diziam os surrealistas. Continuo a achar que é o amor que nos une. Não há que ter vergonha e preconceitos em falar do amor. Só que não podemos estar sempre a apregoá-lo como Cristo. De vez em quando temos de lançar umas bombas, de causar o caos, a confusão. Temos de ser como o Jim Morrison e, no fim, falaremos do amor. Mas há que saber falar do amor, não é com cliclés, com neo-hippiesmos, não é de qualquer maneira. Não me posso pôr a pregar no meio do café como o Do Vale. Isso não resulta. Além de que a pregação do Do Vale é muito confusa.

É A TI QUE QUERO

É a ti que eu quero. Fazes-me esquecer as agruras e a finança. É a ti que quero. Danças a minha dança. É a ti que quero. Dói a distância. É a ti que quero. Mais do que a Platão. É a ti que quero. Mais do que à nação. É a ti que quero. A vida é tão chata. É a ti que quero. Tu vales a pena. É a ti que quero. As pessoas perdem-se em conversas de rotina. É a ti que quero. Estou farto da "Motina". É a ti que quero. Tira-me do inferno.

HEDONISMO


Afinal escrevo com pedal. Não concordo com a moderação dos prazeres, com a temperança proposta por Sócrates e PLatão. Acho que um gajo deve procurar o prazer. Ler é um prazer, escrever também o é. Não é por procurar o prazer que se deixa de ser virtuoso. Já sabeis o que penso do dinheiro e da riqueza. Não os considero prazeres porque estão relacionados com a morte. Ai, aquele cu! É a morte que preside às relações de compra e venda. Não é o prazer. No reino do prazer tudo seria gratuito. O prazer, o sexo, não é incompatível com o amor. Ai, aquele cu! Andas a cobiçar a mulher alheia. Pecado mortal. A dizer poesia um gajo também sente e proporciona prazer. O prazer também pode ser o belo. Mas também é a raiva, a revolta. Acho que o importante é celebrar a coisa, gozar com a finança.

É PRECISO DEITAR O SÓCRATES ABAIXO


Terreiro do Paço ocupado por milhares de professores
Cerca de uma hora depois do início marcado para a manifestação nacional de professores, eram milhares os docentes que ocupavam o Terreiro do Paço, em Lisboa, e que se preparavam para arrancar no desfile contra as políticas de educação do Governo até ao Marquês de Pombal. A Fenprof, uma das estruturas sindicais que participa no protesto, diz que a ministra da Educação e o primeiro-ministro “têm boas razões para estarem nervosos”.
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Envie-nos as suas fotografias da manifestação
Conheça o percurso da manifestação e os cortes de trânsito
Centenas de professores já estão reunidos no Terreiro do Paço
Professores voltam à rua por causa da avaliação
Avaliação dos professores compromete aprendizagem dos alunos, defendem pais

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

MAIAKOVSKI

ADOLESCENTE
A juventude de mil ocupações.
Estudamos gramática até ficar zonzos.
A mim
me expulsaram do quinto ano
e fui entupir os cárceres de Moscou.
Em nosso pequeno mundo caseiro
brotam pelos divãs
poetas de melenas fartas.
Que esperar desses líricos bichanos?
Eu, no entanto,
aprendi a amar no cárcere.
Que vale comparado com isto
a tristeza dos bosques de Boulogne?
Que valem comparados com isto
suspirosante a paisagem do mar?
Eu, pois,
me enamorei da janelinha da cela 103
da "oficina de pompas fúnebres".
Há gente que vê o sol todos os dias
e se enche de presunção.
"Não valem muito esses raiozinhos"
dizem.
Eu, então,
por um raiozinho de sol amarelo
dançando em minha parede
teria dado todo um mundo
MAIAKOVSKI


Fonte: http://macroscopio.blogspot.com/2008/11/poesia-bzio-maiakovski.html

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O AMOR


O que é realmente importante não é o dinheiro nem o trabalho nem a sobrevivência mas o que nós sentimos. É o que está dentro de nós, o amor, o coração, que nos faz correr, saltar, romper fronteiras. "Reunir-se e fundir-se no ser amado, por tal forma que ambos passassem a ser uma só pessoa. É essa aspiração ao todo, essa busca incessante, que tem o nome de amor", escreveu Platão. O amor é uma busca incessante, que aspira ao todo, ao sublime. O amor só pode ser divino. "Todo o homem bafejado pelo amor adquire o dom da poesia", prossegue Platão. Fui bafejado pelo teu amor. Sou um poeta. Devo cantar o amor. É claro que, às vezes, posso cantar o caos. Mas devo principalmente cantar o amor. Por ti. Pela Humanidade. Mesmo que a Humanidade não o mereça. Sócrates diz que "todo o homem deve prestar homenagem ao amor". O amor não deve ser pregado nas igrejas nem através de religiões. Só o amor vencerá as fronteiras entre os homens, só o amor vencerá a inveja, a competição, o lucro, a podridão. Passei por tanta coisa, por tantos desertos, por tantos infernos e é aqui que chego. Para quê partidos? Para quê políticos? Para quê guerras? Se temos a divindade à nossa disposição. Se temos o divino amor dentro de nós.

platão


Depois de completar os quarenta anos, tomará o individuo parte nas celebrações e nas refeições em comum; nelas sendo os deuses invocados, particularmente Dioniso, naquele que é considerado o mistério e a recreação da virtude.
(Platão, "As Leis")

COM O DO VALE DEFRONTE


Estou no "Piolho". O Do Vale está defronte. O Rocha não veio. Bebo e não conheço mais ninguém, àparte os empregados. Talvez tenha arranjado editor para um dos meus livros. Há dias como hoje em que custa escrever. Nem que esteja o Do Vale próximo de mim. Sinto a falta do Rocha que hoje iria apresentar uma tese acerca da vitória e do renascimento do FC Porto. Um desdentado ri-se para mim. E é isto que eu consigo escrever para manter os mínimos diários. Não há gajas nem rock n' roll. O pessoal olha para o futebol. Queria estar entusiasmado mas não estou. Queria estar dionisíaco mas não estou. Queria ter gajas mas não tenho. Ou melhor, talvez até tenha mas ela hesita, hesita. O empregado traz-me o segundo fino. Hoje dormi de tarde. Estava cheio de sono. Até adormeci no metro e provavelmente ressonei. Ressono muito. É desagradável. Ando a tratar disso no hospital mas as consultas demoram meses. A Gotucha telefonou-me porque está chateada com o namorado. Os empregados barafustam um com o outro. Não saio desta merda. Escrever sem disciplina, sem objectivos. O Luís olha para o Ronaldo. A Cláudia diz que eu deveria escrever contos e outras coisas. Mas eu sou tremendamente preguiçoso. Deixo ficar a coisa em bruto. Conheci uma gaja que realmente me compreende. Isso é bom. Daqui a bocado estou no "Púcaros" a descarregar estas merdas. Uns gostam, outros não. Dizem que sou incómodo. Mas eu queria ser divino. Queria sair em glória. Queria surpreender toda a gente. Merda! Esta inquietação dá cabo de mim. Porquê esta inquietação? E entra o deputado. O deputado namora. Os deputados também namoram, também gostam de gajas. E pronto. Veio um gajo chato sentar-se à minha frente e fodeu-me o texto!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

DECLARAÇÃO DE AMOR AO PRIMEIRO-MINISTRO


"Estou apaixonado pelo primeiro-ministro
por todos os primeiros-ministros
e pelos segundos
e pelos terceiros
estou apaixonado por todos os presidentes de Camara
e de Junta
por todos os benfeitores de obra feita
por todos os que erguem e mandam erguer
estradas, pontes, casas, estadios, fontanarios, saloes paroquiais
estou apaixonado por todos aqueles que governam, que executam,
que decidem sem pestanejar
por todos aqueles qye dao o cu pela causa publica
que se sacrificam pelo bem comum sem nada pedir em troca.
Quero votar entusiasticamente em todos eles
afoga-los em votos
ate que se venham
em triunfo
Estou apaixonado pelo primeiro-ministro
quero ve-lo num bacanal
com todos os ministros
e todos os ministerios
a arfar de prazer
a enrabar o defice, o orçamento,
o IVA, a inflaçao, a recessao
agil e empreendedor
como um super-homem
Estou apaixonado pelo primeiro-ministro
Quero ve-lo num filme porno.

De A. Pedro Ribeiro

Ideias, Ideias...
Fungágá da bicharada, comichão comichosa que leva a multidão ao delírio todas as últimas terças-feiras de cada mês.
Voz nasalada, que num corpulento desvario exclama num ritmo frenético, palavras.
Palavras que se tornam leves ao lado da Estátua do Major Mota.Um fascista, um nazi, uma estátua que desapareceu numa noite de inverno.
Risos incontroláveis, tal e qual, crianças na primária quando a professora fala em pénis e vaginas.
Ídolo, herói... Pelas terças-feiras, o meu agradecimento eterno.

"TOU SEM CONTROLE, TOU SEM CONTROLE...TÁS SEM CONTROLE."

Escrito por Entidade Doninha a Quinta-feira, Abril 06, 2006



7 Contribuições de Merda:
Doninho Parco disse...
Estou apaixonado pelo primeiro-ministro
quero ve-lo num bacanal
com todos os ministros
e todos os ministerios
a arfar de prazer
a enrabar o defice, o orçamento,
o IVA, a inflaçao, a recessao
agil e empreendedor
como um super-homem
Estou apaixonado pelo primeiro-ministro
Quero ve-lo num filme porno.


De notar o crescendo da acção, até chegar ao clímax final. Estupendo este Ideias Doninho.

10:32 PM
J disse...
Tenho que começar a ir ao pátio...

9:00 AM
SrDonadoni disse...
She's lost control.....

10:19 AM
Catarina Eufémia disse...
Próxima terça tou lá!!!!

10:45 AM
Doninho Parco disse...
SrDonadoni, o Ideias é o Ian Curtis dos nossos dias!

Repara só:

O BROCHE DE DEUS

Olhos crescem na parede
elefantes caem pelos telhados

Esta noite Deus fez-lhe um broche.



Poderão encontrar muito mais no seu genial blog.

2:43 PM
Doninho Parco disse...
Reparem também na complexa identidade do autor que, numa primeira fase, denota grande responsabilidade e consciência social:

Sou feliz
sou primeiro-ministro.

para depois, como se por auto-mutilação anarquista, disparar enraivecido:

Quero um primeiro-ministro
para comer ao pequeno-almoço
quero um trabalho
para mandar para o caralho
quero um défice
para meter no cu

eu não quero ser competitivo
eu não quero ser executivo
eu não quero ser um gajo normal.

Pois não, penso que já todos o notamos.

3:14 PM
D disse...
Belissimo exemplar de postagem dedicado ao nao menos belissimo exemplar de poeta/genio/louco Doninho Ideias.
Para além da pobreza da linguagem económica, há a pobreza da linguagem do futebol.
Regresso ao "Vip". O estalajadeiro fala de esperma com o cliente. Não eram bem estas merdas que eu queria escrever. Queria escrever algo de sublime. Algo que escape á vidinha. Algo que parta o mundo em dois.

FORA DE MIM


Escrevo sem parar. De novo. Estou a caminho da Cláudia. Mas o comboio demora. O império dos economistas prevalece mas vai cair. Vai cair, tem que cair. Extermínio imediato dos ministérios da Finança e da Economia! Extermínio imediato do primeiro-ministro! Morte ao lucro e à especulação! Não aos okupas convertidos! Eu sou aquilo que escrevo. Não preciso de organizações. Não preciso de comités centrais nem de direcções. "Sou o homem da liberdade. Tal foi a sorte que tive". I'm the freedom man, that's how lucky I am. Mete isto na tua cabeça se quiseres. Mete isto na tua cabeça. O homem tem um lado divino. Explicai lá isto, ó economistas! Fazei lá um gráfico. Inundai-nos de gráficos! Eu sou a minha loucura. Eu sou a minha loucura. Engoli lá esta! Comei-a ao pequeno almoço! Eu sou o homem que vem. Eu sou o homem que virá. Eu sou tudo o que está para lá da economia. Eu sou o homem que canta, dança e celebra. Sou o homem que dança, canta e celebra! Eu sou a palavra infame. eu sou a palavra infame. Dead cats, dead rats. Não tenho explicação. Estou fora de mim.

FORA DE MIM


Escrevo sem parar. De novo. Estou a caminho da Cláudia. Mas o comboio demora. O império dos economistas prevalece mas vai cair. Vai cair, tem que cair. Extermínio imediato dos ministérios da Finança e da Economia! Extermínio imediato do primeiro-ministro! Morte ao lucro e à especulação! Não aos okupas convertidos! Eu sou aquilo que escrevo. Não preciso de organizações. Não preciso de comités centrais nem de direcções. "Sou o homem da liberdade. Tal foi a sorte que tive". I'm the freedom man, that's how lucky I am. Mete isto na tua cabeça se quiseres. Mete isto na tua cabeça. O homem tem um lado divino. Explicai lá isto, ó economistas! Fazei lá um gráfico. Inundai-nos de gráficos! Eu sou a minha loucura. Eu sou a minha loucura. Engoli lá esta! Comei-a ao pequeno almoço! Eu sou o homem que vem. Eu sou o homem que virá. Eu sou tudo o que está para lá da economia. Eu sou o homem que canta, dança e celebra. Sou o homem que dança, canta e celebra! Eu sou a palavra infame. eu sou a palavra infame. Dead cats, dead rats. Não tenho explicação. Estou fora de mim.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

MANIFESTO CONTRA OS ECONOMISTAS


MANIFESTO CONTRA OS ECONOMISTAS

Zaratustra voltou à cidade
para declarar o seu ódio
aos economistas:

“Vós, economistas,
que dais cabo da vida
que a reduzis à mesquinhez
da conta, do orçamento, do défice
vós, economistas,
que pregais a bolsa e o mercado
que vos masturbais com o dinheiro
sabei que vos amaldiçoo
e que venho combater a vossa ditadura
vós, economistas,
que estais feitos com a morte
que trazeis a vidinha do tédio,
do previsível, das estatísticas
sabei que não me levais na cantiga
vós, economistas,
que dominais o mundo
que tudo submeteis à vossa lei assexuada
sabei que estou vivo
que procuro o prazer e a loucura
que estou para lá das vossas teses
que o amor não se mede
que a liberdade não se quantifica
e que o vosso império vai cair!”

A. Pedro Ribeiro, Porto, 2. 11. 2008

CARA LINDA


Ai! Que cara linda
à minha frente
a sorrir
apetece-me
beijar-te a boca.