terça-feira, 23 de agosto de 2016

DEUS, QUERO UMA GAJA!

Deus,
quero uma gaja
Deus,
eu mereço
passo a vida a escrever
a puxar pela cabeça
a produzir filosofia
a elevar a humanidade
Deus,
vejo tantos gajos idiotas
com gaja
gajos mesmo broncos
cheios de cacau
Deus,
eu crio
eu sou filho de Dionisos 
eu mereço a mulher bela.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A MULTIDÃO DAS PRAIAS

Se eu fosse um desses escritores ou poetas que ganham prémios ou vão às conferências...não sou. Fiz asneiras. Desalinhei. Desejo ardentemente as gajas. Agora até quase nem cravo. Como Bukowski, acho que o terrível não é a morte, "mas a vida que se leva ou não se leva até morrermos. As pessoas não honram as próprias vidas, mijam-lhes em cima". Estão demasiado concentradas no dinheiro e na família. "Engolem Deus sem pensar, engolem a pátria sem pensar". Deixam que os outros pensem por si, têm "os cérebros entupidos de algodão".
Sim, eu deixei-me disso. Ainda agora olho as multidões na praia da Póvoa. As pessoas juntam-se em manada. Não têm pensamento próprio. Não têm vontade própria. Teriam de ser únicas, solitárias, como Stirner, como Nietzsche. Em vez disso, disputam os lugares no metro e na vida. No resto do tempo, passam a vida a pastar, a ver passar navios. Não se elevam, não evoluem. E depois tu só podes ter estas conversas com algumas pessoas. Os detentores do poder estão ocupados a manter o poder mas, na verdade, só uma ínfima parte deles leu Marcuse, Chomsky ou Guy Debord. Têm os seus propagandistas, os seus psiquiatras, os seus sociólogos, esses conhecem, mas quem me garante que também não passam de um bando de frustrados. A seguir tens os escravos, os tais que trabalham e pastam, com quem é impossível manter uma conversa elevada. Daí que, neste momento, contes com com poucos revolucionários e equiparados.

domingo, 21 de agosto de 2016

ANA, SOFIA, RITA

Madrugada. Acordei cedo. Os galos cantam. Há pessoas que me elevam, que puxam pela minha mente, outras que nada me dizem como o Reis que só pensa na bola e em comida. Há pessoas que me estimulam a ter novas ideias e mesmo a concretizá-las como o Rocha que veio comigo a Vilar do Pinheiro.
A religião é para cretinos e para atrasados mentais. Deveria ser banida da face da Terra. Quantas mortes são provocadas pela ignorância, pelo medo, pela crendice? O poder religioso, aliado aos poderes político e financeiro, tem feito a cabeça das pessoas. Estas tornam-se dóceis, domesticadas, submissas. Entretanto eu prossigo, sonolento. Lembro-me de vocês, Ana, Sofia, Rita. Porque seguistes caminhos tão diferentes dos meus? Porque seguistes a via do sistema? Era bom que nos reunissemos um dia destes, que celebrassemos o xamã que tendes esquecido. Sem maridos. Como nos velhos tempos. Contar-vos-ia histórias. Antes que fique velho.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

DO AMOR

O amor, sim, o amor não é uma questão individual. Nem é somente uma questão a dois. O amor é uma questão da sociedade. Uma sociedade que não sabe dar amor é uma sociedade doente. É uma sociedade amputada. A sociedade não tem só que resolver os problemas dos direitos individuais e colectivos. A sociedade deve ser emoção, afecto. Não pode ser artificial, gélida. O amor diz respeito à sociedade, ao indivíduo, à comunidade. O amor fortalece-nos. Dá-nos vida. Eleva-nos. O amor é a solução.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

LAVAGEM AO CÉREBRO

Do nascimento até à morte, somos moldados tendo em vista a adesão ao sistema. Desde a família e a escola, aprendemos a respeitar a hierarquia e os valores burgueses. De acordo com Alain Krivine, o trabalho destrói o ser humano para o transformar em robot, entregando-o à fórmula metro-trabalho-casa. Embrutecido pelo trabalho, manietado pela publicidade, controlado pela televisão, o indivíduo é chamado a decidir o seu destino, depositando o seu boletim de voto nas urnas de quatro em quatro anos. Eis o grande embuste. Eis aquilo que as grandes corporações e os políticos ao seu serviço fazem de nós. Reduzem-nos a bonecos. No entanto, a culpa também é dos oprimidos que em dado momento da adolescência, da juventude ou mesmo da idade adulta não se apercebem ou não se querem aperceber de que estão a ser enganados e continuam a jogar o jogo. Pode ser um livro, um poema ou uma canção. Algo que nos faz despertar. Ainda assim, muitos despertam e não se deixam levar. Porque isto é mesmo uma lavagem ao cérebro. Contudo, nós temos a nossa inteligência e a nossa cultura. Não nos deixemos enganar.

sábado, 13 de agosto de 2016

COISAS E PRODUTOS

Para termos sucesso na sociedade capitalista e no ciclo trabalho-consumo temos que ser competitivos, agressivos, mentalmente rápidos, empreendedores, manipuladores e simpáticos. A nossa própria vida interior é promovida como um produto. Para os situacionistas, a publicidade transforma as pessoas em espectadores das suas próprias vidas. A vida é convertida em espectáculo. Os nossos sentimentos íntimos são metamorfoseados em mercadorias. Ao comprarmos o produto, estamos a pagar para reaver os nossos sentimentos. Somos, portanto, o produto que pagamos. Eis onde chegámos. A coisas. Eis até onde esses empresários, banqueiros, senhores dos media, políticos e técnicos ao seu serviço nos atiraram. Até cobaias. Até à máxima humilhação. Não, não me venham com pacifismos. É preciso afastar esta gente que nos vai destruindo as vidas. Não é mais aceitável tamanha sacanice.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

NÃO, NÃO ESTOU VELHO

Não, não levo uma vida de velho. Leio, produzo, sou um poeta de café na cidade de Braga. Não preciso de viajar para aqui e para ali, nem de ir para a praia para junto da multidão, bastam-me as minhas viagens mentais. Além do mais, sou um homem livre, afasto-me o mais possível da economia. Não, não preciso de ir a Paris nem a Barcelona para ser feliz. Basta-me ficar em Braga e ler uns livros ou beber uns copos. Porque Braga é a minha cidade, a cidade que me acolheu, nunca o esquecerei. Entretanto, os imbecis vão dizendo baboseiras na televisão. Gente imbecil que canta, gente imbecil que ouve. Ai, Jaime. Se estivesses aqui. Como em outros Verões. Agora não estou nas Enguardas mas na Ponte, nas proximidades da rua Carlos Teixeira, casa da Gotucha. Vou sendo um dos melhores poetas deste país. Alguém o disse. Modéstia à parte. Mas, de facto, não suporto estes atrasados mentais. Eu subi. Eu abandonei o rebanho. Não os suporto. Não sou democrata. Sou dos filósofos-poetas. 40 anos de música, diz o pimba. 40 anos de merda. E lá vêm as gajas boas. Que grande festa! Ah, eu deveria ser rei. E lá vem o Baião. E lá vem o cabrão. 760 20 60 20. E lá vem o prémio. Nossa senhora. Poupem-me. Venha a Márcia. Que gajos tão limitados que nos vendem. Que idiotice. Antes beber. Isto bateu mesmo no fundo. Basta ter como Presidente o Marcelo. Pão e circo. Tivesse eu guerrilheiros no Sameiro. É tudo tão ridículo, tão absurdo. Antes escrever. Se, ao menos, a gaja do café fosse mais bonita. Enfim, não se pode ter tudo. Para quê viajar se posso permanecer aqui? Para quê ir atrás da manada? Tens uma boa vida, Pedro. Dizes o que queres, fazes o que queres, escreves o que queres. O que é que te interessam as férias em família em Benidorm? O que é que te interessam as multidões? És um senhor. Mas ainda não chegou a hora de regressares à montanha com Zaratustra. Ainda tens de permanecer na cidade. És o homem da cidade. Bebes na cidade. Escreves na cidade. A mente explode. Alucina. Maria Paz. Maria Francisca. Apetece ser louco. Apetece dizer coisas. Lembro-me de ti, Jaime. Já partiste. Bebias. Eu agora, infelizmente, tenho de me moderar. A vida, sem àlcool, é uma merda. Digam o que disserem. Olha o que nos vendem? A podridão. A hipocrisia. Historiazinhas. Historietas. Só à bomba! Pudesse eu, ao menos, beber até ao fim. Sou o grande maldito. Não estou velho, Gotucha. Reino sobre a Terra. Porque os deixais viver a nossa vida? Não conto convosco. Não vos amo. Eu queria transpor a teoria para a prática. Sou escritor mas também sou revolucionário. Só já não posso ir de copo em copo. 
Dionisos. O Paraíso. A Festa permanente. Sou Rimbaud. Sou Baudelaire. Velho, eu? Tenham paciência. Eu agora reino. Eu não estou trôpego. Eu bebo como tu, Jaime. Eu sou teu irmão, Jaime. O poeta bêbado, Jaime. A propaganda, Jaime. O Feira Nova, Jaime. Os incêndios, Jaime. O país arde, Jaime. A Maria Francisca, Jaime. Não a conheceste, Jaime. O país a arder e eu a beber. Ah!Ah!

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

POETA ÉBRIO

Não é assim tão grave. Ainda posso beber uns copos. Desde que não ultrapasse certos limites. Pensava que nunca mais poderia dizer poesia. A Leonor preocupa-se comigo. Já me conhece muito bem. É um anjo aquela menina. E eu sou poeta libertino e libertário. Precisava de um maior reconhecimento. Já tive os meus picos. Sei que voltarei lá. Não tenho dúvidas. Eu escrevo sobre a actualidade, não escrevo sobre quimeras, vivo o caos e o apocalipse, o mundo em fogo. Sei que chegará a minha hora. Combato os meus demónios e fantasmas. Bebo. Sou poeta ébrio. Não sou dos normais nem pertenço à multidão.
Contrariamente ao homem burguês, o artista arde, consome-se, entrega-se sem nunca se economizar, execrando sempre a poupança, nas palavras de Michel Onfray. Tudo nele é excesso, caos, hybris, loucura, libertação. Nada tem a ver com a castração dos números, do calculável, da finança. Foi esse o caminho que segui predominantemente depois da minha passagem infeliz pela Faculdade de Economia do Porto. Tornei-me um desalinhado, um poeta maldito.

domingo, 31 de julho de 2016

A ABOLIÇÃO DO ESTADO, DO CAPITALISMO E DA RELIGIÃO

A abolição do Estado, do capitalismo e da religião constituem condições indispensáveis à libertação do homem. As religiões constituem um conjunto de crendices e de superstições que se aproveitam do medo, da ignorância e das fraquezas das populações e que já não fazem sentido nos dias que correm. O Estado é a consagração do despotismo de uma minoria, de representantes eleitos ou não eleitos que nos retiram a individualidade e a soberania. Quem é Marcelo Rebelo de Sousa mais do que eu? Não somos ambos seres humanos, nascidos de pai e de mãe? O capitalismo é o mais odioso dos sistemas porque é subtil, porque ilude as pessoas: estas julgam que são livres, que pensam pela sua própria cabeça, quando são completamente manipuladas pelos mercados, pela corja financeira, pelos media, pela escola. Bakunine defende que a principal finalidade da revolução é o "aniquilamento do princípio da autoridade". E realmente só aniquilando a autoridade, que nos é inculcada desde tenra idade, só revoltando-nos contra as leis e ordens que nos são impostas e que nos tornam infelizes, estaremos aptos a construir um mundo novo. Além do mais, devemos revoltar-nos contra o dinheiro e contra o mercado. Segundo Aristóteles, o homem, para pensar, para sentir livremente, para se tornar um homem, deve ficar livre das preocupações da vida material.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

DESTRUIR PARA CONSTRUIR

Destruir para construir, para derrubar de vez esta sociedade desumana, como preconizava Bakunine. Claro que nada temos a ver com Alá, nem com Deus, nem com o Daesh. Mas também nada temos a ver com esta corrida desenfreada pelo lugar, pela carreira, pelo dinheiro, com este atropelo permanente. Nem sequer somos escravos do trabalho, do mercado ou da compra e venda. Procuramos o amor, a liberdade e a dignidade humana, não esta prisão, não esta farsa, não esta ditadura capitalista. É impossível chegar a um compromisso, a um acordo com os mercadores, com os carrascos, com os capitalistas. É preciso destruir, camaradas. Eles transformaram a vida num inferno, num sítio esquizofrénico. Nada de reformas do capitalismo como defendem o BE ou o PCP. Não há negociações possíveis. Ou és nosso ou és deles. Chegou a hora. Decide-te.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

O FASCISMO DA UE

As anunciadas sanções da União Europeia a Portugal são uma imposição ridícula e fascista por parte de uma instituição completamente desacreditada. Aquilo que o nazi Schauble e os seus aliados querem impor deriva de uma organização que ficou inteiramente em cacos depois do "Brexit" inglês e que de "união" nada tem, a não ser, a espaços, no campo financeiro. Além do mais, o presumível "incumprimento"  deve-se ao governo Passos Coelho, que seguiu as directivas de Bruxelas e que pôs o país de rastos, e não ao governo de António Costa, suportado pelo BE, pelo PCP e pelo PEV. Temos toda a legitimidade de resistir e protestar face ao fascismo de Bruxelas e de Berlim, inclusive de abandonar esta UE completamente podre, sem qualquer futuro.

domingo, 17 de julho de 2016

PSR, BLOCO, MRPP

PSR, Bloco de Esquerda, MRPP, os partidos porque passei. Conheci gente boa, gente genuína que luta por ideias e ideais. Contudo, nos partidos há sempre dirigidos e dirigentes. Há sempre os que distribuem panfletos e colam cartazes e as estrelas que aparecem na TV. Fartei-me disso.
O Bloco hoje é um partido reformista, que defende melhorias na democracia burguesa, com uma ou outra proposta radical. O PSR sempre era trotskista, sempre falava das questões sociológicas e dos afectos. O MRPP de Garcia Pereira era um partido revolucionário, marxista-leninista, que colocava o ênfase quase exclusivamente nas questões económicas. Arnaldo de Matos, o grande educador da classe operária, graças a uma autêntica purga, tem convertido o partido numa seita estalinista. Tanto o BE como o MRPP, como quase todos os partidos, tem-se centrado essencialmente na economia. Nós, anarquistas, não concordamos. A questão fundamental é que os seres humanos não são felizes na Terra. O ser humano é controlado e castrado por forças como os grande media ao serviço, sobretudo, do poder financeiro e não consegue ser livre. Mas não só. Desde que nasce vão-lhe sendo impostas regras, normas de comportamento e de conduta, ideias pela família, pela escola, pela multidão, pelo trabalho. Reina a lei do safanço, do mais apto, da competição, da destruição da vida. As festas são em dias marcados, o prazer é ilusório, reinam o medo, o tédio, a impotência e avançam os casos de suicídio e as doenças mentais: depressão, doença bipolar, esquizofrenia. Na verdade, a vida perde o sentido. E os partidos de esquerda nada têm a dizer perante isto.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

A VIDA AUTÊNTICA

O amor, sim, o amor, mas não o amor falso, forçado, de conveniência. O amor dá-nos a espontaneidade rumo à liberdade, rumo à realização do eu, rumo à plena afirmação da originalidade do indivíduo. Sim, a vida só tem um significado se o indivíduo for original, autónomo, se trilhar o seu próprio caminho. Se o ser humano não for capaz de pensar por si próprio, se a sua vida for determinada pelos outros ou por condicionalismos económicos, essa vida não faz sentido. Daí o papel do amor, do sentimento, da espontaneidade. Estes permitem ao homem crescer, fluir, desenvolver-se.
A educação, quer seja exercida pela família, quer seja pela escola, formata as crianças e os jovens num determinado sentido, impedindo-os de voar. Normalmente castra as emoções e a curiosidade e encaminha para a competição, para a busca do sucesso. Com efeito, a educação, os media e os poderes político e financeiro são contrários aos valores da Vida, tendendo a formar indivíduos medíocres, medrosos e competitivos. A "vida" que nos vendem está cheia de proibições, castrações e imposições, está nos antípodas do eterno retorno, da vida que cresce, que se renova, que desponta. Nada tem a ver com o amor, com a liberdade, com a poesia. É uma grande farsa que importa desmontar. Não estou a falar de abstracções nem de quimeras. Estou a falar da vida tal como era como quando viemos ao mundo. Estou a falar da vida tal como a merecemos. Estou a falar da vida tal como pode ser.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

O MUNDO ODIOSO DA ECONOMIA

A partir de certa altura, quando frequentava a Faculdade de Economia, compreendi o quão odioso é o mundo da economia e da finança. É um mundo que nega o livre, o gratuito, o desinteressado. É o mundo do lucro, dos juros, da agiotagem, do sacar a qualquer preço. É um mundo cruel, rígido, competitivo, implacável, feito de números, sem qualquer dimensão humana. Por isso, me declaro no oposto a esse mundo. Eu sou da liberdade, da vida que corre nas veias, do gozo, da dança, do canto. Até as minhas depressões tiveram uma razão de ser. Precisei atravessar o inferno e o deserto. Contudo, nunca cedi à viagem em que os vejo embarcados. Aliás, vivo numa dimensão completamente incompatível com a de muito boa gente. Sou daqueles que vocês renegaram, sou dos grandes malditos. Há incêndios em mim e no mundo. Estive nos partidos mas não tenho disciplina. Sigo um caminho errático. Vou atrás do excesso e da loucura. Jamais serei um merceeiro, um negociante. Amo os homens, sobretudo as mulheres. Adoro quando elas me vêm abraçar ao palco. No entanto, não esperem de mim o homem de família. Não esperem de mim o bom burguês. Não, não sou das multidões. Não sou da felicidade da maioria. Não sou sequer da democracia. Acho completamente palerma essa coisa da competição, da competitividade. Acho idiota dar-se tanta importância a uns pontapés na bola. Acho idiotas as religiões, capitalismo incluído. Acho que estou na estrada certa. Acho que já nem preciso do mainstream. Acho que há pessoas que estão próximas de mim. Acho que estou a mudar qualquer coisa.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

A VIDA COMO CASTIGO

Deus foi criado com base no medo. É uma invenção daqueles que não conseguiram aprender a arte da vida, nas palavras de Osho. E esses religiosos e moralistas, acompanhados dos capitalistas, como não sabiam dançar, condenaram a dança. Impingiram a ideia de que a vida é um castigo, um sacrifício, algo de errado. E impuseram o trabalho penoso e a renúncia à própria vida em nome de Deus (ou do deus-dinheiro) e em troca de um suposto paraíso, situado no além. E é assim que o capitalismo e as religiões têm estragado muitas vidas. Em troca de quimeras ou do consumismo prescinde-se de uma vida exuberante, livre, plena. A favor dos "magos" das finanças, da máfia especulativa e de outras crendices desperdiça-se uma vida. Sob a lei mercantil reinam a morte e a não-vida.