domingo, 17 de julho de 2016

PSR, BLOCO, MRPP

PSR, Bloco de Esquerda, MRPP, os partidos porque passei. Conheci gente boa, gente genuína que luta por ideias e ideais. Contudo, nos partidos há sempre dirigidos e dirigentes. Há sempre os que distribuem panfletos e colam cartazes e as estrelas que aparecem na TV. Fartei-me disso.
O Bloco hoje é um partido reformista, que defende melhorias na democracia burguesa, com uma ou outra proposta radical. O PSR sempre era trotskista, sempre falava das questões sociológicas e dos afectos. O MRPP de Garcia Pereira era um partido revolucionário, marxista-leninista, que colocava o ênfase quase exclusivamente nas questões económicas. Arnaldo de Matos, o grande educador da classe operária, graças a uma autêntica purga, tem convertido o partido numa seita estalinista. Tanto o BE como o MRPP, como quase todos os partidos, tem-se centrado essencialmente na economia. Nós, anarquistas, não concordamos. A questão fundamental é que os seres humanos não são felizes na Terra. O ser humano é controlado e castrado por forças como os grande media ao serviço, sobretudo, do poder financeiro e não consegue ser livre. Mas não só. Desde que nasce vão-lhe sendo impostas regras, normas de comportamento e de conduta, ideias pela família, pela escola, pela multidão, pelo trabalho. Reina a lei do safanço, do mais apto, da competição, da destruição da vida. As festas são em dias marcados, o prazer é ilusório, reinam o medo, o tédio, a impotência e avançam os casos de suicídio e as doenças mentais: depressão, doença bipolar, esquizofrenia. Na verdade, a vida perde o sentido. E os partidos de esquerda nada têm a dizer perante isto.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

A VIDA AUTÊNTICA

O amor, sim, o amor, mas não o amor falso, forçado, de conveniência. O amor dá-nos a espontaneidade rumo à liberdade, rumo à realização do eu, rumo à plena afirmação da originalidade do indivíduo. Sim, a vida só tem um significado se o indivíduo for original, autónomo, se trilhar o seu próprio caminho. Se o ser humano não for capaz de pensar por si próprio, se a sua vida for determinada pelos outros ou por condicionalismos económicos, essa vida não faz sentido. Daí o papel do amor, do sentimento, da espontaneidade. Estes permitem ao homem crescer, fluir, desenvolver-se.
A educação, quer seja exercida pela família, quer seja pela escola, formata as crianças e os jovens num determinado sentido, impedindo-os de voar. Normalmente castra as emoções e a curiosidade e encaminha para a competição, para a busca do sucesso. Com efeito, a educação, os media e os poderes político e financeiro são contrários aos valores da Vida, tendendo a formar indivíduos medíocres, medrosos e competitivos. A "vida" que nos vendem está cheia de proibições, castrações e imposições, está nos antípodas do eterno retorno, da vida que cresce, que se renova, que desponta. Nada tem a ver com o amor, com a liberdade, com a poesia. É uma grande farsa que importa desmontar. Não estou a falar de abstracções nem de quimeras. Estou a falar da vida tal como era como quando viemos ao mundo. Estou a falar da vida tal como a merecemos. Estou a falar da vida tal como pode ser.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

O MUNDO ODIOSO DA ECONOMIA

A partir de certa altura, quando frequentava a Faculdade de Economia, compreendi o quão odioso é o mundo da economia e da finança. É um mundo que nega o livre, o gratuito, o desinteressado. É o mundo do lucro, dos juros, da agiotagem, do sacar a qualquer preço. É um mundo cruel, rígido, competitivo, implacável, feito de números, sem qualquer dimensão humana. Por isso, me declaro no oposto a esse mundo. Eu sou da liberdade, da vida que corre nas veias, do gozo, da dança, do canto. Até as minhas depressões tiveram uma razão de ser. Precisei atravessar o inferno e o deserto. Contudo, nunca cedi à viagem em que os vejo embarcados. Aliás, vivo numa dimensão completamente incompatível com a de muito boa gente. Sou daqueles que vocês renegaram, sou dos grandes malditos. Há incêndios em mim e no mundo. Estive nos partidos mas não tenho disciplina. Sigo um caminho errático. Vou atrás do excesso e da loucura. Jamais serei um merceeiro, um negociante. Amo os homens, sobretudo as mulheres. Adoro quando elas me vêm abraçar ao palco. No entanto, não esperem de mim o homem de família. Não esperem de mim o bom burguês. Não, não sou das multidões. Não sou da felicidade da maioria. Não sou sequer da democracia. Acho completamente palerma essa coisa da competição, da competitividade. Acho idiota dar-se tanta importância a uns pontapés na bola. Acho idiotas as religiões, capitalismo incluído. Acho que estou na estrada certa. Acho que já nem preciso do mainstream. Acho que há pessoas que estão próximas de mim. Acho que estou a mudar qualquer coisa.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

A VIDA COMO CASTIGO

Deus foi criado com base no medo. É uma invenção daqueles que não conseguiram aprender a arte da vida, nas palavras de Osho. E esses religiosos e moralistas, acompanhados dos capitalistas, como não sabiam dançar, condenaram a dança. Impingiram a ideia de que a vida é um castigo, um sacrifício, algo de errado. E impuseram o trabalho penoso e a renúncia à própria vida em nome de Deus (ou do deus-dinheiro) e em troca de um suposto paraíso, situado no além. E é assim que o capitalismo e as religiões têm estragado muitas vidas. Em troca de quimeras ou do consumismo prescinde-se de uma vida exuberante, livre, plena. A favor dos "magos" das finanças, da máfia especulativa e de outras crendices desperdiça-se uma vida. Sob a lei mercantil reinam a morte e a não-vida.

sábado, 25 de junho de 2016

A UNIÃO EUROPEIA ACABOU

A União Europeia acabou. A votação do valoroso povo inglês e galês, digna do rei Artur e dos cavaleiros da Távola Redonda, no sentido da saída da UE deu a estocada final numa Europa que, ao fim e ao cabo, nunca foi unida, a não ser em termos de interesses financeiros, dos "investidores", dos especuladores e do imperialismo alemão. A Europa dos burocratas de Bruxelas, de Merkel, de Durão Barroso, de Juncker foi claramente derrotada. Nunca foi um projecto político nem cultural nem social. Serviu apenas para pôr países como Portugal ou a Grécia de joelhos, à mercê do comité central. É bom que fique em cacos. Para que um dia se edifique uma verdadeira União Europeia, uma verdadeira União Mundial, socialista, anarquista, sem fronteiras, sem Estados, sem patrões, de homens livres e criadores.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

O CAMINHO PARA A GRANDEZA

Agora, sim, sigo o meu caminho para a grandeza. Cume e abismo estão reunidos num só. Afastei-me da multidão e do partido. Procuro o impossível. Abraço o amor e alguns companheiros e companheiras. Já nem preciso de ir atrás da fama. Desejo as mulheres belas que se insinuam. A mente expande-se, ilumina-se. Fui leão. Sou criança. Experimento-me. Ainda provoco. Tenho um percurso que vai dar sempre a Nietzsche. A vida não pode ser um castigo nem uma prisão. A vida não pode ter patrões. A vida é uma viagem livre. Um crescimento, um movimento permanente. Nada pode ser imposto.
Sigo o caminho para a grandeza. Há dias tristes, dolorosos. Mas agora sei claramente quem sou. Sou um filho das estrelas. Um "caminheiro dos céus". Toda a gordura ficou para trás. Canto. Celebro o super-homem. Aquele que há-de vir. Oh, como me sinto leve, como me sinto solto. Tenho asas. Voo. Voo até ao infinito. Pai, mãe, obrigado por me terem trazido à Vida.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

NÃO ACEITEMOS MAIS A ESCRAVATURA

O presidente francês, François Hollande, ameaça proibir as manifestações em França devido às legítimas manifestações contra o novo Código do Trabalho. O direito à manifestação é um direito constitucional em França e um direito universal. François Hollande, no fundo, quer reforçar a tendência para o controlo e para a repressão já vigente nas sociedades capitalistas, onde o indivíduo se sente cada vez mais doente e só. Todas as manifestações e actos de protesto violentos são legítimos contra a violência de um poder podre que quer destruir o Homem, que quer impedi-lo de crescer. Não aceitemos mais a escravatura.

domingo, 12 de junho de 2016

LOUCO

Louco. Sou o mais louco. Se soubésseis. Sou como Mário de Sá-Carneiro ou Salvador Dali. Visto esta pele de senhor respeitável. 48 anos. Mas, na verdade, apetece-me desatar aos berros, aos poemas doidos. Não tenho limites. Olhai, até já fui candidato a Presidente, a deputado, a presidente de Câmara. Contudo, não suporto esta realidade. Apetece-me pintá-la de amarelo. Que surjam unicórnios e duendes! Que tudo se vire do avesso! Olhai, oxalá andasse sempre bêbado, a cantar na rua, a insultar Deus e os poderes. Olhai, sou mesmo louco. Faço piruetas, equilibrismo. Os normais aborrecem-me de morte. Sou louco, sou o mais louco de todos.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

A POLÍCIA DO PENSAMENTO

"No passado nenhum governo tinha podido manter os cidadãos debaixo de constante vigilância. Agora a Polícia do Pensamento vigiava toda a gente de forma incessante".
(George Orwell, "1984")

Câmaras de vigilância por todo o lado, ecrãs de TV a moldar-nos as ideias e os comportamentos, vigilância dos movimentos bancários, das consultas dos "sites" da Internet, do correio electrónico, dos telefonemas, da correspondência, escutas telefónicas. "Big Brother". Polícia do Pensamento. A sociedade do mercado é atrofiante. Cada vez nos limita mais as liberdades, inclusive a de pensamento. A informação e o entretenimento envenenam-nos o espírito, poluem-nos o cérebro, manipulam-nos, intoxicam-nos, nas palavras de Ignacio Ramonet. É preciso dar um grito. Um grito que acorde. Estamos a ser domesticados pelos senhores de Bilderberg. Estamos a perder a capacidade de reacção. Estamos a ser levados.

terça-feira, 7 de junho de 2016

ANTES BEBER

Bolas. Que se lixe o dinheiro! O que importa é criar. Venha uma cerveja. Farto-me do tédio e dos normais. Afinal nasci diferente ou tornei-me diferente. Não me adaptei, só sou eficaz com a caneta. Detesto as conversas dos vendedores. Bebo porque gosto de beber, porque me sabe bem, porque me sinto melhor. Habituei-me desde os 18 anos quando comecei a ir aos bares e aos concertos em Braga. É absurdo a nossa inteligência e a nossa criatividade estarem dependentes do dinheiro. É absurda esta vida de castrados. Não, comecei a fazer asneiras, comecei a gozar com esta merda. Abandonei as leis da economia, da poupança, do sacrifício. Tinha as minhas fobias mas também a minha ousadia. Ganho asas. Estou na estrada do excesso. Antes andar embriagado do que suportar esta prisão. Lá vão os carneiros. Obedecem. Aceitam o instituído. Sempre ordenadinhos. Porra! Não se vê uma explosão! Está tudo morto. Bem sei que há pessoas que não estão. Pessoas conscientes. Mas somos uma minoria. De resto, é o Euro e a vidinha. Que se foda o Ronaldo! Tenho visto velhos amigos, homens brilhantes, a morrer. Qualquer dia vou eu. Por isso é indiferente se gasto mais um ou dois. De facto, as pessoas fecham-se nos seus grupos, nas suas famílias. De resto, estamos cada vez mais sós. Mas que belo mundo deixámos construir. Um lugar de competição e de rapina. E depois, quem discute estas coisas? Doem, não doem? Queimam? Não, parece que está tudo bem, que nada se passa. Compra e vende. Vende e compra. Barca de tolos. Talvez eu devesse ter nascido noutra época, noutro século, não sei, mas o que vejo é absolutamente hediondo. E prossegue a louca correria. Esta gente mata-se por uns trocos. Não filosofa com Sócrates, Platão ou Nietzsche. A grande maioria desta gente não se apercebe do absurdo vivo ou então até se apercebe e deixa andar. Esta gente não tem coluna vertebral. Antes beber, de facto. Antes insultar os poderes na cara deles. Antes ser louco, antes ser deus. Aliás, porque raio há-de existir um deus superior a nós? Metem-nos a culpa, o pecado, o preconceito na cabeça. Filhos da puta. Estes gajos dão cabo de nós. E, afinal de contas, o que é que eu tenho a perder? Nada! Pelo contrário, tenho tudo a ganhar. Não será por acaso que venho de reis. Mas, sinceramente, não compreendo esta gente. Pronto, de vez quando há umas manifestações. Mas nada que se compare às manifestações violentas de França ou da Grécia. É tudo muito ordeiro, há muito respeitinho. Claro que há ocasiões em que o caos vem de fora, em que acredito que a coisa vai rebentar. Contudo, cá dentro é uma pasmaceira. Não nasce nada de novo. É só compra e venda e vendilhões e comerciantes.

domingo, 5 de junho de 2016

VALEU A PENA VIRMOS?

Esta gente não tem consciência. Bem sei que alguns se adaptaram perfeitamente ao sistema, falam impecavelmente, vendem o produto com simpatia. Provavelmente seguiram sempre em linha recta, nunca tiveram problemas de ordem psíquica. Os outros, mesmo os operários, integraram-se no capitalismo. Daí que eu já não acredite no carácter revolucionário da classe operária, contrariamente ao MRPP e ao PCP. Acredito numa certa pequena burguesia radical. Penso, todavia, que a grande maioria da população não tem consciência da dominação, do controlo e da alienação a que está sujeita. Nunca a manipulação e a lavagem ao cérebro foram tão longe como agora. O poder financeiro impõe a sua linguagem e controla tudo e todos. Tudo gira em torno do dinheiro. Os media e a publicidade vão-nos fazendo as cabeças. O imperialismo alemão e a Comissão Europeia ditam a sua lei. Que mundo de escravos. Onde está o homem livre? Onde está o homem que se levanta? Viveremos para sempre acorrentados e medicados? Viveremos para sempre doentes, sem vontade própria? Que mundo construímos? Não nascemos livres e sãos? Não nascemos para reinar sobre a terra? Não nascemos para o gozo e para a sabedoria? Porque viemos então? Valeu a pena virmos?

sábado, 4 de junho de 2016

A REPRESSÃO

A repressão é um fenómeno histórico e mental. Segundo Freud e Marcuse, desde a primeira e pré-histórica restauração da dominação, após a primeira rebelião, a repressão externa foi sempre apoiada pela repressão interna: é o próprio indivíduo escravizado que introverte os seus senhores e as suas ordens no seu próprio aparelho mental. Ou seja, são os próprios indivíduos que assimilam a dominação quer esta seja capitalista, quer seja outra. Daí se explica, em boa parte, a longevidade do capitalismo. Na sociedade mercantil predomina a luta primordial pela existência, uma arena onde os seres humanos se atropelam em busca do dinheiro, da posse, do poder. Essa luta conduz os homens para o domínio vazio do económico e afasta-os do princípio do prazer, levando-os a desviar as suas energias das actividades lúdicas e sexuais para o trabalho. Reinam, portanto, a repressão, o sacrifício e o aborrecimento por muito comunicativas que pareçam ser estas pessoas.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

UM NOVO MUNDO E UM NOVO HOMEM!

"Desejo um novo Mundo e um novo Homem!", clama Teixeira de Pascoaes em "Regresso ao Paraíso". O Homem, ou alguns homens, vem dos céus e do infinito. O espírito humano é infinito. No entanto, na História da Humanidade na maior parte das vezes a pequenez tem levado a melhor. Os instintos da crueldade, da competição, da busca do lucro têm-se sobreposto. Os espíritos superiores que pregaram o amor, a liberdade ou a sabedoria como Jesus, Sócrates, Nietzsche, Marx, Bakunine são muitas vezes desprezados pelo sentimento utilitário dominante na sociedade mercantil. Nem os que dizem que seguem Jesus o seguem verdadeiramente. O que é certo é que desde cedo somos levados a apoucar as capacidades espirituais, criativas e cognitivas do ser humano, a desprezar o seu espírito libertário. Cedo nos convencem que não há alternativa à sociedade de compra e venda, cedo nos reduzem à impotência. Ora, poetas, escritores e pensadores como Rimbaud, William Blake, Walt Whitman, Jim Morrison, Antero de Quental, Teixeira de Pascoaes, Henry Miller, Dostoievsky, Aldous Huxley, George Orwell, Platão, Erich Fromm, Marcuse, Guy Debord dizem-nos o contrário. O homem é o único deus, capaz de enormes prodígios. E se se unir a outros homens no amor pode mover montanhas. Porque, de facto, é preciso um novo mundo e um novo homem. Porque, de facto, estamos numa sociedade de canibais. Porque, de facto, temos de nos ir buscar a nós próprios, às profundezas de nós próprios.

terça-feira, 31 de maio de 2016

DO NOVO MUNDO

Fomos lançados para aqui. Não pedimos para nascer. Contudo, já que estamos aqui importa viver o presente. O presente que se renova sempre. Segundo após segundo. Creio que viemos para nos aperfeiçoarmos, para desenvolvermos as nossas potencialidades e isso nada tem a ver com dinheiro ou com o ganhar a vida. Creio que é algo de muito mais espiritual, que tem a ver com a comunhão, com o amor. Mas tais estados só são atingíveis sob uma atmosfera de liberdade, não num regime mercantil, de exploração e escravidão. Creio que a demanda a que me refiro nada tem a ver com governos nem com poderes. Falo de gozo, de criação, de sabedoria, de iluminação. Falo do novo mundo e do homem livre. Falo no que podemos ser.

sábado, 28 de maio de 2016

A SELVA

"Vivem entre gorilas espirituais, vivem com maníacos do comer e do beber, escravos do êxito, inovadores de engenhocas, cães de caça da publicidade." (Henry Miller, "O Pesadelo de Ar Condicionado")
Como pode uma alma sensível viver e criar numa sociedade cada vez mais marcada pelo utilitarismo, pelo produtivismo e pelo consumismo norte-americanos? Como pode alguém sensível manter-se mentalmente são? Como pode um jovem seguir um percurso pleno na arte num mundo de broncos e chacais? Realmente, como diz Miller, "os pobres não conseguem pensar em nada a não ser na comida e nos problemas da renda". As classes médias sabem que o verdadeiro inimigo não é o capitalista nem o banqueiro que bajulam mas os poucos artistas rebeldes que denunciam com palavras ou tinta a podridão do sistema. Sim, ainda há uns quantos que resistem. Mas esses tiveram que resistir a muitas provações. Desde a infância que lhes pregam a cantiga do dinheiro e do ganhar a vida. Desde cedo que os tentaram convencer que eram eles os desajustados e que, por isso, se sentiam sós e infelizes. Os próprios colegas de escola se encarregam disso. Muitos caem. Outros morrem para sempre nesta selva. No entanto, pode haver um amigo, um colega, um professor, um livro, uma canção que altere tudo. E então descobrimos que estamos no caminho da Vida e da Sabedoria. E então descobrimos que somos mais fortes do que os papões do capitalismo. Porque nós vimos de lugares benditos, porque nós vimos dos céus, do Eterno, do Infinito. E por isso não há muros que nos travem. E por isso somos abençoados. E por isso somos divinos.