quinta-feira, 27 de novembro de 2008

HINO AO BÊBADO


O HINO AO BÊBADO

O bêbado na confeitaria
pergunta ao senhor Carneiro
quantas vezes foi à lua

Esta tirada é um achado
verdadeiramente genial
diria o Jaime Lousa
que também se embebedava
muitas vezes
Os bêbados são muito mais interessantes
do que os sóbrios
a vida dos sóbrios é, muitas vezes,
absolutamente insípida, sisuda, previsível
já Baudelaire dizia que deveríamos
estar sempre embriagados
Os bêbados cantam, riem e discursam
e fazem os outros rir
Hoje só não apanho uma bebedeira
porque vomitei no avião
vim há pouco da Suiça
e lá há bêbados como aqui
e o bêbado continua a discursar
pode ser que lhe saia outra tirada genial
e o bêbado volta a cantar
o patrão começa a irritar-se
os bêbados cantam e os patrões irritam-se
é uma cena que vem da antiguidade
há-de haver sempre bêbados e patrões
a menos que os cafés passem a ser
auto-geridos pelos bêbados
o que até nem era má ideia
olha, alliás, todos os negócios deveriam
ser geridos por bêbados
e era a festa completa
Agora o homem fala do Cavaco
temos discurso à nação
um bêbado à presidência da República!
um bêbado a primeiro-ministro!
O homem até fala que é preciso sentido de Estado
e civismo
o homem está a preparar a candidatura
a disparar à esquerda e à direita
a piscar o olho ao eleitorado central
um bêbado à presidência
e acabava-se a crise

Álcool gratuito para toda a gente!
Uma cerveja para comemorar!



Porto, Boa Vida, 24.11.2008

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

PROFESSORES: CLASSE REVOLUCIONÁRIA


OS PROFESSORES CONSTITUEM UMA CLASSE REVOLUCIONÁRIA


Os professores entram no metro na ressaca da manifestação. Os professores manifestam-se a toda a hora. As professoras boas excitam-me. A Gotucha também é professora, é boa e bonita e está na Madeira. Estou a ponderar juntar-me às manifestações dos professores. O sindicato até publicou um texto meu na revista. Ao menos os professores manifestam-se. Tudo o que for mau para o Sócrates é bom para mim. O Sócrates e a ministra da Educação estão do lado da morte, logo os professores estão do lado da vida, ou seja, do meu lado. A luta dos professores não é uma luta meramente sectorial ou corporativa, a luta dos professores é uma luta pela vida, pelas pulsões vitais, pela dignidade, contra a prepotência, pela verdade. Os professores constituem uma classe revolucionária. Especialmente as professoras boas e bonitas.

PARTIDO SURREALISTA SITUACIONISTA LIBERTÁRIO

MACEDO VIEIRA É FASCISTA- PÓVOA DE VARZIM LIVRE E INDEPENDENTE!



http://povoa-online.blogspot.com
http://povoaonoffline.blogspot.com

AI ANÍBAL, ANÍBAL, QUE A MÁSCARA COMEÇA A CAIR

Noticia hoje o "24 Horas"
Cavaco Silva recebeu 15 mil euros de Oliveira e Costa para campanha presidencial
26.11.2008 - 09h18 PÚBLICO
José Oliveira e Costa, o presidente do Banco Português de Negócios agora em prisão preventiva e indiciado por burla, branqueamento de capitais e fraude fiscal, doou a título pessoal 15 mil euros para a campanha presidencial de Cavaco Silva, noticia hoje o jornal "24 Horas".

Na lista de apoiantes da candidatura do Presidente da República, em 2006, estão outros accionistas do BPN, entre eles Joaquim Coimbra, que terá feito a doação mais generosa, com mais de 22.482 euros, o máximo permitido por lei, e equivalente a 60 ordenados mínimos, diz o diário, baseado na lista de doadores entregue pela campanha no Tribunal Coinstitucional. Cavaco Silva terá recebido quase 100 mil euros de homens ligados ao BPN. A lei proíbe donativos de pessoas colectivas.

A ligação de Cavaco Silva aos negócios do BPN foram alvo de notícia no fim-de-semana, quando o Presidente teve necessidade de emitir um comunicado negando qualquer envolvimento com a instituição nacionalizada no início deste mês.

Para além do BPN, a campanha de Cavaco Silva recebeu também donativos de individualidades ligadas a outras instituições bancárias como o BES, BCP, BANIF e BPP.



comentários 16 a 20 de um total de 61 Escrever comentário

26.11.2008 - 12h20 - antónio pedro ribeiro, vila do conde
ai Anibal, Anibal, que és financiado por vigaristas. Ai Aníbal, Aníbal, que começa a cair a máscara da honestidade.

26.11.2008 - 12h19 - Anónimo, Algés
Toca a defender os ladrões. Afinal é um povo de ladrões. Coitadinhos, vítimas da orquestra.

26.11.2008 - 12h16 - alvaro Bautista, Aldeia Nova de S. Bento
É uma prática normal, todos recebem donativos de quem quer que seja, ou acham que as campanhas se fazem só com boa vontade? Comecem a puxar o fio à meada e vão ver as surpresas que aparecem, ninguém está imune

26.11.2008 - 12h15 - c a c a, algarve
u i r a p e u q a t u p Triste país, se puderem fujam daqui.

26.11.2008 - 12h11 - Grapilho, 2008
?????????????????????????????????????????? Começa a fazer sentido, por que calam ás vezes !!!!! Grapilho, e ??? Em mãozinha que dá de comer, não se ferra. Existem pesso

www.publico.clix.pt

O MAL DO BE FOI TER PROMOVIDO SANTINHOS, MORALISTAS E FANÁTICOS DA ÉTICA E DA VIRTUDE EM VEZ DE SE ASSUMIR COMO PARTIDO REVOLUCIONÁRIO


Reunião de câmara
Lisboa: Sá Fernandes defende "união à esquerda" para as próximas autárquicas
26.11.2008 - 10h51 Ana Henriques
José Sá Fernandes, vereador dos Espaços Verdes a quem o Bloco de Esquerda retirou esta madrugada a confiança política, recusa-se dizer se integrará as listas do PS nas próximas autárquicas. Ainda assim, à entrada da reunião de câmara que está a decorrer, observou que "deve haver uma união à esquerda" nas próximas eleições.

"Não me arrancam uma palavra sobre as próximas eleições", declarou o vereador à entrada da reunião de câmara. Ainda assim foi observando que nas próximas eleições "deve haver uma união à esquerda, para a qual se deve contar com este PS que está na câmara" e acrescentou: "mas o Bloco de Esquerda já se afastou desta possibilidade".

Para José Sá Fernandes, foi por uma mera questão de estratégia partidária a nível nacional que o Bloco de Esquerda decidiu retirar-lhe o apoio, ao arrepio do interesse público.

Refutando as acusações desta força política de incumprimento do seu programa eleitoral, o autarca diz que prosseguirá o seu mandato como até aqui. "O BE não põe em causa a minha legitimidade", ou seja, não lhe exigiu que renunciasse ao mandato para colocar no seu lugar um militante do Bloco. Mesmo que o tivesse feito, a lei dá a Sá Fernandes, que é um independente eleito pelo Bloco de Esquerda, o direito de continuar a ser vereador.



comentários 1 a 5 de um total de 29 Escrever comentário

26.11.2008 - 12h35 - nós a ver, lisboa
Ouvi há pouco no rádio que os contribuintes terão que pagar 18 MILHÕES de euros à empresa construtora do túnel do Marquês, como indemnização,por causa das sucessivas iniciativas do Sr.Sá Fernandes .Sendo ele jurista devia saber que iria perder.Mas isso não interessava, o importante é que foi falado,teve tempo de antena,mostrou-se ao povo como o defensor do bem público ,contra tudo e contra todos.E foi eleito.Ok. agora já lá está, já disse que não sai ,e de certeza que se vai propõr para a lista do PS na próxima.Ele e o enorme grupo de assessores que levou consigo.Nós pagamos!

26.11.2008 - 12h34 - Luis, Almada
António de Lisboa: certo, certo é que o PCP foi o único partido cuja alegada prática não "democrática" foi julgada pelo Tribunal Constitucional que concluiu em TODAS os itens pela TOTAL razão da direcção do Partido e portanto pela TOTAL democraticidade da sua vida e prática interna.

26.11.2008 - 12h30 - António de Noronha de Oliveira Martins, Lisboa
Vê-se aqui o oportunismo político de Sá Fernandes. Enquanto ninguém o conhecia, era de reclamar, impugnar, embargar. Desde que está no poleiro calou-se, e agora reclama por uma união da esquerda... Fala-se no dinheiro como vil metal; e o poder, o que é?´Nada mais nada menos que o vil poder. Muitas vezes ligado ao dinheiro. Os esquerdistas são assim, como os outros! É isto que temos em Portugal como políticos! E Salazar é que era mau!

26.11.2008 - 12h28 - Cisco, Portugal
Esta e a prova da falta de transparencia e de credebilidade governativa que o BE, demonstra. Se a opiniao e posicao, do "independete" que os representa na CML, nao vai de encontro com a demagogia esquerdista, imediatamente lhe e retirada a confianca politica. E por isso que nao voto, nem tenho confianca no BE.

26.11.2008 - 12h26 - antónio pedro ribeiro, vila do conde
Mas o santinho do Sá Fernandes também não fica bem na fotografia. O mal do BE é recorrer a santos moderados, moralistas e fanáticos da ética em vez de se assumir de vez como partido revolucionário. Já o estou a dizer há três anos desde que saí de lá.

ENTÃO NÃO HAVIA BANCOS A FECHAR?

Plano de recuperação a entregar ao Banco de Portugal
Fundação Ellipse pode ajudar a salvar Banco Privado Português
26.11.2008 - 09h07
Por Cristina Ferreira, Vanessa Rato
O Banco Privado Português (BPP) deverá entregar a curto prazo um plano de recuperação financeira a ser avaliado pelo Banco de Portugal (BdP).

É uma tentativa de evitar a falência da instituição presidida por João Rendeiro e uma das medidas previstas no programa de saneamento do banco, a necessitar de fundos superiores a 500 milhões de euros, poderá ser a venda da colecção da Fundação Ellipse, um dos mais importantes acervos de arte contemporânea em Portugal, um projecto de que o fundador do BPP foi o principal impulsionador e que acabou por assumir como seu.

João Rendeiro foi ontem evasivo, não dando garantias sobre o destino de um acervo que reúne cerca de 400 obras assinadas por alguns dos mais relevantes nomes a trabalhar hoje em artes plásticas e que está em exposição em Alcoitão desde Maio de 2006 num espaço criado para o efeito.

"É cedo [para falar do futuro da Fundação Ellipse]. Logo se verá", disse ontem ao PÚBLICO João Rendeiro, em brevíssima conversa telefónica. Confrontado com o enigma lançado pelas suas declarações, Rendeiro escusou-se a mais esclarecimentos, acrescentando apenas: "[A minha frase] é críptica, tal como a situação geral do país é críptica."

Ontem, a gestão e os accionistas do BPP mantiveram-se em contacto com o BdP para delinear um plano de recuperação que deve ser enviado nas próximas horas ao supervisor. O programa de salvamento tem por base o regime jurídico das instituições financeiras. Entre as medidas, está a indicação dos activos susceptíveis de serem vendidos e da disponibilidade dos accionistas para aumentar o capital do banco, que é actualmente de 150 milhões de euros. O objectivo é permitir que o banco se mantenha a funcionar até que os mercados recuperem, o que puxará para cima o valor dos activos em carteira.

A iniciativa para encontrar uma solução surge depois de Vítor Constâncio ter revelado que não concedia o aval de 750 milhões solicitado por Rendeiro (aceitando avançar apenas com 45 milhões de euros). E depois de o ministro das Finanças ter dado sinais de que o Governo não iria injectar fundos públicos na instituição.

Para já, sabe-se que Stefano Saviotti, que detém cerca de seis por cento do banco, vai convocar uma assembleia geral. É neste fórum que a venda da colecção da Fundação Elipse deverá ser abordada.

Investimento de 20 milhões

Criada em 2004 como fundo de investimento internacional com sede legal na Holanda, a colecção da Fundação Ellipse representou um investimento de 20 milhões de euros, injectados por um grupo de cerca de 30 investidores portugueses, espanhóis e brasileiros. Inicialmente, anunciou-se que a colocação de capital na fundação seria efectuada ao longo de um período de quatro anos, a começar em 2004 e a acabar precisamente este ano, quando o fundo deveria ser transformado em retorno através da venda da colecção. Contudo, a meio do período previsto de colocação de capital, os investidores com objectivos de lucro a mais curto prazo terão vendido as suas posições e João Rendeiro assumiu outro projecto: um centro de arte contemporânea privado, mas com lógica de serviço público, e com três assessores para aquisições: Alexandre Melo, curador de arte contemporânea e assessor para a Cultura de José Sócrates; Pedro Lapa, director do Museu do Chiado-Museu Nacional de Arte Contemporanea; e Manuel González, em tempos ligado à colecção do norte-americano J. P. Morgan.

A ideia seria manter actividades ao longo de um período de cinco, dez anos, mas nunca ficou claro quais as perspectivas posteriores para uma fundação publicamente apenas associada ao nome do seu mentor, mas que surge nos relatórios do BPP.

Dado o contexto internacional, é difícil prever qual o actual valor da Colecção Ellipse. Nos últimos quatro anos, obras pontuais poderão ter chegado a ver o seu valor multiplicado por dez e depois cortado para metade, devido à crise. Mas, caso o valor global da colecção tenha duplicado, ou até triplicado, corresponde a apenas uma pequena fatia da garantia que o BPP pediu ao BdP.

A ANARQUIA VEIO TER COMIGO


A anarquia despertou em mim
às quatro da manhã num hotel da Suiça
a anarquia veio ter comigo
em conversas sobre a morte do pai
e a sida na ONU
a anarquia veio ter comigo
no meio dos bancos e das grandes fortunas
a anarquia veio ter comigo
et elle parle le français
a anarquia veio ter comigo
quando começava a sentir-me em baixo
a anarquia volta sempre
a anarquia veio ter comigo
com o cacau nos bolsos
a anarquia veio ter comigo
e fura-te as tripas
a anarquia veio ter comigo
e canso-me das tuas conversas
a anarquia veio ter comigo
e pôs-me outra vez em forma

A anarquia veio ter comigo
num café da Boavista
a anarquia veio ter comigo
no reggae do Bob Marley
a anarquia veio ter comigo
no sorriso do gerente
a anarquia veio ter comigo
no grito do velhote alucinado
a anarquia veio ter comigo
no dedo espetado do punk
na manif em Genebra
a anarquia está em todo o lado
a anarquia veio ter comigo
no discurso da mulher
que insulta o Sócrates
a anarquia veio ter comigo
nos autocarros que passam
a anarquia veio ter comigo
nas reuniões da família
a anarquia veio ter comigo
na empregada que coxeia
a anarquia veio ter comigo
há séculos que não bebo cerveja
a anarquia veio ter comigo
no avião que vomita
a anarquia veio ter comigo
e o velhote continua a falar só
a anarquia veio ter comigo
e o mundo mete dó
a anarquia veio ter comigo
e Deus sentou-se à minha mesa
pediu uma cerveja
comentou a loira que entra
foi-lhe dar um beijo no cu
rebentou com a confeitaria
a anarquia veio ter comigo
e já não há cafés como em Portugal
a anarquia veio ter comigo
e eu quero ir exibir-me ao Pinguim
a anarquia veio ter comigo
e ninguém abusa de mim
a anarquia veio ter comigo
e eu penso na minha mãe
a anarquia veio ter comigo
e o sangue volta a correr
e eu penso na gaja que não pára de falar
penso oferecer-lhe o poema
convidá-la para jantar
(bem sei que esta rima já não se usa
diz o Antero e com razão
mas é preciso ver
que a coisa vem do coração)
a anarquia veio ter comigo
na estátua do Freddy Mercury em Montreux
a anarquia veio ter comigo
e o amor também.

Genéve/Porto, 23.11.2008

NIETZSCHE


E é Nietzsche que me faz afastar do pessimismo, do niilismo. Nietzsche que fala da superação do homem pelo conhecimento, pela criação. Nietzsche que despreza a vidinha quotidiana do cidadão comum. Nietzsche que procura as alturas para criar. Nietzsche que despreza o Estado, o mercado e a economia. Nietzsche que procura o que deseja viver e deixar viver. Nietzsche que ama a vida e que, por isso, odeia os profetas da morte.

POETA DIVINO


Poeta divino
queres o agora
poeta divino
queres o céu na Terra
fartaste-te da vida previsível
do governo e dos economistas
fartaste-te do grande tédio
que traz o deus-dinheiro
poeta divino
amas a vida
poeta divino
queres que o sangue corra
fartaste-te do rebanho
e da vidinha
poeta divino
és o menino e o bailarino
procuras o banquete permanente
e a alegria
poeta divino
os deuses amam-te
afastam-te da razão
dão-te a sabedoria
poeta divino
o futuro que se foda!

A. Pedro Ribeiro

SEXO


Se não fosse o sexo ou o desejo sexual e aí é que esta merda morria por completo. Se aparecessem agora umas gajas boas logo a minha escrita se modificava. Mas nada. Só aparecem distribuidores de mercadoria. Olha! Caíram do céu umas gajas mas não são suficientemente boas. Deixa-me lá avaliar melhor. O cabelo de uma tapa as mamas da outra. Estou fodido! Pois, mas estava a falar da sociedade-espectáculo, deixa-me lá teorizar sem ligar a coisas de somenos importância como as gajas. As gajas que venham ter comigo no fim do espectáculo. Eh, pá! Mas quando as gajas começam a tirar os casacos um gajo avalia melhor a coisa. Estas parecem ser do género convencional, atinadinho, nunca se sabe. Mas dizia eu, Guy Debord...eh, pá! O Debord também apanhava umas bebedeiras. Debord e Vaneigem falam da poesia. É evidente, não a poesia dos livros mas a poesia enquanto criação, enquanto transgressão. E depois prefiro a conversa das gajas. A conversa da maior parte dos gajos é tão chata. Só falam de futebol. Futebol e trabalho. Duplamente chata. Ninguém fala da psicanálise como o Freud ou como o Rocha. Platão, porque não voltas? EScutar-te-ia atentamente como um discípulo. A verdade é que a sociedade-espectáculo é uma grande seca.

sábado, 22 de novembro de 2008

LUIZ PACHECO

"Evocar Luiz Pacheco é dizer não à vidinha deprimente de todos os dias que faz vencidos, vendidos e convertidos ao império do tédio, do dinheiro, do consumo e do mercado. Evocar Luiz Pacheco é denunciar as capelinhas e as honrarias literárias. É celebrar a liberdade, o espírito livre, que se coloca à margem, que caga nos políticos postiços, nos moralistas de esquerda e de direita. É dizer que é possível dizer não à norma e às convenções, à merda instituída através da via libertina e libertária de Sade ou de Henry Miller. É acreditar que a provocação e a subverção constantes revelam o homem autêntico, generoso, puro. É celebrar o grande escritor, a literatura que se confunde com a vida. É dizer que a vida não é a vidinha, que há espaço dentro do homem onde a liberdade é livre."

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

DIAS LOUREIRO E O BPN

Dias Loureiro participou pelo Grupo BPN na compra de empresas que foi ocultada das autoridades
18.11.2008 - 21h44
Por Cristina Ferreira
Luís Ramos (arquivo)

Dias Loureiro recusou comentar o seu envolvimento
A operação de aquisição de duas sociedades com sede em Porto Rico pela Sociedade Lusa de Negócios (SLN), em 2001 e 2002, numa transacção ocultada das autoridades e não reflectida nas contas do grupo, foi liderada por José Oliveira e Costa, antigo líder do Grupo SLN/Banco Português de Negócios (BPN), e por Manuel Dias Loureiro – na altura administrador executivo do mesmo grupo. A operação envolveu duas empresas tecnológicas, contas em offshore e um investimento de mais de 56 milhões de euros por parte da SLN.

Oliveira e Costa e Dias Loureiro foram os gestores que se deslocarem a Porto Rico para tratar do negócio de compra de 75 por cento da NewTechnologies, em Dezembro de 2001, e de uma posição 25 por cento na Biometrics Imagineerin, um mês depois.

As duas empresas estão registadas naquele paraíso fiscal, que é território norte-americano. A SLN adquiriu a Biometrics, empresa que se encontrava falida, e a NewTechnologies, esta sem qualquer actividade. As duas tinham ainda ligações à Tracy Beatle, gerente da sociedade inglesa Dual Commerce & Servisses, e a Neelai Patel, secretária desta sociedade.

A Dual Commerce controla a sociedade brasileira Fuentes Participações, para onde foram enviadas por sociedades do universo SLN, designadamente, o Banco Insular e o BPN Cayman (ver PÚBLICO do passado sábado), verbas superiores a 30 milhões de euros. A Dual Commerce é, por sua vez, detida por sociedades trust (gestão de fortunas) com sede no paraíso fiscal de Gibraltar.

Contactado pelo PÚBLICO, Dias Loureiro recusou comentar o seu envolvimento, assim como a sua presença na SLN e no BPN. Mas garantiu que “está disponível para prestar todos os esclarecimentos que as autoridades entenderem necessários sobre a sua actividade no grupo SLN/BPN.”

Ler mais na edição de amanhã do Público

terça-feira, 18 de novembro de 2008

DA ECONOMIA


O capitalismo actual significa a submissão total à economia. A economia penetra em todos os domínios, deixando em todo o lado o rasto da eficácia, da selecção entre aptos e inaptos, da mecanicidade, do quantitativo, da frieza, da ausência de sentimentos. Tudo se reduz a números, percentagens, estatísticas, balanços, contas, gráficos, cálculos mesquinhos. A economia é a ciência do mesquinho, do avaro, do poupadinho, de todos aqueles que vivem sem prazer e sem volúpia. A economia é a negação do desejo, da vontade, da emoção. À religião da economia e do dinheiro, à religião da morte temos de opôr a "religião" do prazer, da criação- o espírito dionisíaco.

domingo, 16 de novembro de 2008

POVOAOFFFLINE TAMBÉM REMOVIDO

Depois do Povoaonline e do Povoaoffline chegou a vez do blog Povoaofffline ser removido por ordem dos tribunais a pedido de Macedo Vieira, presidente da Câmara da Póvoa de Varzim. Esta perseguição à liberdade de expressão dos blogs tem tiques de fascismo mas o bravo Tony Vieira criou o http://povoa-online.blogspot.com e continua na luta. Sejamos solidários com este companheiro bloguista.
Ver também http://povoaonoffline.blogspot.com

sábado, 15 de novembro de 2008

ERUDITOS


Mudei-me da casa dos eruditos e bati a porta ao sair. Por muito tempo, a minha alma assentou-se faminta à sua mesa. Não sou como eles, treinados a buscar o conhecimento como especialistas em rachar fios de cabelo ao meio. Amo a liberdade. Amo o ar sobre a terra fresca. É melhor dormir em meios às vacas, que em meio às suas etiquetas e respeitabilidades.
Nietzsche