quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

RIBEIRO NA VOZ DA PÓVOA


SECÇÃO: Cultura


Entrevista a António Pedro Ribeiro


A Surrealizar Por Aí
António Pedro Ribeiro nasceu no Porto em Maio de 68. Vive em Vilar do Pinheiro. É Licenciado em Sociologia. Com Rui Soares, publicou o livro de poesia, “Gritos. Murmúrios” (Grémio Lusíada, 1988), seguiu-se “à mesa do homem só”, (Silêncio da Gaveta, 2001); sexo noitadas e rock n’roll, (Edição de Autor, 2004); Declaração de Amor ao Primeiro Ministro, (Objecto Cardíaco, 2006); Sallon, (Edições Mortas, 2007) e recentemente, Um poeta a Mijar, (Corpos Editora, 2007).


Voz da Póvoa – Um Poeta a Mijar, continua a fazer declarações de amor ao primeiro ministro?


António Pedro Ribeiro – O surrealismo e o dadá continuam presentes e até a linha Beatnick. O poeta a mijar é no fundo um poeta que observa, está no mundo mas está deslocado do mundo de uma forma muito critica. Por um lado está a mijar e está-se a cagar, mas por outro está preocupado com um mundo que é feito de economicismos, materialismos e de castrações. O poeta coloca-se um pouco à margem, na posição de um certo voyeur, mas é aí que observa.


V.P. – Este livro continua a assumir o lado crítico na linha dos anteriores?


A.P.R. – O livro, Declaração de Amor ao Primeiro Ministro, tinha mais poder e era mais directo, mas penso que este é mais abrangente, porque vai buscar coisas que não estavam nos outros livros. Não sendo tão directamente politizado, acaba por ser mais critico porque vai buscar a fundo o que está mal na sociedade e até o amor continua presente, talvez menos por uma mulher como no Sallon, já o lado místico, como lúcifer, deus, o céu, continua muito presente.



V.P. – Nos livros aparecem sempre poemas que hibernavam nas gavetas?


A.P.R. – A escrita tem destas coisas, por vezes passo por certos períodos de espera e de silêncio e depois há outros em que escrevo bastante. Há também poemas que vão esperando por um livro que os acolha, mas nem sempre é assim, por vezes ficam esquecidos ou perdidos num qualquer sítio e depois por obra do acaso vão sendo recuperados à luz do dia que são os livros por onde passam a morar.


V.P. – O poeta volta a ser candidato, desta vez à Câmara do Porto...


A.P.R. – É uma forma de bombardear o sistema, é puro terrorismo poético. Não há qualquer inocência nesta candidatura, nem a intenção é provocar por provocar, é o tal lado surrealista que exige uma postura radical, que se tem mantido na minha escrita e que é coerente com a minha pratica. Depois a velha ganga marxista já não se aplica à sociedade de hoje, é preciso procurar outros caminhos, como o sentido de humor por exemplo.


V.P. – Pensa que este é um momento em que se exige uma viragem na sociedade?


A.P.R. – Já fui comunista, marxista-leninista e só marxista. Agora já não tenho a propor um modelo de sociedade, tenho é a certeza que este modelo não serve e portanto devo tentar ridiculariza-lo ao máximo. Neste momento estou afastado dos partidos e não acredito neles nem nos seus projectos. Não tenho uma solução para o problema, mas sei que isto não serve e o que posso fazer é escrever sobre isto e dizer que nada disto vai ao encontro da felicidade do homem.


V.P. – O poeta era capaz de escrever um livro em oposição a tudo o que escreveu?


A.P.R. – Se fizesse uma selecção de poemas de amor que nunca publiquei, alguns mesmo antigos, era capaz de ser diferente, não completamente porque o amor acaba por estar sempre presente em todos os meus livros. Este fala muito do palco, ou tudo o que se vive enquanto lá está, o declamador de poesia, o cantor ou o performer. Um palco onde Jim Morrison ou Ian Curtis eram feiticeiros que conseguiam transportar o publico para outra dimensão, é esta a minha homenagem.


www.vozdapovoa.com

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

POESIA E RIBEIRO À CÂMARA


Hoje, quarta, dia 16, há poesia no Púcaros, a partir das 23,30 horas. O evento inclui a apresentação da candidatura do poeta António Pedro Ribeiro à Câmara do Porto pelo Partido Surrealista Situacionista Libertário, que aceita, desde já inscrições, com vista à legalização.
Ontem também houve poesia no "Café Café" em Famalicão e valeu a pena.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

O REI ANARQUISTA


Um rei anarquista
que venha iluminado alucinado
desde o Uno Primordial

Um rei
que canta e dança
que desafia Deus
que está para lá da moral

um rei autêntico
um rei poderoso
às portas do Céu

um rei que ri
na cara do tédio, do quotidiano,
do senso comum
um rei marado
um rei flipado
um rei doido para lá dos tempos

um rei que ri
na cara do capital, do mercado,
do racionalismo económico
um rei libertário
um rei mago
um rei possesso
que vem do Uno Primordial.

Vilar do Pinheiro, "Motina", 15.1.2008

DAQUI A 10 ANOS

Estou-me a ver
daqui a dez anos
alcoólico
a regatear os trocos

com umas poesias
com umas filosofias a mais
a ser repreendido
a ser motivo de risota

Alcoólico
a insultar os deuses
a maldizer o mundo
eis-me daqui a dez anos.

Só quando danço me aproximo dos céus.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Estou a uma cerveja de Deus.

MY KING


A TV envenena
a TV destrói
a cerveja envenena
a cerveja mói

Não há mulheres para ti
meu rei, meu único rei
my king, my only king

Vives na época errada
de vez em quando
aparece-te uma gaja marada
que te acende
de vez em quando a luz
de vez em quando a vida
de vez em quando
my king, my only king
de vez em quando
és quem queres
de vez em quando
és Deus

A cerveja mói
faz-te escrever
Há quem te saúde e grite o teu nome
há quem te ponha no trono
há quem te veja como o mago que és
de Nietzsche de Rimbaud
da Idade do Ouro
do Uno Primordial
de vez em quando
my king, my only king

Mas isto dói, dói tanto
que nem sei se vale a pena estar aqui

e o velho pega nas muletas
e tu tens de rir
enfrentar a fera
tens de rir de desprezo
na cara da angústia
tens de rir
até ao fim da noite
tens de rir
mais alto do que eles
demoradamente entusiasticamente
tens de rir
até cair
my king, my only king
meu mago doido, meu poeta.


Estou só
continuo só
nunca mais vens
estou só
continuo só
a vida é uma merda
nada me entusiasma
no dia a dia
só as sessões de poesia
me acendem um pouco
mas tu não vens
nunca mais vens
e deixas-me na merda.

domingo, 13 de janeiro de 2008


.......... criei uma dimensao do fogo ! fazer evadir os momentos lun'aticos, marados que sentem a embriagu{es dos magos profundos da humanidade, a procura do elixir da imortalidade que vai para al'em da ilusao ... um segundo sagrado Imortalidade ! em mim que amo o eterno, que afago a cor dos teus cabelos ... e curto o teu som o teu universo marado, de que gal'axia vens chabalo? pois, fiquei passada e deu me um vip de repente . EXPRESSAO LUZ INVASAO DE SENTIMENTO PALCO FLASH um choque cerebral electromagn'etico ! E procuro no labirinto dos espelhos e encontro o fundo de uma alma surreal bizarra altamente diferente o jogo da democracia em mim que nao conheco o odor do medo porque deambulo vadio por ruelas sem sol ... hoje o dia esteve fant'astico !!!!! choveu invisivelmente e senti saudades naufragadas ... body expression hoje tenho musica ... santana mike oldfield bryan ferry com uma das baladas mais lindas que eu conheci @ silence me you cross my heart i want you to be my baby @ cranberries saquem o loin de moi de monsieur jiggy altamente fantastica what is that sound ? acho que ele a passava bu'es no alcantara ... nao tenho imaginarium para o dancefloor ... djs e musiciens uma abstrac\ao do momento para mim ... ilusao ! sinto falta da minha danca cosmica ha uns dias dancei true blue da madonna no quarto ja nao ouvia ha anos 'e uma musica gira true blue baby i love you ! dan\a cosmica in the middle of tha crowD !so deep ! tenho saudades dos meus moshes eh ehh eh @I AM DIE WONDERGROUND INTO THE FUCKING UNDERGROUND @ ofere\o o vocal ao frank maurel ) merci monsieur, uma discipula sua em depressao vous etes sacr'e pour moi .... eu gosto de distorcer o som ? vous aimez le bass ? levar os graves ao maximo e depois cortar e dar cabo das colunas do meu irmao signed: to eternity a girl that comes from berlin, mixage correptione *porque eu corrijo os meus proprios erros@ eu deixei de assinar, so escrevo !! pois a desconstru\ao com blue feeling do mundo 'e minha so on so on white castles with dream makers. acho que deviamos criar uma universidade na estrada que vai para moncao. SONHEI! a serio. O Morrice era prof de alquimia ou de som e o !fofinho! do antonio rafael ia as aulas comigo, se calhar partilhavamos a mesma carteira. Havia bungalows e flores gigantes com petalas de todas as cores ... ja o disse a um dj que 'e muy spezial para mim que deviamos criar aldeias artisticas em aldeias em vias de desertifica\ao ... com academias de coracoes goticas exoticas e um sitio onde pudesse haver um intercambio de ideias ... IDEIAS IDEIAS ABSTRACT PICTURES IN MY MIND

! we are the awake. Peace warriors, dream makers, die undergorun... body controll, fake democracy eye contact Utopia in a crawl Illusion @ fur monsieur MOrrice fur du techno
com muitos beijinhos terroristas
@waving in tha frequency body explosion What? a deep spiral controlling tha illusion The realite is been manipulated by sensualit'E @ para maitre de MOI T'o Pereira

de resto tudo benne ! continuo em terras de cervantes e safo me ... sou uma artista ...

EU TENHO UMA CADELA CHAMADA LAICA QUEM SE METER COMIGO VAI TER A JAMAICA
EU SOU ARTISTA MAS MUITO MAIS VIGARISTA

eh hehh de uma amiga minha chamada ad'elia preta STRASSE ART

AKA a girl from Berlin

Carla Bento

AS MULHERES QUE QUERO


As mulheres que quero
são distantes inacessíveis
vivem em mundos
a que a minha palavra não chega

as mulheres que quero
estão para lá da minha magia
dançam à chuva
cobertas de ouro

e o meu canto jaz
preso no gelo.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

RIO AO RIO DOURO!


RIO AO RIO DOURO!


O PARTIDO SURREALISTA SITUACIONISTA LIBERTÁRIO (PSSL) lançou o poeta António Pedro Ribeiro como seu candidato à Presidência da Câmara do Porto e apresentou os manifestos anti-Rio, anti-Trabalho e anti-Teles no Bar Púcaros no Porto.

A. Pedro Ribeiro ou António Pedro Ribeiro nasceu no Porto em Maio de 68 (não por acaso…). Andou vários anos por Braga, onde frequentou os liceus Sá de Miranda e Alberto Sampaio e outras capelas diurnas e nocturnas, pela Trofa, pelo Porto, pela Póvoa de Varzim e por Vila do Conde e reside actualmente em Vilar do Pinheiro (Vila do Conde).
António Pedro Ribeiro foi mandatário distrital em Braga pelo PSR nas eleições legislativas de 1995 e candidato às Juntas de Freguesia da Póvoa (onde ficou a dois votos de ser eleito para a Assembleia de freguesia) e de Vila do Conde em 2005 e 2001 pelo Bloco de Esquerda, partido de que se afastou. Em 2005 a RTP e o DIÁRIO DIGITAL (Outubro) e o PÚBLICO (Novembro de 2004) noticiaram uma candidatura sua à Presidência da República pela Frente Guevarista Libertária.
É autor dos livros de poesia"Um Poeta a Mijar" (Corpos Editora, Dezembro de 2007), "Saloon" (Edições Mortas, Março 2007), "Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro. Manifestos do Partido Surrealista Situacionista Libertário" (Objecto Cardíaco, 2006), "Sexo, Noitadas e Rock n' Roll" (Pirata, 2004), "À Mesa do Homem Só. Estórias" (Silêncio da Gaveta, 2001) e "Gritos. Murmúrios" (Grémio Lusíada, 1988). É licenciado em Sociologia pela Faculdade de Letras do Porto, onde foi membro da Assembleia de Representantes e diversas vezes candidato à Presidência da Associação de Estudantes pela lista R. Ocupou diversos cargos no Jornal Universitário do Porto, tendo sido Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1998 e 1999. Foi fundador e é colaborador da revista literária Aguasfurtadas e diz regularmente poesia há 20 anos em diversos espaços como o Púcaros e o Pinguim no Porto, o Pátio em Vila do Conde, o Deslize e o ex-Tuaregue em Braga, tendo em 2006 actuado no Festival de Paredes de Coura, ao lado de Adolfo Luxúria Canibal, e em 2007 actuado no Festival de Poesia no Condado em Salvaterra do Minho em Espanha.
Em 1990 foi acusado de tentar ocupar o Hipermercado Feira Nova em Braga por motivos anti-consumistas e em 2003 foi, em conjunto com a Frente Guevarista Libertária, acusado de derrubar a estátua do fascista Major Mota na Póvoa de Varzim. É vocalista das bandas Las Tequillas e Mana Calórica www.myspace.com/manacalorica.


Pelo PSSL
Pela Frente Guevarista Libertária,
António Pedro Ribeiro
Silvia Lopes
Jorge Barros
Celorico D' Almeida
Maria Joana Campos
tel. 229270069
http://partido-surrealista.blogspot.com
http://tripnaarcada.blogspot.com
http://xamachama.blogspot.com

AS NOVAS MIÚDAS


As novas miúdas
que vêm ao "Pátio"
e eu fico a olhar
encantado

Só as novas miúdas
me encantam
o resto é absurdo
as bandas não tocam
nem sequer ensaiam
e eu entregue à solidão
e eu entregue aos meus versos
a ver se os versos me salvam
a olhar para a tua cara bonita
já não és para mim
estou a ficar velho
demasiado velho para estas miúdas.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

DULCINEIA




à mesa da confeitaria
ouço a minha mãe a assobiar aos gatos
as mulheres conversam
e tu, Dulcineia,
uma vez mais não apareceste
deixaste-me atado
agarrado ao Rocha e ao poeta panfletário
que atinge o sublime
quando tem alucinações.

CRÓNICAS

O empregado de mesa
e o ex-mendigo
apreciam as minhas crónicas

Venho à Póvoa
e sou feliz.

CANDIDATURA PSSL


O Partido Surrealista Situacionista Libertário (PSSL) apresentou a candidatura do camarada António Pedro Ribeiro à Câmara do Porto, bem como os Manifestos Anti-Rio, Anti-Trabalho e Anti-Teles no Bar Púcaros, no Porto.
Mais informações em http://partido-surrealista.blogspot.com

Rio ao Rio Douro!

Aceitam-se apoiantes.