terça-feira, 18 de janeiro de 2011

ROSAS E CAVACO

Fernando Rosas (BE) diz que BPN é "subproduto" do "cavaquismo" e que Cavaco está a "derrapar"
***Serviço áudio disponível em www.lusa.pt *** Vila Real, 17 jan (Lusa) - O dirigente do BE Fernando Rosas fez hoje um violento ataque a Cavaco Silva,...



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Fernando Rosas (BE) diz que BPN é "subproduto" do "cavaquismo" e que Cavaco está a "derrapar"
***Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***

Vila Real, 17 jan (Lusa) - O dirigente do BE Fernando Rosas fez hoje um violento ataque a Cavaco Silva, considerando que este candidato está a "derrapar" para o descontrolo verbal e que o Banco Português de Negócios (BPN) é um "subproduto" do "cavaquismo".

No Teatro de Vila Real, que se encontrava cheio, o docente universitário e dirigente do Bloco de Esquerda fez um dos discursos mais aplaudidos da noite.

E nem mesmo a "gaffe" que cometeu a meio do discurso, dizendo que o campo de Cavaco Silva era o do PSD e PS - um tique de linguagem, como disse um dirigente socialista à agência Lusa -, impediu que Fernando Rosas fosse longamente aplaudido no final da sua intervenção.

"Não é preciso ter nascido duas vezes, como disse Cavaco Silva, para perceber que a sua campanha está a derrapar na inquietação, com perda de controlo verbal, ataques insultuosos aos seus adversários, usando expressões como vil, baixeza ou campanha suja", disse.

Segundo o historiador e ex-deputado, na presente campanha eleitoral tem de colocar-se a seguinte pergunta: "Estamos ou não perante uma questão política, quando queremos saber em que condições um homem que é Presidente da República vendeu ações que não estão cotadas na bolsa, com lucro de 140 por cento, a um banco que é formado pelos seus amigos políticos, em que grande parte deles estão a responder criminalmente por atentado contra a economia e as finanças públicas".

Na sua intervenção, o professor universitário provocou risos na plateia quando reintroduziu a expressão de Cavaco Silva de que é necessário nascer duas vezes para se ser tão sério como ele.

"Ainda bem que ninguém nasceu duas ou três vezes, caso contrário tínhamos o país povoado de cavacozinhos autoritários a envenenar-nos todos os dias", contrapôs, num discurso em que atual chefe de Estado também foi acusado de populismo.

"Populismo significa fingir que se é amigo dos pobres. Ser amigo dos pobres não é criar as sopas do Cavaco iguais às sopas do Sidónio [Pais] algumas décadas atrás", apontou Fernando Rosas, condenando depois "a caridadezinha de sopas para os pobres".



PMF

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Lusa/fim

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