Não sou sociável
passo a maior parte do tempo sozinho
para piorar as coisas
estou proibido de beber
Os meus verdadeiros amigos
não estão
o mundo é absurdo
o álcool é absurdo
tudo é absurdo
Um poeta respeitável
não choraminga
um poeta respeitável
mantém a pose respeitável
do alto das suas barbas
do alto das suas taras
Um poeta respeitável
vai às conferências
lê livros respeitáveis
não faz figuras tristes
Um poeta respeitável
não escreve versos em público.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2006
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11 comentários:
Devo dizer que este post está estraordináio.
Um abraço Pedro.
Post nada, um poema notável, isso sim. Ó Ribeiro, mas isto é tudo para publicar em livro, à posteriori, ou é para ficar só por aqui?
Demorei a "aderir", mas apreciei sobretudo a sinceridade (que quase fere) e a musicalidade, olarilolela.
Jonas... o Johanas nas alturas, de Lamego...?
caro rui,
este poema ainda não vai sair nos dois livros que vou publicar proximamente- "Saloon" (Edições Mortas) e "Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro" (nova editora do valter hugo mãe, de cujo nome sempre me esqueço). Mas espero que seja publicado noutro livro. Mas não tenho pressa.
Ó Das Lages, do Porto?!
Eu mesmo, Jonas. Um abraço neste ponto de encontro!
Ribeiro, uma delícia o título "Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro". Venham esses livros. A editora do valter chama-se Coração Híbrido.
De facto, pressas para quê?
Abraço.
Penso que não estou errado se disser que a editora do Valter se vai chamar: Objecto Cardíaco
Obrigado marquês,
é mesmo Objecto Cardíaco.
Ó Das Lages, safas-te? Então vêmo-nos (também) por aqui.
Caro Pedro, gosto do Saloon - faz lembrar um bar da ribeira, bem aluccccinado -, e sobretudo da Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro - bem esgalhado.Já tive oportunidade de ler um ou outro poema que postaste aqui e deixou-me água na boca. (Com licença: vou-me limpar.)
muito interessante, pedro... mas também muito pessoal...
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