Dos filhos”, A. Pedro Ribeiro
“Não entendo como há editoras que me rejeitam. A minha forma de escrever é original. Já o disse. Não sou o melhor seleccionador. Mas não faço outra coisa senão escrever…e ler. Vivo da escrita. Vivo literalmente da escrita. Os meus textos são todos meus filhos. À falta de amigos e de amigas tenho os meus filhos. Uns ficam. Outros são rejeitados. Outros ainda ressuscitam. Mas são todos meus filhos. Amo-os. Nascem de mim. Sou o criador. A mãe que os pare. E o criador é livre e feliz.”
terça-feira, 10 de maio de 2011
SE ME PAGARES UMA CERVEJA ESTÁS A FINANCIAR A REVOLUÇÃO

Quintas de Leitura
"Vida no campo"
26 maio, 22h, Teatro do Campo Alegre
O momento poético traz de volta às Quintas de Leitura o agitador A. Pedro Ribeiro, que aresentará a performance intitulada "Se me pagares uma cerveja estás a financiar a Revolução".
É sua cúmplice nas leituras a também poeta Susana Guimarães.
A sessão terá a fechar cada uma das partes dois grandes concertos: Opus Diabolicum (1ª parte) e Noiserv (2ª parte). Uma sessão que vale por duas.
"Quintas de Leitura" é um ciclo poético promovido pela Câmara Municipal do Porto, através da Fundação Ciência e Desenvolvimento.
Teatro do Campo Alegre
Rua das Estrelas s/n
4150 - 762 Porto
Bilheteira: 22 6063000 / bilheteira@tca-porto.ptEste endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar
segunda-feira, 9 de maio de 2011
O POETA

O poeta não alinha com os sociais-democratas. O poeta não fala a linguagem dos sociais-democratas. O poeta é amigo de alguns sociais-democratas mas não é da seita deles. O poeta é diferente. O poeta vê mais longe, o poeta olha para cima, para o infinito. O poeta não tem pactos com os governos nem com a democracia. O poeta não tem compromissos. O poeta anda à solta. O poeta deixa crescer os cabelos. O poeta enfrenta o Presidente. O poeta não é detergente. O poeta não está à venda. O poeta não tem limites. O poeta não se converte. O poeta está farto da propaganda mediática. O poeta odeia o "Continente" e o "Pingo Doce". O poeta ocupa o hipermercado. O poeta está contra o mercado. O poeta ama a vida. O poeta vive mesmo que esteja entediado. O poeta é do diabo. O poeta é o anjo rejeitado. O poeta é o primeiro anarquista.
NATO NAZI
Notícia do jornal britânico "The Guardian" acusa aliança de deixar morrer os migrantes africanos
NATO diz que investigará morte de migrantes no Mediterrâneo
09.05.2011 - 09:19 Por PÚBLICO
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3 de 3 notícias em Mundo
« anteriorA NATO afirmou hoje que vai investigar a denúncia, feita pelo jornal britânico The Guardian, da morte de 61 migrantes africanos, que foram deixados à sua sorte no Mediterrâneo, depois de alertarem a Guarda Costeira italiana e terem passado por um porta-aviões da NATO.
Lampedusa tem sido o destino de muitos migrantes que tentam escapar à instabilidade no Norte de África (Antonio Parinello/Reuters)
Segundo o diário, a embarcação com 72 passageiros, incluindo mulheres, crianças e refugiados políticos, tinha saído de Trípoli, Líbia, para a ilha italiana de Lampedusa quando se viu em apuros. Fizeram soar alarmes, pediram ajuda da guarda costeira italiana e tentaram contactar um helicóptero militar e um navio da NATO... mas não houve qualquer tentativa para os socorrer.
Depois de 16 dias, 68 dos ocupantes do navio estavam mortos. Onze chegaram a terra, mas dois morreram pouco depois. Nove sobreviveram para contar a história. “Todas as manhãs acordávamos e encontrávamos mais corpos. Deixávamo-los no barco durante 24 horas, e depois atirávamo-los ao mar”, contou Abu Kurke, um dos sobreviventes. “Nos últimos dias, já não nem sabíamos quem éramos.. Todos estavam a rezar, ou a morrer.”
Lei marítima obriga a ajuda
“Houve uma renúncia da responsabilidade qu elevou àmorte de 60 pessoas”, acusou Moses Zerai, um padre eritreu em Roma que dirige uma organização de refugiados e que esteve em contacto com o navio pelo telefone satélite da embarcação, enquanto a bateria deste durou. “Isto é um crime, e um crime não pode ficar sem castigo só porque as vítimas eram migrantes africanos e não turistas num cruzeiro.”
A lei internacional marítima, sublinha o "Guardian", obriga a qualquer navio, incluindo unidades militares, a prestar auxílio a outras embarcações em dificuldades sempre que possível. Uma porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os refugiados pediu mais cooperação dos navios comerciais e militares. “O Mediterrâneo não se pode tornar no Wild West”, comentou Laura Boldrini. “Os que não ajudam as pessoas não podem continuar impunes.”
As revoltas e instabilidade em países do Norte de África levaram a um aumento do número de pessoas que tentam chegar à Europa de barco – nos últimos quatro meses, acredita-se que 30 mil migrantes tenham tentado atravessar o Mediterrâneo de barco. Muitos morreram.
Ninguém admite contacto com barco
Este barco tinha saído de Trípoli a 25 de Março levando 47 etíopes, sete nigerianos, sete eritreus, seis ganeses e cinco sudaneses. Havia 20 mulheres e duas crianças pequenas – uma delas tinha apenas um ano.
No caminho para Lampedusa, quando estava no mar há apenas 18 horas, a embarcação começou a ter problemas e a perder combustível.
O “Guardian” reconstruiu a história com base em testemunhos dos sobreviventes e pessoas que estiveram em contacto com o barco. Os migrantes começaram por contactar o padre Zerai, que alertou a guarda costeira italiana – que lhe assegurou que tinha dado o alarme e que as autoridades estavam a par da situação.
Um helicóptero militar apareceu pouco depois e forneceu pacotes de bolachas, água, e deu indicações de que o barco deveria manter-se na sua posição até chegar um navio de ajuda. Mas nenhum país admite ter mandado este helicóptero.
Itália diz ter avisado Malta para o barco, Malta nega ter tido qualquer contacto com os migrantes.
O capitão ganês, não vendo sinais do navio de auxílio prometido, decidiu que poderia chegar a Lampedusa com os 20 litros de combustível que ainda tinha. Mas dois dias depois de ter partido da Líbia tinha perdido o rumo, ficado sem combustível, e estava ao sabor da corrente.
O porta-aviões da NATO
A corrente levou-o para perto de um porta-aviões da NATO, tão perto que seria impossível não terem sido vistos. O “Guardian” tentou descobrir que navio da NATO seria este, e descobrindo que o Charles de Gaulle operava no Mediterrâneo nestas datas, tentou obter comentários. Recebeu uma resposta dizendo que o porta-avião francês não estava no local. Confrontado com notícias que falavam da presença do Charles de Gaulle na região na altura, um porta-voz da NATO recusou-se a fazer comentários. Entretanto, a organização já anunciou que está a investigar a denúncia.
NATO diz que investigará morte de migrantes no Mediterrâneo
09.05.2011 - 09:19 Por PÚBLICO
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Lampedusa tem sido o destino de muitos migrantes que tentam escapar à instabilidade no Norte de África (Antonio Parinello/Reuters)
Segundo o diário, a embarcação com 72 passageiros, incluindo mulheres, crianças e refugiados políticos, tinha saído de Trípoli, Líbia, para a ilha italiana de Lampedusa quando se viu em apuros. Fizeram soar alarmes, pediram ajuda da guarda costeira italiana e tentaram contactar um helicóptero militar e um navio da NATO... mas não houve qualquer tentativa para os socorrer.
Depois de 16 dias, 68 dos ocupantes do navio estavam mortos. Onze chegaram a terra, mas dois morreram pouco depois. Nove sobreviveram para contar a história. “Todas as manhãs acordávamos e encontrávamos mais corpos. Deixávamo-los no barco durante 24 horas, e depois atirávamo-los ao mar”, contou Abu Kurke, um dos sobreviventes. “Nos últimos dias, já não nem sabíamos quem éramos.. Todos estavam a rezar, ou a morrer.”
Lei marítima obriga a ajuda
“Houve uma renúncia da responsabilidade qu elevou àmorte de 60 pessoas”, acusou Moses Zerai, um padre eritreu em Roma que dirige uma organização de refugiados e que esteve em contacto com o navio pelo telefone satélite da embarcação, enquanto a bateria deste durou. “Isto é um crime, e um crime não pode ficar sem castigo só porque as vítimas eram migrantes africanos e não turistas num cruzeiro.”
A lei internacional marítima, sublinha o "Guardian", obriga a qualquer navio, incluindo unidades militares, a prestar auxílio a outras embarcações em dificuldades sempre que possível. Uma porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os refugiados pediu mais cooperação dos navios comerciais e militares. “O Mediterrâneo não se pode tornar no Wild West”, comentou Laura Boldrini. “Os que não ajudam as pessoas não podem continuar impunes.”
As revoltas e instabilidade em países do Norte de África levaram a um aumento do número de pessoas que tentam chegar à Europa de barco – nos últimos quatro meses, acredita-se que 30 mil migrantes tenham tentado atravessar o Mediterrâneo de barco. Muitos morreram.
Ninguém admite contacto com barco
Este barco tinha saído de Trípoli a 25 de Março levando 47 etíopes, sete nigerianos, sete eritreus, seis ganeses e cinco sudaneses. Havia 20 mulheres e duas crianças pequenas – uma delas tinha apenas um ano.
No caminho para Lampedusa, quando estava no mar há apenas 18 horas, a embarcação começou a ter problemas e a perder combustível.
O “Guardian” reconstruiu a história com base em testemunhos dos sobreviventes e pessoas que estiveram em contacto com o barco. Os migrantes começaram por contactar o padre Zerai, que alertou a guarda costeira italiana – que lhe assegurou que tinha dado o alarme e que as autoridades estavam a par da situação.
Um helicóptero militar apareceu pouco depois e forneceu pacotes de bolachas, água, e deu indicações de que o barco deveria manter-se na sua posição até chegar um navio de ajuda. Mas nenhum país admite ter mandado este helicóptero.
Itália diz ter avisado Malta para o barco, Malta nega ter tido qualquer contacto com os migrantes.
O capitão ganês, não vendo sinais do navio de auxílio prometido, decidiu que poderia chegar a Lampedusa com os 20 litros de combustível que ainda tinha. Mas dois dias depois de ter partido da Líbia tinha perdido o rumo, ficado sem combustível, e estava ao sabor da corrente.
O porta-aviões da NATO
A corrente levou-o para perto de um porta-aviões da NATO, tão perto que seria impossível não terem sido vistos. O “Guardian” tentou descobrir que navio da NATO seria este, e descobrindo que o Charles de Gaulle operava no Mediterrâneo nestas datas, tentou obter comentários. Recebeu uma resposta dizendo que o porta-avião francês não estava no local. Confrontado com notícias que falavam da presença do Charles de Gaulle na região na altura, um porta-voz da NATO recusou-se a fazer comentários. Entretanto, a organização já anunciou que está a investigar a denúncia.
domingo, 8 de maio de 2011
SE ME PAGARES UMA CERVEJA ESTÁS A FINANCIAR A REVOLUÇÃO

26 de Maio
22h00
Café-Teatro
M/16 anos
VIDA NO CAMPO
Depois do êxito de "A Rua da Estrada" (2009) e de "Casas Kitadas" (2010), anuncia-se, agora, o regresso do geógrafo Álvaro Domingues com nova temática - "Vida no Campo". Outra surpreendente conferência-esquisita com a sapiência e o humor de um grande comunicador.
O momento poético traz de volta às "Quintas" o agitador A. Pedro Ribeiro. Apresentará a performance intitulada "Se me pagares uma cerveja estás a financiar a Revolução". É sua cúmplice nas leituras a também poeta Susana Guimarães.
A sessão terá a fechar cada uma das partes dois grandes concertos: OPUS DIABOLICUM (1ª parte) e NOISERV (2ª parte).
Uma sessão que vale por duas.
Produção: Câmara Municipal do Porto, através da Fundação Ciência e Desenvolvimento.
MANIF 15 DE MAIO

O 12 de Março não esgotou o protesto social. Os decretos da troika contribuem para o descontentamento e devem incentivar e elevar o nível do protesto.
Dia 15, domingo, dia do Senhor, é dia de participarmos não?
Everybody, todos à manif
Abraços
carta de Divulgação Associações e 2 propostas para div em massa
Contactos institucionais/associações etc...:
Caros Amigos,
Estamos cada vez mais perto do limite. Jovens, adultos e idosos; trabalhadores, desempregados, estudantes, reformados e pensionistas... vemos os nossos direitos diluirem-se numa trama de prepotência, alta finança, manipulação e má gestão. As oportunidades e os direitos são-nos retirados a um ritmo cada vez mais rápido. As desigualdades tornam-se abissais, assim como a desproporção entre os faustosos privilégios de uma minoria e os constantes sacrifícios de todos os outros.
Parasita-se um povo inteiro e vende-se a "alma" e os recursos de um país porque tal interessa a uma rede de interesses obscuros e poderosos. Não há Humanidade, nem Natureza a salvo da ambição desmedida por mais e mais lucro; a instituições políticas tornam-se parceiros manobráveis no tabuleiro dos interesses económicos, as pessoas sentem-se esmagadas e impotentes perante um jogo cujas regras elas não ditaram, as consequências do desrespeito galopante são visíveis e inegáveis, tanto no ambiente como nas sociedades.
Como todos temos vindo a observar, isto acontece de leste a oeste e de norte a sul... por todo o mundo.Perante isto, nada mais nos resta a não ser juntarmo-nos aos que pensam e sentem como nós e conquistar a Humanidade essencial pelo atrevimento da denúncia, da resistência e da busca activa por alternativas.
Assim, decidimos responder ao apelo feito pela Plataforma de coordinación de grupos pro-movilización ciudadana, que se encontra a organizar a iniciativa “Democracia Real YA. No somos mercancía en manos de políticos y banqueros. Toma la Calle” (http://democraciarealya.es/), de convocar protestos por toda a Europa para a tarde de 15 de Maio. Adoptámos como Manifesto (http://15maio.blogspot.com/p/manifesto.html) uma versão do Manifesto espanhol traduzida e adaptada à nossa realidade. É um Manifesto aglutinador e que não define o caminho exacto, pois essa descoberta/invenção, cabe-nos a todos fazer, e esperamos que este dia seja mais uma etapa no processo...
Deste modo, estão já convocados vários protestos para Braga, Coimbra, Faro, Lisboa e Porto, mas reforçamos o apelo a toda a sociedade civil, de outras regiões do país, para que se associe à iniciativa através dos "links" que abaixo indicamos. Dispomo-nos a colaborar com todos os que decidem associar-se a esta Mobilização Internacional de 15 de Maio de 2011 e pretendem organizar o protesto nas suas localidades, acreditando que só a movimentação, participação e intervenção cívica em massa poderá "fazer tremer o topo da pirâmide"...
Reiteramos que não pactuaremos com actos e atitudes de violência, xenofobia, preconceito e/ou racismo. Não nos identificamos com tais actos e atitudes e faremos todos os esforços para que este seja um protesto criativo, pacífico, e impossível de ignorar...
Convidamos todos os que se sentem ultrajados pela situação actual, todos os que pensam que podemos mudar, todos os que acreditam que podem contribuir para a mudança, a juntarem-se a nós a 15 de Maio... A mudança está nas nossas mãos, nas nossas vozes, nas nossas acções... Juntos, temos mais Força!
Um abraço fraterno,
15 de Maio - A Rua é Nossa!
Mail: quinze.maio@gmail.com
Blog: http://15maio.blogspot.com/
Evento no Facebook: http://www.facebook.com/event.php?eid=208134502554346
No Twitter: https://twitter.com/#!/15maio
http://www.youtube.com/watch?v=1q5DXrmysI8
GIL GARCIA
VII Convenção BE
O PS não vai voltar a governar à esquerda, acusa Gil Garcia
08.05.2011 - 13:05 Por Rita Brandão Guerra
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1 votos
6 de 14 notícias em Política
« anteriorseguinte »Gil Garcia, líder da Ruptura/FER e primeiro subscritor da Moção C à convenção do Bloco de Esquerda, que decorre este fim-de-semana em Lisboa, afirmou hoje, na sua intervenção final, que “não há um Governo com o PS, mesmo sem José Sócrates, que volte a governar à esquerda.”
(Nuno Ferreira Santos)
Com críticas duras à direcção de Francisco Louçã, o rosto principal da oposição interna à actual liderança disse que um PS sem Sócrates é uma “fantasia” e justificou que é uma “proposta bizarra” uma coligação à esquerda com o PS sem o actual secretário-geral Sócrates. Porque o PS não vai renegociar a dívida externa, acusou.
O líder da Ruptura/FER, que defendeu ao longo da VII Convenção do BE, uma coligação com os comunistas, foi mais longe, ao afirmar que o maior “empecilho” para a unidade da esquerda é, depois da reunião de Francisco Louçã com Jerónimo de Sousa, defender que “cada um deve ir na sua bicicleta.” E acrescentou que, ”enquanto cada um de nós anda na sua bicicleta", o PS continua a ganhar as eleições.”
No final do discurso, Garcia afirmou que Louçã só voltará a contar com os signatários da Moção C quando “discursar à esquerda contra os Governos do regime”, sem alianças com o PS. À moção C coube hoje a eleição de 11 membros para a Mesa Nacional do partido, num total de 80.
www.publico.clix.pt
O PS não vai voltar a governar à esquerda, acusa Gil Garcia
08.05.2011 - 13:05 Por Rita Brandão Guerra
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« anteriorseguinte »Gil Garcia, líder da Ruptura/FER e primeiro subscritor da Moção C à convenção do Bloco de Esquerda, que decorre este fim-de-semana em Lisboa, afirmou hoje, na sua intervenção final, que “não há um Governo com o PS, mesmo sem José Sócrates, que volte a governar à esquerda.”
(Nuno Ferreira Santos)
Com críticas duras à direcção de Francisco Louçã, o rosto principal da oposição interna à actual liderança disse que um PS sem Sócrates é uma “fantasia” e justificou que é uma “proposta bizarra” uma coligação à esquerda com o PS sem o actual secretário-geral Sócrates. Porque o PS não vai renegociar a dívida externa, acusou.
O líder da Ruptura/FER, que defendeu ao longo da VII Convenção do BE, uma coligação com os comunistas, foi mais longe, ao afirmar que o maior “empecilho” para a unidade da esquerda é, depois da reunião de Francisco Louçã com Jerónimo de Sousa, defender que “cada um deve ir na sua bicicleta.” E acrescentou que, ”enquanto cada um de nós anda na sua bicicleta", o PS continua a ganhar as eleições.”
No final do discurso, Garcia afirmou que Louçã só voltará a contar com os signatários da Moção C quando “discursar à esquerda contra os Governos do regime”, sem alianças com o PS. À moção C coube hoje a eleição de 11 membros para a Mesa Nacional do partido, num total de 80.
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sexta-feira, 6 de maio de 2011
BRAGA NA FINAL
Afinal, o jogo com o Benfica era apenas o segundo mais importante da história do Sporting de Braga. O primeiro duelo português nas competições europeias vai ter um sucessor e o clube minhoto vai estar nele depois de vencer o Benfica por 1-0, em Braga, na segunda mão da meia-final da Liga Europa, resultado que chegou para ganhar a eliminatória.
Dublin é um destino para o qual ninguém provavelmente imaginava que o Sp. Braga pudesse viajar, mas é lá que os “guerreiros do Minho” vão, justamente, terminar a época, contra o FC Porto. Desafiar as probabilidades é uma expressão que resume a campanha europeia da equipa de Domingos Paciência.
Depois de 35 jogos consecutivos a marcar, o Benfica escolheu uma má altura para ter a pontaria desviada e para fazer um jogo pouco brilhante. O Sp. Braga precisava de acertar na baliza de Roberto pelo menos numa vez e entrou menos expectante do que o Benfica, tentando-o com quatro homens de cariz ofensivo. Vandinho esteve suspenso para este jogo, mas foi decisivo nos dois encontros. Primeiro, ao marcar na Luz um golo que, soube-se nesta quinta-feira, valeu um pote de ouro. Depois, porque foi o seu substituto no “onze”, Custódio, que marcou o único golo da partida.
O lance que a formação de Jorge Jesus temia aconteceu cedo no jogo, aos 18 minutos, num momento em que o Sp. Braga estava melhor. Hugo Viana, como sempre ao longo do encontro, deu o melhor destino à bola e apareceu Custódio a fazer num canto talvez o golo mais importante da história do clube. O duelo luso começou com sete portugueses entre os 22 titulares e um deles decidiu tudo. A seguir, Sílvio poderia ter colocado o Sp. Braga em maior vantagem na eliminatória, mas o remate saiu ao lado.
Aos 32’, houve a primeira sensação de perigo na baliza de Artur, que esteve sempre seguro, mas até ao intervalo a resposta aconteceu mais aos soluços do que com fluidez. Saviola, servido por Cardozo, que estaria em fora-de-jogo, atirou ao poste e Coentrão falhou a recarga, mas não havia fluidez no jogo da equipa, que tinha dificuldade, também por mérito dos defesas e dos médios do Sp. Braga, em arrancar com o seu jogo ofensivo.
Jesus, que sofreu a nona derrota em 12 jogos enquanto treinador visitante em Braga, e o Benfica arriscaram mais na segunda parte, mas o Sp. Braga apanhou-se numa situação em que já provou estar confortável, defendendo o resultado de forma superior. Antes de uma jogada brilhante de Mossoró a que só faltou o remate final, Jara atirou ao lado e depois foi Artur a ser decisivo (num remate de Gaitán e antecipando-se a Coentrão).
Os bracacrenses, que geriram bem o jogo, responderam e Viana e Custódio justificaram a escolha de Jesus em Roberto, pois o espanhol fez duas defesas que evitaram o dilatar do marcador. A última hipótese do Benfica, que procurava a primeira final europeia desde 1990, desperdiçou-a Kardec.
O Sp. Braga fê-lo novamente. Partiu como outsider, mas mais uma vez sobreviveu e agora já só tem um adversário, que vive a cerca de 50 quilómetros, entre si e a glória europeia. Apesar das saídas de Moisés, Matheus, Luis Aguiar, Madrid e Felipe, apesar de ter de completar o banco de suplentes com três jogadores do satélite Vizela, este orgulhoso Sp. Braga não falha.
Desafiou as probabilidades, sim, mas mais uma vez o que se notou é que os gigantes que se atravessaram no seu percurso têm também bastante probabilidade de ficar pelo caminho.
POSITIVO
Sp. Braga
Após 90 anos de vida (e uma Taça de Portugal), o Braga consegue o maior feito da sua história: a estreia numa final europeia. Começou a época a dar que falar na Liga dos Campeões e também não se deu nada mal na Liga Europa. Marcou apenas seis golos na prova, mas espremeu sumo de todos eles.
Domingos Paciência
As finais europeias escaparam-lhe enquanto jogador, mas como treinador não demorou a chegar a uma.
Guarda-redes
Artur e Roberto foram dois dos melhores em campo e resolveram tudo (ou quase tudo) o que tinha solução.
Hugo Viana e Custódio
A dupla de médios-centro arsenalista foi decisiva no golo, mas também no resto do jogo. Viana foi o mais calmo, no bom sentido, em campo. Custódio foi muito batalhador, cortando e desviando muitas bolas.
NEGATIVO
Benfica
Partiu como favorito, mas no confronto europeu entre o 2.º e o 3.º do campeonato nacional foi a equipa menos rica que prevaleceu, colocando um ponto final numa época benfiquista que correu mal. Saviola e Gaitán tiveram um dia negativo.
Incidentes
Houve desacatos após o jogo: no estádio, a polícia teve de intervir na bancada onde estavam os adeptos do Benfica.
Ficha de jogo
Sporting de Braga 1
Benfica 0
Jogo no Estádio Municipal de Braga.
Assistência 25.384 espectadores.
Sp. Braga Artur Moraes 7, Miguel Garcia 7, Paulão 6, Rodriguez 7, Sílvio 7, Custódio 7, Hugo Viana 7, Mossoró 6 (Kaká 6, 79’), Alan 6, Lima 6 (Leandro Salino 6, 73’) e Meyong 6 (Hélder Barbosa, - 87’). Treinador Domingos Paciência
Benfica Roberto 7, Maxi Pereira 6, Luisão 7, Jardel 6, Fábio Coentrão 6, Javi Garcia 6, César Peixoto 5 (Jara 6, 58’), Carlos Martins 6 (Kardec 5, 81’), Gaitán 5, Saviola 5 (Felipe Menezes, - 86’) e Cardozo 6. Treinador Jorge Jesus
Árbitro Martin Atkinson 6, de Inglaterra. Amarelos Sílvio (03’), César Peixoto (50’), Maxi Pereira (59’), Paulão (60’), Fábio Coentrão (75’), Luisão (90+2’), Artur Moraes (90+5’).
Golo
1-0, por Custódio, aos 19’.
Dublin é um destino para o qual ninguém provavelmente imaginava que o Sp. Braga pudesse viajar, mas é lá que os “guerreiros do Minho” vão, justamente, terminar a época, contra o FC Porto. Desafiar as probabilidades é uma expressão que resume a campanha europeia da equipa de Domingos Paciência.
Depois de 35 jogos consecutivos a marcar, o Benfica escolheu uma má altura para ter a pontaria desviada e para fazer um jogo pouco brilhante. O Sp. Braga precisava de acertar na baliza de Roberto pelo menos numa vez e entrou menos expectante do que o Benfica, tentando-o com quatro homens de cariz ofensivo. Vandinho esteve suspenso para este jogo, mas foi decisivo nos dois encontros. Primeiro, ao marcar na Luz um golo que, soube-se nesta quinta-feira, valeu um pote de ouro. Depois, porque foi o seu substituto no “onze”, Custódio, que marcou o único golo da partida.
O lance que a formação de Jorge Jesus temia aconteceu cedo no jogo, aos 18 minutos, num momento em que o Sp. Braga estava melhor. Hugo Viana, como sempre ao longo do encontro, deu o melhor destino à bola e apareceu Custódio a fazer num canto talvez o golo mais importante da história do clube. O duelo luso começou com sete portugueses entre os 22 titulares e um deles decidiu tudo. A seguir, Sílvio poderia ter colocado o Sp. Braga em maior vantagem na eliminatória, mas o remate saiu ao lado.
Aos 32’, houve a primeira sensação de perigo na baliza de Artur, que esteve sempre seguro, mas até ao intervalo a resposta aconteceu mais aos soluços do que com fluidez. Saviola, servido por Cardozo, que estaria em fora-de-jogo, atirou ao poste e Coentrão falhou a recarga, mas não havia fluidez no jogo da equipa, que tinha dificuldade, também por mérito dos defesas e dos médios do Sp. Braga, em arrancar com o seu jogo ofensivo.
Jesus, que sofreu a nona derrota em 12 jogos enquanto treinador visitante em Braga, e o Benfica arriscaram mais na segunda parte, mas o Sp. Braga apanhou-se numa situação em que já provou estar confortável, defendendo o resultado de forma superior. Antes de uma jogada brilhante de Mossoró a que só faltou o remate final, Jara atirou ao lado e depois foi Artur a ser decisivo (num remate de Gaitán e antecipando-se a Coentrão).
Os bracacrenses, que geriram bem o jogo, responderam e Viana e Custódio justificaram a escolha de Jesus em Roberto, pois o espanhol fez duas defesas que evitaram o dilatar do marcador. A última hipótese do Benfica, que procurava a primeira final europeia desde 1990, desperdiçou-a Kardec.
O Sp. Braga fê-lo novamente. Partiu como outsider, mas mais uma vez sobreviveu e agora já só tem um adversário, que vive a cerca de 50 quilómetros, entre si e a glória europeia. Apesar das saídas de Moisés, Matheus, Luis Aguiar, Madrid e Felipe, apesar de ter de completar o banco de suplentes com três jogadores do satélite Vizela, este orgulhoso Sp. Braga não falha.
Desafiou as probabilidades, sim, mas mais uma vez o que se notou é que os gigantes que se atravessaram no seu percurso têm também bastante probabilidade de ficar pelo caminho.
POSITIVO
Sp. Braga
Após 90 anos de vida (e uma Taça de Portugal), o Braga consegue o maior feito da sua história: a estreia numa final europeia. Começou a época a dar que falar na Liga dos Campeões e também não se deu nada mal na Liga Europa. Marcou apenas seis golos na prova, mas espremeu sumo de todos eles.
Domingos Paciência
As finais europeias escaparam-lhe enquanto jogador, mas como treinador não demorou a chegar a uma.
Guarda-redes
Artur e Roberto foram dois dos melhores em campo e resolveram tudo (ou quase tudo) o que tinha solução.
Hugo Viana e Custódio
A dupla de médios-centro arsenalista foi decisiva no golo, mas também no resto do jogo. Viana foi o mais calmo, no bom sentido, em campo. Custódio foi muito batalhador, cortando e desviando muitas bolas.
NEGATIVO
Benfica
Partiu como favorito, mas no confronto europeu entre o 2.º e o 3.º do campeonato nacional foi a equipa menos rica que prevaleceu, colocando um ponto final numa época benfiquista que correu mal. Saviola e Gaitán tiveram um dia negativo.
Incidentes
Houve desacatos após o jogo: no estádio, a polícia teve de intervir na bancada onde estavam os adeptos do Benfica.
Ficha de jogo
Sporting de Braga 1
Benfica 0
Jogo no Estádio Municipal de Braga.
Assistência 25.384 espectadores.
Sp. Braga Artur Moraes 7, Miguel Garcia 7, Paulão 6, Rodriguez 7, Sílvio 7, Custódio 7, Hugo Viana 7, Mossoró 6 (Kaká 6, 79’), Alan 6, Lima 6 (Leandro Salino 6, 73’) e Meyong 6 (Hélder Barbosa, - 87’). Treinador Domingos Paciência
Benfica Roberto 7, Maxi Pereira 6, Luisão 7, Jardel 6, Fábio Coentrão 6, Javi Garcia 6, César Peixoto 5 (Jara 6, 58’), Carlos Martins 6 (Kardec 5, 81’), Gaitán 5, Saviola 5 (Felipe Menezes, - 86’) e Cardozo 6. Treinador Jorge Jesus
Árbitro Martin Atkinson 6, de Inglaterra. Amarelos Sílvio (03’), César Peixoto (50’), Maxi Pereira (59’), Paulão (60’), Fábio Coentrão (75’), Luisão (90+2’), Artur Moraes (90+5’).
Golo
1-0, por Custódio, aos 19’.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
OBAMA ASSASSINO

OBAMA ASSASSINO
António Pedro Ribeiro
Barack Obama é um assassino. Obama, ao lado de Sarkozy, Cameron e Berlusconi, mandou matar crianças e inocentes na Líbia. Obama não é melhor que Bush. Obama é um fanático religioso que prega o bem e o mal e que enganou muito boa gente. Obama não é melhor do que Bin Laden. Obama é um agente do império. É preciso derrubar Obama e os apóstolos do bem e do mal que Nietzsche denunciou. Temos um louco fanático na Casa Branca, temos a América a pão e circo. Temos Nero e Calígula na Casa Branca. Desmascaremos os profetas da morte. Combatamo-los em nome da liberdade e da vida. Até ao fim dos tempos.
terça-feira, 3 de maio de 2011
BIN LADEN
Morte de Osama Bin Laden...uma “vitória” de Pirro!
“O mundo está mais seguro”, afirmam os representantes do imperialismo norte-americano, com a sua verborreia habitual, quando anunciaram morte provável de Osama Bin Laden, outrora seu grande amigo, agente encartado da CIA, transformado em seu inimigo depois do Setembro de 2001.
A “segurança” do imperialismo já o conhecemos de ginjeira…desde que os seus interesses vitais estejam protegidos está tudo “seguro”.
Uma coisa é certa, não é a morte de um homem (uma andorinha não faz a primavera…) que irá impedir que os povos continuarem a sua luta contra os ataques fascistas da Nato contra as lutas desses mesmos povos.
Este agente duplo, Osama, nunca representou a maioria do povo do Afeganistão, portanto temos a certeza que esse povo irá continuar lutar contra a ocupação do seu país por parte do imperialismo.
A melhor resposta dos povos sob dominação dos títeres amigos do imperialismo, no Magrebe ou Médio Oriente, é continuarem a luta consequente nos seus respectivos países pela sua emancipação, cortando as grilhetas da exploração e opressão.
Depois de uns segundos de o mundo estar “seguro”… os americanos vão dizer quem é o próximo alvo a abater. Ao que tudo indica mora no norte de África e parece também já ter os dias contados…será mais uma “vitória” de Pirro, destes tigres de papel.
O futuro é dos povos que lutam pela libertação do jugo imperialista, nem bombas teleguiadas ou forças invasoras os impedirá de consegui-lo.
http://lutapopularonline.blogspot.com
“O mundo está mais seguro”, afirmam os representantes do imperialismo norte-americano, com a sua verborreia habitual, quando anunciaram morte provável de Osama Bin Laden, outrora seu grande amigo, agente encartado da CIA, transformado em seu inimigo depois do Setembro de 2001.
A “segurança” do imperialismo já o conhecemos de ginjeira…desde que os seus interesses vitais estejam protegidos está tudo “seguro”.
Uma coisa é certa, não é a morte de um homem (uma andorinha não faz a primavera…) que irá impedir que os povos continuarem a sua luta contra os ataques fascistas da Nato contra as lutas desses mesmos povos.
Este agente duplo, Osama, nunca representou a maioria do povo do Afeganistão, portanto temos a certeza que esse povo irá continuar lutar contra a ocupação do seu país por parte do imperialismo.
A melhor resposta dos povos sob dominação dos títeres amigos do imperialismo, no Magrebe ou Médio Oriente, é continuarem a luta consequente nos seus respectivos países pela sua emancipação, cortando as grilhetas da exploração e opressão.
Depois de uns segundos de o mundo estar “seguro”… os americanos vão dizer quem é o próximo alvo a abater. Ao que tudo indica mora no norte de África e parece também já ter os dias contados…será mais uma “vitória” de Pirro, destes tigres de papel.
O futuro é dos povos que lutam pela libertação do jugo imperialista, nem bombas teleguiadas ou forças invasoras os impedirá de consegui-lo.
http://lutapopularonline.blogspot.com
segunda-feira, 2 de maio de 2011
VIOLÊNCIA POLICIAL CONTRA ANARQUISTAS EM SETÚBAL
Violência policial no 1º De Maio Anticapitalista em Setúbal
A Plataforma Anti-Guerra Anti-NATO condena a atuação da polícia na manifestação anticapitalista e antiautoritária que assinalou o dia 1º de Maio em Setúbal.
Após uma manifestação sem incidentes, a polícia cercou os manifestantes no Largo da Fonte Nova e disparou balas de borracha e gás pimenta, tendo ferido várias pessoas com alguma gravidade. Foram também disparadas munições reais para o ar e houve detenções.
Cerca de 200 pessoas foram atacadas pela polícia quando já tinham cessado o desfile de comemoração do Dia do Trabalhador: este ataque constitui uma afronta à cidadania e não poderá passar incólume. Os responsáveis pelo aparelho de "segurança" do
Estado têm que de garantir o direito de todos à liberdade de expressão. A violência veiculada por um Estado que se mostra cada vez mais repressivo é um indicador dos tempos que temos pela frente.
A PAGAN lamenta também a ausência dos meios de comunicação social, cuja presença inibiria certamente a brutal e totalmente desajustada actuação policial.
A Plataforma Anti-Guerra Anti-NATO condena a atuação da polícia na manifestação anticapitalista e antiautoritária que assinalou o dia 1º de Maio em Setúbal.
Após uma manifestação sem incidentes, a polícia cercou os manifestantes no Largo da Fonte Nova e disparou balas de borracha e gás pimenta, tendo ferido várias pessoas com alguma gravidade. Foram também disparadas munições reais para o ar e houve detenções.
Cerca de 200 pessoas foram atacadas pela polícia quando já tinham cessado o desfile de comemoração do Dia do Trabalhador: este ataque constitui uma afronta à cidadania e não poderá passar incólume. Os responsáveis pelo aparelho de "segurança" do
Estado têm que de garantir o direito de todos à liberdade de expressão. A violência veiculada por um Estado que se mostra cada vez mais repressivo é um indicador dos tempos que temos pela frente.
A PAGAN lamenta também a ausência dos meios de comunicação social, cuja presença inibiria certamente a brutal e totalmente desajustada actuação policial.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
JIM MORRISON
A Celebração Do Lagarto
LEÕES NA RUA
Leões na rua & deambulando
Cães com o cio, enfurecidos, espumando
Uma besta encurralada no coração da cidade
O corpo da sua mãe
Apodrecendo no chão veronil
Ele abandonou a cidade
Foi para o Sul
E atravessou a fronteira
Deixou o caos & a desordem
Para trás
Por cima do ombro
Uma manhã ele acordou num hotel verde
Com uma estranha criatura gemendo ao seu lado.
Suada lamacenta da sua pele brilhante.
Estão todos?
Estão todos?
Estão todos?
A cerimónia está prestes a começar.
ACORDEM
ACORDEM!
Vocês não se lembram onde foi
Terá este sonho parado?
A serpente era ouro pálido acetinada & encolhida
Tínhamos medo de tocá-la.
Os lençóis eram quentes e mortas prisões.
E ela estava a meu lado, velha,
Ele é, não; jovem.
O seu escuro cabelo ruivo.
A suave pele branca.
Agora, corre para o espelho da casa-de-banho,
Olha!
Ela vem para cá.
Não consigo viver em cada lento século do seu movimento.
Deixo a minha bochecha escorregar
O ladrilho fresco e suave
Sente o bom e frio sangue borbulhante.
Os silvos suaves, serpentes de chuva...
UM PEQUENO JOGO
Antes eu tinha um pequeno jogo
Gostava de rastejar no meu cérebro
Penso que sabes qual o jogo que me refiro
Refiro-me a um jogo chamado Enlouquecer
Agora devias tentar este pequeno jogo
Apenas fecha os olhos e esquece o teu nome
esquece o mundo, esquece as pessoas
E nós ergueremos um campanário diferente.
Este pequeno jogo é divertido de fazer.
Apenas fecha os olhos, impossível perder
E eu estou aqui, eu vou também
Liberta controlo, estamos a atravessar
OS HABITANTES DA COLINA
Bem no fundo do cérebro
Passando bem o limiar da dor
Onde nunca há nenhuma chuva
E a chuva cai suavemente sobre a cidade
E sobre as cabeças de todos nós
E no labirinto de correntes por baixo
Sossegada e celeste presença de
Nervosos habitantes do monte nos suaves montes de volta
Répteis com fartura
Fósseis, cavernas, frescas elevações de ar
Cada casa repete um molde
Janela rolou
Um carro de besta trancado contra a manhã
Todos dormem agora
Cobertores silenciosos, espelhos livres
Pó cega debaixo das camas de casais legítimos
Enrolados em lençóis
E filhas, enevoada com sémen
Olhos nos seus mamilos
Esperem! Ouve um massacre aqui
Não pares para falar ou olhar em volta
As tuas luvas e o leque estão no chão
Vamos sair da cidade
Vamos de fuga
E tu és aquela que eu quero me vir!!
NÃO TOCAR NA TERRA
Não tocar na terra, não ver o sol
Nada mais a fazer a não ser fugir, fugir, fugir
Vamos fugir, vamos fugir
Casa no topo do monte, a lua jaz quieta
Sombras nas árvores testemunhando a brisa selvagens
Anda, querida, foge comigo
Vamos fugir
Foge comigo, foge comigo, foge comigo
Vamos fugir
A mansão é amena no topo do monte
Ricos são os quartos e os confortos lá
Vermelhos são os braços de luxuosas cadeiras
E não vais saber nada até entrares lá dentro
Corpo morto do Presidente no carro do condutor
O motor funciona a cola e alcatrão
Anda connosco, não vamos muito longe
Para Este conhecer o Czar
Foge comigo, foge comigo, foge comigo
Vamos fugir
Alguns foras-de-lei vivem junto ao lago
A filha do ministro está apaixonada pela serpente
Que vive num poço junto à estrada
Acorda, rapariga, Estamos quase em casa
Sol, sol, sol
Queima, queima, queima
Lua, lua, lua
Apanhar-te-ei em breve... em breve... em breve!
Eu sou o Rei Lagarto
Posso fazer qualquer coisa
OS NOMES DOS REINOS
Nós chegamos dos rios e auto-estradas
Nós chegamos de florestas e cascatas
Nós chegamos de Carson e Springfield
Nós chegamos de Phoenix encantada
E posso dizer-te os nomes dos Reinos
Posso dizer-te as coisas que sabes
Ouvindo por um punhado de silêncio
Trepando vales até à sombra
O PALÁCIO DO EXÍLIO
Durante sete anos habitei no livre Palácio do Exílio
Jogando estranhos jogos com as raparigas da ilha
Agora estou de volta à terra dos justos
E dos fortes e dos sábios
Irmãos e irmãs da pálida floresta
Crianças da noite
Quem de entre vós fugirá com a caça?
Agora a noite chega com a sua legião púrpura
Metam-se nas vossas tendas e nos vossos sonhos
Amanhã entramos na cidade do meu nascimentoQuero estar preparado.
"O GÊNERO DE LIBERDADE MAIS IMPORTANTE, É SERES VERDADEIRO / TROCAS A TUA REALIDADE POR UM PERSONAGEM / TROCAS OS TEUS SENTIDOS POR UMA ATUAÇÃO/ DESISTES DA CAPACIDADE E EM TROCA POES UMA MÁSCARA/ NÃO PODE HAVER UMA REVOLUÇÃO EM GRANDE-ESCALA, SE ANTES NÃO HOUVER REVOLUÇÃO INDIVIDUAL DA PESSOA/ PRIMEIRO TEM QUE ACONTECER CÁ DENTRO."
"As pessoas precisam de Fios
Escritores, heróis, estrelas,
dirigentes
Para dar sentido à vida
O barco de areia de uma criança virado
para o sol.
Soldados de plástico na guerra suja
em miniatura. Fortalezas.
Navios de Guerra de Garagem.
Rituais, teatro, danças
Para reafirmar necessidades Tribais & memórias
um chamamento para o culto, unindo
acima de tudo, um estado anterior,
um desejo da família & a
magia certa da infância."
"No primeiro brilho do Éden nós corremos para o mar, ficando por lá, na praia da liberdade
Esperando pelo sol.
Você não percebe que agora que a primavera chegou,
é hora de viver ao sol difuso?
Esperando pelo sol
sperando que você venha até aqui
Esperando que você me diga o que deu errado
Essa é a vida mais estranha que eu já conheci"
(Waiting for The Sun)
"Sabem do febril progresso sob as estrelas?
Sabem que nós existimos?
Esqueceram porventura as chaves do Reino?
Já foram dados à luz e estão vivos?
Vamos reinventar os deuses e os mitos das idades;
Celebrar símbolos do mais fundo das antigas florestas (Esqueceram as lições da guerra pretérita)
[...]
Sabem que temos sido levados
à matança por almirantes plácidos
e que lentos generais gordos se tornam
obscenos com o sangue jovem"
(Fragmento de Uma Oração Americana)
LEÕES NA RUA
Leões na rua & deambulando
Cães com o cio, enfurecidos, espumando
Uma besta encurralada no coração da cidade
O corpo da sua mãe
Apodrecendo no chão veronil
Ele abandonou a cidade
Foi para o Sul
E atravessou a fronteira
Deixou o caos & a desordem
Para trás
Por cima do ombro
Uma manhã ele acordou num hotel verde
Com uma estranha criatura gemendo ao seu lado.
Suada lamacenta da sua pele brilhante.
Estão todos?
Estão todos?
Estão todos?
A cerimónia está prestes a começar.
ACORDEM
ACORDEM!
Vocês não se lembram onde foi
Terá este sonho parado?
A serpente era ouro pálido acetinada & encolhida
Tínhamos medo de tocá-la.
Os lençóis eram quentes e mortas prisões.
E ela estava a meu lado, velha,
Ele é, não; jovem.
O seu escuro cabelo ruivo.
A suave pele branca.
Agora, corre para o espelho da casa-de-banho,
Olha!
Ela vem para cá.
Não consigo viver em cada lento século do seu movimento.
Deixo a minha bochecha escorregar
O ladrilho fresco e suave
Sente o bom e frio sangue borbulhante.
Os silvos suaves, serpentes de chuva...
UM PEQUENO JOGO
Antes eu tinha um pequeno jogo
Gostava de rastejar no meu cérebro
Penso que sabes qual o jogo que me refiro
Refiro-me a um jogo chamado Enlouquecer
Agora devias tentar este pequeno jogo
Apenas fecha os olhos e esquece o teu nome
esquece o mundo, esquece as pessoas
E nós ergueremos um campanário diferente.
Este pequeno jogo é divertido de fazer.
Apenas fecha os olhos, impossível perder
E eu estou aqui, eu vou também
Liberta controlo, estamos a atravessar
OS HABITANTES DA COLINA
Bem no fundo do cérebro
Passando bem o limiar da dor
Onde nunca há nenhuma chuva
E a chuva cai suavemente sobre a cidade
E sobre as cabeças de todos nós
E no labirinto de correntes por baixo
Sossegada e celeste presença de
Nervosos habitantes do monte nos suaves montes de volta
Répteis com fartura
Fósseis, cavernas, frescas elevações de ar
Cada casa repete um molde
Janela rolou
Um carro de besta trancado contra a manhã
Todos dormem agora
Cobertores silenciosos, espelhos livres
Pó cega debaixo das camas de casais legítimos
Enrolados em lençóis
E filhas, enevoada com sémen
Olhos nos seus mamilos
Esperem! Ouve um massacre aqui
Não pares para falar ou olhar em volta
As tuas luvas e o leque estão no chão
Vamos sair da cidade
Vamos de fuga
E tu és aquela que eu quero me vir!!
NÃO TOCAR NA TERRA
Não tocar na terra, não ver o sol
Nada mais a fazer a não ser fugir, fugir, fugir
Vamos fugir, vamos fugir
Casa no topo do monte, a lua jaz quieta
Sombras nas árvores testemunhando a brisa selvagens
Anda, querida, foge comigo
Vamos fugir
Foge comigo, foge comigo, foge comigo
Vamos fugir
A mansão é amena no topo do monte
Ricos são os quartos e os confortos lá
Vermelhos são os braços de luxuosas cadeiras
E não vais saber nada até entrares lá dentro
Corpo morto do Presidente no carro do condutor
O motor funciona a cola e alcatrão
Anda connosco, não vamos muito longe
Para Este conhecer o Czar
Foge comigo, foge comigo, foge comigo
Vamos fugir
Alguns foras-de-lei vivem junto ao lago
A filha do ministro está apaixonada pela serpente
Que vive num poço junto à estrada
Acorda, rapariga, Estamos quase em casa
Sol, sol, sol
Queima, queima, queima
Lua, lua, lua
Apanhar-te-ei em breve... em breve... em breve!
Eu sou o Rei Lagarto
Posso fazer qualquer coisa
OS NOMES DOS REINOS
Nós chegamos dos rios e auto-estradas
Nós chegamos de florestas e cascatas
Nós chegamos de Carson e Springfield
Nós chegamos de Phoenix encantada
E posso dizer-te os nomes dos Reinos
Posso dizer-te as coisas que sabes
Ouvindo por um punhado de silêncio
Trepando vales até à sombra
O PALÁCIO DO EXÍLIO
Durante sete anos habitei no livre Palácio do Exílio
Jogando estranhos jogos com as raparigas da ilha
Agora estou de volta à terra dos justos
E dos fortes e dos sábios
Irmãos e irmãs da pálida floresta
Crianças da noite
Quem de entre vós fugirá com a caça?
Agora a noite chega com a sua legião púrpura
Metam-se nas vossas tendas e nos vossos sonhos
Amanhã entramos na cidade do meu nascimentoQuero estar preparado.
"O GÊNERO DE LIBERDADE MAIS IMPORTANTE, É SERES VERDADEIRO / TROCAS A TUA REALIDADE POR UM PERSONAGEM / TROCAS OS TEUS SENTIDOS POR UMA ATUAÇÃO/ DESISTES DA CAPACIDADE E EM TROCA POES UMA MÁSCARA/ NÃO PODE HAVER UMA REVOLUÇÃO EM GRANDE-ESCALA, SE ANTES NÃO HOUVER REVOLUÇÃO INDIVIDUAL DA PESSOA/ PRIMEIRO TEM QUE ACONTECER CÁ DENTRO."
"As pessoas precisam de Fios
Escritores, heróis, estrelas,
dirigentes
Para dar sentido à vida
O barco de areia de uma criança virado
para o sol.
Soldados de plástico na guerra suja
em miniatura. Fortalezas.
Navios de Guerra de Garagem.
Rituais, teatro, danças
Para reafirmar necessidades Tribais & memórias
um chamamento para o culto, unindo
acima de tudo, um estado anterior,
um desejo da família & a
magia certa da infância."
"No primeiro brilho do Éden nós corremos para o mar, ficando por lá, na praia da liberdade
Esperando pelo sol.
Você não percebe que agora que a primavera chegou,
é hora de viver ao sol difuso?
Esperando pelo sol
sperando que você venha até aqui
Esperando que você me diga o que deu errado
Essa é a vida mais estranha que eu já conheci"
(Waiting for The Sun)
"Sabem do febril progresso sob as estrelas?
Sabem que nós existimos?
Esqueceram porventura as chaves do Reino?
Já foram dados à luz e estão vivos?
Vamos reinventar os deuses e os mitos das idades;
Celebrar símbolos do mais fundo das antigas florestas (Esqueceram as lições da guerra pretérita)
[...]
Sabem que temos sido levados
à matança por almirantes plácidos
e que lentos generais gordos se tornam
obscenos com o sangue jovem"
(Fragmento de Uma Oração Americana)
quinta-feira, 28 de abril de 2011
RIBEIRO VOLTA A BRAGA

APRESENTAÇÃO DE "NIETZSCHE, JIM MORRISON, HENRY MILLER, OS MERCADOS E OUTRAS CONVERSAS" NO SUBURA (BRAGA)
A. Pedro Ribeiro apresenta o livro "Nietzsche, Jim Morrison, Henry Miller, os Mercados e Outras Conversas" (Corpos/WorLd Art Friends) no bar Subura em Braga (à Sé) na próxima quinta, dia 28, pelas 22,30 h. A. Pedro Ribeiro ou António Pedro Ribeiro é autor dos livros de poesia e manifestos "Queimai o Dinheiro" (Corpos, 2009), "Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro" (Objecto Cardíaco, 2006), "Um Poeta no Piolho" (corpos, 2009), "Saloon" (edições Mortas, 2007), "Um Poeta a Mijar" (Corpos, 2007), "Sexo, Noitadas e Rock n' Roll" (Pirata, 2004), "Á Mesa do Homem Só. Estórias" (silêncio da Gaveta, 2001) e "Gritos. Murmúrios" (com Rui Soares, Braga, Grémio Lusíada, 1988). Foi fundador da revista "Aguasfurtadas" e tem colaborado em diversas revistas e fanzines como "Portuguesia", "Piolho", "A Voz de Deus" ou "Cráse".
"Nietzsche, Jim Morrison, Henry Miller, os Mercados e Outras Conversas" fala da construção e superação do Homem, da vida pela vida em oposição à não-vida, à vidinha do mercado e dos mercados, às percentagens das bolsas e dos banqueiros que nos espetam na cabeça todos os dias. Do grito "Queremos o mundo e exijimo-lo agora!" de Morrison, em oposição aos políticos do regime, aos pregadores da morte e da mercearia, ao homem pequeno de Nietzsche. Fala da vida enquanto dádiva, celebração, excesso, na esteira de Miller. Do homem nobre, do menino e do bailarino, do criador dionisíaco que tomará conta da Terra depois da queda do capitalismo predador dos mercados.
A. Pedro Ribeiro nasceu no Porto em pleno Maio de 68. Tem vivido em Braga, Porto, Trofa, Póvoa de Varzim e Vilar do Pinheiro (Vila do Conde). Frequentou os liceus Sá de Miranda e Alberto Sampaio em Braga e licenciou-se em Sociologia pela Faculdade de Letras do Porto. Foi activista estudantil na Faculdade de Letras do Porto e no Jornal Universitário do Porto. É actualmente candidato a deputado pelo PCTP/MRPP através do círculo eleitoral do Porto e já foi também candidato a deputado pelo PSR por Braga em 1991 e 1995 e candidato às Juntas de Freguesia de Vila do Conde e Póvoa de Varzim pelo Bloco de Esquerda em 2001 e 2005, respectivamente. Define-se como anarquista-nietzscheano-guevarista. Actuou como diseur e performer nos Festivais de Paredes de Coura de 2006 (ao lado de Adolfo Luxúria Canibal e Isaque Ferreira) e de 2009 (com a banda Mana Calórica), no Festival de Poesia de Salvaterra do Minho (Espanha) em 2007 e no Teatro Campo Alegre, nas "Quintas de Leitura" em 2009, local onde regressa a 26 de Maio próximo, acompanhado de Susana Guimarães, com a performance "Se Me Pagares Uma Cerveja Estás a Financiar a Revolução", integrado no evento "A Vida no Campo". É organizador, com Luís Carvalho, das noites de "Poesia de Choque" no Clube Literário do Porto e tem dinamizado diversas sessões de poesia nos bares Púcaros e Pinguim, no Porto, no antigo Deslize (Braga), no Pátio (Vila do Conde), bem como na Casa das Artes em Famalicão. Considera-se um homem liv
REVOLUÇÃO NO IÉMEN

Iêmen: A revolução árabe derrubará mais um?
Mais um governo está prestes a cair no Mundo Árabe. Após a Tunísia e o Egito, agora a ditadura de Ali Abdullah Saleh, que governa há trinta e dois anos o país, pode estar vivendo seus últimos dias. Aliado dos EUA no combate da Al-Qaeda, o país vive também conflitos ao norte (com a oposição minoritária xiita) e separatismo ao sul. Situado no extremo sudoeste da Península Árabe, é uma das nações mais pobres da região. Contudo, o que ocorrer por lá pode ter forte repercussão e se alastrar para a Arábia Saudita, que faz fronteira ao norte. O fim iminente da ditadura é indicado por uma proposta de transição política, feita há dias pelo Conselho de Cooperação do Golfo (CCG). Inteiramente composto por aliados dos Estados Unidos – Kuwait, Catar, Arábia Saudita, Barein, Omã e Emirados Árabes – o CCG parece julgar a queda de Saleh inevitável. Busca uma saída não-traumática. O debate atual no Iêmen é precisamente sobre o caráter da transição política para um novo regime.
As mobilizações que desestabilizaram a ditadura começaram no final de Janeiro, contra a alta taxa de desemprego e a corrupção. Exigiam mais liberdade política. Ao longo desses meses, os protestos multiplicaram-se e assumiram caráter de luta contra o regime. Conflagrações políticas e tentativas de solução ocorreram sem sucesso. O governo recorreu a repressão violenta e provocou dezenas de mortes – mas isolou-se cada vez mais. A proposta do CCG busca uma saída negociada. Ela dá trinta dias para que Saleh deixe o poder. Ao 29° dia, o Parlamento decretará a imunidade do presidente e seus aliados. Um governo provisório será formado e dois meses depois ocorrerão eleições presidenciais.
Formado principalmente por estudantes e jovens, o setor que exige democratização ampla do país rejeita tal negociação. Mesmo após a proposta feita pelo CCG , protestos e repressão continuam. Hoje (26/4), mobilizações em Taez causaram três feridos; em Aden, outros três. Na capital, Saana, dezenas de milhares de pessoas fizeram sit-in pedindo a saída do presidente e seu julgamento.
Mas há um setor disposto a aceitar o acordo. Ontem, após conversa com o embaixador norte-americano, a vacilante oposição parlamentar decidiu fazer parte do governo de transição, chamado “de unidade nacional”. Denominada Fórum Comum e composta por dissidentes do poder, nacionalistas, islâmicos e ditos socialistas, apoiou a proposta de transição negociada apresentada pelo CCG. Na semana que vem, o secretário geral deste grupo de países, Abdullatif al-Zayani, viajará a Saana para definir concretamente os detalhes de dia e local do acordo de saída de Saleh e os outros pontos relacionados a transição negociada.
A reivindicação de lideranças estudantis, tais como Abdel Malik al Yusufi, é a mudança completa do regime, sem imunidade e concessões a Saleh e seus aliados. Nota para a imprensa lida ontem pelo jovem ativista Abdullah Al Sholif, do Comitê Organizativo da Revolução da Juventude, declara que a deportação e julgamento de Saleh e seus familiares é inegociável e que a posição dos grupos moderados, de apoio à imunidade, não representa a posição dos jovens. A nota exorta a população a não aceitar a amnistia.
Além da crise política, o Iêmen está passando por um aumento do custo de vida com a alta dos preços de alimentos e combustíveis. Pode ser mais um ingrediente convulsivo na atual conjuntura. Apesar de não se saber qual será o desenlace do processo, já está clara a delimitação política dos campos. A esta altura, o fim de mais uma ditadura aliada a Washington parece certa. Resta aguardar os próximos acontecimentos para saber o caráter da transição e o futuro do país.
Texto de Luís Nagao, retirado de Outras Palavras
VITORINO MAGALHÃES GODINHO
“O ruir do Império Soviético foi também a ruína do Ocidente, que permitiu a formação de um novo império – o império americano –, sem controlo e em moldes ultrapassados: continua a ser proibido estudar Darwin nas escolas, há perseguições às clínicas que praticam o aborto, há ataques à mão armada... Há meios de matar – a partir da transformação introduzida pela informática –, que estão ao alcance de qualquer pessoa. Foi tudo tão rápido, deu-se um vazio e uma incapacidade de organização para resistir, para orientar essa mutação para outros sentidos. Perderam-se as balizas. A humanidade perdeu o controlo. Inclusive, as estruturas económicas mudaram por completo. O capitalismo ruiu, como ruiu o estalinismo. Não há mais capitalismo. O que há é uma organização de redes mafiosas que controlam o mundo”, disse então. E manifestou também o seu mal-estar pela situação política em Portugal. “A minha opinião é a de que, hoje, não existe democracia. O grande erro é partir-se do princípio que se construiu uma democracia, quando não se chegou a construir uma democracia”, comentou então Vitorino Magalhães Godinho.
WWW.PUBLICO.CLIX.PT
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