O síndrome poético de Alegre e a politiquinhez de Cavaco
Manuel Alegre é um poeta, e por consequência, pelo menos no seu caso, vive num estado de delírio que só lhe faz mal à saúde. Vendo-se preso entre o apoio do PS e do BE, tenta com um jogo de cintura pouco eficaz agradar a gregos e a troianos. Um dos seus principais handycaps na campanha que se avizinha é o de ter um discurso muito parecido com o de há cinco anos atrás, com as baterias apontadas apenas a Cavaco Silva, mas detendo-se em pormenores insignificantes. Poderia ter feito uma maratona controlada e ganhar a corrida apenas com um pouco de desgaste e agora vai ter de fazer um sprint de cem metros sendo que Cavaco colocou o seu bloco de partida cinquenta metros à frente. Cavaco que andou a estudar durante o ano a melhor estratégia a seguir, sem falar muito para não fazer asneiras, a criar tabus onde eles não existiam para que fosse depois empolado o anúncio da sua candidatura, classificado por todos como a notícia mais previsível do ano, tão previsível que Cavaco ficou chateado com Marcelo Rebelo de Sousa por este ter antecipado a data do anúncio: seria essa a única surpresa para dar aos portugueses. Enquanto que de Manuel Alegre se esperavam ideias novas, em Cavaco o discurso acaba por ser sempre o mesmo. Os eleitores já sabem isso e não estão à espera de mais, o que pode ser uma vantagem para o actual presidente.
Em clara pré-campanha desde há muito, tem mandado cá para fora umas farpas a dizer: "estou presente, não se esqueçam de votar em mim". O facto de ter dispensado os outdoors não passa de pura demagogia, já que em todas as aparições públicas, vestindo o fato de presidente, calça as botas de candidato a presidente, num sinal de politiquinhez, a política mesquinha de quem está seguro no lugar.
Manuel Alegre disse há dois dias que "Cavaco não gosta dos políticos", e só fez um favor a Cavaco porque é exactamente essa a ideia que ele quer passar: que não tem nada a ver com a crise e os actuais políticos (como se não tivesse sido político nos últimos trinta anos), relembrando a todos os que nele acreditem que o país só está assim por causa dos outros políticos, Manuel Alegre incluído (não referindo como é óbvio que este tem sido sempre contra as políticas anti-sociais dos últimos anos). Cavaco com a classe política parece um pai a ralhar aos filhos mal comportados. Alegre, de barbas brancas, assemelha-se a um avô a contar histórias aos netos junto à lareira, a passar-lhes a mão pelo cabelo mas a dizer que só têm feito asneiras.
A ideia que passa nos dias que correm é que a Presidência, enquanto instituição democrática, é um cargo distituído de importância, e Cavaco só acentuou isso nos últimos anos. Se Jorge Sampaio foi muitas vezes criticado porque não se percebia metade do que dizia, tão complexas e subtis eram as suas mensagens, com Cavaco não há esse problema: tudo o que ele diz já foi dito por alguém e toda a gente o sabe de antemão.
De facto o que precisamos, para além de um bom governo, é de um verdadeiro líder para o país, um presidente que se quer interventivo e que diz o que pensa. Que não venha com paninhos quentes nestes tempos difíceis, que para isso existem os ex-presidentes da República.
A escolha não vai ser fácil. À direita não existe uma escolha plausível. Ponto parágrafo.
À esquerda as possíveis escolhas não são animadoras: Francisco Lopes nem o PCP sabe quem é, e para além disso é comunista. Fernando Nobre está muito bem na AMI e não tem estofo para a Presidência, ironicamente por não ser político. Sendo uma pessoa de bom senso ia ter problemas a nível internacional, problema comum a Manuel Alegre.
Talvez vote em António Pedro Ribeiro ou Manuel joão Vieira: esses ao menos são delirantes assumidos.
http://jamesblackhill.blogspot.com
sábado, 6 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
À MEMÓRIA DO CARLOS PINTO, ALMA DO PÚCAROS E DAS QUARTAS DE POESIA

Sem o Carlos Pinto, o Púcaros já não é o Púcaros. Sem o Carlos não há mais aquele abraço fraterno, aquela voz que dizia que no Púcaros não há classes e que, às quartas, era a anarquia. Sem o Carlos já não há aquela piada nem o homem da sineta que, de vez em quando, "rabujava". Sem o Carlos já não há aquele afecto, aquela camaradagem que quase já não se usa porque vem de dentro e é autêntica. Sem o Carlos há quem se sinta órfão à quarta-feira. Sem o Carlos eu já não sei o que vou fazer à quarta-feira. Sem o Carlos não há tertúlia, nem democracia, nem discussão até às tantas. Sem o Carlos não há socialismo nem liberdade à solta. Sem o Carlos a generosidade fica mais fraca. Sem o Carlos eu já não tenho boleia.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
A 7 DE DEZEMBRO TIREMOS O DINHEIRO DOS BANCOS!
Este evento começou na França http://www.facebook.com/event.php?eid=101996426533405&ref=ts , e está a espalhar-se pela Europa e já alcançou alguns jornais. Para os restantes eventos europeus veja o fundo da descrição.
Prefácio
Aproveitemos o momentum!
Este evento não tem como objectivo fazer o sistema colapsar de imediato.
...Protestar, de pouco vale. Acções pacificas e não-violentas em larga escala é a única maneira de reivindicação dos nossos direitos. À semelhança dos Movimentos de Gandhi e Martin Luther-King.
Como os banqueiros têm tantos triliões para emprestar a tantas nações? A verdade é que não os tem.
"É bom que a população da nação não perceba como funciona o sistema bancário e monetário, se soubesse haveria uma revolução já amanhã" Henry Ford
A crise financeira é artificial, criada pelos banqueiros internacionais. Não queremos que os mesmos que criaram a crise, venham a Portugal e baixem ainda mais os nossos salários, e precarizem ainda mais o trabalho.
Sim estamos a falar do FMI. Vejam o exemplo grego.
Se não querem ver miséria e desemprego a uma escala nunca vista, é altura de resistir.
Esta crise irá tocar a TODOS, excepto à elite.
Chamada (traduzido - Retirado do Stop-Banque Alemão)
Stop Bank é um convite à escala europeia para levantamento maciço de fundos nas contas bancárias e fechamento das contas de poupança.
A campanha de Stop Banque, em França, foram 13.100 participantes, e espera mais 57 mil.
Este é o primeiro grupo de acção espontânea, a fim de proteger-vos da comunicação social e corrupção política e nos libertar da escravidão que nos foi imposta pelos grandes banqueiros.
Nossa acção é legal, sossegada, secular, não política e não-sindicalizada.
Fazemos isso porque, obviamente, mais manifestações não trás benefícios porque a elite não ouve e mesmo assim o poder real está nas mãos de bancos internacionais e corporações.
Portanto, em 7 Dezembro retirar o dinheiro em massa dos nossos bancos!
Estamos conscientes de que estamos em crise, com desemprego elevado, e que a maioria emprega angústia pura, e que não faz sentindo mudar alguma coisa. ERRADO!
"pequenos riachos fazem os grandes rios!"
Precisamos construir tanta pressão para fazer os políticos perceberem que o poder deles existe porque nós o toleramos. Mas nós também podemos mudar as regras!
Esta acção deve acontecer em conjunto e ser contínua, para que possamos fazer as nossas elites "tremer".
Aqui está uma proposta de um modelo de carta para aqueles que estão expostos e que não tenham dinheiro na conta bancária.
E aqueles que param para decidir o financiamento de sua própria escravidão, esta carta deve terminar a retirada de seu dinheiro dado como uma carta de despedida aos seus funcionários.
-------------------------------------------------- -------------------------------------------------- ----------
"Querido banqueiro, o meu banqueiro,
Gostaria por este meio de fazê-los entender que "nós sabemos o que você está fazendo com o nosso dinheiro.
Como já sabíamos há algum tempo que os seus "patrões" influenciam a política mundial, gostaria de expressar discórdia com a sua política da sociedade prejudicial.
Eu não posso participar nesta acção espontânea e pacífica civil. No entanto, alguns cidadãos decidiram hoje pela retirar o seu dinheiro, e fechar as suas contas correntes e de poupança em seu "banco" para tomar seu destino nas suas próprias mãos agora. Porque sabemos que são os capangas da elite apátrida e egoísta.
Este primeiro acto individual será talvez insignificante, mas vai aumentar.
Espero, como cidadão, que a regulação da nossa moeda não seja feita por privados, mas sim revertida para o interesse público.
Obrigado por respeitar essa carta.
Com os melhores cumprimentos, um cidadão.
-------------------------------------------------- -------------------------------------------------- ----------
Esta acção é: não-sindicalizada, livre, legal, tranquila, longe de questões raciais, fora das crenças religiosas e filosóficas dos participantes individuais.
Juntos, estamos unidos sob a bandeira:
BANCO STOP!
CIDADÃOS espontânea iniciativa!
Em 7 Dezembro, nós vamos ter todo o nosso dinheiro fora dos bancos!
Todos estão convidados a participar neste esforço.
Para um valor de vida na Europa!
Tradução incompleta do alemão:
http://alles-schallundrauch.blogspot.com/2010/10/die-franzosen-lassen-andere-wie.html.
Prefácio
Aproveitemos o momentum!
Este evento não tem como objectivo fazer o sistema colapsar de imediato.
...Protestar, de pouco vale. Acções pacificas e não-violentas em larga escala é a única maneira de reivindicação dos nossos direitos. À semelhança dos Movimentos de Gandhi e Martin Luther-King.
Como os banqueiros têm tantos triliões para emprestar a tantas nações? A verdade é que não os tem.
"É bom que a população da nação não perceba como funciona o sistema bancário e monetário, se soubesse haveria uma revolução já amanhã" Henry Ford
A crise financeira é artificial, criada pelos banqueiros internacionais. Não queremos que os mesmos que criaram a crise, venham a Portugal e baixem ainda mais os nossos salários, e precarizem ainda mais o trabalho.
Sim estamos a falar do FMI. Vejam o exemplo grego.
Se não querem ver miséria e desemprego a uma escala nunca vista, é altura de resistir.
Esta crise irá tocar a TODOS, excepto à elite.
Chamada (traduzido - Retirado do Stop-Banque Alemão)
Stop Bank é um convite à escala europeia para levantamento maciço de fundos nas contas bancárias e fechamento das contas de poupança.
A campanha de Stop Banque, em França, foram 13.100 participantes, e espera mais 57 mil.
Este é o primeiro grupo de acção espontânea, a fim de proteger-vos da comunicação social e corrupção política e nos libertar da escravidão que nos foi imposta pelos grandes banqueiros.
Nossa acção é legal, sossegada, secular, não política e não-sindicalizada.
Fazemos isso porque, obviamente, mais manifestações não trás benefícios porque a elite não ouve e mesmo assim o poder real está nas mãos de bancos internacionais e corporações.
Portanto, em 7 Dezembro retirar o dinheiro em massa dos nossos bancos!
Estamos conscientes de que estamos em crise, com desemprego elevado, e que a maioria emprega angústia pura, e que não faz sentindo mudar alguma coisa. ERRADO!
"pequenos riachos fazem os grandes rios!"
Precisamos construir tanta pressão para fazer os políticos perceberem que o poder deles existe porque nós o toleramos. Mas nós também podemos mudar as regras!
Esta acção deve acontecer em conjunto e ser contínua, para que possamos fazer as nossas elites "tremer".
Aqui está uma proposta de um modelo de carta para aqueles que estão expostos e que não tenham dinheiro na conta bancária.
E aqueles que param para decidir o financiamento de sua própria escravidão, esta carta deve terminar a retirada de seu dinheiro dado como uma carta de despedida aos seus funcionários.
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"Querido banqueiro, o meu banqueiro,
Gostaria por este meio de fazê-los entender que "nós sabemos o que você está fazendo com o nosso dinheiro.
Como já sabíamos há algum tempo que os seus "patrões" influenciam a política mundial, gostaria de expressar discórdia com a sua política da sociedade prejudicial.
Eu não posso participar nesta acção espontânea e pacífica civil. No entanto, alguns cidadãos decidiram hoje pela retirar o seu dinheiro, e fechar as suas contas correntes e de poupança em seu "banco" para tomar seu destino nas suas próprias mãos agora. Porque sabemos que são os capangas da elite apátrida e egoísta.
Este primeiro acto individual será talvez insignificante, mas vai aumentar.
Espero, como cidadão, que a regulação da nossa moeda não seja feita por privados, mas sim revertida para o interesse público.
Obrigado por respeitar essa carta.
Com os melhores cumprimentos, um cidadão.
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Esta acção é: não-sindicalizada, livre, legal, tranquila, longe de questões raciais, fora das crenças religiosas e filosóficas dos participantes individuais.
Juntos, estamos unidos sob a bandeira:
BANCO STOP!
CIDADÃOS espontânea iniciativa!
Em 7 Dezembro, nós vamos ter todo o nosso dinheiro fora dos bancos!
Todos estão convidados a participar neste esforço.
Para um valor de vida na Europa!
Tradução incompleta do alemão:
http://alles-schallundrauch.blogspot.com/2010/10/die-franzosen-lassen-andere-wie.html.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
ATÉ SEMPRE, CARLOS PINTO!
Sem o Carlos o Púcaros nunca mais será o Púcaros. Sem o Carlos não há mais aquele abraço fraterno.
sábado, 23 de outubro de 2010
DA GOTUCHA

DA GOTUCHA
Sente-se mais senhor. Sente-se o homem em construção, um homem nobre. Sabe que agora não há volta a dar-lhe. Não há ponto de retorno. Seguiu determinada via, seguiu a via da liberdade e da vida aumentada, seguiu os ensinamentos de Nietzsche, Morrison e Miller, apesar de haver ocasiões em que se deixa bombardear pelo sistema. É preciso que a Gotucha o compreenda. É preciso compreender também que o escritor trava batalhas terríveis consigo próprio. É preciso compreender que o capitalismo e a castração entram por nós dentro e nós temos de vencê-los. É preciso derrotar também os nossos demónios, os nossos fantasmas. Sim, a luta está dento de nós, Gotucha. É também graças à nossa vida interior que acrescentamos vida. O escritor procura o triunfo da vida. O escritor enfrenta os pregadores da morte e da economia. O escritor escreve e aguarda o avião da Gotucha. Que nada de mal aconteça à sua menina, é tudo quanto deseja. O escritor escreve à esplanada da “Padeirinha”. Está muito calor. Pouco ou nada se passa à sua frente. Sente-se mais apto para enfrentar o mundo. Sente-se mais sábio. Com mais palavras. Sente-se dono da palavra. Escreve livremente. Sente-se solto. A loira não está. Mas isso não o desmoraliza. Olha as horas. Tem que se preocupar com o avião da Gotucha. Com a Gotucha preocupa-se verdadeiramente. Fica triste quando ela está triste. Ri quando ela ri. Acredita na Gotucha. A Gotucha deu-lhe a volta à cabeça.
DE MIGUEL CARVALHO
Sabes, José?
Sabes, José? Nos quarteirões da minha cidade, voltaram os pedidos de meio frango com ar envergonhado e dinheiro contado. Na repartição dos correios, diante da minha porta, os funcionários já viram mãos alheias perto do gasganete em dias em que faltou dinheiro na caixa para pagar a pensão do mês. E há mais clientela esperando a sua vez.
Uma tragédia, José, quem havia de dizer que os nossos antigos iam morrer vivendo, de pé?
Também tenho reparado que os carrinhos de supermercado andam menos recheados, sabes? Mas deve ser das minhas vistas, tenho de mudar as lentes, certamente. Uma coisa tenho reparado e essa eu vejo bem: na hora de pagar, algo fica para trás. Um pacote, um algo que vinha e já não vem.
Nas farmácias, os velhos dizem que seleccionam medicamentos por não terem forma nem maneira de pagar a ementa dos remédios gourmet das suas eternas maleitas. Entre a doença, as dores e a boca, escolhem o pão, como não?
Olha, José, vê os portões das fábricas a fechar, o presente a definhar.
No nosso País de misérias e angústias, há um rumorejar a borbulhar, José. Ouve-se por toda a parte, até aqui ao pé, no escritório do lado, na mercearia da esquina ou no balcão do café.
Já não é só futebol, José, o penalty que é ou não é.
São conversas fartas, raivas incontidas, vidas fora-de-jogo à espera da reviravolta que nunca vem para quem sempre joga limpo.
Olha, José, vocês aí no alto discutem números, austeridade, a salvação nacional e a saúde da pátria depois do leite derramado. Mas aqui em baixo, no País terra-a-terra e na nação sem parlapié, há gente com défice de crença e paciência para acreditar de novo na sobrevivência.
Não sei, José, que dias virão a seguir.
Um dia, talvez mais cedo do que julgamos, vão juntar-se os deserdados do futuro, a polícia empobrecida e desprestigiada e os que pouco já tinham e agora não têm nada. Nesse momento, juntos, vão encher a praça. E aí, José, uma coisa eu garanto: não vai ter graça.
M.C.
http://adevidacomedia.wordpress.com
Sabes, José? Nos quarteirões da minha cidade, voltaram os pedidos de meio frango com ar envergonhado e dinheiro contado. Na repartição dos correios, diante da minha porta, os funcionários já viram mãos alheias perto do gasganete em dias em que faltou dinheiro na caixa para pagar a pensão do mês. E há mais clientela esperando a sua vez.
Uma tragédia, José, quem havia de dizer que os nossos antigos iam morrer vivendo, de pé?
Também tenho reparado que os carrinhos de supermercado andam menos recheados, sabes? Mas deve ser das minhas vistas, tenho de mudar as lentes, certamente. Uma coisa tenho reparado e essa eu vejo bem: na hora de pagar, algo fica para trás. Um pacote, um algo que vinha e já não vem.
Nas farmácias, os velhos dizem que seleccionam medicamentos por não terem forma nem maneira de pagar a ementa dos remédios gourmet das suas eternas maleitas. Entre a doença, as dores e a boca, escolhem o pão, como não?
Olha, José, vê os portões das fábricas a fechar, o presente a definhar.
No nosso País de misérias e angústias, há um rumorejar a borbulhar, José. Ouve-se por toda a parte, até aqui ao pé, no escritório do lado, na mercearia da esquina ou no balcão do café.
Já não é só futebol, José, o penalty que é ou não é.
São conversas fartas, raivas incontidas, vidas fora-de-jogo à espera da reviravolta que nunca vem para quem sempre joga limpo.
Olha, José, vocês aí no alto discutem números, austeridade, a salvação nacional e a saúde da pátria depois do leite derramado. Mas aqui em baixo, no País terra-a-terra e na nação sem parlapié, há gente com défice de crença e paciência para acreditar de novo na sobrevivência.
Não sei, José, que dias virão a seguir.
Um dia, talvez mais cedo do que julgamos, vão juntar-se os deserdados do futuro, a polícia empobrecida e desprestigiada e os que pouco já tinham e agora não têm nada. Nesse momento, juntos, vão encher a praça. E aí, José, uma coisa eu garanto: não vai ter graça.
M.C.
http://adevidacomedia.wordpress.com
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
A REVOLTA CONTINUA

França: Continuação dos protestos para a próxima semana
"Esperamos mais umas jornadas em força na próxima semana", declaram os sindicatos, indicando que as centrais sindicais não abrem mão da mobilização conseguida nas últimas semanas com sucessivas manifestações por todo o país, além das greves e bloqueios que atingem sectores vitais.
Instalações petrolíferas em todo o país continuam a ser alvo de acções diversas dos trabalhadores em greve, os 14 depósitos de combustível continuam bloqueados, apesar das intervenções das forças da polícia, que têm ordens Nicolas Sarkozy…
O aeroporto de Marselha esteve ontem bloqueado durante algumas horas e as 12 refinarias francesas continuam em greve por tempo indeterminado. A situação faz com que o abastecimento de combustível seja intermitente e cada vez mais escasso, com 3.200 estações de serviço encerradas, de um total de 12.300 postos em toda a França.
O final de semana é também decisivo porque na sexta-feira as escolas francesas encerram para as férias intercalares de Todos-os-Santos, o que poderá ter impacto no nível de mobilização dos estudantes do ensino secundário e universitário.
Os estudantes juntaram-se ao movimento de contestação e greve que refuta o novo regime de reformas, levando na prática ao encerramento de cerca de 400 liceus em todo o país e de, pelo menos, quatro universidades, devido ao bloqueio de instalações e, em vários pontos do país, havendo notícias de confrontos com as forças de repressão, a exemplo do centro da cidade de Lyon.
http://lutapopularonline.blogspot.com
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
MANIFESTO DA CANDIDATURA DO POETA ANTÓNIO PEDRO RIBEIRO À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

MANIFESTO DA CANDIDATURA DO POETA ANTÓNIO PEDRO RIBEIRO À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
Numa era em que a vida se faz e se joga em função dos mercados e, por isso, não é vida. Numa altura em que o governo corta nos salários, nas pensões, no subsídio de desemprego, no rendimento social de inserção e sobe nos impostos, nas SCUT's, nos preços dos bens essenciais e no preço dos medicamentos. Numa era em que o discurso económico já era porque é entediante, castrador como a "vida" dos mercados e de todos os que a seguem: Sócrates, Cavaco, Durão Barroso e companhia. Numa era de banqueiros, bolsas, especuladores e outros predadores. Numa era em que o PS e o PSD brincam ao orçamento, um orçamento que não serve, que penaliza a maioria dos portugueses. Numa era de "Big Brothers" e de uma "vida" quotidiana vazia. Numa era em que muitos não têm nada ou quase nada e outros dormem na rua. Eu, António Pedro Ribeiro, 42 anos, poeta e performer, declaro-me candidato à Presidência da República.
Porque é preciso dizer que isto não é vida. É preciso dizer que não somos mais do que ninguém mas temos a certeza de que isto assim não presta. O capitalismo e os seus agentes estão a matar o Homem e a Vida. Viram o homem contra si próprio. Instalam o medo, a inveja, o ressentimento, a intriga. É preciso dizer que não é mais possível o homem assim. Como se vê nas manifestações de França, Grécia, Islândia e Espanha. É preciso dizer que o homem está a ser amputado. É preciso dizer que queremos outro homem, outra vida. Ela existe e está aqui, dentro do homem. Não nos céus nem na fantasia.
António Pedro Ribeiro ou A. Pedro Ribeiro nasceu no Porto no Maio de 68. Viveu em Braga e reside actualmente em Vilar do Pinheiro (Vila do Conde). É licenciado em Sociologia pela Faculdade de Letras do Porto. É autor dos livros "Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro" (Objecto Cardíaco, 2006), "Queimai o Dinheiro" (Corpos, 2009), "Um Poeta no Piolho" (Corpos, 2009), "Um Poeta a Mijar" (Corpos, 2007), "Saloon" (Edições Mortas, 2007), "Sexo, Noitadas e Rock n' Roll" (Pirata, 2004), "Á Mesa do Homem Só" (Silêncio da Gaveta, 2001) e "Gritos. Murmúrios" (com Rui Soares, Grémio Lusíada, 1988). Foi fundador da revista literária "Aguasfurtadas" e actuou como diseur e performer nos Festivais de Paredes de Coura de 2006 (com Adolfo Luxúria Canibal e Isaque Ferreira) e de 2009 (com a banda Mana Calórica), nas "Quintas de Leitura" do Teatro Campo Alegre em 2009 e no Festival de Poesia do Condado de Salvaterra do Minho (Espanha) em 2007. Foi activista estudantil na Faculdade de Letras do Porto e no Jornal Universitário do Porto. É aderente do Bloco de Esquerda e foi militante do PSR, tendo sido candidato às Juntas de Freguesia de Vila do Conde (2001) e da Póvoa de Varzim (2005) pelo BE e à Assembleia da República pelo círculo de Braga pelo PSR em 1991 e 1995 (mandatário distrital). Em 2003 na Póvoa de Varzim, foi acusado, com a organização Frente Guevarista Libertária, de ter derrubado a estátua do Major Mota, presidente da Câmara no regime salazarista e dirigente da Legião Portuguesa. Prepara o livro "Nietzsche, Jim Morrison, Henry Miller, os Mercados e Outras Conversas". É responsável (com Luís Carvalho) pelas noites de "Poesia de Choque" no Clube Literário do Porto e participa regularmente nas noites de poesia do Púcaros e do Pinguim no Porto.
RUI MANUEL AMARAL E CANDIDATURA PRESIDENCIAL DE APR NA POESIA DE CHOQUE

O escritor Rui Manuel Amaral é o convidado de mais uma sessão de POESIA DE CHOQUE a ter lugar no Clube Literário do Porto, hoje, quinta, 21, pelas 22,00 h. Rui Amaral vai ler textos do seu último livro, recém-editado, "Doutor Avalanche" (Angelus Novus). Simultaneamante, António Pedro Ribeiro lança os seus manifestos à Presidência da República. Luís Carvalho diz outros poemas a abrir e a arder.
FALA, FALA, QUE COMEÇAS A CAIR
"Está na altura de acabar com os bloqueios", diz ministro do Interior francês
Paris, 20 out (Lusa) - O ministro do Interior francês, Brice Hortefeux, afirmou hoje, em Paris, que "está na altura de acabar com os bloqueios" a inst...
"Está na altura de acabar com os bloqueios", diz ministro do Interior francês
Paris, 20 out (Lusa) - O ministro do Interior francês, Brice Hortefeux, afirmou hoje, em Paris, que "está na altura de acabar com os bloqueios" a instalações de combustível, de forma a evitar uma paralisia da economia nacional.
"O direito à greve não dá o direito a impedir de trabalhar e de circular", declarou Brice Hortefeux numa conferência de imprensa realizada às 07:30 (06:30 em Lisboa), repetindo o essencial das declarações feitas na véspera, na Normandia, pelo Presidente da República francês, Nicolas Sarkozy.
O ministro do Interior confirmou que as forças de segurança desbloquearam 21 depósitos de combustível desde sexta-feira, incluindo três hoje de madrugada, numa altuyra em que a região oeste de França "está ameaçada de falta de combustível", segundo disse Hortefeux.
"A imensa maioria dos franceses não tem de aguentar a lei de uma minoria", afirmou também Brice Hortefeux, referindo-se à mobilização dos sindicatos contra o novo regime de reformas, que na terça-feira levou cerca de 3,5 milhões de pessoas (1,1 milhões, segundo a polícia) a 270 manifestações em todo o país.
PRM
Paris, 20 out (Lusa) - O ministro do Interior francês, Brice Hortefeux, afirmou hoje, em Paris, que "está na altura de acabar com os bloqueios" a inst...
"Está na altura de acabar com os bloqueios", diz ministro do Interior francês
Paris, 20 out (Lusa) - O ministro do Interior francês, Brice Hortefeux, afirmou hoje, em Paris, que "está na altura de acabar com os bloqueios" a instalações de combustível, de forma a evitar uma paralisia da economia nacional.
"O direito à greve não dá o direito a impedir de trabalhar e de circular", declarou Brice Hortefeux numa conferência de imprensa realizada às 07:30 (06:30 em Lisboa), repetindo o essencial das declarações feitas na véspera, na Normandia, pelo Presidente da República francês, Nicolas Sarkozy.
O ministro do Interior confirmou que as forças de segurança desbloquearam 21 depósitos de combustível desde sexta-feira, incluindo três hoje de madrugada, numa altuyra em que a região oeste de França "está ameaçada de falta de combustível", segundo disse Hortefeux.
"A imensa maioria dos franceses não tem de aguentar a lei de uma minoria", afirmou também Brice Hortefeux, referindo-se à mobilização dos sindicatos contra o novo regime de reformas, que na terça-feira levou cerca de 3,5 milhões de pessoas (1,1 milhões, segundo a polícia) a 270 manifestações em todo o país.
PRM
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
O SENHOR

A imagem da Fátima Lopes. As mulheres batem palmas.
Depois vem a publicidade. Automóveis. Lotarias. Donas de casa de barriga inchada a comer iogurtes. Champôs. Passerelles. Golos. A Catarina Furtado a fazer propaganda aos bancos. A Fátima Lopes a fazer propaganda aos hamburgueres. Uma gaja de guarda-chuva e outro automóvel. Seguros. Bancos, outra vez os bancos. Futebolistas a fazer a barba. Aspiradores. Electrodomésticos. Gajas. Automóveis, outra vez automóveis. O ministro das Finanças. Este é o melhor dos mundos. A televisão dá-te tudo: iogurtes, champôs, clubes de futebol, guarda-chuvas, aspiradores, giletes, automóveis, seguros, o dinheiro todo dos bancos, o ministro das Finanças, as gajas da passerelle, a Fátima Lopes, a Bárbara Guimarães, a Catarina Furtado. Rende-te. Obedece ao Senhor, ao Sócrates, ao Cavaco, ao Durão Barroso. Eles dão-te tudo. Obedece. Bate palmas. Fica calado. Este é o melhor dos mundos. Não há alternativa. Há para uns líricos que dizem que não. São uns sonhadores incorrigíveis, alguns deles já estão no manicómio. Não lhes ligues. O Governo, o Presidente e os mercados, sobretudo os mercados, tratam de ti. Eles e a Fátima Lopes tratam da tua felicidade. Não te preocupes. O ministro das Finanças faz os cálculos todos por ti. Está tudo no orçamento. Não te preocupes. Eles dão-te tudo. Eles têm tudo previsto. Obedece. Bate palmas. Fica calado. Não questiones. Não penses. O ministro das Finanças pensa por ti. Os mercados resolvem todos os teus problemas. Não estejas deprimido. Não vale a pena ficar deprimido. A ministra da Saúde trata-te da saúde. Dá-te todos os anti-depressivos de borla.
Estás entregue a gente cristã, benfeitora, altruísta. Estás em grande. Reina. Continua a olhar para a TV. Não percas as palavras sábias e avisadas do ministro das Finanças, do primeiro-ministro, do Presidente, do PSD. Come-as. Saboreia-as. Banqueteia-te com elas. Agradece. Obedece. Nada te pára. Agora és um Senhor.
OLHA A DEMOCRACIA!
Chanceler alemã afirma que construção de uma sociedade multicultural falhou e alerta comunidade imigrante: “sentimo-nos ligados a valores cristãos. Quem não aceitar isto, não tem lugar aqui”.
Artigo | 19 Outubro, 2010 - 11:31
Angela Markel discursava para militantes da Junge Union (JU) sobre integração de imigrantes na Alemanha. Foto de cgommel, Flickr. Angela Merkel, chanceler alemã, afirmou, perante uma plateia constituída por militantes da Junge Union (JU) - organização juvenil conjunta dos partidos conservadores União Democrata Cristã (CDU) e União Social Cristã (CSU), que "a perspectiva de que poderíamos construir uma sociedade multicultural, vivendo lado a lado e gozando da companhia uns dos outros, falhou. Falhou completamente".
Num discurso marcado por uma manifesta aproximação à direita, e segundo escreve a “Associated Press”, Angela Merkel defendeu ainda que “Subsidiar os imigrantes” não basta, a Alemanha tem o direito de “fazer-lhes exigências”.
O sucesso da integração dos imigrantes é, nas palavras de Merkel, da sua exclusiva responsabilidade. Os mesmos terão que adoptar a cultura e os valores alemães. A responsável alemã alerta: “sentimo-nos ligados a valores cristãos. Quem não aceitar isto, não tem lugar aqui”.
O secretário-geral do Conselho Geral dos Judeus na Alemanha, Stephan Kramer, já veio criticar aquele que considera ser um discurso xenófobo, orientado para fins eleitoralistas.
Polémica em torno da integração dos imigrantes
Segundo noticia o Deutsche Welle, a polémica em torno da integração dos imigrantes agudizou-se mediante as declarações proferidas em Agosto pelo então membro do conselho de administração do Bundesbank, Thilo Sarrazin, que associou a subsidio dependência e a criminalidade à população muçulmana na Alemanha.
Na noite anterior ao discurso da chanceler alemã, o líder da CSU e governador da Baviera, Horst Seehofer, já havia afirmado que os imigrantes no país têm que aceitar a “cultura predominante” e que a Alemanha não se podia transformar “na previdência social para o mundo inteiro”, rematando que “o multiculturalismo está morto”.
As declarações de Angela Merkel virão, neste contexto, aprofundar o clima de desconfiança, apreensão e até mesmo xenofobia contra os cerca de 16 milhões de imigrantes que vivem no país, e, em especial, contra a comunidade muçulmana, que conta com aproximadamente 5 milhões de pessoas.
55% da população alemã pensa que os árabes são "pessoas indesejáveis"
O estudo, recentemente divulgado, da Fundação Friedrich Ebert, que a Lusa cita, conclui que cerca de 58 por cento dos alemães são a favor da limitação da liberdade religiosa dos muçulmanos na Alemanha. Os resultados deste estudo demonstram, igualmente, que 30% dos inquiridos considera que o país foi "invadido por estrangeiros" e que 55% pensa que os árabes são "pessoas indesejáveis". 30% acredita ainda que os 16 milhões de imigrantes só procuraram a Alemanha para usufruir de benefícios sociais.
www.esquerda.net
Artigo | 19 Outubro, 2010 - 11:31
Angela Markel discursava para militantes da Junge Union (JU) sobre integração de imigrantes na Alemanha. Foto de cgommel, Flickr. Angela Merkel, chanceler alemã, afirmou, perante uma plateia constituída por militantes da Junge Union (JU) - organização juvenil conjunta dos partidos conservadores União Democrata Cristã (CDU) e União Social Cristã (CSU), que "a perspectiva de que poderíamos construir uma sociedade multicultural, vivendo lado a lado e gozando da companhia uns dos outros, falhou. Falhou completamente".
Num discurso marcado por uma manifesta aproximação à direita, e segundo escreve a “Associated Press”, Angela Merkel defendeu ainda que “Subsidiar os imigrantes” não basta, a Alemanha tem o direito de “fazer-lhes exigências”.
O sucesso da integração dos imigrantes é, nas palavras de Merkel, da sua exclusiva responsabilidade. Os mesmos terão que adoptar a cultura e os valores alemães. A responsável alemã alerta: “sentimo-nos ligados a valores cristãos. Quem não aceitar isto, não tem lugar aqui”.
O secretário-geral do Conselho Geral dos Judeus na Alemanha, Stephan Kramer, já veio criticar aquele que considera ser um discurso xenófobo, orientado para fins eleitoralistas.
Polémica em torno da integração dos imigrantes
Segundo noticia o Deutsche Welle, a polémica em torno da integração dos imigrantes agudizou-se mediante as declarações proferidas em Agosto pelo então membro do conselho de administração do Bundesbank, Thilo Sarrazin, que associou a subsidio dependência e a criminalidade à população muçulmana na Alemanha.
Na noite anterior ao discurso da chanceler alemã, o líder da CSU e governador da Baviera, Horst Seehofer, já havia afirmado que os imigrantes no país têm que aceitar a “cultura predominante” e que a Alemanha não se podia transformar “na previdência social para o mundo inteiro”, rematando que “o multiculturalismo está morto”.
As declarações de Angela Merkel virão, neste contexto, aprofundar o clima de desconfiança, apreensão e até mesmo xenofobia contra os cerca de 16 milhões de imigrantes que vivem no país, e, em especial, contra a comunidade muçulmana, que conta com aproximadamente 5 milhões de pessoas.
55% da população alemã pensa que os árabes são "pessoas indesejáveis"
O estudo, recentemente divulgado, da Fundação Friedrich Ebert, que a Lusa cita, conclui que cerca de 58 por cento dos alemães são a favor da limitação da liberdade religiosa dos muçulmanos na Alemanha. Os resultados deste estudo demonstram, igualmente, que 30% dos inquiridos considera que o país foi "invadido por estrangeiros" e que 55% pensa que os árabes são "pessoas indesejáveis". 30% acredita ainda que os 16 milhões de imigrantes só procuraram a Alemanha para usufruir de benefícios sociais.
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segunda-feira, 18 de outubro de 2010
MANIFESTO ANTI-GOVERNO, ANTI-ORÇAMENTO E ANTI-MERCADOS

O Governo não tem que me dizer o que devo fazer. O Governo não tem que dizer que eu devo levar uma vida frugal. A minha vida não está no Orçamento. Não aceito a minha vida reduzida a percentagens e estatísticas. O Governo e o Orçamento não me podem proibir de sair à noite nem de beber copos. Nem o Governo, nem o Orçamento, nem ninguém me podem impedir de escrever, de ter ideias e de olhar para as gajas.
Estou farto dos apelos ao diálogo do Presidente da República. Não sou do Presidente, nem do Governo, nem do Orçamento, nem dos mercados. Recuso-me a dialogar com essa gente. Não confio nessa gente. Aliás, ainda ninguém me explicou quem são os mercados. Os mercados nunca me foram apresentados. Só sei que o Presidente, o Governo, o Orçamento, o PSD, os banqueiros, a Comissão Europeia e o Estados Unidos obedecem aos mercados. Os mercados estão em todo o lado e entram no cérebro das gentes. Estou farto dos mercados! Os mercados e a economia enchem-me de tédio e de morte. Os mercados e o Governo não comandam a minha vida. Os mercados e o Governo não pertencem à vida.
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