terça-feira, 27 de julho de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
POESIA DE CHOQUE
António Pedro Ribeiro e Luís Carvalho apresentam mais uma sessão de POESIA DE CHOQUE na próxima quinta, 15, pelas 22h no Clube Literário do Porto. A poesia a abrir e a arder uma vez mais. Actuação musical dos Bella Damião.
sábado, 10 de julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
DO GRANDE POETA
DO GRANDE POETA
António Pedro Ribeiro
Os grandes poetas são magos, são xamãs.
Vivem a experiência do "desregramento dos sentidos", como dizia Rimbaud.
Vivem desesperadamente o instante. Para compensar o grande tédio da existência quotidiana vivem uma vida interior riquíssima, intensíssima. Vivem uma embriaguez permanente mesmo quando estão parados à mesa ou ao balcão.
Passam do céu ao inferno, do inferno ao céu numa só tarde como se dizia de Rimbaud e de Baudelaire. Vão beber cervejas ao inferno, como dizia Cesariny de Rimbaud, e regressam.
O cidadão comum cruza-se com eles mas raramente os compreende.
Aproxima-se dele quando ele vai beber cervejas. Mas não o acompanha ao inferno.
Não é capaz. Teme o inferno, teme descer às profundezas de si mesmo.
Mas há qualquer coisa nas mulheres, em certas mulheres, que as aproxima do poeta.
Qualquer coisa que não é troco nem troca, qualquer coisa que se aproxima de Deus, da ideia de Deus, do amor enquanto divindade.
É certo que também há homens, amigos, companheiros que se aproximam do poeta. Que bebem copos com ele mas que não podem acompanhá-lo ao inferno. Nem sequer alguns que se dizem poetas, escritores, diseurs.
Até podem ter a retórica mas falta-lhes o fogo.
Jamais conseguirão criar nas condições em que o faz o poeta.
Não é uma questão de jogos de palavras. Não é uma questão de acertar na palavrinha.
É uma questão de vivência, de contacto com o fogo da criação.
É uma questão de jogar o jogo da loucura.
De não ter medo de ir atrás da loucura como se vai atrás do inferno.
De não ir atrás das conveniências e do senso comum.
De ser infinito dentro do finito.
In FREEZONE
António Pedro Ribeiro
Os grandes poetas são magos, são xamãs.
Vivem a experiência do "desregramento dos sentidos", como dizia Rimbaud.
Vivem desesperadamente o instante. Para compensar o grande tédio da existência quotidiana vivem uma vida interior riquíssima, intensíssima. Vivem uma embriaguez permanente mesmo quando estão parados à mesa ou ao balcão.
Passam do céu ao inferno, do inferno ao céu numa só tarde como se dizia de Rimbaud e de Baudelaire. Vão beber cervejas ao inferno, como dizia Cesariny de Rimbaud, e regressam.
O cidadão comum cruza-se com eles mas raramente os compreende.
Aproxima-se dele quando ele vai beber cervejas. Mas não o acompanha ao inferno.
Não é capaz. Teme o inferno, teme descer às profundezas de si mesmo.
Mas há qualquer coisa nas mulheres, em certas mulheres, que as aproxima do poeta.
Qualquer coisa que não é troco nem troca, qualquer coisa que se aproxima de Deus, da ideia de Deus, do amor enquanto divindade.
É certo que também há homens, amigos, companheiros que se aproximam do poeta. Que bebem copos com ele mas que não podem acompanhá-lo ao inferno. Nem sequer alguns que se dizem poetas, escritores, diseurs.
Até podem ter a retórica mas falta-lhes o fogo.
Jamais conseguirão criar nas condições em que o faz o poeta.
Não é uma questão de jogos de palavras. Não é uma questão de acertar na palavrinha.
É uma questão de vivência, de contacto com o fogo da criação.
É uma questão de jogar o jogo da loucura.
De não ter medo de ir atrás da loucura como se vai atrás do inferno.
De não ir atrás das conveniências e do senso comum.
De ser infinito dentro do finito.
In FREEZONE
quinta-feira, 17 de junho de 2010
MANIFESTO DA CANDIDATURA DE ANTÓNIO PEDRO RIBEIRO À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
MANIFESTO DA CANDIDATURA DE ANTÓNIO PEDRO RIBEIRO À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
Esta é, sobretudo, uma candidatura anti-mercado e anti-capitalista. Esta é, sobretudo, uma candidatura pelo Homem e pela Vida. Esta é uma candidatura que não aceita que o homem se reduza a uma mercadoria, a um objecto de compra e venda, ao macaco do lucro e da mercearia. Esta é uma candidatura que não faz o jogo dos partidos, nem dos sindicatos, que nada negoceia porque nada há a negociar com o capitalismo. Esta é a candidatura que não está na Bolsa e que defende a extinção da Bolsa. Esta é a candidatura que se opõe aos banqueiros e ao mercado e a um Presidente da República e a um governo que estão ao serviço dos banqueiros, do mercado e do grande capital. Esta é a candidatura que diz que o Homem nada tem a pagar pela vida porque a vida é livre e gratuita. Esta é a candidatura que diz que a vida está muito para além da vidinha, da sub-vida do trabalho, da rotina e do quotidiano entediante, vazio e castrador. Esta é a candidatura que fala do homem livre, do homem que cria e que ri. Do homem que é afecto e mesa partilhada, do homem que está para lá da democracia burguesa. Do homem que não é da economia, nem da finança, nem do sacar dinheiro, nem do desenrascanço. Do homem que ama, dança e quer. Do homem sem chefes nem hierarquias.
E também:
Dar de comer a quem tem fome.
Dar de beber a quem tem sede,
Dar abrigo a quem não tem abrigo.
Esta é, sobretudo, uma candidatura anti-mercado e anti-capitalista. Esta é, sobretudo, uma candidatura pelo Homem e pela Vida. Esta é uma candidatura que não aceita que o homem se reduza a uma mercadoria, a um objecto de compra e venda, ao macaco do lucro e da mercearia. Esta é uma candidatura que não faz o jogo dos partidos, nem dos sindicatos, que nada negoceia porque nada há a negociar com o capitalismo. Esta é a candidatura que não está na Bolsa e que defende a extinção da Bolsa. Esta é a candidatura que se opõe aos banqueiros e ao mercado e a um Presidente da República e a um governo que estão ao serviço dos banqueiros, do mercado e do grande capital. Esta é a candidatura que diz que o Homem nada tem a pagar pela vida porque a vida é livre e gratuita. Esta é a candidatura que diz que a vida está muito para além da vidinha, da sub-vida do trabalho, da rotina e do quotidiano entediante, vazio e castrador. Esta é a candidatura que fala do homem livre, do homem que cria e que ri. Do homem que é afecto e mesa partilhada, do homem que está para lá da democracia burguesa. Do homem que não é da economia, nem da finança, nem do sacar dinheiro, nem do desenrascanço. Do homem que ama, dança e quer. Do homem sem chefes nem hierarquias.
E também:
Dar de comer a quem tem fome.
Dar de beber a quem tem sede,
Dar abrigo a quem não tem abrigo.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
POESIA DE CHOQUE
António Pedro Ribeiro e Luís Carvalho apresentam mais uma sessão de POESIA DE CHOQUE na próxima quinta, 17, pelas 22,00 h no Clube Literário do Porto. A poesia a abrir e a arder pela noite e pelos copos.
terça-feira, 8 de junho de 2010
IAN CURTIS
30 anos depois do desaparecimento/suicídio de Ian Curtis (a 18 de Maio de 1980) a música dos Joy Division permanece, tal como a mensagem das letras de Curtis. Uma melancolia insolúvel, desarmante, um grito de angústia que vem de dentro, do mais profundo de nós mesmos, que arde por dentro. "Anjos de Deus tende cuidado/ e, vós, juízes, tende cuidado/ com os por vós rejeitados". As palavras de Curtis e a música dos Joy Division mantêm-se actuais no tédio dos dias, na brutalidade da máquina e da fábrica mas também na ternura desarmante dos amores falhados ("Love Will Tear Us Apart") e dos amores que ainda crescem. Curtis é, ao lado de Jim Morrison, um dos grandes poetas do rock.
CLUBE LITERÁRIO DO PORTO
QUARTA, 9, 22 H
A. PEDRO RIBEIRO/SUSANA GUIMARÃES (POESIA)
BELLA DAMIÃO (MÚSICA)
FRANCISCO LEMOS (DJ)
CLUBE LITERÁRIO DO PORTO
QUARTA, 9, 22 H
A. PEDRO RIBEIRO/SUSANA GUIMARÃES (POESIA)
BELLA DAMIÃO (MÚSICA)
FRANCISCO LEMOS (DJ)
segunda-feira, 7 de junho de 2010
TRIBUTO A IAN CURTIS/JOY DIVISION
POESIA. PERFORMANCE. MÚSICA.
CLUBE LITERÁRIO DO PORTO, QUARTA, 9, 22 H.
CLUBE LITERÁRIO DO PORTO, QUARTA, 9, 22 H.
domingo, 30 de maio de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
LIBERDADE
Vim ao mundo de graça
não tenho de pagar o que como
nem o que bebo
não tenho de pagar
a ponta de um corno pela vida
nem tenho de trabalhar
para pagar o que como
nem o que bebo
não tenho de me sacrificar
por coisa nenhuma
a vida é livre e gratuita
só faço o que quero
o que me dá na real gana
e é isto que vos tenho a dizer...
não tenho de pagar o que como
nem o que bebo
não tenho de pagar
a ponta de um corno pela vida
nem tenho de trabalhar
para pagar o que como
nem o que bebo
não tenho de me sacrificar
por coisa nenhuma
a vida é livre e gratuita
só faço o que quero
o que me dá na real gana
e é isto que vos tenho a dizer...
sexta-feira, 21 de maio de 2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
LULA
Brasília, 10 mai (Lusa) - O presidente brasileiro, Lula da Silva, manifestou hoje, durante a abertura do Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural, a intenção de abrir uma linha de crédito para incentivar a agricultura dos países africanos.
Lula da Silva não fez referência a valores, mas garantiu que os detalhes da proposta serão discutidos entre as autoridades brasileiras e os mais de 50 ministros da Agricultura de África que participam, até a próxima quarta feira, no encontro em Brasília.
"Temos condições de criar em África as mesmas condições de financiamento que criamos aqui no Brasil. (...) O século XXI tem que ser o século do renascimento africano", declarou Lula no seu discurso, após ser homenageado com o Prémio de Campeão do Mundo na Batalha contra a Fome, concedido pela Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas.
Na avaliação do presidente brasileiro, o combate à pobreza só será vencido se for considerado uma prioridade na política orçamental de cada país.
"Os dirigentes mundiais precisam de definir que não há nada mais importante do que a segurança alimentar como forma de garantir a soberania e a autodeterminação dos povos", assinalou.
O chefe de Estado brasileiro, que na infância já passou fome, lembrou a dor de quem já viveu esta experiência. "Quem tem fome não pensa. A dor do estômago é maior do que muita gente imagina. E a pessoa que tem fome não vira revolucionário, mas pedinte, dependente, um ser humano subserviente, humilhado e sem forças para brigar contra seus algozes que são responsáveis pela fome", assinalou.
Lula da Silva destacou a prioridade dada a Africa durante os seus dois mandatos presidenciais e disse esperar que o seu sucessor continue a zelar pela relação Sul-Sul.
Até o final deste ano, o atual presidente do Brasil deverá ter visitado 25 países africanos. "Eu conheci bem a África. Parte da savana africana tem as mesmas características do cerrado brasileiro, que hoje é a área de maior produção de grãos do Brasil", afirmou o presidente, defendendo uma maior parceria entre brasileiros e africanos para a produção de etanol.
Lula da Silva lamentou que ainda não tenham sido retomadas as negociações para a conclusão da Ronda de Doha da Organização Mundial de Comércio (OMC) e disse que esta seria uma possibilidade de abertura dos mercados para os africanos exportarem para países ricos. "Quando a gente quer vender, o mercado não é tão livre quanto parece ser", queixou-se.
O presidente brasileiro defendeu ainda o financiamento de projetos para África por parte dos países ricos e a injeção de recursos no Banco Africano por parte do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial para a concessão de créditos.
No final da tarde, Lula da Silva e os ministros africanos participam na inauguração da Embrapa Estudos Estratégicos e Capacitação.
Nesta nova unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, serão treinados em agricultura tropical técnicos brasileiros e estrangeiros.
A Embrapa já está presente em África através de seu escritório no Gana e a intenção do governo brasileiro é abrir novas representações do órgão no continente africano.
CMC.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/Fim.
Lula da Silva não fez referência a valores, mas garantiu que os detalhes da proposta serão discutidos entre as autoridades brasileiras e os mais de 50 ministros da Agricultura de África que participam, até a próxima quarta feira, no encontro em Brasília.
"Temos condições de criar em África as mesmas condições de financiamento que criamos aqui no Brasil. (...) O século XXI tem que ser o século do renascimento africano", declarou Lula no seu discurso, após ser homenageado com o Prémio de Campeão do Mundo na Batalha contra a Fome, concedido pela Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas.
Na avaliação do presidente brasileiro, o combate à pobreza só será vencido se for considerado uma prioridade na política orçamental de cada país.
"Os dirigentes mundiais precisam de definir que não há nada mais importante do que a segurança alimentar como forma de garantir a soberania e a autodeterminação dos povos", assinalou.
O chefe de Estado brasileiro, que na infância já passou fome, lembrou a dor de quem já viveu esta experiência. "Quem tem fome não pensa. A dor do estômago é maior do que muita gente imagina. E a pessoa que tem fome não vira revolucionário, mas pedinte, dependente, um ser humano subserviente, humilhado e sem forças para brigar contra seus algozes que são responsáveis pela fome", assinalou.
Lula da Silva destacou a prioridade dada a Africa durante os seus dois mandatos presidenciais e disse esperar que o seu sucessor continue a zelar pela relação Sul-Sul.
Até o final deste ano, o atual presidente do Brasil deverá ter visitado 25 países africanos. "Eu conheci bem a África. Parte da savana africana tem as mesmas características do cerrado brasileiro, que hoje é a área de maior produção de grãos do Brasil", afirmou o presidente, defendendo uma maior parceria entre brasileiros e africanos para a produção de etanol.
Lula da Silva lamentou que ainda não tenham sido retomadas as negociações para a conclusão da Ronda de Doha da Organização Mundial de Comércio (OMC) e disse que esta seria uma possibilidade de abertura dos mercados para os africanos exportarem para países ricos. "Quando a gente quer vender, o mercado não é tão livre quanto parece ser", queixou-se.
O presidente brasileiro defendeu ainda o financiamento de projetos para África por parte dos países ricos e a injeção de recursos no Banco Africano por parte do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial para a concessão de créditos.
No final da tarde, Lula da Silva e os ministros africanos participam na inauguração da Embrapa Estudos Estratégicos e Capacitação.
Nesta nova unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, serão treinados em agricultura tropical técnicos brasileiros e estrangeiros.
A Embrapa já está presente em África através de seu escritório no Gana e a intenção do governo brasileiro é abrir novas representações do órgão no continente africano.
CMC.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/Fim.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
ANDRÉ S. MARTINS
Peitorais
Não caírei mais em vosso logro, senhores poetas : não é o álcool que muitos de vós cantaram(Rubayat, Li Bai, Baudelaire, Apollinaire, Pessoa, Herberto), nem a cerveja do Pedro Ribeiro, nem o ópio de Thomas de Quincey e Pessanha, nem o haxixe de Verlaine e Rimbaud, nem o absinto de Jarry, não! (como vêem, eu uso aqui o celeumático sinal, em postura romana ou viril) Afinal, a inspiração está mesmo à mão - o segredo está num peito são. Ou, ó insuperável!, no plural feminino... E com o patrocínio do vate nacional:
Cessem do sábio Grego e do Troiano
As navegações grandes que fizeram;
Cale-se de Alexandro e de Trajano
A fama das vitórias que tiveram;
Que eu canto o peito ilustre Lusitano,
A quem Neptuno e Marte obedeceram:
Cesse tudo o que a Musa antígua canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.
Os Lusíadas, Canto I, Est. 3
Dai-me uma fúria grande e sonorosa,
E não de agreste avena ou frauta ruda,
Mas de tuba canora e belicosa,
Que o peito acende e a cor ao gesto muda;
Dai-me igual canto aos feitos da famosa
Gente vossa, que a Marte tanto ajuda;
Que se espalhe e se cante no universo,
Se tão sublime preço cabe em verso.
Os Lusíadas, Canto I, Est. 5
Publicada por André S. Martins em 13:40
Não caírei mais em vosso logro, senhores poetas : não é o álcool que muitos de vós cantaram(Rubayat, Li Bai, Baudelaire, Apollinaire, Pessoa, Herberto), nem a cerveja do Pedro Ribeiro, nem o ópio de Thomas de Quincey e Pessanha, nem o haxixe de Verlaine e Rimbaud, nem o absinto de Jarry, não! (como vêem, eu uso aqui o celeumático sinal, em postura romana ou viril) Afinal, a inspiração está mesmo à mão - o segredo está num peito são. Ou, ó insuperável!, no plural feminino... E com o patrocínio do vate nacional:
Cessem do sábio Grego e do Troiano
As navegações grandes que fizeram;
Cale-se de Alexandro e de Trajano
A fama das vitórias que tiveram;
Que eu canto o peito ilustre Lusitano,
A quem Neptuno e Marte obedeceram:
Cesse tudo o que a Musa antígua canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.
Os Lusíadas, Canto I, Est. 3
Dai-me uma fúria grande e sonorosa,
E não de agreste avena ou frauta ruda,
Mas de tuba canora e belicosa,
Que o peito acende e a cor ao gesto muda;
Dai-me igual canto aos feitos da famosa
Gente vossa, que a Marte tanto ajuda;
Que se espalhe e se cante no universo,
Se tão sublime preço cabe em verso.
Os Lusíadas, Canto I, Est. 5
Publicada por André S. Martins em 13:40
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