POESIA MATEMÁTICA!!!!
Quem 60 ao teu lado e 70 por ti,
vai certamente rezar 1/3
para arranjar 1/2
de te levar para 1/4
e ter a coragem de te dizer:
20 comer!!!
PEDRO COIMBRA
segunda-feira, 10 de maio de 2010
sábado, 8 de maio de 2010
LÁ NISSO TENS RAZÃO
Domingos: "Alguma coisa está para acontecer"
15:33 Lusa
O treinador do Sporting de Braga disse hoje acreditar no título da Liga de futebol e que, se este é o Benfica mais forte dos últimos anos e ainda não é campeão, é porque “alguma coisa está para ...
15:33 Lusa
O treinador do Sporting de Braga disse hoje acreditar no título da Liga de futebol e que, se este é o Benfica mais forte dos últimos anos e ainda não é campeão, é porque “alguma coisa está para ...
sexta-feira, 7 de maio de 2010
O NOVO MUNDO

O NOVO MUNDO
António Pedro Ribeiro
Um novo Maio de 68 está a nascer na Grécia. Face a uma vida sem vida que o FMI, a União Europeia, as bolsas, os bancos e os especuladores querem impôr, os gregos revoltam-se nas ruas, atacam o ministério das Finanças e partem bancos. Não estamos perante uma situação meramente económica ou financeira. Estamos perante a defesa desesperada da vida, perante a defesa do que resta da dignidade humana. Quando o governo grego corta o subsídio de férias e os 13º e 14º meses aos funcionários públicos está a roubar-nos a vida.
Os manifestantes gregos estão a dar ao mundo uma lição de vida e de anti-capitalismo. Estão a dizer-nos que a era das fórmulas únicas e irreversíveis está a chegar ao fim. Estão a dizer-nos que, se queremos realmente a liberdade e a vida, não podemos pactuar com negociações, moderações ou poderes. Estão a dizer-nos que podemos tomar, atavés da acção directa, o presente e o futuro nas nossas mãos. Estão a dizer-nos que no novo mundo não precisamos dos grandes capitalistas, nem das agências de rating, nem dos especuladores bolsistas, nem do mercado, nem de políticos. Destruamos o velho mundo e construamos o novo mundo também em Portugal.
REDE LIBERTÁRIA
Blog da Rede Libertária
Este blog é uma ferramenta de comunicação entre aqueles que agem,sentem e pensam contra uma sociedade autoritária, estatista, capitalista e repressiva.
Destina-se à difusão de notícias, iniciativas, críticas e textos de reflexão libertários, locais e/ou internacionais.
Através do cruzamento/discussão de informação pretende criar,manter e reforçar laços entre colectivos e indivíduos anarquistas.
Como Funciona
Este projecto está aberto a todos os que queiram contribuir com notícias, textos de reflexão, críticas e actividades não-mercantilistas, anti-capitalistas, anti-autoritárias e anti-partidárias.
As notícias e textos podem ser enviados para o seguinte contacto:
redelibertaria@yahoo.com
http://redelibertaria.blogspot.com
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NOTÍCIAS DA GRÉCIA

[Três pessoas sufocaram até a morte, durante o incêndio no banco Marfin Eganatia Bank, durante confrontos entre protestantes e a polícia em Atenas.]
A marcha de protesto em Atenas, que marca o auge da greve geral convocada para 5 de maio, foi atendida por aproximadamente 200 mil pessoas (20 mil desses fizeram uma marcha sozinhos a mando do PAME), mas devido à falta de cobertura da mídia na greve geral, não existem estimativas concretas. Depois do PAME (Partido Comunista da Grécia), os manifestantes deixaram a Praça Syntagma, as primeiras linhas principais da marcha começaram a chegar perante o Parlamento com os primeiros confrontos em erupção no final da Rua Stadiou. A marcha, em seguida, atravessou o Monumento do Soldado Desconhecido, obrigando a Guarda Presidencial a recuar, e tentaram invadir o Parlamento, mas foram parados por forças policiais que hoje demonstraram uma atitude firme a fim de resolver particularmente os problemas contra os manifestantes. Logo, batalhas eclodiram em volta do Parlamento, com manifestantes jogando coquetéis molotov e pedras. Uma van blindada da polícia de intervenção foi incendiada, e a polícia respondeu com o uso prolongado de gás lacrimogêneo que logo fez a atmosfera de Atenas insuportavelmente irritante. Mais blocos de manifestantes chegaram à Praça Syntagma, e as batalhas se espalharam pelo centro da cidade e duraram mais de cinco horas.
Durante o conflito, muitos prédios públicos foram incendiados, incluindo a sede do condado de Attika. A mídia noticia que o andar do Ministério das Finanças estava pegando fogo e documentos vitais foram destruídos pelo fogo. Entretanto, o estranho é que o andar do Ministério das Finanças fica no quarto andar e as bombas de gasolina não alcançam até lá. O prédio está em perigo de colapso.
Segundo a imprensa, a maioria das estações de rádio e TV furaram a greve e voltaram a trabalhar às 14 horas (horário grego), devido aos eventos catastróficos. Eles alegaram que furaram a greve porque a morte das três pessoas (entre elas uma mulher grávida) ocorreu por causa dos manifestantes. No entanto, essa é uma afirmação sem fundamento. Um caso parecido ocorreu há 30 anos atrás, quando um incêndio no Prédio Kappa-Marousi na Rua Panepistimiou causou a morte de várias pessoas. Na época jogaram a culpa nos anarquistas, mas mais tarde foi provado que o fogo foi causado pelo gás disparado pela polícia.
Um vídeo do corpo de bombeiros tentando evacuar o prédio pode ser visto neste link:
http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/europe/8661385.stm
Depois da trágica morte dos três trabalhadores, novos conflitos começaram na capital grega, com uma grande multidão na frente do banco queimado Marfin, quando o bancário-chefe do banco tentou visitar o local. Conflitos ocorreram entre a multidão e a polícia quando a linha de frente dos manifestantes tentou atacar o magnata bancário, acusando ele de forçar os trabalhadores que morreram a ficar no prédio e a não entrar em greve sendo que um pedido de evacuação do prédio já tinha sido dado desde às 12 horas (horário grego).
No Parlamento, o Partido Comunista da Grécia acusou o governo pelas mortes, dizendo que isso foi resultado de grupos fascistas provocadores. As alegações do Partido Comunista são baseadas no fato de 50 fascistas tentarem entrar no prédio do PAME com bandeiras fascistas da Grécia. Os fascistas foram expulsos, perseguidos e se esconderam atrás das linhas policiais. Acusando a extrema-direita por estar atrás das mortes, a Coalizão da Esquerda Radical declarou no Parlamento que o governo não pode fingir estar em luto pelas perdas humanas, porque atacar a vida humana por todos os meios possíveis sempre foi o que o governo quis.
Enquanto isso, os confrontos se estenderam em Tessalônica onde aproximadamente 50 mil pessoas marcharam destruindo dezenas de bancos e lojas na segunda maior cidade da Grécia. Confrontos com a policia durou por muitas horas. De acordo com o noticiário, anarquistas ocuparam o Prédio de Centro de Trabalho da cidade.
Em Patras, aproximadamente 20 mil manifestantes se juntaram aos motoristas de tratores e motoristas de caminhão de lixo, e barricadas em chamas foram erguidas ao longo das ruas centrais da cidade e confrontos ocorreram entre a polícia e os protestantes.
Em Ioanninna, os manifestantes atacaram bancos e lojas, fazendo a polícia usar armas de contenção. Em Heraklion, 10 mil pessoas participaram da marcha contra as medidas do governo. Em Corfu, manifestantes fizeram parte da marcha anti-medidas do governo e ocuparam a Sede do Condado. Manifestantes ocuparam o Prédio de Administração de Naxos e a Câmara Municipal de Naoussa.
Como resultado dos motins de Atenas, a polícia isolou todo o centro da cidade, construindo pontos de verificação de entrada e saída, enquanto todas as autorizações de trabalho da polícia foram recolhidos. Batalhas ainda continuam a acontecer no interior da cidade, enquanto os noticiários afirmam que a polícia está mobilizando as suas forças para invadir uma ocupação anarquista em Exarchia.
• Vídeo que mostra as forças de segurança destruindo vidraças de pequenas lojas e ameaçando os populares:
http://www.youtube.com/watch?v=hkQ4YsRlFxI&feature=player_embedded
quinta-feira, 6 de maio de 2010
MANIFESTO DA CANDIDATURA DE ANTÓNIO PEDRO RIBEIRO À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

MANIFESTO DA CANDIDATURA DE ANTÓNIO PEDRO RIBEIRO À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
O poeta António Pedro Ribeiro, aderente nº 346 do Bloco de Esquerda, declara-se candidato à Presidência da República, com o apoio do Partido Surrealista Situacionista Libertário. A candidatura será apresentada no bar Púcaros, no Porto (Âlfandega) na próxima quarta, dia 12, pelas 23,30 h.
Numa era em que o mercado, a bolsa e as agências de rating comandam tudo. Numa era em que o Presidente e o Governo se limitam às contas de mercearia. Numa era em que a revolução alastra na Grécia. Numa era em que os diversos poderes nos reduzem à condição de mercadoria. Numa era em que a economia é uma treta. Numa era em que a dignidade humana percorre as ruas da amargura. Numa era em que o país só anda à batatada por causa da bola. Numa era em que a moeda cai. Numa era em que no meio do caos se faz o Carnaval. Numa era em que "a revolta torna a crise passageira". Numa era em que o melhor governo é não existir governo nenhum. Numa era em que a esmagadora maioria dos políticos mete nojo. Eu, António Pedro Ribeiro, 41 anos, declaro-me candidato à Presidência da República.
Numa era em que o tédio reina. Em que as lutas pelo poleiro já enfadam. Numa era em que começamos a ficar fartos do paleio da norma. Numa era em que já não há pachorra para as conversas da corte e para as falinhas mansas. Numa era em que o futuro se faz agora. Eu, António Pedro Ribeiro, 41 anos, declaro-me candidato à Presidência da República.
António Pedro Ribeiro ou A. Pedro Ribeiro é autor dos livros "Um Poeta no Piolho" (Corpos, 2009), "Queimai o Dinheiro" (Corpos, 2009), "Um Poeta a Mijar" (Corpos, 2007), "Saloon" (Edições Mortas, 2007), "Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro" (Objecto Cardíaco, 2006), "Sexo, Noitadas e Rock n' Roll- três edições-Pirata, 2004) e "À Mesa do Homem Só. Estórias" (Silêncio da Gaveta, 2001). É diseur e performer, tendo actuado duas vezes no Festival de Paredes de Coura em 2006 e 2009 (esta com a banda Mana Calórica) e nas "Quintas de Leitura" do Teatro Campo Alegre no Porto em 2009. Nasceu no Porto em Maio de 1968, viveu em Braga, e actualmente reside em Vilar do Pinheiro (Vila do Conde).
Com os melhores cumprimentos,
António Pedro Ribeiro
tel. 965045714
Serafim Morcela
http://partido-surrealista.blogspot.com
http://tripnaarcada.blogspot.com
SOIS MESMO CABRÕES

Os cortes no subsídio de desemprego que o Governo se prepara para aprovar já afectarão os beneficiários que recebem subsídios próximos dos 516 euros. Helena André não diz qual a poupança obtida com as novas regras
(Miguel Manso / arquivo)
Só os subsídios mais baixos e os mais altos vão escapar à nova regra que impede que a prestação ultrapasse os 75 por cento do salário líquido que o desempregado tinha no activo. Já as medidas que reduzem o salário oferecido aos desempregados afectarão a generalidade dos desempregados.
As medidas foram ontem confirmadas pela ministra do Trabalho, Helena André, no final da derradeira reunião com os representantes das confederações patronais e sindicais que terminou sem qualquer acordo. Apenas a Confederação do Comércio, o único patrão que falou depois do encontro, deu o seu "acordo de princípio". Dos sindicatos, UGT e principalmente CGTP, ouviram-se críticas à intransigência do Governo.
Os novos beneficiários do subsídio de desemprego passarão a ter de contar com um novo limite ao valor do seu subsídio, que poderá conduzir a cortes no valor da prestação próximos dos 15 por cento (ver caixa).
A própria ministra reconheceu, no final do encontro com os parceiros sociais, que o novo tecto terá impactos negativos. "Sabemos que alterar as regras do subsídio de desemprego num momento de crise implica que haja consequências menos positivas para alguns dos beneficiários, mas todos temos a consciência de que estamos sob observação [das instituições internacionais]", adiantou.
Mas as alterações não se ficam por aqui. Os desempregados vão ter que trabalhar por menos dinheiro, devido à conjugação de duas das medidas mais polémicas que o Governo apresentou aos parceiros sociais. Assim, e caso o diploma do Ministério do Trabalho passe no crivo dos deputados, os desempregados serão obrigados a aceitar um trabalho no primeiro ano de desemprego que lhes ofereça um salário igual ao subsídio, acrescido de dez por cento. Até aqui, apenas era considerado emprego conveniente (ou seja, um trabalho que o desempregado não podia recusar) o que nos primeiros seis meses oferecesse um salário igual ao subsídio de desemprego acrescido de 25 por cento. Ora como o montante do subsídio se reduzirá para a maioria dos desempregados, a bitola será sempre mais baixa.
Por exemplo, um desempregado que agora recebia um subsídio de 676 euros, seria obrigado a aceitar um trabalho que lhe propusesse, nos primeiros seis meses de desemprego, um salário de 845 euros. Com as novas regras, que o Governo não disse se se aplicam aos actuais desempregados ou só aos novos, teria que trabalhar por 702,5 euros brutos.
Só os desempregados que agora recebem pelo limite mínimo, 419,22 euros, sairão a ganhar, já que a remuneração oferecida nunca pode ser inferior ao salário mínimo de 475 euros (superior aos 461 euros que resultam da aplicação da nova fórmula).
Ontem, a ministra do Trabalho manteve o tabu sobre o impacto financeiro de todas estas alterações. Confrontada com a estimativa - divulgada pelos sindicatos no final da reunião - de uma poupança de 40 milhões de euros este ano, Helena André voltou a frisar que a revisão da lei não tem como objectivo a poupança, mas incentivar o rápido regresso dos desempregados à vida activa.
Ontem foi publicado o diploma que durante este ano permite uma majoração de 20 por cento do valor do subsídio de desemprego aos casais em que ambos estão desempregados. Esta medida atenua, nestes casos, as medidas agora propostas.
www.publico.clix.pt
ENGELS

CLASSES SOCIAIS NECESSÁRIAS E SUPÉRFLUAS
Frequentemente põe-se a questão de saber em que medida as diferentes classes da sociedade são úteis, ou mesmo indispensáveis. A resposta é diferente, evidentemente, para cada período histórico. Houve indubitavelmente um tempo em que a aristocracia fundiária foi um elemento inelutável e necessário da sociedade. Mas, isso foi há muito tempo, mesmo muito tempo. Depois veio a época em que a classe capitalista - a burguesia, como lhe chamam os franceses - surgiu com uma necessidade igualmente inelutável: ela lutou contra a aristocracia fundiária, cujo poder político destruiu para conquistar por seu lado a hegemonia económica e política. Contudo, desde que existem classes, nunca existiu nenhuma época em que a sociedade pudesse passar sem a classe operária. O nome e o estatuto social desta classe mudaram: o servo substituiu o escravo, até que o trabalhador livre o substituiu a ele (por trabalhador livre, deve entender-se o trabalhador libertado da servidão e desprovido de qualquer propriedade neste mundo, à excepção da sua força de trabalho).
Portanto uma coisa é inteiramente clara: quaisquer que sejam as mudanças que se possam produzir entre as camadas superiores, não produtivas, da sociedade, nenhuma sociedade puderam até agora viver sem uma classe de produtores. Uma tal classe é, portanto, necessária em todas as circunstâncias - mesmo que venha a haver um tempo em que já não exista sob a forma de classe, mas se estenda a totalidade da sociedade.
Contudo, que necessidade há hoje em dia para a existência de cada uma destas três classes?
No mínimo é um eufemismo dizer que na Inglaterra a aristocracia fundiária é uma classe inútil no plano económico, quando se tornou num cancro que corrói a Irlanda e a Escócia, cujas terras e campos despovoa. O único mérito que podem reivindicar os proprietários fundiários da Irlanda e da Escócia é o de provocar fomes que escorraçam os expropriados para o outro lado do Atlântico ou para outras paragens, substituindo-os por carneiros ou caça (…)
Mas o que dizer da classe capitalista, essa classe esclarecida e liberal que fundou o Império colonial britânico e criou a liberdade britânica; essa classe que reformou o Parlamento em 1831 (1), aboliu as leis anti-cerealíferas e reduziu as taxas aduaneiras umas atrás das outras; essa classe que deu vida às gigantescas empresas industriais, a uma imensa frota comercial e à rede ferroviária cada vez mais extensa da Inglaterra, e continua a dirigir tudo isso? Essa classe não é pelo menos tão necessária como a classe operária, que ela dirige e que conduz de progresso em progresso?
A função económica da classe capitalista residia efectivamente no facto de ter criado o moderno sistema das indústrias movidas a vapor e dos meios de comunicação, e de ter varrido do seu caminho todos os obstáculos económicos e políticos que travavam ou impediam o desenvolvimento desse sistema. Enquanto a classe capitalista desempenhou essa função, era indubitavelmente uma classe necessária, dadas as circunstâncias mencionadas. Mas a questão consiste em saber se actualmente ela ainda é necessária. Continuará a desempenhar a sua função específica, que consiste em dirigir e alargar a produção social em proveito de toda a sociedade? Vejamos isso mais de perto.
Consideremos, em primeiro lugar, os meios de comunicação, que representam a infra-estrutura do modo de produção capitalista. Constatamos que o telégrafo se encontra nas mãos do governo. Os caminhos-de-ferro assim como uma grande parte dos vapores de alto-mar não são propriedade de capitalistas individuais, que dirigem a sua própria empresa, mas sim de sociedades por acções, cuja gestão está confiada a empregados assalariados os quais são funcionários que ocupam, sob todos os pontos de vista, a posição de trabalhadores mais cultos e mais bem pagos que a média.
No que diz respeito aos directores e accionistas, ambos sabem perfeitamente que o trust funciona tanto melhor se os primeiros não se intrometerem na direcção da empresa e se os segundos não se imiscuírem no controlo dos negócios. De facto, um controlo muito frouxo e a maior parte das vezes superficial é a única função que resta aos proprietários da empresa. Deste modo, constatamos que os proprietários capitalistas destas gigantescas empresas não têm nenhuma função a preencher além da que consiste em embolsar duas vezes por ano os seus dividendos. A função social do capitalista passou neste caso para as mãos de agentes remunerados, enquanto o capitalista continua a embolsar, sob a forma de dividendos, a remuneração pelas funções que há muito tempo deixou de exercer.
http://lutapopularonline.blogspot.com
quarta-feira, 5 de maio de 2010
NOTÍCIAS DE ATENAS
Polícia de Atenas em "estado de alerta geral" devido a onda de violência
Atenas, 05 mai (Lusa) - A Polícia de Atenas foi colocada em "estado de alerta geral" devido à onda de violência que provocou hoje a morte de três pess...
Polícia de Atenas em "estado de alerta geral" devido a onda de violência
Atenas, 05 mai (Lusa) - A Polícia de Atenas foi colocada em "estado de alerta geral" devido à onda de violência que provocou hoje a morte de três pessoas no centro da capital grega, disse uma fonte policial à agência AFP.
Duas mulheres e um homem morreram num incêndio numa sucursal bancária do centro de Atenas, que foi atingida por 'cocktails' molotov lançados por jovens encapuzados à margem de uma manifestação, segundo os bombeiros.
O incêndio foi extinto por duas dezenas de bombeiros, apoiados por vários veículos, segundo a mesma fonte.
Dois edifícios administrativos também no centro de Atenas foram entretanto incendiados também com 'cocktails' molotov. Num dos edifícios funciona uma repartição de finanças, no outro serviços municipais, segundo a polícia e os bombeiros.
Atenas é hoje palco de uma manifestação - cerca de 30 000 pessoas ao princípio da tarde, segundo a polícia - organizada no âmbito da greve geral convocada pelas grandes centrais sindicais gregas contra as medidas de austeridade aprovadas pelo governo socialista grego.
SCA/MDR.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/Fim
Atenas, 05 mai (Lusa) - A Polícia de Atenas foi colocada em "estado de alerta geral" devido à onda de violência que provocou hoje a morte de três pess...
Polícia de Atenas em "estado de alerta geral" devido a onda de violência
Atenas, 05 mai (Lusa) - A Polícia de Atenas foi colocada em "estado de alerta geral" devido à onda de violência que provocou hoje a morte de três pessoas no centro da capital grega, disse uma fonte policial à agência AFP.
Duas mulheres e um homem morreram num incêndio numa sucursal bancária do centro de Atenas, que foi atingida por 'cocktails' molotov lançados por jovens encapuzados à margem de uma manifestação, segundo os bombeiros.
O incêndio foi extinto por duas dezenas de bombeiros, apoiados por vários veículos, segundo a mesma fonte.
Dois edifícios administrativos também no centro de Atenas foram entretanto incendiados também com 'cocktails' molotov. Num dos edifícios funciona uma repartição de finanças, no outro serviços municipais, segundo a polícia e os bombeiros.
Atenas é hoje palco de uma manifestação - cerca de 30 000 pessoas ao princípio da tarde, segundo a polícia - organizada no âmbito da greve geral convocada pelas grandes centrais sindicais gregas contra as medidas de austeridade aprovadas pelo governo socialista grego.
SCA/MDR.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/Fim
RIBEIRO NO JN

Livros
0 poeta no seu habitat natural
SÉRGIO ALMEIDA
sergio@jn.pt
Encontrar num real tantas vezes agreste elementos poéticos que concretizam uma aliança improvável entre o belo e o abjecto é o desafio que norteia os escritos de A. Pedro Ribeiro, cujo mais recente livro de poesia é um tributo ao Piolho, emblemático café portuense que celebra um século de existência. Se, como dizia Oscar Wilde, "estamos todos na sarjeta, mas alguns de nós olham para as estrelas", há que saudar os que,como o autor de "Declaração de amor ao primeiro-ministro", mantêm um olhar inaugural sobre as coisas,um feito que a maioria perde como decorrer dos anos. Não significa isto que o poeta vive fora da realidade ou que abdique dela para se refugiar num mundo de sonhos, atractivo e glamoroso porque impossível de ser alcançado. Como explica o próprio: "Apenas elimino as partes da realidade que não me interessam". Numa altura em que se confunde poesia do quotidiano com a poesia da vidinha, apenas susceptível de interessar aos próprios, Pedro Ribeiro assume-se como alguém com a missão de narrar a vida tal como ela é. Sem interpretações fugidias e apenas com o desejo de fixar episódios que decorrem sob os nossos olhos, mas aos quais nunca damos importância. Num dos poemas, intitula-se"poeta de café". A designação faz todo o sentido - ali sentado durante horas, consegue manter sobre as coisas um olhar ao mesmo tempo distante e próximo. O seu trabalho consiste em observar o homem no seu próprio habitat,detectar as suas minúsculas manias de grandeza e escarnecer dos que vivem unicamente para o trabalho, convencidos de tal forma da sua própria importância que se esquecem de viver.«
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Filho do Maio de 68 que apela à revolta
UM POETA NO PIOLHO
A.PEDRO RIBEIRO CORPOS EDITORA
Nascido em Maio de 1968, no Porto, António Pedro Ribeiro licenciou-se em Sociologia pela Faculdade de Letras do Porto.Dos vários livros de poesia já publicados, destacam-se "Saloon" e "Queimai o dinheiro". A sua escrita, insubmissa e rebelde, apela ao combate sem tréguas em prol de causas. Além de poeta, é performer e autor do bloque Trip na Arcada.
JORNAL DE NOTÍCIAS, 26.4.2010
A COISA-2

Quando começas a cobiçar a mulher alheia
quando o sol brilha em ti
e as pessoas dizem as tuas palavras
quando vais ao fundo e sobes à tona
quando o mundo fica a teus pés
e lês Pablo Neruda
quando até as velhas falam na revolução
então a coisa começa a ficar feita.
Quando a santa loucura vem ter contigo
e não controlas o que bebes
quando o mar te lambe os pés
e as gajas te sorriem
quando és tudo e és nada
quando a loirinha te mostra a cara
então a coisa começa a ficar preta.
Quando o sangue te corre nas veias
e a música te lava a alma
quando a brincadeira chega à confeitaria
e és livre de todas as maneiras
quando tosses
e as senhores bebem o galão
quando és o poeta
e os operários desfilam em Maio
quando és completamente louco
e elas começam a compreender
a tua loucura
quando és Hamlet
e aplaudes o jornalista
quando a mulher
fala da inocência
e as crianças
te atiram a palavra
então a coisa começa a ficar feita.
NOTÍCIAS DA GRÉCIA

Cerca de 20 mil pessoas estavam concentradas a meio do dia de hoje no centro de Atenas e 14 mil em Salónica, no quadro da greve geral organizada pelas grandes centrais sindicais gregas contra austeridade. A frente sindical do Partido Comunista reuniu cerca de 10 000 pessoas numa praça da capital grega
(Yiorgos Karahalis/ Reuters)
Perto de 10 mil manifestantes, concentrados atrás de uma faixa apelando à “luta contra as medidas anti-sociais”, escutavam discursos de dirigentes das duas grandes centrais sindicais: a Confederação dos Trabalhadores do sector privado (GSEE, um milhão de membros) e a do sector público (Adedy, 370 000 membros), antes do início do um desfile.
Cerca de 14 mil manifestantes estavam, por seu turno, reunidos em Salónica, a grande cidade do Norte da Grécia, segundo fontes policiais.
Em Atenas, numerosos cartazes exibidos pelos manifestantes exortavam a que fossem “os ricos a pagar a crise” e criticavam a UE e o FMI, que conseguiram que o governo grego aplicasse medidas rígidas de austeridade em troca de um plano de salvamento da Grécia de 110 mil milhões de euros em três anos. “O FMI e a UE roubam-nos um século de conquistas sociais”, afirmava uma das faixas.
A manifestação foi convocada por ocasião de uma greve geral, a terceira desde Fevereiro, organizada pelas duas centrais sindicais.
Por seu turno, o PAME, frente sindical do Partido Comunista (KKE, ultra-ortodoxo), que recusa tradicionalmente qualquer manifestação unitária, reunia cerca de 10 000 pessoas numa outra praça da capital grega.
Os grevistas preparavam-se para se manifestar do centro da capital até ao Parlamento, onde estão a ser discutidas em comissão as medidas de rigor e de austeridade exigidas pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional.
www.publico.clix.pt
AS AGÊNCIAS DE RATING
Domingo, 02 Maio 2010 00:30
As Agências de Rating
Mário Russo
Por quem as agências de Rating dobram?
“Portugal viu o risco de bancarrota subir para 28,43%, ultrapassando o Dubai e o Iraque, estando, agora, em 6º lugar. O monitor de risco da CMA Datavision abrange 66 países e a evolução do caso português é preocupante: do final do 1º trimestre de 2010 até hoje, o país passou do 26º lugar com 11,7% de risco de default para 6º hoje com 28,43%.”
Qual a credibilidade desta classificação de risco? Deve ser a mesma que confiava cegamente em Madoff e caucionou o sub-prime nos EUA. Com efeito, não é preciso ser especialista, mas apenas usar de senso comum (nem sequer o bom senso) para duvidar da seriedade destes números.
De facto, como é possível que em 31 de Março um país esteja em 26º lugar no risco de bancarrota, com 11,7%, e menos de 30 dias depois estar em 6º lugar com 28%, ou seja, mais de 140% acima? Ou a anterior classificação estava errada ou não passa de um favor para dar corpo aos interesses especulativos, diante da incompetência da UE em lidar com a dívida grega e do interesse em afundar o euro em favor do dólar.
A situação da economia portuguesa não é famosa, mas não é uma situação nova, no entanto é muito diferente da grega. É verdade que os portugueses passaram a viver acima das suas posses por irresponsabilidades políticas e ganância de banqueiros ávidos em emprestar. No entanto, hoje o fogo cruzado por que passa o estado da economia nacional só se deve a especuladores que se aproveitam do comportamento errático e lento da UE e em especial da Alemanha para a colarem à Grécia e retirar as devidas mais-valias dos movimentos de manada característicos das bolsas diante de notícias veiculadas profusamente e sem certificação por parte da imprensa.
A Grécia mantém-se sob a mira de fogo desses especuladores, por culpa própria, pode ter agora por companhia os PIGS, como depreciativamente os ricos alemães e nórdicos chamam a Portugal, Irlanda, Grécia e Spain, que mostra o quanto desejam estes países no seu seio. Eles também desejam a derrocada destes países para os forçar a sair da UE e não participarem do seu financiamento. Puro erro estratégico e de apreciação.
A queda de qualquer actual país da UE é o fim do euro e da própria União Europeia, com os reflexos convulsivos associados. O fim da Europa.
O que se conhece da economia portuguesa julga-se ser suficiente para se distinguir fortemente do caso grego, no entanto, é pena que a imprensa tradicional dê guarida a notícias, comentários e análises das agências de rating, verdadeiros guardas pretorianos de fundos especuladores e “gangsterinos”, como se fossem oráculos gregos.
São exemplos do lixo que essa imprensa produz, que condiciona comportamentos sociais e económicos a nível mundial, com consequências nefastas, que me leva a acreditar que é importante dar o grito do Ipiranga, de indignação e pugnar por uma imprensa livre dos espartilhos económicos, comprometida com a ética e deontologia profissional. Uma imprensa alternativa comprometida com a verdade.
www.freezone.pt
As Agências de Rating
Mário Russo
Por quem as agências de Rating dobram?
“Portugal viu o risco de bancarrota subir para 28,43%, ultrapassando o Dubai e o Iraque, estando, agora, em 6º lugar. O monitor de risco da CMA Datavision abrange 66 países e a evolução do caso português é preocupante: do final do 1º trimestre de 2010 até hoje, o país passou do 26º lugar com 11,7% de risco de default para 6º hoje com 28,43%.”
Qual a credibilidade desta classificação de risco? Deve ser a mesma que confiava cegamente em Madoff e caucionou o sub-prime nos EUA. Com efeito, não é preciso ser especialista, mas apenas usar de senso comum (nem sequer o bom senso) para duvidar da seriedade destes números.
De facto, como é possível que em 31 de Março um país esteja em 26º lugar no risco de bancarrota, com 11,7%, e menos de 30 dias depois estar em 6º lugar com 28%, ou seja, mais de 140% acima? Ou a anterior classificação estava errada ou não passa de um favor para dar corpo aos interesses especulativos, diante da incompetência da UE em lidar com a dívida grega e do interesse em afundar o euro em favor do dólar.
A situação da economia portuguesa não é famosa, mas não é uma situação nova, no entanto é muito diferente da grega. É verdade que os portugueses passaram a viver acima das suas posses por irresponsabilidades políticas e ganância de banqueiros ávidos em emprestar. No entanto, hoje o fogo cruzado por que passa o estado da economia nacional só se deve a especuladores que se aproveitam do comportamento errático e lento da UE e em especial da Alemanha para a colarem à Grécia e retirar as devidas mais-valias dos movimentos de manada característicos das bolsas diante de notícias veiculadas profusamente e sem certificação por parte da imprensa.
A Grécia mantém-se sob a mira de fogo desses especuladores, por culpa própria, pode ter agora por companhia os PIGS, como depreciativamente os ricos alemães e nórdicos chamam a Portugal, Irlanda, Grécia e Spain, que mostra o quanto desejam estes países no seu seio. Eles também desejam a derrocada destes países para os forçar a sair da UE e não participarem do seu financiamento. Puro erro estratégico e de apreciação.
A queda de qualquer actual país da UE é o fim do euro e da própria União Europeia, com os reflexos convulsivos associados. O fim da Europa.
O que se conhece da economia portuguesa julga-se ser suficiente para se distinguir fortemente do caso grego, no entanto, é pena que a imprensa tradicional dê guarida a notícias, comentários e análises das agências de rating, verdadeiros guardas pretorianos de fundos especuladores e “gangsterinos”, como se fossem oráculos gregos.
São exemplos do lixo que essa imprensa produz, que condiciona comportamentos sociais e económicos a nível mundial, com consequências nefastas, que me leva a acreditar que é importante dar o grito do Ipiranga, de indignação e pugnar por uma imprensa livre dos espartilhos económicos, comprometida com a ética e deontologia profissional. Uma imprensa alternativa comprometida com a verdade.
www.freezone.pt
terça-feira, 4 de maio de 2010
HENRY MILLER

Porque me havia de ralar com o que qualquer coisa custa? Estou aqui para viver, e não para calcular. E é precisamente isso que os sacanas não querem que façamos: não querem que vivamos! Querem que passemos toda a vida a somar números. (...) Se fosse eu que governasse o barco, talvez as coisas não estivessem tão ordenadas, mas seriam com certeza mais alegres, com a breca!
O meu único objectivo na vida é chegar perto de Deus- isto é, chegar mais perto de mim próprio.
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