terça-feira, 13 de abril de 2010

POESIA DE CHOQUE


Luís Carvalho e António Pedro Ribeiro apresentam mais uma sessão de POESIA DE CHOQUE na próxima quinta, 15, pelas 22,00 h no Clube Literário do Porto. A poesia a abrir e a arder. Apareçam!

FILHOS DA PUTA

Ponto gerou alguma polémica, por causa de Armando Vara ter feito parte da administração, no último exercício, encontrando-se actualmente com funções suspensas, na sequência de ter sido constituído arguido no caso "Face Oculta". ()
O louvor à administração foi aprovado com 93,83 por cento de votos a favor e 6,17 por cento de votos contra e algumas abstenções.

Como se esperava, pelo menos um accionista já questionou a manutenção de remuneração de Armando Vara, no banco.

Os outros dois pontos, a aprovação do relatório de gestão, balanço e contas individuais e consolidadas do exercício de 200 9, e a proposta de aplicação de resultados, foram aprovados por 94,45 por cento de votos a favor e 5,55 por cento de voto contra. Houve ainda algumas abstenções.

A proposta de aplicação dos 225,2 milhões de euros de lucro (mais 11,9 por cento que no ano anterior), inclui a distribuição de um dividendo de 1,9 cêntimos por acção, mais 12 por cento que no ano anterior.

Entretanto, o capital representado na AG aumentou, estando agora representado 51,51 por cento do capital social do banco.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

UM POETA NO PIOLHO NO LABIRINTHO

APRESENTAÇÃO DE "UM POETA NO PIOLHO" NO LABIRINTHO

A. Pedro Ribeiro apresenta o seu livro "Um Poeta no Piolho" (Corpos Editora) no bar Labirintho, no Porto, na próxima quarta, dia 14, pelas 22,00 h. A apresentação da obra vai estar do jornalista do Jornal de Notícias Sérgio Almeida. Suzana Guimarães e o autor vão dizer alguns poemas e outros textos do livro.
A. Pedro Ribeiro ou António Pedro Ribeiro nasceu no Porto em Maio de 1968, é candidato à Presidência da República pelo Partido Surrealista Situacionista Libertário e publicou os livros "Queimai o Dinheiro" (Corpos, 2009), "Um Poeta a Mijar" (Corpos, 2007), "Saloon" (Edições Mortas, 2007), "Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro. Manifestos do Partido Surrealista Situacionista Libertário" (Objecto Cardíaco, 2006), "Sexo, Noitadas e Rock n' Roll" (Edições Pirata, 2004) e "Á Mesa do Homem Só. Estórias" (Silêncio da Gaveta, 2001).
"Um Poeta no Piolho" assinala os 100 anos do café Piolho e as vivências do poeta no Piolho ao longo de mais de 20 anos, desde que era estudante de Sociologia na Faculdade de Letras do Porto. As discussões abertas e acesas até aos berros, as lutas estudantis, os empregados de mesa, os cafés, as cervejas. O espaço de liberdade onde ninguém olha para nós de lado se ficamos sós às mesas a ler ou a escrever. Os personagens do Piolho, as mulheres que passam e se sentam e nos acendem, os estudantes, os praxistas, a boémia, o hedonismo, o homem livre que fala e escreve, a liberdade, a libertinagem e a anarquia. O homem só que escreve e bebe. São alguns dos vários quadros que o livro traça.
António Pedro Ribeiro foi fundador da revista literária "Aguasfurtadas" e colaborou em várias revistas e publicações como "Bíblia", "Cráse", "Sinismo", "A Voz de Deus" ou "Conexão Maringá" (Brasil). Foi activista estudantil na Faculdade de Letras do Porto e no Jornal Universitário do Porto. Fez performances poéticas e poético-musicais nos Festivais de Paredes de Coura de 2006 e 2009 (com a banda Mana Calórica), no Teatro Campo Alegre nas "Quintas de Leitura" e recentemente, a 3 de Abril, na homenagem a Jim Morrison e aos Doors nas Galerias Lumiére, diz regularmente poesia nos bares Púcaros e Pinguim e no Clube Literário do Porto na "Poesia de Choque". Viveu em Braga, Trofa e actualmente reside em Vilar do Pinheiro (Vila do Conde).

VIVA ZAPATA!


ZAPATA VIVE ! LA LUCHA SIGUE!

El día de hoy, 10 abril de 2010, a 91 años del asesinato de Zapata por los
hombres en el poder en México, nos manifestamos frente al Instituto
cultural de México en París para rendir homenaje a los rebeldes que al
grito de “Tierra y libertad”, combatieron al poder y recuperaron sus
tierras comunales expropiadas por los grandes propietarios.

La revolución Mexicana que empezó en 1910, no se limitó a la caída del
régimen anterior ni tampoco a la simple firma de la constitución de 1917
que instauró una reforma agraria. Por eso, estos hombres y mujeres
siguieron siendo rebeldes y fueron perseguidos y asesinados por el nuevo poder existente.

Cien años después, ¡nada ha cambiado! El dinero y la arrogancia del poder continúan gobernando México y para satisfacer al capital internacional, los logros revolucionarios de a principios de siglo se desmantelaron. En 1992, para entrar al TLC, el Tratado de Libre Comercio de América del Norte, el artículo 27 de la constitución que reconocía la propiedad colectiva de las tierras fue derogado. La reforma agraria es oficialmente abandonada y la tierra se vuelve un bien vendible. El Estado mexicano continua persiguiendo a los rebeldes. La corrupción y el clientelismo gangrenan toda la vida política.

Es en este contexto que en 1994 surge el levantamiento zapatista. Estos
nuevos rebeldes declaran la guerra al Estado y a los ricos sin querer
tomar el poder y llaman al pueblo de México a retomar su destino para
construir una alternativa. Los zapatistas se abren a la sociedad civil
mexicana, desenmascarando el falso dialogo del Estado mexicano y sobre todo, resisten a las políticas de contrainsurgencia quiénes no dejan de querer eliminarlos. 16 años después, los zapatistas luchan cotidianamente en su territorio, reforzando la autonomía, la autogestión y sus propias formas de gobierno. Pero esto, no se podía hacer de manera aislada y es por eso que después de 1994, los zapatistas buscan asociarse a todos aquellos que piensan que otra cosa es posible.

En 2005, frente a las trampas de la vida política y a la imposibilidad de
cambiar realmente las cosas a través del sistema electoral, los zapatistas proponen en la “Sexta declaración” reforzar los lazos a nivel nacional e internacional entre aquellos que abajo y a la izquierda, combaten el sistema capitalista. Es a través de esa red de solidaridad entre las resistencias que la Otra Campaña forja los espacios para la construcción de un verdadero plan de lucha.

Desde entonces, la represión crece de manera extremadamente violenta
contra todos aquellos que en México se han unido a esta iniciativa. En
Chiapas, asistimos a una verdadera reactivación de la estrategia
contrainsurgente con la voluntad de llevar a cabo nuevos proyectos
capitalistas en la región. Para poder expulsar a los zapatistas de sus
tierras recuperadas en 1994, para poder instalar un nuevo complejo
turístico alrededor de Palenque y para controlar los recursos naturales de
la Selva Lacandona, el Estado mexicano y sus aliados organizan y conceden una vez más, una impunidad total a los grupos paramilitares. En Mitzitón, en Bachajón, en Jotolá, en Amaytic y en otras localidades, ya ni se cuentan las exacciones de los paramilitares de la “OPDDIC” y del “Ejército de Dios”; mientras que a nivel nacional asistimos a verdaderas campañas de intoxicación mediática destinadas a hacer creer que estos conflictos son intercomunitarios y pretenden así descredibilizar la solidaridad internacional con los zapatistas.

Todas estas señales nos hacen temer que el Estado mexicano esté preparando una ofensiva militar… Nosotros no seremos espectadores de estos acontecimientos!
Nosotros responsabilizamos al gobierno mexicano de los conflictos y de la violencia destinados a someter al México “de abajo”. Queremos manifestar una vez más nuestra solidaridad con aquellos que luchan con dignidad contra los proyectos de saqueo y destrucción, resistiendo a las maniobras de contrainsurgencia del Estado mexicano.

En Francia y en toda Europa, seguiremos atentos a lo que sucede y a lo que sucederá…

¡Libertad a todos los presos de la lucha social!
¡Alto al hostigamiento y a las maniobras de contrainsurgencia!
¡Alto a los megaproyectos turísticos en Chiapas!
¡Alto al aislamiento y a la intoxicación mediática!
¡Solidaridad con las luchas sociales, con la otra Campaña y los zapatistas!

CSPCL-Comité de solidaridad con los pueblos de Chiapas en lucha- Francia
Grupo Les trois passants- Francia

sábado, 10 de abril de 2010

DIAS, NOITES


Já consegui chegar onde queria chegar no campo da sátira. Já disseram e até escreveram que eu sou o poeta maldito. Mas penso que ao nível filosófico, místico, só a espaços consegui chegar. É aí que tenho de estar, é aí que tenho de me situar. Leio os meus poemas dos 18/20 anos- "Mulher Ausente", "Anjo em Chamas"- e noto que estava a seguir um caminho. O "Á Mesa do Homem Só" só veio em 2001, foi essa colectânea, esse "best of". Depois, alguns poemas do "Saloon", alguns poemas do "Poeta a Mijar". Talvez haja um caminho que se perdeu. Farto-me dos versos das mamas e das gajas boas e até do Teles. Tenho de voltar aos textos iluminados. É aí que posso ser grande. Mesmo dentro do beatnick. No fundo, sou uma espécie de pregador. Só tenho pregado nos bares e, a espaços, noutros espaços mas, no fundo, quero pregar na praça pública. Mesmo sabendo o que é a praça pública. Sei que há dias, noites em que tenho o dom da palavra. Sei que há dias, noites em que a luz me ilumina. Sei que há dias, noites em que vou atrás da estrela. Sei que há dias, noites, em que estou à procura e me encontro. Não tenho a frase fácil, não tenho a conversa da conveniência, cultivo longos silêncios e a pose do artista, mas talvez até por isso aquilo que expresso assuma uma dimensão superior. Há mesmo dias, noites em que tenho o dom da palavra, qualquer coisa de santo, que sobe no canto.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A VASSOURA, O PRAXISTAS DE CAPA NEGRA E O GUERRA

Ao André Guerra,
,amigo de sempre,
com as minhas desculpas
pela raiva

Bebo. Porque bebo? Para continuar vivo. Os "fedorentos" na TV absolutamente ridículos no MEO da merda. Já metem nojo. O elefante do Jumbo que fala. A merda que nos atiram para os olhos. Saia mais uma, ó Adriano! Que isto hoje é mesmo celebração. Que isto hoje está mesmo a render. Mesmo sem a Gotucha. Basta a caneta e a cerveja. Doce bebedeira. Sem eira nem beira. Só aqui no Piolho. Os capas negras a tocar. A gaja de azul que se levanta em triunfo para ir ao WC. Os putos que falam para o poeta e que se vão. Os praxistas de capa negra que cantam. O intelectual que entra e dá o cu. A merda que nos vendem. O Fred maluco que não vem, tal como o Do Vale. As gajas que riem. O poeta que emborca. Os amigos que se divertem. O preto que dança. O gerente que segura a vassoura da bruxa má. A gaja de azul que olha. O Bayern de Munique que não marca. A Gotucha que já está em Braga. Outro intelectual, amigo do André Guerra, que declara guerra ao Benfica. O anão que já não está ao balcão a puxar pela selecção. Os praxistas capas negras que cantam cada vez mais alto com a permissão do gerente da vassoura. O outro praxista que sodomiza a baleia amarela. O outro praxista barbudo que salta. O gerente atrás da vassoura. O velhote que curte o "music-hall". A loira que tira o tremoço da boca do gordo. O poeta que bebe. É a única coisa que pode fazer se quer salvar o mundo. A cerveja que circula. A gaja boa e bonita que distribui beijos. O poeta que mija. O casal aos linguados no meio do café com o consentimento do gerente da vassoura. O André Guerra que chega e declarra guerra ao Benfica. O poeta barbudo ao espelho a contemplar a barriga proeminente. A vassoura do patrão que voa. O Bayern e o Manchester. As horas que não passam. O gerente de vassoura a perseguir a Maria. O Guerra sempre em guerra. Os praxistas de vassoura. A vida académica. O gordo dos tremoços agarrado à heroa. A gaja que entra e sorri. O velhote. O poeta. O gerente. A vassoura.

FIESTA. CELEBRATION


Regresso ao Piolho. A Gotucha seguiu para Braga. Os estudantes tocam lá fora nas novas esplanadas. O gerente conversa com os clientes. Voltou o sol e a alegria. É entrar, minha gente, é entrar. Que isto no Piolho é que está a dar. Já posso preparar o novo livro. Fiesta! Celebration! Tambores. Amores. Piolho. Viva la vida! Só falta cá a Gotucha. Santa loucura. O poeta nas alturas. O barbudo de rabo-de-cavalo sempre só ao balcão a emborcar "Macieira". O anão que não vem, tal como o Do Vale. Viva o D. António Simões do Vale! E vivam os beatnicks. Viva Kerouac e Ginsberg. Vivam os sem trabalho como eu. Vivam os barbudos de mochila! Viva a anarquia em pleno "Piolho". Viva a santa loucura! Vivam as gajas que entram e as que hão-de entrar! Viva o sol! Viva a luz! Viva a fiesta! Bebamos à fiesta. Bebamos a tudo. Não há limites. Não há fronteiras. Só a cerveja à frente do nariz. Poeta beat. Poeta in Fiesta! Celebration! Quem brinda connosco? Vivam também os livros e os intelectuais. Viva Zapata e Che Guevara! Hoje até os revolucionários se embebedam. Viva a fiesta! Morte ao tédio e à depressão! Morte aos cafés suburbanos e à pasmaceira. É aqui no Piolho que está a vida.

terça-feira, 6 de abril de 2010

ROBERTO PIVA

nus & feéricos/ olho no gatilho meia-lua/ nado esta

manhã a favor da correnteza/ à deriva/ no miolo do

furacão/ eu era uma Sibila entre os gonzos da lingua-

gem/ Samba-Vírus/ exus nanicos carregando cabaças

de pedra da lua no portal do meu ouvido/ cruzamento

das Avenidas Assassinato & 69/ garoto-pombinha no

balcão da lanchonete/ esperando o pernilongo da Mor-

te/ estrelas rachadas gotejam leite dos deuses/ é com

este que eu vou sambar até a Pradaria -Kamikase/ no

trecho Belém-Brasília da Teogonia" (Quizumba, 1983)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

DÁ-ME ABRIGO


Toda a minha concepção do mundo, toda a minha filosofia resvalam perante ti. Vens e tudo se altera. A empregada bonita do café não me satisfaz. O discurso altruísta do Soares não me satisfaz. As saídas com as amigas não me satisfazem. Dá-me abrigo nem que seja no teu corredor.
Vens e tudo se altera. O mundo é outro. O mundo és tu. Vens três vezes ao ano. Tudo se altera. Braga já não vem. Braga já não é. Vens e já não estou contigo. Perco a vontade. Perco a bondade. A vida perde o sentido. Sem ti. Dá-me abrigo nem que seja no corredor.

VIDA

O homem senta-se, ergue o copo, bebe a cerveja à esplanada da "Brasileira". Outro homem saúda-o. O instante é mágico, único no mundo. Não é preciso sair de Braga. Não é preciso ir mais longe do que à "Brasileira". Basta o copo, a cerveja, o homem que saúda. Não há mais nada. Não há mais nada no mundo. Nada mais do que a plenitude, nada mais do que a própria vida.

domingo, 4 de abril de 2010

LUZ



Luz! Luz! Faça-se luz!

Possuído por um deus
celebro festins interiores

Luz! luz! Faça-se luz!

Em busca de iluminações
atiro-me contra as paredes

Luz! Luz!

Pedaços de mim
esvoaçam sublimes

Luz! Luz!

Meu canto doido
para lá dos homens!

Luz! Luz!

Para lá das montanhas
para lá das cidades!

Luz! Luz!

À mesa do café
percorro eternidades

Luz! Luz!

Ao poeta das trevas
ao vagabundo das eras!

Luz! Luz!

Dá-me vinhos, licores
mostra-me a saída!

Luz! Luz!

Ilha dos amores,
minha rainha!

Luz! Luz!

Meu canto doido

e um deus
que dança
a meus pés.

A. Pedro Ribeiro, Motina/Clássico Real, 1.12.2007.

Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=23576#ixzz0kA9Bbu57
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WOMAN

VIM DO JIM. FUI ATÉ AO FIM.


Vim do Morrison e estive quase a vomitar. Vim do Jim, disse os poemas, senti o povo, comi o polvo e estive quase a vomitar. Vim do Jim, disse a coisa, bebi a cena e estive quase a vomitar. Vim do Jim, do Daryl Read, da celebração e vomitei à saída do metro. Vim do Jim, bebi como o Jim, gozei como o Jim e vomitei à saída do metro. Vim do Jim, fui até ao fim e vomitei no parque infantil. Vim do Jim, fui até ao fim e diverti-me a valer com a Suzana. Vim do Jim e fui até ao fim. The end, my only friend, the end.

segunda-feira, 29 de março de 2010

JIM MORRISON NAS GALERIAS LUMIÉRE



Música: Jim Morrison relembrado no Porto em evento de música e poesia

O vocalista dos Doors, Jim Morrison, vai ser relembrado em 03 de abril nas Galerias Lumière, no Porto, num evento que incluirá um concerto de Darryl Read e a declamação de poesia. Rui Pedro Silva, autor do livro "Comigo Torno-me Real - The Doors", referiu hoje que A. Pedro Ribeiro e Suzana Guimarães vão declamar poemas de Jim Morrison, William Blake e Nietzsche. No final do evento, Darryl Read, que tem álbuns editados com Ray Manzarek, teclista dos Doors, vai executar versões de temas deste grupo, a que seguirá um concerto na Rua Galerias de Paris.

O HOMEM LIVRE


Às vezes perguntam-me o que vou fazer no dia seguinte. O dia seguinte é, muitas vezes, o dia livre, sem compromissos, sem encontros marcados. Acordo, almoço, vou até ao café ler e escrever. A maior parte das vezes não se passa nada de extraordinário, passa uma gaja boa, uma cara bonita, como quiserem, as beatas falam da vida alheia. Algumas vezes é mesmo entediante. Mas é meu. O tempo é meu e só meu. A vida é minha e só minha. Ninguém ma tira. Não há aqui patrões nem horários. Não há ninguém em cima de mim a dizer-me o que devo fazer. Não há nada acima de mim. Sou livre. Posso ter só uns trocos no bolso. Mas sou livre. Absolutamente livre. Vós não sois. Sou livre. Sou meu deus e meu senhor. Sou livre.