quarta-feira, 17 de março de 2010

POESIA DE CHOQUE


António Pedro Ribeiro e Luís Carvalho apresentam mais uma sessão de POESIA DE CHOQUE no Clube Literário do Porto na próxima quinta, 18, pelas 22,00 h. A poesia a abrir e a arder.

domingo, 14 de março de 2010

PRIVATIZE-SE O AR!

"Um Governo que privatiza os correios não é socialista". Não é nem nunca foi e esse é só mais um motivo.


A rapina do serviço público de correspondência e transporte de volumes começou há bastantes anos com a chegada da multinacional DHL e, depois outras se seguiram.
Entretanto veio a saga do Banco Postal, com intervenientes vários e que continua sem desenlace; mas decerto que os CTT já arcaram com custos avultados em estudos para o efeito

Anos atrás (governo PSD/CDS) na gloriosa gestão de um tal Carlos Horta e Costa a privatização esteve na ordem do dia. A ideia era vender os postos dos correios aos empregados, podendo estes de seguida rendabilizar o negócio acrescentando ao negócio postal outros mercados, fosse a venda de hortaliça ou serviços de lavandaria. O importante seria desenvolver o espirito empresarial dos compradores.

O mesmo Horta e Costa e outros capangas estão envolvidos num processo judicial que dura há anos por causa da venda por x de um prédio dos CTT em Coimbra a uma empresa imobiliária que logo a revendeu por nx. Estão a perceber? Entaõ percebem também porque ninguém foi preso nem o processo acaba


A propósito, em 2008, o governo socratóide permitiu a entrada de uma empresa - Takargo - no transporte ferroviário de mercadorias, depois da entrada da Fertagus em 1999 no de passageiros.
Entretanto a dívida da CP aumenta e o seu prejuizo acumulado anda perto dos 4000 M euros.
Ah, um pequeno pormenor, a tal Takargo pertence à... Mota-Engil!!!

O mundo é pequeno, não é?

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Um Governo que privatiza os correios não é socialista



Abrir ao capital privado novos mercados praticamente protegidos da concorrência foi uma das linhas de orientação do Novo Trabalhismo de Blair e Brown. A degradação do serviço de caminhos de ferro que se seguiu é hoje um facto incontroverso.

O último episódio da saga privatizadora do Novo Trabalhismo é o serviço dos correios (Royal Mail). A privatização tem sido adiada porque, depois de muitas tropelias na liberalização de alguns serviços postais que dão lucro, encontrou uma forte oposição da opinião pública. Avaliando a fase de 'abertura do mercado', o relatório Hooper afirmava "não ter havido benefícios significativos da liberalização para as pequenas e médias empresas e para as famílias. Estes acreditam que o serviço da Royal Mail oferece uma boa relação qualidade-preço tal como está."

Contudo, a percepção do público é muito mais desfavorável que a linguagem cautelosa do relatório oficial. Em artigo no Guardian, Seumas Milne escrevia: "Longe de "funcionar" ou prestar o serviço, a abertura de alguns segmentos às empresas privadas está a destruir uma rede pública que está no coração dos negócios e da vida social da Grã-Bretanha."

Este último aspecto é central para compreendermos por que razão os socialistas nunca privatizariam os correios. Recordo aqui um livro de Jean Gadrey (Nova Economia Novo Mito, Instituto Piaget) onde se lê o seguinte sobre o serviço prestado pelos correios (p. 149):

"Em geral, esta organização é um serviço de proximidade que, em particular no quadro das suas estações e dos seus balcões, recebe "o público", todos os públicos. A qualidade deste acolhimento é diversa e por vezes problemática em termos de expectativas, mas algo de importante se desenrola ali, que de novo tem a ver com os laços sociais: os agentes no balcão consagram uma parte considerável do seu tempo a ajudar pessoas com dificuldades ou "deficiências diversas" (analfabetismo ou dificuldades de compreensão dos procedimentos, pobreza, isolamento...), ligadas a formas de exclusão identificáveis. (...) A organização tolera por enquanto estes comportamentos não rentáveis ... também porque o monopólio que ela detém sobre uma parte das suas actividades ainda lhe permite libertar os recursos necessários. Mas já surgem pressões para os reduzir. (...) Assim, esta empresa [pública] contribui para produzir integração social, que consideramos um bem colectivo a dois níveis, territorial por um lado, social por outro, a fim de manter a ligação da população às redes constitutivas da pertença a uma sociedade desenvolvida que são o correio, o vale do correio, a conta postal ou a caderneta A [serviços financeiros básicos em França]."

Se a coesão social está no âmago do pensamento socialista, então só posso esperar que os socialistas deste País não deixem passar à prática a anunciada intenção do Governo de privatizar os correios de Portugal. Há certamente outras fontes de receita. Apenas é preciso ver com atenção o que se passa com os rendimentos do capital e com os negócios da urbanização de terrenos.
Os socialistas têm de levantar-se e dizer "BASTA, os Correios de Portugal são nossos"!

FILHOS DA PUTA

França
Relatório acusa ex-dirigentes da France Telecom de nada fazerem perante vaga de suicídios
Um relatório da inspecção do trabalho que investiga a onda de suicídios de trabalhadores da France Telecom acusa antigos dirigentes de topo de nada fazerem perante as consequências do seu plano de reorganização da empresa

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O documento indica que os últimos suicídios na France Telecom «não são casos particulares» e estão relacionados com a política de reorganização e gestão posta em marcha a partir de 2006.

O diário francês Le Parisien publica hoje excertos do relatório, enviado para a Procuradoria de Paris, no qual a inspectora Sylvia Catala fala de «assédio moral» no seio do operador francês de telecomunicações.

Segundo a responsável, os mais altos cargos da empresa foram alertados «em diversas ocasiões» por médicos, sindicalistas e inspectores laborais sobre «os efeitos sobre a saúde dos trabalhadores» que estava a ter a política de reorganização da empresa.

Apesar disso, acrescenta o relatório, foram apenas aplicadas medidas para remediar o «sofrimento» do quadro de pessoal.

As acusações dirigem-se, em concreto, contra três directores, entre eles, o antigo presidente Didier Lombard, recentemente substituído no cargo por Sthéphane Richard.

A inspectora argumenta que os cerca de quarenta suicídios ocorridos nos últimos anos são consequência do 'Plan Next', posto em marcha em 2006 para melhorar o rendimento, eficácia e produtividade da empresa.

Esse plano previa a supressão de 22 mil postos em três anos e a transferência forçada de 11 mil trabalhadores.

Lusa / SOL

sexta-feira, 12 de março de 2010

VIVE L' ANARCHIE!


Carla Bento e A. Pedro Ribeiro apresentam a performance "Vive l'Anarchie-Terrorismo Poético" no Riba Kafee em Ribeirão (Trofa) nesta sexta, 12, pelas 22,00 h. A liberdade vai andar uma vez mais à solta.

ANTÓNIO PEDRO RIBEIRO NO "REGIONAL" DE SÃO JOÃO DA MADEIRA


SECÇÃO: Política

Candidatura apresentada em S. João da Madeira
António Pedro Ribeiro na corrida à Presidência da República


O poeta António Pedro Ribeiro esteve em S. João da Madeira a apresentar o seu manifesto poético e político, bem como a sua candidatura anarquista à Presidência da República. Combater comportamentos quase fascistas e uma maior atenção aos pobres e desempregados são as suas principais prioridades da sua candidatura à cadeira de Belém.
António Pedro Ribeiro, poeta, anarquista, “diseur” e “performer”, veio, quinta- -feira, dia 4, a S. João da Madeira apresentar o seu manifesto poético e político, bem como a sua candidatura anarquista à Presidência da República. Durante a apresentação, que decorreu no Art7-Bar, nas Galerias Avenida, o candidato afirmou que cada vez mais os partidos são as pessoas e não as cores e ideais políticos. Em declarações à nossa reportagem, o candidato diz que vê um primeiro-ministro “suspeito de controlar a comunicação social, tem comportamento quase fascista e arrogante”. Por outro lado, “temos um Presidente da República conivente”. É isso “que vou tentar combater, pois nenhum partido olha os desempregados e para os pobres”.
António Pedro Ribeiro nasceu no Porto em 1968. É autor de vários livros, foi activista estudantil na Faculdade de Letras do Porto e no Jornal Universitário do Porto. Fez performances poéticas no Festival de Paredes de Coura. Diz regularmente poesia em bares.
O candidato referiu que a sua corrida à presidência não pactua com “negociações e sindicatos em busca de influências, estatutos e poderes”. A candidatura de António Pedro Ribeiro é essencialmente de um homem livre que está contra a economia de mercado e a social-democracia de mercado que “nos infernizam a vida”.

“Nenhum partido olha os desempregados e para os pobres”

Segundo António Pedro Ribeiro, a sua candidatura tem uma vertente de “ruptura contra todas as formas de capitalismo, estejam elas na bolsa, nos bancos ou no grande capital”.
«Poema de Amor Inocente, em Jeito de Manifesto Autárquico para a Cidade do Porto», «Futebol-Dada», «Se me Pagares uma Cerveja estás a Financiar a Revolução», «Carta à Minha Mãe», «O Dia Triunfal», «Homem Livre» e a já célebre «Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro» foram alguns dos poemas e manifestos ditos pelo poeta. António Pedro Ribeiro não separa os referidos poemas e manifestos da sua candidatura. “Vivemos dominados pela economia e pela linguagem económica: uma linguagem pobre, castradora, entediante, feita de percentagens, PIB’s, contas, bancos”, disse. “Está tudo no mercado, tudo na bolsa, tudo se compra, tudo se vende”, acrescentou. Para o poeta, que vê cada vez mais gente deprimida, triste, descrente, “uma sociedade, como a do mercado, que faz as pessoas infelizes, não presta”. Mas, para a combater o discurso económico dos partidos de esquerda já não é eficaz. Daí falar-se no “Homem livre”, na construção do Homem, na recuperação da vida.

“Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro”

“Temos um primeiro-ministro fascista. Temos um Presidente da República conivente, ao serviço do grande mercado e da linguagem mercantil da morte. Que alma têm estes homens? É preciso falar na vida”, disse o poeta que, seguidamente, declamou o poema/canção «When The Music’s Over», de Jim Morrison.
Interrogado sobre as primeiras medidas que tomaria, caso fosse eleito presidente, António Pedro Ribeiro respondeu que encerraria a Bolsa e que tentaria tirar os sem-abrigo da rua, dando-lhes comida, bebida e abrigo. “Se há dinheiro para os TGV’s também tem de haver para os que nada têm”, justificou.
Questionado se receia que as pessoas não o levem muito a sério, disse que “não sou político. Sou poeta”.No entanto, lembra que, “se não tivesse feito alguns disparates ao longo da vida, a esta altura já teria apodrecido de tédio ou de depressão”. Porém, “custa sempre reagir às provocações quando insultam, principalmente, aqueles que amamos”, rematou.



Por: António Gomes Costa

quinta-feira, 11 de março de 2010

OLH'Ó VARA!

Quanto ganhou Armando Vara, em 2008, por 9 dias de trabalho

No RELATÓRIO SOBRE O GOVERNO DA SOCIEDADE, da Caixa Geral de Depósitos, referente a 2008 (publicado em Abril de 2009), que segue em anexo (pags. 504-542), em PDF, pode observar-se no quadro da página 540 que:





Armando António Martins Vara, vogal do Conselho de Administração, terminou o seu mandato em 09/01/2008. Portanto, conforme se informa: em 2008, por ter trabalhado 9 dias na CGD como vogal da Administração, Armando Vara teve direito a uma remuneração base de 23736,95 € (à média de cerca de 2637,44 € por dia), tendo por conseguinte recebido uma verba superior ao vencimento mensal a que teria direito (18550,00 €) se tivesse trabalhado, em condições normais, todo o mês. Depois, em 16 de Janeiro de 2008, seguiu para a Administração do BCP, acompanhando Santos Ferreira e Vítor Lopes Fernandes, também administradores cessantes da CGD.



Além do vencimento total de Janeiro de 2008, Vara também deve ter recebido algum "prémio de produtividade" e/ou alguma outra "alcavala", ou então houve algum motivo de justa causa.

Refere-se nessa página 540 que terminaram também o mandato em 09/01/2008 os seguintes administradores (indicando-se também os respectivos vencimentos base nesses 9 dias):



Carlos Jorge Ramalho Santos Ferreira (presidente, que recebeu 33648,42€, à média de cerca de 3738,71 € por dia), António Manuel Maldonado Gonelha (vice-presidente, com 28601,14 €), José Joaquim Berberan Santos Ramalho (vogal, com 22691,31 € [este também com os apelidos Santos e Ramalho terá algum parentesco com o Santos Ferreira?]), Vitor Manuel Lopes Fernandes (vogal, com 23553,17 €) e Maria Celeste Ferreira Lopes Cardona (vogal, com 23553,17 €).

Todos estes administradores receberam, assim, em 9 dias, verbas superiores aos vencimentos mensais a que tinham direito, pois na página 521 há a seguinte informação:



"6.1. ESTATUTO REMUNERATÓRIO FIXADO EM 2008



Mesa Assembleia Geral



Presidente - Senha de presença no valor de 897,84 euros;



Vice-Presidente - Senha de presença no valor de 698,32 euros;



Secretário - Senha de presença no valor de 498,80 euros.





Conselho Administração



Administradores Executivos



Presidente - Remuneração de 26.500,00 euros, 14 vezes por ano;



Vice-Presidente - Remuneração de 22.525,00 euros, 14 vezes por ano;



Vogais - Remuneração de 18.550,00 euros, 14 vezes por ano.





Conselho Fiscal



Presidente - Remuneração de 5.300,00 euros, 14 vezes por ano;



Vogais - Remuneração de 3.975,00 euros, 14 vezes por ano."

Somos também informados na mesma página 540 que, ainda em 2008, Armando Vara recebeu, também da CGD, 23742,72 € de férias não gozadas (Que grande trabalhador!! Nem parou para gozar férias!! Mas não teve fins de semana prolongados?), naturalmente referentes ao mês de férias de 2007. Tal, somado com o normal subsídio de férias (14.º mês de vencimento), representa mais do que uma duplicação do ordenado mensal de férias a que ele tinha direito. Por outro lado também recebeu 117841,03 € de Participação nos Lucros/Prémios de Gestão (referentes, naturalmente, a 2007 e pagos em 2008), o que representou cerca de mais de 6 ordenados mensais extra, além dos 14 normais e do subsídio de férias extra. Em suma, podemos concluir que o ano de 2007 foi muito bom para Armando Vara que ganhou globalmente na CGD, nesse ano, o equivalente a cerca de 21,63 ordenados mensais nas funções que lhe estavam atribuídas. Note-se que neste total não se contabilizou o que lhe foi devido e já respeitante expressamente a 2008. Mas ele tinha outras "alcavalas", conforme se pode observar no quadro da página 540 (relativamente à atribuição de um cartão de crédito da empresa, à aposentação, etc.).

Uma outra curiosidade referente a Armando Vara, que vem nessa mesma página 540: em 2008 teve direito a 961,87 € de Gastos de utilização de telefones (com a indicação de: Reporta a custos com comunicações móveis e de dados). Devem ter sido gastos relativos aos tais 9 dias na CGD (ainda que talvez possa ter tido direito a retroactivos de 2007), pois, conforme podemos observar, o vogal da Administração Rodolfo Lavrador, em todo o ano de 2008, teve direito a 12151,93 € de Gastos de utilização de telefones (o que dá para este uma média de 1012, 66 € por mês!!).



Assim se confirma que Armando Vara é um compulsivo utilizador de telemóveis (depois não se queixe de ter altas probabilidades de ser apanhado em escutas!!).

Mas atenção:



Armando Vara duplicou o seu salário quando mudou da CGD para o BCP!!



No BCP Vara passou a vice-presidente do Conselho de Administração Executivo.

Mas também recebeu outro prémio da CGD.

Armando Vara foi promovido na Caixa um mês e meio depois de ter saído para a administração do BCP!!

O ex-administrador da CGD e ex-quadro da instituição, com a categoria de director, foi promovido ao escalão máximo de vencimento, ou seja, o nível 18, o que terá reflexos para efeitos de reforma.

A promoção, do escalão 17 para o 18, foi decidida pelo conselho de administração a 27 de Fevereiro de 2008, já pela administração de Faria de Oliveira, que ascendeu ao cargo após a saída de Carlos Santos Ferreira e dos administradores Armando Vara e Vítor Manuel Lopes Fernandes para a administração do maior banco privado.

Tendo sido admitido na CGD em 17 de Setembro de 1984, de acordo com informação oficial fornecida pela Caixa, "Armando Vara desvinculou-se da CGD no dia 15 de Janeiro de 2008". A acta da reunião da administração de 27 de Fevereiro de 2008 refere que, "na sequência da cessação de funções de administrador da CGD do dr. Armando António Martins Vara, quadro da instituição com a categoria de director, o conselho deliberou a sua promoção ao nível 18 e os seguintes ajustamentos remuneratórios: remuneração de base - 18 E ; II IT de 47 por cento; RC E RER no valor de 2000 euros e 3000 euros, respectivamente". Esta alteração terá um efeito positivo na reforma em montantes que dependem do momento e da forma em que acontecer.

A instituição esclareceu que, "como é prática comum do grupo, todos os administradores quadros da CGD, quando deixam de o ser, atingem o nível 18 em termos de graduação interna". Fonte oficial da instituição acrescentou ainda "que o Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos cumpriu, desta forma, o estabelecido internamente, agindo retroactivamente, numa das primeiras reuniões do conselho de administração, após alteração da estrutura governativa da instituição, como sempre é feito".

Já agora, vejamos o que, de relevante, se encontra neste Relatório sobre o Governo da Sociedade 2008 quanto a princípios éticos e, portanto, no reflexo que tal projecta no que se refere ao respeito e ao atendimento que deve merecer qualquer cliente.

Nas páginas 510-511 consta:

"2.1.1. CÓDIGO DE CONDUTA

Em Fevereiro de 2008, a CGD aprovou o Código de Conduta da Instituição, que contempla e sistematiza os princípios gerais e as regras de conduta aplicáveis a todos os colaboradores e órgãos sociais, e que devem reger a actividade da empresa.

O Código de Conduta encontra-se publicado no Sistema de Normas Internas, acessível através da Intranet por todos os colaboradores, bem como no site da CGD, estando assim igualmente acessível ao público em geral."

A seguir, observamos ainda na página 511 deste relatório da CGD:

"2. CUMPRIMENTO DE LEGISLAÇÃO E REGULAMENTAÇÃO

Toda a actividade da CGD é norteada pelo cumprimento rigoroso das normas legais, regulamentares, éticas, deontológicas e boas práticas, existindo um sistema de controlo interno para monitorizar esse cumprimento.



Neste contexto, a CGD adopta um comportamento eticamente irrepreensível na aplicação de normas de natureza fiscal, de branqueamento de capitais, de concorrência, de protecção do consumidor, de natureza ambiental e de índole laboral."



Na página 525 podemos ler o seguinte:

"Ética

A CGD actua segundo princípios éticos, que se concretizam no respeito pela legislação, pelas normas internas e códigos de conduta voluntários. Neste contexto, a CGD desenvolve um conjunto de acções internas, de que são exemplo as acções de formação aos vários quadros, sobre a aplicação de normas e legislação de cariz fiscal, de branqueamento de capitais, de concorrência, de protecção do cliente, entre outras. A promoção do bem-estar ambiental e social no desenrolar das actividades do Grupo CGD, incentivando o respeito pelo Ambiente e promovendo a igualdade de oportunidades entre todos os colaboradores, constituem também vectores essenciais nos padrões éticos existentes. Foi neste enquadramento que, em Fevereiro de 2008, o Código de Conduta da CGD foi aprovado, sendo aplicável a todos os colaboradores e a todos os membros dos órgãos sociais. Este documento contempla e sistematiza todos os princípios gerais que devem ser seguidos, de forma a que a Caixa seja, e continue a ser, um banco exemplar."



Neste mesmo relatório, na página 528, pode ler-se o seguinte:

"7.5. NOMEAÇÃO DE UM PROVEDOR DO CLIENTE

Na CGD, para além da existência e disponibilização do livro de reclamações, o direito de reclamação dos clientes e dos cidadãos em geral, bem como a apresentação de sugestões, pode ser exercido em qualquer ponto da Rede Comercial, ou através do serviço Caixadirecta Telefone ou no Espaço Cliente no sítio www.cgd.pt, estando as regras de gestão e tratamento das reclamações claramente definidas em Ordens e Instruções de Serviço internas.

A CGD dá particular ênfase à gestão e tratamento das reclamações, na dupla perspectiva de melhoria de serviço ao cliente e de controlo interno

As reclamações e sugestões são tratadas e acompanhadas, com o máximo rigor e celeridade, por uma estrutura dedicada, o Gabinete de Apoio ao Cliente, criado em 2008 e que funciona na dependência directa do Conselho de Administração. Este Gabinete garante a centralização, a análise, o tratamento e a resposta a todas as reclamações e sugestões, qualquer que seja o canal de contacto e o suporte utilizado pelo Cliente. Para tanto, e quando necessário, recorre a outras áreas internas da Caixa ou a Empresas do Grupo, salvaguardando a segregação de funções e a independência relativamente ao órgão da estrutura que possa constituir o objecto da reclamação.

Neste contexto, a CGD entendeu que não se justificava a nomeação de um Provedor do Cliente."



Quem quiser saber mais alguma curiosidade referente a este relatório da CGD, faça o respectivo download, abra-o e utilize nalgumas páginas uma visibilidade de 150% ou até de 200% (como a 540 em que figura o quadro sobre REMUNERAÇÃO DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS SOCIAIS).



Este relatório passou, inesperadamente, a ter uma importância superior à que os seus autores naturalmente previam, devido ao escandaloso caso "Face Oculta", pois permite algumas sugestivas informações sobre um dos principais protagonistas deste processo (Armando Vara) e, por tabela, sobre outras personalidades.



Como eles sabem tratar da vidinha deles ! ! !

quarta-feira, 10 de março de 2010

NÃO, NÃO EM DEUS


Não, não em Deus
não no deus do sacrifício
e da obediência
não no deus que nos quer
servis e humildes
não no Deus
que nos enviou o dilúvio
e nos expulsou do paraíso
não, não em Deus
mas na Vontade
na vontade de criar
na vontade da mulher
que vem
e se insinua
não, não em Deus
nem no dever
na obrigação
mas na Verdade
que somos
que procuramos
sem cessar
não, não em Deus
mas na Música
que nos eleva
que nos purifica
que nos faz livres

Não, não em Deus
nem na norma
na negação da carne
mas na Vida
na festa
na descoberta
que faz de nós deuses
que faz de nós crianças.


"Motina", 8.2.2010

segunda-feira, 8 de março de 2010

O POETA FALA AOS ANJOS


O POETA FALA AOS ANJOS

Agora compreendo, temos de celebrar a mulher. A mulher livre. Por isso tantas vezes a provocámos. A mulher sagrada. Como Maria Madalena. Que nos dá à luz e nos dá a luz. Que nos dá o amor.


O sagrado feminino tem sido espezinhado ao longo dos tempos pelas Igrejas, pelos poderes. Só assim se explicam tantas guerras, tanta ganância, tanta luta pelo poder. A revolução anarquista e surrealista passa pelas mulheres. Daí o endeusamento da mulher feito pelos surrealistas.


As mulheres têm um poder de que nem sempre têm consciência. O poder de criar vida, o poder de dar o amor. Sim, agora compreendo. Não pode haver contradição entre o amor e a revolução. Amamos as mulheres. Dissemos, escrevemos aquelas palavras, aqueles palavrões, só para as provocar, para as despertar.


É uma bênção olhar para a mulher amada, para a mulher que passa. É uma bênção, sermos abençoados pelo Sol. Mas a mulher tem de ter noção de quão abençoada é. Eis uma das missões do poeta.


O poeta está cá para cantar a mulher, a beleza da mulher. O poeta está cá para derrubar o capitalismo mas ao fazê-lo deve celebrar a mulher. O poeta não pode ter um discurso puramente político, puramente marxista ou anarquista social.


Olha o anjo que entrou. O poeta tem de falar aos anjos. O poeta tem de voltar à adolescência, quando falava de paz, amor e anjos. O poeta tem de ser a criança sábia. O poeta nada tem a ver com o primeiro-ministro nem com os poderes.


O poeta fala outra linguagem. O poeta anda sempre em demanda do Graal. O poeta não vive no mundo dos políticos nem dos empresários, nem dos financeiros, nem dos bolsistas.


O poeta torna-se naquele que é. O poeta é livre. O poeta quer a mulher livre. O poeta quer o homem livre. O poeta é a própria liberdade. O poeta quer a união sagrada.

domingo, 7 de março de 2010

INFÂNCIA

Chegar mais perto de mim mesmo
através da mulher que me dá o pão
que me dá o vinho
atingir Deus
comunicar com Deus
através da mulher
ler o livro do mundo
ir até ao fundo
ser a Liberdade
e a Verdade
morder a vida
rir sem limites
como um doido
ir à procura do Reino
num café quase deserto
brindar, de novo,
à infânccia.

A NASCER OUTRA VEZ

Ontem no art 7 senti-me nas minhas quintas. Vi os jovens a reagir, vi-os a trautear "When the Music's Over", ouvi-os a discutir o mundo. Poderia ter optado por outra ordem, poderia ter escolhido outros textos mas assim esteve bem. Estou contente comigo mesmo. estou na estrada do excesso e da sabedoria, caro Blake. Agora há que continuar. Não há que hesitar. O mundo é meu. O mundo está à minha disposição. Estou a fazer o que deveria fazer. Não tenho de ceder. Não tenho de me rebaixar. Estou a nascer outra vez.

OH, GOD


Oh, God!
Gingas que gingas
entras na confeitaria
Oh, God!
O mundo começa aqui
calças de ganga
cabelo negro
Oh, God!
EStou rendido
aos teus pés
deposito as armas
Oh, God!
Gingas que gingas
abres-me a cabeça
Oh, God!
Esperas o pão
dou graças à vida.

JURAMENTO SEM BÍBLIA- TIAGO MOITA


JURAMENTO SEM BÍBLIA

Sobre as lápides tumulares de Père-Lachaise
Aonde repousam as cinzas dos últimos lobos
Trovadores da decadência da realidade absoluta
Eu juro!
Nunca trair a minha alma!
Nunca trair as minhas palavras!

Eu juro escrever as trovas da revolta
Da revolta semântica dos sublinhados provocadores
Contra a letargia estéril que anestesiou a escrita
Eu juro reabrir as feridas do peito moribundo
Da prostituta da babilónia
E soltar das suas entranhas
A alba das palavras que dão cor à poesia

Eu juro! Todos os poetas estão do meu lado!
Todas as pedras são minhas testemunhas!
Que quando o príncipe dos poetas
Declamar o seu último canto
Morrison, Ginsberg, Pessoa, Kerouak e Blake
Se erguerão dos seus túmulos caiados
Transformar-se-ão em balas perdidas
E matarão os fascistas que detém o poder
Da torre de Babel

Nunca trairei as minhas palavras!
Nunca trairei a poesia!
Diante das lápides tumulares de Père-Lachaise
Aonde repousam as cinzas eternas
Dos narradores do absoluto
Eu Juro!...

TIAGO MOITA Dezembro de 2004

OSHO

SER LOUCO É SER SÃO

O mundo tem conhecido pessoas tão bonitas, tão
loucas! Na verdade todas as grandes pessoas no mundo
foram um pouco loucas – aos olhos da multidão. Suas
loucuras tiveram expressão porque elas não eram miseráveis,
elas não tinham medo da morte, elas não estavam
preocupadas com o trivial. Elas estavam viven...do cada
momento com totalidade e intensidade e, por causa dessa
totalidade suas vidas se tornaram uma linda flor –elas
estavam cheias de fragrância, de amor, de vida e de riso.
Mas isso certamente fere milhões de pessoas que
estão ao seu redor. Elas não podem aceitar a idéia de que
você tenha alcançado alguma coisa que elas perderam; elas
tentarão de todas as maneiras torna-lo infeliz. A condenação
delas nada mais é do que o esforço em torna-lo infeliz, para
destruir sua dança, tirar a sua alegria – de medo que você
possa voltar ao rebanho." (OSHO)

sexta-feira, 5 de março de 2010

RIBEIRO NO ART 7


O poeta António Pedro Ribeiro esteve ontem no bar Art 7 em São João da Madeira a apresentar o seu manifesto poético e político, bem como a sua candidatura anarquista à Presidência da República. "Poema de Amor Inocente em Jeito de Manifesto Autárquico para a Cidade do Porto", "Futebol-Dada", "Se me Pagares uma Cerveja estás a Financiar a Revolução", "Carta à Minha Mãe", "O Dia Triunfal", "Homem Livre" e a já célebre "Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro" foram alguns dos poemas e manifestos ditos pelo poeta. António Pedro Ribeiro não separa os referidos poemas e manifestos da sua candidatura. " Vivemos dominados pela economia e pela linguagem económica: uma linguagem pobre, castradora, entediante feita de percentagens, PIB's, contas, bancos", disse. "Está tudo no mercado, tudo na bolsa, tudo se compra, tudo se vende", acrescentou. Para o poeta ,que vê cada vez mais gente deprimida, triste, descrente, "uma sociedade, como a do mercado, que faz as pessoas infelizes não presta". Mas para a combater o discurso económico dos partidos de esquerda já não é eficaz. Daí falar-se no "Homem livre", na construção do Homem, na recuperação da vida.
"Temos um primeiro-ministro controleiro, vigarista e até fascista. Temos um Presidente da República conivente, ao serviço do grande mercado e da linguagem mercantil da morte. Que alma têm estes homens? É preciso falar na vida", disse o poeta que seguidamente disse o poema/canção "When The Music's Over" de Jim Morrison. Interrogado sobre as primeiras medidas que tomaria caso fosse eleito Presidente António Pedro Ribeiro respondeu que encerraria a Bolsa e que tentaria tirar os sem-abrigo da rua, dando-lhes comida, bebida e abrigo. "Se há dinheiro para os TGV's também tem de haver para os que nada têm", justificou.
A sessão foi aberta a todos os presentes como tem acontecido no Art 7 e o público jovem compareceu à chamada. Angel Pinho, A. Da Silva O., Tiago Moita, Luís Carvalho e Manuela Correia, entre outros, disseram poemas seus e de outros e Carlos Andrade esteve à guitarra.

JÁ NÃO ESTÁ MAU DE TODO

Quase 60 por cento dos portugueses pensa que o primeiro-ministro mentiu no Parlamento quando disse que não sabia que a PT estava interessada em comprar a TVI, diz uma sondagem da Intercampus encomendada pelo PÚBLICO. Foi uma mentira injustificável, diz também a maioria dos 1015 inquiridos. Mas Sócrates deve continuar a governar.