sábado, 21 de novembro de 2009

A BUSCA


Ando pelo mundo e vejo dor, vigarice, injustiça. A patroa faz "crochet" e a loira mostra o umbigo para me excitar. O patrão brinca com a filha. Mas são pequenos oásis de felicidade. O resto é podre. Podre como no reino da Dinamarca. As pessoas ainda se cumprimentam. Mas não são integrais. Não cultivam a fraternidade. Não se amam. Competem. Disputam lugares. Empregos. Posições. Estatutos. São submissas perante os chefes e prepotentes perante os que estão "abaixo" delas. Deixam de ser humanas. Estamos numa terra desolada, desesperada como no tempo do Graal. Somos governados por banqueiros, empresários e executivos ao serviço do Deus-dinheiro. O mundo assim não presta. É preciso uma nova Busca. É preciso que o homem, que Perceval, que Artur se reencontre, que se arme cavaleiro e que pegue, de novo, na espada. É preciso derrubar de vez os banqueiros.
Acredito na revolução. Aliás, só acredito na revolução. Isto vai arder. Tenho a certeza de que vai arder. Vejo tudo parado. Só a falar de futebol. Mas isto vai arder. Tenho a certeza. Um revolucionário deve comportar-se como tal. Deve ser um rei num mundo de merda. Deve acreditar.

UMA TERRA


Uma terra devastada
de reis insanos
e doentes
um covil de ladrões
e malfeitores
uma terra de ignorantes,
merceeiros e vigaristas
uma terra de guerras
e empresas
uma terra de gente perdida
coberta de lágrimas
uma terra de bruxarias
e computadores
uma terra de pântanos
e de bruma
uma terra de palavras ocas
e de verborreia
uma terra que precisa
de um cálice
uma terra que precisa
de um rei

um homem que precisa
de ir ao fundo de si mesmo
um homem que tem
de se reencontrar
uma terra de amor
e de liberdade
uma terra de Verdade
uma terra de cavaleiros
e de cortesia
uma terra de Unidade
um homem que busca
dentro de si
e que encontra
o primordial.

UM PAÍS DE FILHOS DA PUTA E DE VIGARISTAS!

Paulo Penedos, apontado como um dos membros da “rede tentacular” criada pelo empresário Manuel Godinho, foi hoje indiciado pelo crime de tráfico de influências no âmbito do caso Face Oculta. As medidas de coação aplicadas ao advogado foram também dadas hoje a conhecer por Paulo Brandão, juiz presidente da Comarca do Baixo Vouga.Adriano Miranda (arquivo)


Penedos tem dez dias para pagar uma caução de 25 mil euros
Assim, Paulo Penedos fica proibido de directa ou indirectamente contactar os restantes arguidos do caso Face Oculta, à excepção do seu pai, José Penedos, presidente da REN - Redes Eléctricas Nacionais. Além disso, não poderá entrar em contacto com funcionários da REN nem entrar nas instalações da empresa. Foi-lhe também aplicada uma caução de 25 mil euros que terá de pagar no prazo de dez dias.

Contudo, recorde-se que na passada terça-feira, dia em que Paulo Penedos começou a ser interrogado, o seu advogado, Ricardo Sá Fernandes, chegou a avançar que estaria indiciado por dois crimes de tráfico de influências. Só um se veio hoje a confirmar. Segundo a investigação do processo, Paulo Penedos terá usufruído de contrapartidas financeiras para “abrir portas” a Manuel Godinho na REN - tendo o seu pai recebido vários presentes, alguns de valor considerável - e para ajudar Manuel José Godinho a resolver um conflito com a REFER.

Segundo a investigação do processo, José Penedos e o seu filho Paulo são apontados como membros de uma “rede tentacular” criada pelo empresário Manuel Godinho, administrador de empresas de recolha e triagem de resíduos/sucatas que prestam serviços a empresas com ligações ao Estado, como a REN e a REFER - Rede Ferroviária Nacional.

Arguidos

Pelo Juízo de Instrução de Aveiro passaram, desde o início dos interrogatórios, em 30 de Outubro, 12 arguidos do processo Face Oculta, nove dos quais já com medidas de coacção fixadas. O principal suspeito (o empresário Manuel Godinho) ficou em prisão preventiva e cinco foram suspensos de funções: Manuel João Espadinha Guiomar, José Lopes Valentim e Carlos Vasconcellos (todos da Refer), bem como Mário Pinho, chefe da Repartição de Finanças de São João da Madeira, e Paiva Nunes (EDP Imobiliária). Este último foi também sujeito ao pagamento de caução (25 mil euros), tal como Namércio Pereira da Cunha (de 25 mil euros) e Hugo Sá Godinho (50 mil euros).

O vogal da administração da empresa IDD (Indústria de Desmilitarização e Defesa) José António Contradanças foi, até agora, o único arguido que manteve a medida de coacção mínima, o Termo de Identidade e Residência.

A PJ desencadeou a 28 de Outubro a operação Face Oculta em vários pontos do país, no âmbito de uma investigação relacionada com alegados crimes económicos de um grupo empresarial de Ovar que integra a O2-Tratamento e Limpezas Ambientais, a que está ligado Manuel José Godinho.

No decurso da operação foram efectuadas cerca de 30 buscas, domiciliárias e a postos de trabalho, e 15 pessoas foram constituídas arguidas, incluindo Armando Vara, ex-ministro socialista e vice-presidente do BCP, que suspendeu funções, José Penedos, presidente da REN-Redes Eléctricas Nacionais, e o seu filho Paulo Penedos, advogado da empresa SCI-Sociedade Comercial e Industrial de Metalomecânica SA, de Manuel José Godinho

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

ENTREVISTA DA CARLINHA


António Pedro Ribeiro é uma longa história de actos revolucionários. Poeta e fundador do Partido Surrealista Situacionista Libertário, no Porto, acredita numa nova “ ordem “ mundial, no homem que explora as suas capacidades máximas, o homem deus. Assume se como anti capitalista e tem sempre uma palavra anti a dizer quanto a uma sociedade moralista e moralizador. Imaginação ao poder!! Já !
1. Quais as linhas gerais do Partido Surrealista Situacionista Libertário? O Partido Surrealista Situacionista Libertário (PSSL) opõe-se à vidinha do rebanho, previsível, rotineira, sem interesse de todos os dias. O PSSL opõe-se à não-vida do mercado, da economia, do dinheiro, do lucro, do governo, do défice, das décimas, das percentagens. O PSSL recusa que o homem se reduza à condção de número, de mercadoria, de objecto de compra e venda, o PSSL abomina a troca mercantil "que emporcalha as relações humanas". O PSSL quer silenciar o discurso assexuado dos economistas. O PSSL acredita no amor, na liberdade e na poesia como forças inaugurais de um mundo onde o homem seja criador, deus, poeta. O PSSL acredita na vida autêntica, plena, divina tornada banquete permanente, onde sejamos profetas e afirmadores da vida. O PSSL quer acrescentar caos ao caos actual de forma a atingir a revolução. O PSSL entende que a culpa da crise do capitalismo é do próprio capitalismo e que, portanto, é preciso derrubá-lo mas sem as tácticas eleitoralistas dos partidos e organizações tradicionais que apenas contribuem para o reformar. O PSSL não acredita em transições pacíficas para o socialismo nem para o anarquismo por isso defende a revolta permanente.

2. O apedro é exemplo desse inconformismo... tem uma longa história de actos revolucionários . Como foi quando foi a ocupação do Feira Nova de Braga? A história da ocupação do Feira Nova de Braga aconteceu em Setembro de 1990. Eu, na altura, colaborava com um jornal chamado "Minho" que teve uns problemas com o hipermercado Feira Nova e então o director pediu-me para escrever qualquer coisa contra o hipermercado. Em vez disso saí de casa com uma faca de plástico no bolso e, através do jornal, comecei a distribuir panletos anti-consumistas à porta do hipermercado. Entretanto, as rádios ou os jornais locais anunciaram que o Che Guevara tinha mandado fechar o Feira Nova. Havia pessoas a fugir de mim na rua e os velhotes faziam-me continência. Na altura, eu era contra o consumismo e contra o monopólio dos hipermercados. Outra história interessante aconteceu em 2003 quando fui acusado de deitar abaixo a estátua do major Mota na Póvoa de Varzim. O major Mota tinha sido presidente da Cãmara no tempo da ditadura e eu comecei a distribuir panfletos a dizer que a estátua era um insulto ao 25 de Abril. Meses depois a estátua foi derrubada e eu e a Frente Guevarista Libertária fomos acusados de a deitar abaixo. Eu tinha escrito um mail a dizer que a estátua ia cair e dois dias depois caiu mesmo. Nunca se soube quem foi mas eu fui interrogado pela Judiciária.3. Dás a entender que não vivemos numa democracia efectiva... a "máquina-sistema" não te parece ser muito pesada ?

Pela tua lógica, o derrube das réstias do fascismo, os países bascos já seriam independendes à muito tempo ... foram invadidos no tempo de franco... O padre Mário de Oliveira disse me uma vez que a revolução de abril nao tinha chegado ao seio da igreja católica onde predominavam réstias de fascismo ... "um homem máquina acorrentado?"
Vivemos na democracia da vidinha. Na democracia da compra e venda. O deus-dinheiro substituiu o Deus de Nietzsche. É um deus que afasta a vida, que converte tudo em mercadoria. É um deus que tem os seus prfetas que pregam estatísticas, percentagens, défices, orçamentos. Tudo isso é morte, é vidinha, não é a verdadeira vida. O fascismo está em todo o lado, não é só no País Basco (aí talvez seja mais evidente). Como dizia Nietzsche, tem de nascer um novo homem, sem preconceitos, livre, capaz de substituir o sub-homem da sub-vida, da vidinha. Há que derrotar todos os servilismos, todo o espírito do rebanho. Para isso é necessária uma revolução global, espiritual, não apenas política ou económica.

4. Imagina, os Estados Unidos sao o primeiro país a declarar se defensores dos direitos do homem e ainda perseguem comunistas. Onde está a liberdade de expressão? O Estado serve para alimentar os tais "carneiros" ... achas possível uma anarquia num futuro brilhante para a humanidade? Os Estados Unidos não são exemplos para ninguém. Nem acredito que Obama melhore as coisas por aí além. Quem manda nos Estados Unidos são os grandes grupos económicos que só estão interessados em lucros astronómicos, os generais e a indústria de guerra. São interesses que nada têm a ver com direitos humanos.Eu tenho que acreditar no anarquismo. Se ele é possível em pequena escala também poderá ser possível ao nível da humanidade. é precisa a tal revolução dionisíaca, é preciso acreditar no amor, na liberdade, na revolução e também no caos. Isto não é acreditar no amor de forma ingénua como as religiões ou os "hippies". É dar caos ao caos. Ir para a rua partir os bancos e a bolsa que nos oprimem, partir coisas como há pouco tempo se fez na Grécia. A revolta é necessária para chegar onde queremos.

5. Defendes uma nova ordem ... revolucionária. não achas que vivemos em pseudo democracias? Nao achas que se deturpou Abril de 74?
Não sei se é uma ordem. Acho que não gosto muito da palavra. Acredito na revolução mas não tenho de apresentar sistemas alternativos. Vivemos em democracias de rebanho. O 25 de Abril ficou por se completar. Houve aquela esperança em 1974/75 mas depois veio a normalização.

Já alguma vez te candidataste à liderança de uma instituição?
Já me candidatei à presidência da Junta de Vila do Conde e à Junta da Póvoa de Varzim pelo Bloco de Esquerda, onde fiquei a três votos de ser eleito mas, se calhar, ainda bem que não fui. Já fui candidato a deputado pelo PSR por Braga e várias vezes candidato à presidência da Associação de Estudantes da Faculdade de Letras do Porto, sempre em listas minoritárias. Ganha-se uma certa notoriedade, podem-se discutir umas ideias mas os partidos controlam muito, especialmente o Bloco de Esquerda. No PSR era mais livre e espontâneo.

http://voodooexperience.blogspot.com

QUE SE FODA O FUTURO!

CHUPA, Ó SÓCRATES


Desemprego vai ultrapassar barreira dos 10 por cento em 2010
19.11.2009 - 10h01
Por Vítor Costa
DR

Angel gurria, secretário-geral da OCDE
A economia portuguesa vai recuar 2,8 por cento em 2009 retomando o crescimento em 2010, mas apenas a uma taxa de 0,8 por cento, uma décima de ponto percentual abaixo do crescimento previsto para o conjunto da zona euro. O desemprego ultrapassará os 10 por cento em 2010.

Os valores foram avançados hoje nas últimas previsões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), onde se aponta ainda para que o desemprego em Portugal continue a crescer em 2010, para os 10,1 por cento. Em 2011, com a economia a crescer 1,5 por cento, a taxa de desemprego voltará para níveis de apenas um dígito, ainda assim, deverá ser de 9,9 por cento.

Segundo as previsões da organização sedeada em Paris, a economia nacional bateu no fundo no segundo trimestre de 2009, mas deverá continuar com um crescimento anémico face ao forte endividamento externo que apresenta. O défice da balança corrente será equivalente a 9,7 por cento do Produto Interno Bruto este ano, acelerando para 10,7 e 11,1 por cento em 2010 e 2011.

Ao nível das contas públicas, as previsões da OCDE também não trazem boas notícias para Portugal, com esta instituição a prever que o défice orçamental continue a crescer. Assim, caso estas estimativas se concretizem, o défice corresponderá a 6,7 por cento do PIB em 2009, a 7,6 por cento no próximo ano e a 7,8 por cento em 2011, valores que, ainda assim, ficam abaixo das previsões avançadas pela Comissão Europeia que apontam para valores em redor dos 8 por cento do produto. Recorde-se que o ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos já fez saber que apresentará uma nova estimativa para o valor do défice público quando forem conhecidos os dados da execução orçamental de Outubro, o que deverá acontecer amanhã.

A degradação das contas públicas resulta, em grande parte, da quebra acentuada das receitas fiscais, face à actual conjuntura de crise, mas também da despesa efectuada na tentativa de relançamento da actividade económica. Segundo a OCDE, o esforço público feito pelo Estado português para o relançamento da economia permitiu dar um impulso de 1,1 por cento ao PIB e, deste esforço, três quintos resultaram de medidas do lado da despesa.

Em matéria de preços, a OCDE confirma que a variação da taxa de inflação será negativa este ano (-0,9 por cento), mas retomará o crescimento em 2010 e 2011, com taxas de 0,7 e um por cento, respectivamente.



Como melhorou a economia

Os dados divulgados pela OCDE permitem verificar que a aceleração da economia portuguesa, depois da recessão prevista para este ano, será feita com base em quase todas as componentes da procura interna e externa, mas será, no essencial, feita com base na procura interna.

Apesar de em 2009, a recuperação da economia portuguesa ter sido assente nas exportações, embora também tenha havido uma aceleração da procura interna, segundo as previsões da OCDE, as exportações líquidas (exportações menos as importações) apenas darão um contributo para o crescimento do PIB em 2010 de 0,1 pontos percentuais, quando em 2009 esse contributo terá sido de 1,5 pontos.

Caberá, assim, à procura interna o papel de motor da retoma. Segundo a OCDE, o consumo privado deverá crescer no próximo ano a uma taxa de 0,6 por cento, contra uma quebra de um por cento em 2009. Também o investimento passará a taxas de crescimento positivas: depois de um recuo de 13,6 por cento em 2009, deverá registar um crescimento de 0,6 por cento no próximo ano e de 0,9 por cento em 2011. A única componente da procura interna que deverá registar uma desaceleração será, assim, o consumo público que, depois de um crescimento de 1,4 por cento este ano deverá desacelerar para um crescimento de 0,6 por cento em 2010 e 2011.

Face a este cenário, a OCDE alerta que existem riscos nas suas previsões que resultam essencialmente de duas condições: que se verifique a prevista retoma da zona euro, a segunda que tem a ver com a implementação, ou não, de um plano nacional de consolidação das contas públicas. Segundo a OCDE, caso não seja implementado um plano credível de redução do défice por parte das autoridades nacionais, as condições de acesso ao crédito por parte do Estado e do sector privado poderão degradar-se criando entraves á recuperação da economia.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

IGUAIS AOS DEUSES


Acordo de madrugada. Penso que sou um rei em cima do palco. As mulheres acham-me piada e riem-se para mim. Ontem só bebei cinco cervejas. Tenho bebido muitas mais noutras noites. Pensava que depois de ter ido ao Campo Alegre as mulheres bonitas me viriam dar beijos na boca. Afinal, não. É a mesma rotina de sempre. É como um gajo em frente ao computador a teclar. Terei algo que os outros não têm. Ando na demanda do Graal, procuro os moinhos de Quixote. A anarquia vem ter comigo. Estou mesmo muito bem disposto. Poderia ter conversas espirituosas com muita gente. Fá-los-ia rir. Pelo menos não ando para aí a partir os vidros dos carros. O que até nem era má ideia. Anjo em chamas. Por onde andas? Por aí, atrás da minha loucura. Os meus berros são de louco. Cambaleio pelo palco. Faz-me falta o Henrique. Ando a ouvir as canções todas das Las Tequillas no youtube. Diz a palavra. Quero ir para o palco. O meu reino por um palco. A plateia aborrece-se, entendia-me. Sempre as pessoas normais a fazer as coisas normais. Sempre as pessoas a dizer avé-maria ao chefe, ao Sócrates, ao Cavaco. Sempre atrás do dinheiro e do estatuto social. Sempre fechadas na família. Sempre a fingir que estão bem. Sempre a criticar o parceiro do lado. Não! Não é isso que quero. Afastei-me dessa via. Não sou mesquinho, não sou merceeiro. Estou do lado da liberdade. Do lado do criador. Do bailarino. Vim para aqui de graça para criar. Assim devo continuar. Assim é o Artista. Provoco os outros. Faço-os rir. Para isso vim ao mundo. Nada a fazer. A vida não é só comer, beber e sacar dinheiro. Estamos aqui para algo de muito mais alto, de mais sublime. Estamos aqui para sermos iguais aos deuses.

Chego a casa cheio de pedal. Estive no "Piolho" e no "Gato Vadio". Acredito na revolução. Só acredito na revolução. Estou farto de ver toda a gente a pastar. É preciso acção! Dar cabo de uns bancos. Ocupar as ruas. Estou farto de reuniões e de meias-palavras. É preciso destruir o capitalismo. Deitar abaixo os amigos do Vara e do Dias Loureiro que estão no PS e no PSD. É preciso acabar com a corrupção. Com os filhos da puta que nos roubam. É preciso começar tudo de novo.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

HAKIM BEY


Tuesday, August 26, 2008
Nietzsche e os Dervixes

Rendan, ``Os Espertos''. Os sufis usam um termo técnico, rend (adjetivo rendi, plural rendan), para designar alguém ``esperto o suficiente para beber vinho em segredo sem ser pego'': a versão dervixe da ``dissimulação permissível'' (tagiyya, que permite aos xiitas mentir sobre sua verdadeira afiliação para evitar perseguições e favorecer o propósito de sua propaganda).
Na esfera do ``caminho'', o rend esconde seu estado espiritual (hal) para contê-lo, trabalhá-lo alquimicamente, expandi-lo. Esta ``esperteza'' explica muito dos sigilos das Ordens, embora continue sendo verdade que muitos dervixes realmente quebraram as regras do Islã (shariah), ofendem a tradição (sunnah) e insultam os costumes de sua sociedade - o que lhes dá razão para um segredo real.

Ignorando-se o caso de ``criminosos'' que usam o sufismo como uma máscara - ou melhor, não o sufismo em si, mas o dervixismo, que na Pérsia é quase um sinônimo de maneiras transigentes e, portanto, de relaxamento social, um estilo de amoralidade genial e pobre, mas elegante - a definição acima ainda pode ser considerada tanto num sentido literal quanto metafórico. Isto é: alguns sufis violam a Lei ao mesmo tempo permitem que ela exista e continue a existir; e eles o fazem por motivos espirituais, como um exercício da vontade (himmah).

Nietzsche diz em algum lugar que um espírito livre não se move para que as regras ou mesmo para que sejam reformuladas, uma vez que é apenas quebrando as regras que ele se conscientiza de sua vontade de querer. Uma pessoa precisa provar (para si mesma, se não alguém mais) sua capacidade de romper com as regras do rebanho, de fazer sua própria lei e ainda assim não cair presa do rancor e do ressentimento próprios das almas inferiores que definem a lei e os costumes em QUALQUER sociedade. A pessoa precisa, com efeito, de um equivalente individual da guerra para atingir a transformação do espírito livre - necessita de uma estupidez inerente contra a qual possa medir o seu próprio movimento e inteligência.

Anarquistas às vezes postulam uma sociedade ideal sem lei. Os poucos experimentos anarquistas que lograram um breve êxito (os makhnovistas, Catalunha) fracassaram em sobreviver às condições da guerra que originaram sua existência - dessa forma, não temos meios de saber empiricamente se tais experimentos poderiam ter sobrevivido no início da paz.

Alguns anarquistas, no entanto - como nosso falecido amigo, a ``Marca'' stirneriana italiana -, e até mesmo alguns que eram comunistas e socialistas, participaram de toda sorte de levantes e revoluções, porque encontraram, no momento da insurreição em si, o tipo de liberdade que buscavam. Enquanto a utopia tem, até agora, sempre fracassado, os anarquistas individualistas ou existencialistas têm logrado êxito visto que têm obtido (embora brevemente) a realização de sua vontade durante a guerra.

As restrições de Nietzsche aos ``anarquistas'' são sempre endereçadas ao tipo mártir comunista-igualitário narodnik, cujo idealismo ele via como mais um sobrevivente do moralismo pós-cristão - embora ele algumas vezes os elogie por ao menos terem a coragem de se revoltar contra a autoridade majoritária. Ele nunca menciona Stirner, mas acredito que teria classificado o rebelde individualista como um dos mais altos tipos de ``criminosos'', que representavam para ele (assim como para Dostoievski) seres humanos muito superiores à multidão, mesmo se tragicamente traídos por suas próprias obsessões e possíveis motivos de vingança ocultos.

O super-homem nietzschiano, se existisse, teria de compartilhar, até certo grau, dessa ``criminalidade'', mesmo se superasse todas as suas obsessões e compulsões, simplesmente porque sua lei nunca poderia concordar com a lei das massas, do Estado e da sociedade. Sua necessidade de ``guerra'' (seja literal ou metafórica) poderia até mesmo persuadi-lo a participar da revolta, tenha ela assumido a forma de insurreição ou apenas uma boemia orgulhosa.

Para ele, uma ``sociedade sem lei'' poderia Ter valor apenas enquanto pudesse medir sua própria liberdade contra a sujeição de outros, contra seus ciúmes e ódios. As breves ``utopias piratas'' sem lei de Madagascar e do Caribe, a República de Fiume de D’Annunzio, a Ucrânia ou Barcelona - essas experiências o atrairiam, porque prometia o tumulto do porvir e até mesmo a possibilidade do ``fracasso'' em vez da bucólica sonolência de uma ``perfeita'' (e portanto morta) sociedade anarquista.

Na ausência de tais oportunidades, esse espírito livre teria desdenhado perder tempo com agitações para reformas, com protestos, com sonhos visionários, com todo tipo de ``martírio revolucionário'' - em suma, com a maior parte da atividade anarquista contemporânea. Para ser rendi, para beber vinho em segredo e não ser pego, para aceitar as regras a fim de violá-las e assim atingir a elevação espiritual ou o transe energético do perigo e da aventura, a epifania privada da superação de toda polícia interior ao mesmo tempo em que se engana toda autoridade externa - tal poderia ser uma meta válida para esse espírito e essa poderia ser sua definição de crime.

(Incidentalmente, acho que esta leitura talvez explique a insistência de Nietzsche pela MÁSCARA, pela natureza dissimulada do proto-super-homem, que perturba até mesmo os comentarias mais inteligentes, embora algo liberais, como Kaufman. Os artista por mais que Nietzsche os ame, são criticados por contar segredos. Talvez ele tenha falhado ao considerar que - parafraseando Allen Ginsberg - este é nosso modo de nos tornarmos ``grandes''; e também que - parafraseando Yeats - até mesmo o mais verdadeiro dos segredos torna-se uma outra máscara.)

Sobre o movimento anarquista de hoje: pelo menos uma vez, gostaríamos nós de pisar num solo onde as leis são abolidas e o último padre é enforcado com as tripas do último burocrata? Sim, claro. Mas não nutrimos grandes expectativas. Há certas causas (para citar Nietzsche de novo) que nunca abandonamos completamente, nem que seja apenas em função da mera insipidez de todos os nosso inimigos. Oscar Wilde poderia ter dito que não se pode ser um cavalheiro sem ser um pouco anarquista - uma paradoxo necessário, como a ``aristocracia radical'' de Nietzsche.

Isso não é apenas uma questão de dandismo espiritual, mas também de compromisso existencial com uma espontaneidade subjacente, com um ``Tao'' filosófico. Apesar do desperdício de energia pela sua Própria falta de forma o anarquismo, entre todos os ISMOS, aproxima-se daquele único tipo de forma que pode nos interessar hoje, aquele estranho atrator, a forma do caos, que (uma última citação) se deve ter dentro de si, no caso de dar à luz a uma estrela dançarina.

-- Equinócio de Primavera, 1989
Posted by Timóteo Pinto at 11:28 AM
Labels: dervixes, Nietzsche, sufismo

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POESIA DE CHOQUE

Amanhã, quinta, 19, pelas 21,30 h, há POESIA DE CHOQUE no Clube Literário do Porto. Com Luís Carvalho, António Pedro Ribeiro e poetas guineenses. A abrir.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

JESUS E O SUPER-HOMEM


Poderia acreditar num Jesus como o do padre Mário. Um Jesus que rejeita a Religião e a Igreja, que rejeita as hierarquias da Igreja. Poderia acreditar num Jesus que, como Nietzsche, rejeita o Deus do sacrifício, da submissão, da não-vida. Poderia acreditar num Jesus que, como Vaneigem, se opõe ao Deus-dinheiro e ao Poder. Num Jesus que rejeita o Deus do Templo, a confissão e as missas. Poderia acreditar nesse Jesus rebelde, insubmisso, que acredita na Humanidade e na transformação da sociedade. Um Jesus ao lado dos injustiçados, dos pobres, dos que nada têm, que rejeita a opulência das Igrejas. Um Jesus revolucionário que está pela Paz, desarmado, contra as guerras. Poderia acreditar num Jesus que promove a bondade e o humano. Poderia acreditar nesse Jesus. Mas hesito. Sou céptico. Tenho dúvidas. No entanto, essa ideia de um Jesus anti-capitalista que combate a idolatria do Dinheiro e do Poder não deixa de me atrair. Essa ideia de um Jesus a expulsar os vendilhões do templo. Essa ideia de que todos podemos ser Jesus. É claro que Nietzsche dizia que Jesus foi o único dos cristãos. É claro que Nietzsche diz que o homem pode superar-se: passar sucessivamente de camelo, a leão e a criança. Que pode tornar-se um deus, o super-homem. Mas não estaremos a falar da mesma coisa?

O LIVRO DO PADRE MÁRIO ENCHARCADO


Escrevi umas coisas no "Big Ben"
mas não consigo percebê-las
entrei no metro sem bilhete carregado
e apanhei uma molha daquelas
estive de bar em bar
com o Costa e com o Fred
estivemos a ensaiar
e a ver a bola
no "Big Ben" às quatro da manhã
o patrão chamou-me a atenção
por eu estar quase a dormir
ontem passei o dia a dormir
e hoje não estou a 100%
só espero que o livro do padre Mário
não se tenha estragado irremediavelmente
com a chuva
a leitura estava a fascinar-me
mesmo não sendo um crente em Jesus
há pessoas que vêm ter comigo na noite
a elogiar a prestação no Campo Alegre
quando receber o dinheiro
vai ser uma festa
por uns dias
ao ritmo a que tenho gasto
não aguenta muito
o casal bebe sumo e leite chocolatado
e eu hoje provavelmente
não vou beber cerveja
faz-me falta a D. Rosa
tem piada que o caderno
ficou pouco danificado
comparado com o livro
deveria ser ao contrário
coitado do padre Mário!
Mas as suas ideias vão resistir
se o livro fosse da biblioteca
lá teria de o pagar
é preciso ver o lado positivo da coisa
e cá estou eu na "Motina"
a ouvir música
e a escrever sobre o quotidiano
uma gaja boa veio ao pão
ontem houve uma letra
que se enquadrou na música
"Só beber, nem sequer escrever"
há uma semana ainda estava
em Braga
naquele dia triunfal
em que escrevi noite fora
em que percorri a cidade
de manhãzinha
como há muito não fazia
e agora estou aqui
já é noite
olho para os carros lá fora
o casal come mistas
a Maria corta fiambre
ainda é cedo
e eu preocupado com o livro
do padre Mário
ficou lá em casa a secar
o homem entra
e dá as boas tardes
viva a monarquia!
Diria o D. António Simões do Vale
se estivesse aqui
até o bêbado deixou de aparecer
já não há aqui figuras marcantes
só a canção do Bryan Adams
e a Maria a fazer os trocos
o poema, esse, lá prossegue
enquanto a tinta durar
e as palavras vierem
ter comigo
os bolos na vitrine
e eu quase teso
a minha maior preocupação
continua a ser o livro do padre Mário
quero lê-lo até ao fim.


Vilar do Pinheiro, "Motina", 16.11.2009

EZLN


Desde Suiza e Italia se escucha el grito solidario: ¡Primero nuestr@s pres@s!
A los presos y a las presas políticas en México y en el mundo
A los pueblos en lucha en todo el planeta
A La Otra Campaña en México y a la Zezta Internacional
A la Red Nacional Contra la Represión y por la Solidaridad de México

El Colectivo Zapatista “Marisol” de Lugano (Suiza), el Observatorio América Latina del centro social XM24 de Bolonia (Italia) y el colectivo Nodo Solidale de Roma (Italia) comunicamos que, en la medida de nuestras posibilidades, queremos demostrar que no existen fronteras y que la geografía del poder, hecha de alambres de púas y aduanas, no nos puede impedir de reconocer a los hermanos y las hermanas secuestradas en todo el planeta por resistir al embestida neoliberalista.

En México, igual que en otros rincones dolidos de esta Tierra, l@s luchadores sociales son perseguid@s, torturad@s, asesinad@s por ejército, policía y grupos paramilitares. En México, como en Palestina por ejemplo, y también en Italia y Suiza, los últimos de los últimos son l@s que cargan con el peso de toda la sociedad que l@s explota, l@s discrimina, l@s despoja y finalmente, cuando se inconforman, l@s reprime. En Europa son l@s migrantes, l@s pobres que huyen de los países arruinados por las transnacionales occidentales, quienes les toca esta suerte; en la digna Palestina son l@s mism@s nativ@s de estas tierras, los y las palestinas, quienes son explotad@s y exterminad@s por el ejército invasor de Israel y por el silencio cómplice de los Estados del mundo; en México el despojo sigue desde hace más de 500 años contra l@s indígenas, en particular, y los sectores populares, más en general.

Pero en México, como en Europa o en Palestina – y en otros parajes – hay hombres y mujeres que pagan un precio más alto por resistir, por no venderse, por no negociar su dignidad e historia con el Poder. Cuando no se les asesina, se les secuestra en las cárceles de máxima seguridad, arrebatándol@s a los movimientos, a las familias, a la vida. Pero hasta desde las mazmorras más profundas, estos hombres y estas mujeres que consideramos un ejemplo, escaban trincheras y disparan sus mensajes de libertad: ¡ni un paso atrás!

Hoy, entonces, queremos sumarnos a la Campaña “Primero Nuestr@s Pres@s” convocada por La Otra Campaña en México. Nuestra pequeña aportación, por la liberación de est@s compañer@s que desde las celdas nos animan con rabia y voluntad, será la de hacer el posible para que el nombre y la resistencia de est@s luchadores sociales no quede en el olvido y se haga pública también a miles de kilómetros de distancia. Su resistencia es un ejemplo, porque quienes defienden los bosques, las tierras, el agua, las tradiciones, su diferencia y especificidad (étnica, de clase o de género), están defendiendo la humanidad, están defendiendo una riqueza colectiva, material e imaginaria, contra el despojo violento del capitalismo.

En esta guerra que el capitalismo declaró, sabemos con certidumbre con quiénes estamos: ¡con nuestr@s compañer@s pres@s!

Recordamos en particular, con estas palabras, nuestros hermanos zapotecos Abraham Ramírez Vásquez, Juventino García Cruz y Noel García Cruz de la Alianza Magonista Zapatista (AMZ), detenidos en su comunidad, Santiago Xanica, en enero de 2005, por el tirano de Oaxaca, Ulises Ruiz Ortiz (responsable también de casi treinta asesinatos de luchadores sociales durante las protestas del 2006). A ellos mandamos un abrazo fraterno y pedimos a tod@s de no olvidarlos, de asumir su lucha por la defensa de la tierra y el territorio, porque eso es el espacio vital por defender, en donde florece el otro mundo posible, ése en equilibrio con la naturaleza y todos los seres vivos.

Así como nos enseñan las comunidades autónomas zapatistas, en el Chiapas rebelde y digno del Ejército Zapatista de Liberación Nacional (EZLN), pese las constantes agresiones para/militares que sufren.

Exigimos, entonces, también la liberación inmediata de l@s compañer@s que siguen:

En Chiapas (por rechazar el despojo de sus tierras en nombre del progreso):
Antonio Gómez Saragos, Gerónimo Gómez Saragos, Alberto Patishtán Gómez, Rosario Díaz Méndez, Manuel Aguilar Gómez;
En el estado de Campeche (por resistir y organizarse contra las altas tarifas de energía eléctrica): Sara López González, Joaquín Aguilar Méndez, Guadalupe Borjas Contreras;
En el estado de México: Ignacio del Valle Medina, Felipe Álvarez Hernández y Héctor Galindo Gochicoa (en la cárcel de máxima seguridad por los hechos de Atenco, sentenciados a 67 y 112 años), Jorge Alberto Ordóñez Romero, Román Adán Ordóñez Romero, Alejandro Pilón Zacate, Juan Carlos Estrada Cruces, Julio César Espinoza Ramos, Inés Rodolfo Cuellar Rivera, Edgar Eduardo Morales Reyes, Óscar Hernández Pacheco, Narciso Arellano Hernández (los nueve sentenciados a 31 años de prisión por los hechos de Atenco);
En la Capital: Víctor Herrera Govea (detenido por la represión del 2 de octubre de 2009)
Nello stato di Guerrero: Máximo Mojica Delgado, María De los Ángeles Hernández Flores, Santiago Nazario Lezma (los tres por luchar por la vivienda, acusados de secuestro);
Nello stato di Nayarit: Tomás de Jesús Barranco;
Nello stato di Oaxaca: (Por la represión en la región Loxicha, desde 13 años en la cárcel): Agustín Luna Valencia, Álvaro Sebastián Ramírez, Justino Hernández José, Mario Ambrosio Martínez, Fortino Enríquez Hernández, Eleuterio Hernández García, Abraham García Ramírez, Zacarías P. García López, Juan Manuel Martínez Moreno;
En el marco de la Campaña Internacional “Primero Nuestr@s Pres@s”, presentamos las siguientes actividades:
El Colectivo Zapatista “Marisol” de Lugano organizará un evento solidario en el centro social Molino (Suiza), con la presentación de un libro acerca las resistencias del México de abajo, música y debate con el filosofo John Holloway, sábado 14 de noviembre de 2009.
El colectivo Nodo Solidale de Roma organizará, en solidaridad a l@s pres@s polític@s, un evento nocturno en la okupa Ateneo Squat, Dragoncello, Roma (Italia), con charla y conciertos, el viernes 27 de noviembre. El día siguiente, sábado 28 de noviembre, en la Universidad de Tor Vergata (Roma) organizará, en el marco de una jornada anticarcelaria, también una mesa informativa con material audiovisual sobre la prisonía política en México.
En Bolonia (Italia), jueves 19 de noviembre, en el centro social XM24, se realizará una noche informativa multimedial en donde habrá un espacio dedicado a dar visibilidad y profundizar el asunto de l@s pres@s políticos en México. También habrá mesas con material informativo, documentales, entrevistas allá grabadas, y, durante la noche, se hará un enlace en videoconferencia con unos compañeros presentes en México.
En los cuatro eventos se publicarán los nombres y las resistencias de los presos y las presas de La Otra Campaña, para romper el cerco de la indiferencia que engendra el Poder y retomar la memoria y la dignidad que aúna a quienes luchamos, desde cada rincón del planeta, por acabar con la barbarie capitalista.
Por un mundo sin rejas: ¡Libertad para l@s pres@s polític@s!
Nunca más cárceles, nunca más fronteras, nunca más Estados.

Colectivo Zapatista “Marisol” de Lugano (Suiza) - http://czl.noblogs.org/
Observatorio América Latina del Centro Social XM24 de Bolonia (Italia) http://reporter.indivia.net/
Colectivo Nodo Solidale de Roma (Italia) http://www.autistici.org/nodosolidale/
Chove a cântaros lá fora. Ontem passei o dia na cama. Hoje estou a pé às 5:30 da manhã. Será este mais um dia triunfal? Ou será apenas para compensar o dia anterior? Ouço Caetano Veloso. "Você é Linda". E lembro-me da Gotucha. Ainda estou sonolento. Talvez seja melhor voltar a deitar-me.