O PODER E A VIDA
António Pedro Ribeiro
Não estamos interessados no poder. Contrariamente ao Bloco de Esquerda, com quem partilhamos algumas ideias, não estamos interessados no governo do país. Aliás, até achamos que o melhor governo é não existir governo nenhum. No entanto, caso fossemos primeiros-ministros encerrávamos de imediato a Bolsa e nacionalizávamos os bancos. A Bolsa e os bancos são os culpados da crise. A Bolsa, os bancos e os grandes capitalistas são os rostos do capitalismo. "Dinamitemos a Bolsa!", é uma velha palavra de ordem dos surrealistas e dos anarquistas. O capitalismo é desumano. O capitalismo está a destruir o homem, as relações entre os homens. O capitalismo é inimigo da vida. É preciso dizer, sem rodeios, que queremos destruir o capitalismo. Não temos de fazer quaisquer pactos ou coligações com os sociais-democratas nem com a ala social-democrata de Miguel Portas. Ou estamos contra o capitalismo ou estamos com o capitalismo. Somos pela vida, pela criação, pela liberdade. Amamos as mulheres. Não suportamos castradores como José Sócrates ou Paulo Portas. Deixamos a vida fluir.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
AI PORTAS, PORTAS!
Operação em curso
Ministério Público faz buscas em escritórios que participaram na compra de submarinos
29.09.2009 - 13h26 PÚBLICO
Agentes do Departamento Central de Investigação Penal (DCIAP) iniciaram esta manhã buscas em pelo menos dois escritórios de advogados, no âmbito de um inquérito realacionado com a aquisição de dois submarinos pelo Estado, de acordo com a edição online da revista "Sábado".
A operação teve início às 10h00, nos escritórios da Vieira de Almeida & Associados e da Sérvulo & Associados, em Lisboa. Ambos tiveram intervenção no contrato de aquisição dos submarinos, assinado em 2004 por Paulo Portas, então ministro da Defesa.
Rita Varão, porta-voz da Vieira de Almeida & Associados, confirmou as buscas naquele escritório, dizendo que estão a ser ouvidos todos os advogados que prestaram assessoria jurídica a um cliente que integrou um consórcio internacional participante num concurso público. O nome do cliente não foi revelado. “Estão apenas a recolher documentos e a ouvir os advogados”, disse Rita Varão à agência Lusa.
Notícia em actualização
Ministério Público faz buscas em escritórios que participaram na compra de submarinos
29.09.2009 - 13h26 PÚBLICO
Agentes do Departamento Central de Investigação Penal (DCIAP) iniciaram esta manhã buscas em pelo menos dois escritórios de advogados, no âmbito de um inquérito realacionado com a aquisição de dois submarinos pelo Estado, de acordo com a edição online da revista "Sábado".
A operação teve início às 10h00, nos escritórios da Vieira de Almeida & Associados e da Sérvulo & Associados, em Lisboa. Ambos tiveram intervenção no contrato de aquisição dos submarinos, assinado em 2004 por Paulo Portas, então ministro da Defesa.
Rita Varão, porta-voz da Vieira de Almeida & Associados, confirmou as buscas naquele escritório, dizendo que estão a ser ouvidos todos os advogados que prestaram assessoria jurídica a um cliente que integrou um consórcio internacional participante num concurso público. O nome do cliente não foi revelado. “Estão apenas a recolher documentos e a ouvir os advogados”, disse Rita Varão à agência Lusa.
Notícia em actualização
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Continuamos a dizer que os nossos camaradas foram os que estiveram em Braga a pegar fogo aos bancos e à Câmara. Mas não deixamos de nos rever num certo Bloco de Esquerda que volta a vir ao de cima ao defender as nacionalizações e a escola pública, um certo Bloco de Rosas, Louçã e Fazenda que, no discurso, volta a um certo PSR, a uma certa UDP, e que deixa de lado a linha moderada de Miguel Portas. Já escrevemos que apoiamos a Andrea Peniche na Póvoa e, se nos for solicitado, participaremos na campanha. Aliás, nos meios literários, até corre que temos voz de tribuno. Há que aproveitar a onda. Temos de jogar os nossos trunfos. Não temos nada a perder. Já o dissemos. Não podemos desperdiçar energias em acções de terceira, embora, possa haver sempre falhas. Os anarquistas do Porto têm piada, têm boas ideias, mas são quase inofensivos, não são como os anarcas de Braga. Acaba por ter mais efeito uma acção isolada como deitar abaixo a estátua do major Mota ou pegar fogo aos bancos e à Cãmara ou, simplesmente, apedrejar a Junta de Freguesia do que estar com meros actos ou palavras para consumo interno. Há que continuar a puxar a corda, até que a coisa rebente de vez. Estamos com Fernando Rosas, quando diz que há um voto de protesto à esquerda e á direita. A extrema-esquerda e a extrema-direita. Elas existem e, ás vezes, até se tocam. É bom que as águas se clarifiquem. Assim, sabemos claramente onde estamos. O que fica destas eleições é que há uma esquerda e uma direita. O meio, o centrão, de Sócrates e Ferreira Leite é que perde. Se as eleições fossem hoje teria votado BE. Mas ontem votei CDU.
CANDIDATURA PRESIDENCIAL
O militante de base do Bloco de Esquerda (BE) António Pedro Ribeiro anunciou esta terça-feira a intenção de se candidatar à Presidência da República, apresentando a sua candidatura como «alternativa» à de Francisco Louçã.
Em declarações à Agência Lusa, António Pedro Ribeiro, que se reclama de uma «corrente socialista libertária» no Bloco de Esquerda, afirmou que a sua candidatura surge como «reacção às candidaturas de aparelho, como as de Jerónimo de Sousa (PCP) e de Francisco Louçã (BE)».
«Não é uma candidatura adversária da de Francisco Louçã, é uma candidat ura independente, alternativa e do foro revolucionário», afirmou, acrescentando que «o desemprego é o principal tema» da sua candidatura.
António Pedro Ribeiro, que foi candidato pelo BE a uma assembleia de freguesia da Póvoa do Varzim, defendeu que a existência de duas candidaturas provenientes do Bloco de Esquerda «é natural», argumentando que «também acontece no PS» com as candidaturas de Mário Soares e de Manuel Alegre.
Admitindo que «será muito difícil» recolher as 7.500 assinaturas necess árias para formalizar a candidatura, António Pedro Ribeiro sublinhou que quer in troduzir no debate presidencial «o direito de todos a um emprego» e «a necessida de de pôr em causa o modelo actual de sociedade, baseada no dinheiro».
Em declarações à Agência Lusa, António Pedro Ribeiro, que se reclama de uma «corrente socialista libertária» no Bloco de Esquerda, afirmou que a sua candidatura surge como «reacção às candidaturas de aparelho, como as de Jerónimo de Sousa (PCP) e de Francisco Louçã (BE)».
«Não é uma candidatura adversária da de Francisco Louçã, é uma candidat ura independente, alternativa e do foro revolucionário», afirmou, acrescentando que «o desemprego é o principal tema» da sua candidatura.
António Pedro Ribeiro, que foi candidato pelo BE a uma assembleia de freguesia da Póvoa do Varzim, defendeu que a existência de duas candidaturas provenientes do Bloco de Esquerda «é natural», argumentando que «também acontece no PS» com as candidaturas de Mário Soares e de Manuel Alegre.
Admitindo que «será muito difícil» recolher as 7.500 assinaturas necess árias para formalizar a candidatura, António Pedro Ribeiro sublinhou que quer in troduzir no debate presidencial «o direito de todos a um emprego» e «a necessida de de pôr em causa o modelo actual de sociedade, baseada no dinheiro».
PCTP/MRPP foi o mais forte, com 0,93 por cento, à frente do MEP
Partido de Garcia Pereira sobe nos votos e passa a receber subvenção do Estado
27.09.2009 - 23h24 Lusa, PÚBLICO
Nenhum dos partidos mais pequenos chegou a atingir a fasquia de um por cento nestas eleições legislativas, mas o PCTP/MRPP (Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses) aproximou-se muito desse resultado.
O partido liderado por Garcia Pereira obteve 0,93 por cento dos votos (52.633 eleitores), seguido de longe pelo Movimento Esperança Portugal (MEP), que se ficou pela metade, com 0,45 por cento (25.338 votos).
O PCTP/MRPP ultrapassou pela primeira vez a barreira dos 50 mil votos que lhe permite receber a subvenção estatal, o que segundo Garcia Pereira é a “afirmação clara do partido como o maior dos extra-parlamentares”.
Para o cabeça-de-lista do PCTP/MRPP pelo círculo de Lisboa, este resultado vai permitir ao partido dispor de meios que até aqui não estavam ao seu alcance, sendo uma “magnífica vitória a nível nacional”.
Garcia Pereira salientou a perda da maioria absoluta do PS que considera obrigar o “Eng. Sócrates a encontrar alianças e entendimentos de que até agora não foi capaz”.
“Em Lisboa não será possível eleger um deputado. Assumo essa responsabilidade política mas também digo que se não for desta vez, outras vezes existirão de certeza”, concluiu Garcia Pereira.
Partido de Garcia Pereira sobe nos votos e passa a receber subvenção do Estado
27.09.2009 - 23h24 Lusa, PÚBLICO
Nenhum dos partidos mais pequenos chegou a atingir a fasquia de um por cento nestas eleições legislativas, mas o PCTP/MRPP (Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses) aproximou-se muito desse resultado.
O partido liderado por Garcia Pereira obteve 0,93 por cento dos votos (52.633 eleitores), seguido de longe pelo Movimento Esperança Portugal (MEP), que se ficou pela metade, com 0,45 por cento (25.338 votos).
O PCTP/MRPP ultrapassou pela primeira vez a barreira dos 50 mil votos que lhe permite receber a subvenção estatal, o que segundo Garcia Pereira é a “afirmação clara do partido como o maior dos extra-parlamentares”.
Para o cabeça-de-lista do PCTP/MRPP pelo círculo de Lisboa, este resultado vai permitir ao partido dispor de meios que até aqui não estavam ao seu alcance, sendo uma “magnífica vitória a nível nacional”.
Garcia Pereira salientou a perda da maioria absoluta do PS que considera obrigar o “Eng. Sócrates a encontrar alianças e entendimentos de que até agora não foi capaz”.
“Em Lisboa não será possível eleger um deputado. Assumo essa responsabilidade política mas também digo que se não for desta vez, outras vezes existirão de certeza”, concluiu Garcia Pereira.
domingo, 27 de setembro de 2009
OS POETAS NO PIOLHO
Tertúlia de poesia no café universitário do Porto
O emblemático café Piolho, inspiração de poetas portugueses
por Agência Lusa, Publicado em 26 de Setembro de 2009
Um dos mais emblemáticos cafés da cidade do Porto, o Piolho, foi hoje palco de um encontro de poetas que, entre versos lidos, partilharam experiências e vivências daquele local onde um dia se inspiraram para escrever.
Fernando Morais, João Gesta, Rosa Alice Branco, João Habitualmente, Daniel Maia-Pinto Rodrigues, Teixeira Guedes, Alberto Miranda, José Soares Martins, Filipa Leal, Pedro Ribeiro, João Ulisses e Marta Bernardes juntaram-se hoje à mesma mesa para dissecar o espaço que este ano comemora o seu primeiro centenário.
“O Porto sem o piolho seria uma careca calva. O Piolho é maior que o Porto”, sublinhou o poeta João Habitualmente, para quem aquele espaço é dado mais “à conversa, ao fino e ao tremoço” que propriamente à poesia.
Um sentimento não partilhado pela maioria dos restantes convidados, muitos dos quais leram poemas que escreveram dentro das paredes espelhadas do agora centenário Piolho D’Ouro.
“O poeta está com sede [e] o mundo assim não avança”, leu Pedro Ribeiro, autor de um poema dedicado “à gaja da mesa do fundo”, escrito ali mesmo, no Piolho, no momento em que lhe “ia oferecer um poema” mas “a gaja” foi lá para fora: “que pena!”.
O café tornou-se assim “sala de estar, abrigo das investidas cobardes da polícia fascista e um espaço de fruição e liberdade” onde também se despertava para os primeiros amores, os “beijos ortopédicos e os charrinhos libertadores”, recordou o poeta João Gesta.
De palco de resistência a ponto de encontro, o café “é um lugar emblemático, de cultura e de construção do raciocínio e liberdade”, referiu Daniel Maia-Pinto Rodrigues. Talvez por isso, destacou Teixeira Guedes, “quem frequenta o piolho tem atitude poética”.
Mas o Piolho não é só feito de passados e tempos idos. A comprovar isso estiveram as poetisas Filipa Leal e Marta Bernardes, que contam estórias de presente, de cidades e memórias que a nova geração precisa de criar.
“Ser poeta é ter experiência do indizível e correr atrás do horizonte”, descreveu Marta Bernardes, 26 anos, que defende que “toda a arte encerra um verso” e que “Portugal é, sobretudo, um país de poetas”.
Já a professora e poetisa Rosa Alice Branco, para quem a vida sem Piolho “poderia ter sido muito triste”, acredita que em Portugal “há a mania que este é um País de poetas” e que “não se deve escrever se não houver coisas para dizer”.
Mas “os poetas não são portugueses, são de todo o mundo” frisou João Ulisses, que viu o café contribuir-lhe “um pouco para a cirrose” e para quem ser poeta “é estar contra tudo”.
O encontro de hoje esteve integrado nas comemorações do centenário do Piolho cuja organização tem sido levada a cabo pela Escola Artística Profissional Árvore e pelos responsáveis Raúl Simões Pinto e Sílvia Silva.
O emblemático café Piolho, inspiração de poetas portugueses
por Agência Lusa, Publicado em 26 de Setembro de 2009
Um dos mais emblemáticos cafés da cidade do Porto, o Piolho, foi hoje palco de um encontro de poetas que, entre versos lidos, partilharam experiências e vivências daquele local onde um dia se inspiraram para escrever.
Fernando Morais, João Gesta, Rosa Alice Branco, João Habitualmente, Daniel Maia-Pinto Rodrigues, Teixeira Guedes, Alberto Miranda, José Soares Martins, Filipa Leal, Pedro Ribeiro, João Ulisses e Marta Bernardes juntaram-se hoje à mesma mesa para dissecar o espaço que este ano comemora o seu primeiro centenário.
“O Porto sem o piolho seria uma careca calva. O Piolho é maior que o Porto”, sublinhou o poeta João Habitualmente, para quem aquele espaço é dado mais “à conversa, ao fino e ao tremoço” que propriamente à poesia.
Um sentimento não partilhado pela maioria dos restantes convidados, muitos dos quais leram poemas que escreveram dentro das paredes espelhadas do agora centenário Piolho D’Ouro.
“O poeta está com sede [e] o mundo assim não avança”, leu Pedro Ribeiro, autor de um poema dedicado “à gaja da mesa do fundo”, escrito ali mesmo, no Piolho, no momento em que lhe “ia oferecer um poema” mas “a gaja” foi lá para fora: “que pena!”.
O café tornou-se assim “sala de estar, abrigo das investidas cobardes da polícia fascista e um espaço de fruição e liberdade” onde também se despertava para os primeiros amores, os “beijos ortopédicos e os charrinhos libertadores”, recordou o poeta João Gesta.
De palco de resistência a ponto de encontro, o café “é um lugar emblemático, de cultura e de construção do raciocínio e liberdade”, referiu Daniel Maia-Pinto Rodrigues. Talvez por isso, destacou Teixeira Guedes, “quem frequenta o piolho tem atitude poética”.
Mas o Piolho não é só feito de passados e tempos idos. A comprovar isso estiveram as poetisas Filipa Leal e Marta Bernardes, que contam estórias de presente, de cidades e memórias que a nova geração precisa de criar.
“Ser poeta é ter experiência do indizível e correr atrás do horizonte”, descreveu Marta Bernardes, 26 anos, que defende que “toda a arte encerra um verso” e que “Portugal é, sobretudo, um país de poetas”.
Já a professora e poetisa Rosa Alice Branco, para quem a vida sem Piolho “poderia ter sido muito triste”, acredita que em Portugal “há a mania que este é um País de poetas” e que “não se deve escrever se não houver coisas para dizer”.
Mas “os poetas não são portugueses, são de todo o mundo” frisou João Ulisses, que viu o café contribuir-lhe “um pouco para a cirrose” e para quem ser poeta “é estar contra tudo”.
O encontro de hoje esteve integrado nas comemorações do centenário do Piolho cuja organização tem sido levada a cabo pela Escola Artística Profissional Árvore e pelos responsáveis Raúl Simões Pinto e Sílvia Silva.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
POETAS NO PIOLHO
Amanhã, sábado, às 17 horas encontro de poetas nos 100 anos do Piolho com A. Pedro Ribeiro, João Gesta, Rosa Alice Branco, Daniel Jonas, Daniel Maia Pinto-Rodrigues, João Ulisses, entre outros.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
A MINHA VIDA
Ontem estive no Porto, no Piolho, e fartei-me de beber copos. Sem copos a vida ainda seria uma pasmaceira maior do que aquilo que já é. Fui ao Púcaros dizer umas merdas e ainda bebi mais uns copos. O meu desporto, o único que pratico é estar sentado à mesa com o copo à frente. Com ou sem companhia. De resto, seguindo a lógica do Paulo Portas, sou um inútil, um preguiçoso, um parasita. Que se foda o Paulo Portas! Não preciso que nenhum caramelo direitista me indique o caminho. Não preciso que nenhum caramelo direitista ou esquerdista me diga como devo conduzir a minha vida. A vida é minha e só minha! Faço dela o que quiser. Ninguém me tira o direito de passar a tarde ou a noite em frente ao copo ou pura e simplesmente a pensar, a ler ou a escrever. Não tenho de estar vigiado pelos Paulos Portas, pelos mexeriqueiros e boateiros desta vida. Esta é a minha vida. Ninguém tem o direito de se meter nela.
MÁFIA "SOCIALISTA"
Acusação vinda do socialista Aníbal Araújo
José Lello e António Braga acusados de negociar cargos em troca de financiamento partidário
24.09.2009 - 17h23
O dirigente do PS José Lello, e o secretário de Estado das Comunidades, António Braga, são acusados de negociar cargos em troca de financiamento partidário com o empresário Licínio Santos envolvido na Máfia dos Bingos, adiantou hoje a TSF. A acusação partiu de Aníbal Araújo, outro membro do PS que foi cabeça-de-lista pelo círculo de Fora da Europa, nas legislativas de 2005.
Tanto Lello como Braga disseram em declarações à rádio desconhecer se o empresário financiou o PS. Mas Aníbal Araújo afirmou que os dois negociaram directamente com o empresário. O cabeça-de-lista tinha sido também financiado pelo mesmo empresário que foi detido após a Operação Furacão que desmantelou a Máfia dos Bingos.
Segundo a TSF o ex-cabeça-de-lista acusou José Lello de oferecer o consulado honorário em Cabo Frio, no Brasil, um lugar na administração da empresa de telecomunicações Vivo e o controlo da Águas de Portugal na cidade brasileira. O empresário chegou a estar detido no Brasil, actualmente está em liberdade a aguardar o seu julgamento.
A Máfia dos Bingos foi acusada de negociar sentenças judiciais e decisões políticas para beneficiar casas de bingo e de máquinas de jogos de azar.
www.publico.clix.pt
José Lello e António Braga acusados de negociar cargos em troca de financiamento partidário
24.09.2009 - 17h23
O dirigente do PS José Lello, e o secretário de Estado das Comunidades, António Braga, são acusados de negociar cargos em troca de financiamento partidário com o empresário Licínio Santos envolvido na Máfia dos Bingos, adiantou hoje a TSF. A acusação partiu de Aníbal Araújo, outro membro do PS que foi cabeça-de-lista pelo círculo de Fora da Europa, nas legislativas de 2005.
Tanto Lello como Braga disseram em declarações à rádio desconhecer se o empresário financiou o PS. Mas Aníbal Araújo afirmou que os dois negociaram directamente com o empresário. O cabeça-de-lista tinha sido também financiado pelo mesmo empresário que foi detido após a Operação Furacão que desmantelou a Máfia dos Bingos.
Segundo a TSF o ex-cabeça-de-lista acusou José Lello de oferecer o consulado honorário em Cabo Frio, no Brasil, um lugar na administração da empresa de telecomunicações Vivo e o controlo da Águas de Portugal na cidade brasileira. O empresário chegou a estar detido no Brasil, actualmente está em liberdade a aguardar o seu julgamento.
A Máfia dos Bingos foi acusada de negociar sentenças judiciais e decisões políticas para beneficiar casas de bingo e de máquinas de jogos de azar.
www.publico.clix.pt
terça-feira, 22 de setembro de 2009
LIBERDADE
LIBERDADE
Tenho as minhas fragilidades
atrapalho-me com os gestos quotidianos
e com as tarefas domésticas
às vezes não sei onde colocar as mãos
ou como abrir a garrafa
fico muito tempo calado
não consigo dizer nada
mas, mesmo assim,
sei que só a liberdade
me interessa
Já tive grandes depressões
já tive medo das pessoas
já estive na mais completa merda
mas agora sei
que só a liberdade
me interessa
Às vezes dizem que sou egoísta,
narcisista
dizem também que sou louco,
alucinado, flipado
que faço coisas sem sentido
que vou atrás de Quixote
que tenho que descer à Terra
mas eu sei que só a liberdade
me interessa
às vezes parece que não se passa nada
na minha vida
que é a rotina de ir ao café
fazer sempre as mesmas coisas
mas depois há dias, noites,
em que vivo mil anos
porque sei que só a liberdade
me interessa
Outras vezes dizem que eu não vou
voltar a apaixonar-me
porque gosto sempre da mesma
dizem também que assim não vou lá
que sou um caso perdido
que não me adaptei ao sistema
porque sei que só a liberdade
me interessa
Dizem também que sou diferente dos outros
que vejo coisas que os outros não vêem
que sou capaz do melhor e do pior
às vezes até me tratam como se fosse uma estrela
mas eu sei que só a liberdade
me interessa.
Tenho as minhas fragilidades
atrapalho-me com os gestos quotidianos
e com as tarefas domésticas
às vezes não sei onde colocar as mãos
ou como abrir a garrafa
fico muito tempo calado
não consigo dizer nada
mas, mesmo assim,
sei que só a liberdade
me interessa
Já tive grandes depressões
já tive medo das pessoas
já estive na mais completa merda
mas agora sei
que só a liberdade
me interessa
Às vezes dizem que sou egoísta,
narcisista
dizem também que sou louco,
alucinado, flipado
que faço coisas sem sentido
que vou atrás de Quixote
que tenho que descer à Terra
mas eu sei que só a liberdade
me interessa
às vezes parece que não se passa nada
na minha vida
que é a rotina de ir ao café
fazer sempre as mesmas coisas
mas depois há dias, noites,
em que vivo mil anos
porque sei que só a liberdade
me interessa
Outras vezes dizem que eu não vou
voltar a apaixonar-me
porque gosto sempre da mesma
dizem também que assim não vou lá
que sou um caso perdido
que não me adaptei ao sistema
porque sei que só a liberdade
me interessa
Dizem também que sou diferente dos outros
que vejo coisas que os outros não vêem
que sou capaz do melhor e do pior
às vezes até me tratam como se fosse uma estrela
mas eu sei que só a liberdade
me interessa.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
JERÓNIMO
Comício no Porto
Jerónimo diz que PS ganhou porque enganou portugueses com “papão da direita”
20.09.2009 - 19h46 Lusa
O líder do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou hoje no Porto que o PS tem sido eleito porque engana os portugueses com o “papão da direita”, alertando que a actual situação do país não permite “novos enganos”.
No comício da CDU no Palácio do Cristal, onde o secretário-geral do PCP disse estarem “cerca de 5.000 pessoas”, Jerónimo de Sousa afirmou que “não se combate a direita fazendo-lhe o frete de fazer a política que é dessa mesma direita”.
“Não venha agora o PS agitar o papão do PSD e da direita, para continuar a fazer o que a direita gostaria de fazer directamente”, afirmou Jerónimo de Sousa.
Para o líder comunista, “é em nome desse papão que o PS tem conseguido ganhar eleição após eleição e levar ao engano milhares de eleitores”, mas agora “o tempo e a situação do país não está para novos enganos”.
Se a direita cresce, diz o cabeça-de-lista da CDU em Lisboa, a culpa é do PS.
“A direita avança e ganha crédito sempre que o PS lhe abre portas, sempre que o PS rasgou as suas promessas de esquerda, sempre que o PS caçou votos em nome de um alegado perigo que rapidamente esqueceu”, sublinhou.
Numa intervenção de cerca de 25 minutos, Jerónimo de Sousa voltou a destacar parecenças entre PS e PSD: têm, sustentou, “a mesmíssima veneração perante o capital financeiro, a mesmíssima recusa de fazer pagar à banca os impostos que qualquer pequeno ou médio empresário se vê obrigado a pagar”.
Semelhanças que se estendem ao Código do Trabalho, à “injusta distribuição do rendimento nacional, na promoção de “financeirização da economia, em detrimento dos sectores produtivos”.
Ambos desenvolvem “manobras de ocultação e mistificação para fazer esquecer o seu passado”, disse, recordando o apelo do líder do CDS, Paulo Portas, para que os portugueses “não olhem para as políticas, mas para as pessoas”, porque “querem fazer das eleições uma espécie da concurso de beleza, esquecendo tudo o que são e o que fizeram”.
“E depois admiram-se do Berlusconi. Eu não digo que Paulo Portas seja tão jeitoso como aquelas candidatas que Berlusconi queria indicar, mas o sentido é o mesmo, como se isto fosse uma questão de candidatos mais ou menos simpáticos, mais ou menos bonitos”, ironizou.
PS, PSD e CDS “bem podem limpar as mãos à parede”, porque “fizeram coisas muito feias, quando levaram a que este país seja hoje mais injusto, mais desigual, mais dependente, mais endividado”.
Jerónimo diz que PS ganhou porque enganou portugueses com “papão da direita”
20.09.2009 - 19h46 Lusa
O líder do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou hoje no Porto que o PS tem sido eleito porque engana os portugueses com o “papão da direita”, alertando que a actual situação do país não permite “novos enganos”.
No comício da CDU no Palácio do Cristal, onde o secretário-geral do PCP disse estarem “cerca de 5.000 pessoas”, Jerónimo de Sousa afirmou que “não se combate a direita fazendo-lhe o frete de fazer a política que é dessa mesma direita”.
“Não venha agora o PS agitar o papão do PSD e da direita, para continuar a fazer o que a direita gostaria de fazer directamente”, afirmou Jerónimo de Sousa.
Para o líder comunista, “é em nome desse papão que o PS tem conseguido ganhar eleição após eleição e levar ao engano milhares de eleitores”, mas agora “o tempo e a situação do país não está para novos enganos”.
Se a direita cresce, diz o cabeça-de-lista da CDU em Lisboa, a culpa é do PS.
“A direita avança e ganha crédito sempre que o PS lhe abre portas, sempre que o PS rasgou as suas promessas de esquerda, sempre que o PS caçou votos em nome de um alegado perigo que rapidamente esqueceu”, sublinhou.
Numa intervenção de cerca de 25 minutos, Jerónimo de Sousa voltou a destacar parecenças entre PS e PSD: têm, sustentou, “a mesmíssima veneração perante o capital financeiro, a mesmíssima recusa de fazer pagar à banca os impostos que qualquer pequeno ou médio empresário se vê obrigado a pagar”.
Semelhanças que se estendem ao Código do Trabalho, à “injusta distribuição do rendimento nacional, na promoção de “financeirização da economia, em detrimento dos sectores produtivos”.
Ambos desenvolvem “manobras de ocultação e mistificação para fazer esquecer o seu passado”, disse, recordando o apelo do líder do CDS, Paulo Portas, para que os portugueses “não olhem para as políticas, mas para as pessoas”, porque “querem fazer das eleições uma espécie da concurso de beleza, esquecendo tudo o que são e o que fizeram”.
“E depois admiram-se do Berlusconi. Eu não digo que Paulo Portas seja tão jeitoso como aquelas candidatas que Berlusconi queria indicar, mas o sentido é o mesmo, como se isto fosse uma questão de candidatos mais ou menos simpáticos, mais ou menos bonitos”, ironizou.
PS, PSD e CDS “bem podem limpar as mãos à parede”, porque “fizeram coisas muito feias, quando levaram a que este país seja hoje mais injusto, mais desigual, mais dependente, mais endividado”.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

