TERRORISMO POÉTICO
António Pedro Ribeiro
Não há maiorias absolutas e isso é bom. Agora só falta que a esquerda suba, MRPP inclusivé. Mantemos uma velha relação de amor com José Sócrates- até lhe dedicámos o livro "Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro"- mas é-nos praticamente indiferente que ganhe Sócrates ou Ferreira Leite. Ambos são castradores e inimigos da vida. Defendemos a esquerda mas temos consciência de que estamos à esquerda da esquerda. Preconizamos o terrorismo poético como o de alguns camaradas de Braga que pegaram fogo à porta da Câmara e a duas dependências bancárias, sem intenção de roubar nada. Finalmente, um acto anti-capitalista, um acto anarquista. Se estivéssemos no poder encerrávamos imediatamente a bolsa e nacionalizávamos os bancos. Mas nós não estamos interessados no poder. Só estamos interessados na revolução.
sábado, 19 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
GARCIA PEREIRA
Legislativas
Garcia Pereira acusa Sócrates de “distrair” eleitorado com "questões fracturantes"
08.09.2009 - 08h52 Lusa
O líder do PCTP/MRPP, Garcia Pereira, defendeu que José Sócrates e Manuela Ferreira Leite são iguais "no essencial" e acusou o secretário-geral socialista de ser "um personagem profundamente neoliberal" que usa as "questões fracturantes" para "distrair" o eleitorado.
António Garcia Pereira considerou "uma evidência para qualquer cidadão minimamente crítico" que PS e PSD são idênticos "em todos os campos essenciais". "Evidentemente que depois há aquelas chamadas causas fracturantes, com base nas quais se procura distrair a atenção dos cidadãos e até permitir que um personagem profundamente neoliberal e profundamente defensor dos princípios da política neoliberal, como é José Sócrates, possa aparecer com uns laivos de esquerda", afirmou.
Neste sentido, Garcia Pereira considera que "no que diz respeito aos problemas essenciais do país, o programa de destruição da capacidade produtiva do país, de venda a retalho dos recursos do país, da aposta num modelo produtivo assente nos baixos salários e no trabalho pouco qualificado e com poucos ou nenhuns direitos", José Sócrates e Ferreira Leite "são exactamente iguais".
O líder do MRPP diz que é favorável, por exemplo, à legalização do casamento homossexual, mas que essa não é uma questão "essencial para resolver os problemas do país, como "criar economia". Favorável ao início imediato de grandes obras públicas como o TGV, a nova travessia do Tejo, o novo aeroporto e mais portos para "aproveitar" a extensa costa portuguesa, o advogado lisboeta considera no entanto que Portugal cometeu um "erro estratégico" ao apostar no transporte de mercadorias pela rodovia e não pela ferrovia, "mais barato, mais cómodo e não agressivo para o ambiente".
Confrontado com o facto de partidos à esquerda do PS, como o PCTP/MRPP, o Bloco de Esquerda e o PCP nunca terem chegado a um entendimento para se candidatarem juntos às eleições legislativas, Garcia Pereira respondeu que isso é "virtualmente impossível", porque "só é possível estabelecer uma aliança com princípios" entre partidos "se se conhecer esses princípios".
"É difícil fazer qualquer espécie de aliança com partidos que não tenham programa, que não tenham projecto, que não se saiba que tipo de sociedade é que defendem e como é que se chega lá, que é exactamente o caso do Bloco de Esquerda", criticou António Garcia Pereira. Para Garcia Pereira, "o primeiro e principal instrumento de defesa de que as ideologias já não têm hoje lugar e que tudo pode ser substituído por uma acção circustancial e sem um norte fundamental é o Bloco de Esquerda".
"O resultado é que foi o Bloco que na noite das eleições [legislativas de 2005], que puseram no poder José Sócrates, saudou vivamente essa eleição apresentando-a como uma vitória da esquerda. A única força política que disse que era uma vitória da direita e de um programa político de defesa dos grandes interesses financeiros foi o PCTP/MRPP", acrescentou.
Garcia Pereira acusa Sócrates de “distrair” eleitorado com "questões fracturantes"
08.09.2009 - 08h52 Lusa
O líder do PCTP/MRPP, Garcia Pereira, defendeu que José Sócrates e Manuela Ferreira Leite são iguais "no essencial" e acusou o secretário-geral socialista de ser "um personagem profundamente neoliberal" que usa as "questões fracturantes" para "distrair" o eleitorado.
António Garcia Pereira considerou "uma evidência para qualquer cidadão minimamente crítico" que PS e PSD são idênticos "em todos os campos essenciais". "Evidentemente que depois há aquelas chamadas causas fracturantes, com base nas quais se procura distrair a atenção dos cidadãos e até permitir que um personagem profundamente neoliberal e profundamente defensor dos princípios da política neoliberal, como é José Sócrates, possa aparecer com uns laivos de esquerda", afirmou.
Neste sentido, Garcia Pereira considera que "no que diz respeito aos problemas essenciais do país, o programa de destruição da capacidade produtiva do país, de venda a retalho dos recursos do país, da aposta num modelo produtivo assente nos baixos salários e no trabalho pouco qualificado e com poucos ou nenhuns direitos", José Sócrates e Ferreira Leite "são exactamente iguais".
O líder do MRPP diz que é favorável, por exemplo, à legalização do casamento homossexual, mas que essa não é uma questão "essencial para resolver os problemas do país, como "criar economia". Favorável ao início imediato de grandes obras públicas como o TGV, a nova travessia do Tejo, o novo aeroporto e mais portos para "aproveitar" a extensa costa portuguesa, o advogado lisboeta considera no entanto que Portugal cometeu um "erro estratégico" ao apostar no transporte de mercadorias pela rodovia e não pela ferrovia, "mais barato, mais cómodo e não agressivo para o ambiente".
Confrontado com o facto de partidos à esquerda do PS, como o PCTP/MRPP, o Bloco de Esquerda e o PCP nunca terem chegado a um entendimento para se candidatarem juntos às eleições legislativas, Garcia Pereira respondeu que isso é "virtualmente impossível", porque "só é possível estabelecer uma aliança com princípios" entre partidos "se se conhecer esses princípios".
"É difícil fazer qualquer espécie de aliança com partidos que não tenham programa, que não tenham projecto, que não se saiba que tipo de sociedade é que defendem e como é que se chega lá, que é exactamente o caso do Bloco de Esquerda", criticou António Garcia Pereira. Para Garcia Pereira, "o primeiro e principal instrumento de defesa de que as ideologias já não têm hoje lugar e que tudo pode ser substituído por uma acção circustancial e sem um norte fundamental é o Bloco de Esquerda".
"O resultado é que foi o Bloco que na noite das eleições [legislativas de 2005], que puseram no poder José Sócrates, saudou vivamente essa eleição apresentando-a como uma vitória da esquerda. A única força política que disse que era uma vitória da direita e de um programa político de defesa dos grandes interesses financeiros foi o PCTP/MRPP", acrescentou.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
POESIA DE CHOQUE
Amanhã, dia 17, pelas 21,30 h há POESIA DE CHOQUE no Clube Literário do Porto com Luís Carvalho e António Pedro Ribeiro. Sempre a abrir.
sábado, 12 de setembro de 2009
PCTP/MRPP
PCTP/MRPP diz que Cavaco deveria "pensar melhor no que diz" antes de falar na campanha
12.09.2009 - 15h11 Lusa
O PCTP/MRPP afirmou hoje que o Presidente da República "devia pensar melhor no que diz" antes de falar sobre a campanha e contestou que apenas tenham acesso à palavra e aos debates os partidos com assento parlamentar.
Segundo o PCTP/MRPP, "se Cavaco Silva estivesse minimamente preocupado, o que devia ter feito era denunciar o completo e generalizado silenciamento das candidaturas extra-parlamentares e censura deliberada das correntes de opinião fora do arco do poder que, através delas, se apresentam ao eleitorado".
O Presidente da República, Cavaco Silva, disse sexta-feira esperar que durante a campanha eleitoral para as legislativas "haja elevação nos debates" entre os vários candidatos e apelou à contenção nas despesas, "porque o tempo é difícil, nesta campanha".
Para o PCTP/MRPP, Cavaco Silva "devia pensar melhor no que diz" antes de falar sobre as suas preocupações acerca da campanha eleitoral em curso.
"Só têm direito à palavra e acesso aos debates o partido do Presidente e os restantes partidos até agora com assento no Parlamento, e assim eleitos agora previamente pela comunicação social pública e privada, ao arrepio dos mais básicos princípios democráticos consagrados na Constituição e na lei ordinária", sustentam em comunicado.
O partido considera que esta conduta "põe irremediavelmente em causa a natureza democrática destas eleições".
12.09.2009 - 15h11 Lusa
O PCTP/MRPP afirmou hoje que o Presidente da República "devia pensar melhor no que diz" antes de falar sobre a campanha e contestou que apenas tenham acesso à palavra e aos debates os partidos com assento parlamentar.
Segundo o PCTP/MRPP, "se Cavaco Silva estivesse minimamente preocupado, o que devia ter feito era denunciar o completo e generalizado silenciamento das candidaturas extra-parlamentares e censura deliberada das correntes de opinião fora do arco do poder que, através delas, se apresentam ao eleitorado".
O Presidente da República, Cavaco Silva, disse sexta-feira esperar que durante a campanha eleitoral para as legislativas "haja elevação nos debates" entre os vários candidatos e apelou à contenção nas despesas, "porque o tempo é difícil, nesta campanha".
Para o PCTP/MRPP, Cavaco Silva "devia pensar melhor no que diz" antes de falar sobre as suas preocupações acerca da campanha eleitoral em curso.
"Só têm direito à palavra e acesso aos debates o partido do Presidente e os restantes partidos até agora com assento no Parlamento, e assim eleitos agora previamente pela comunicação social pública e privada, ao arrepio dos mais básicos princípios democráticos consagrados na Constituição e na lei ordinária", sustentam em comunicado.
O partido considera que esta conduta "põe irremediavelmente em causa a natureza democrática destas eleições".
DA CARLINHA-CARLA OM
... não às leis não às normas não aos reguladores sociais sou eu própria e quero bater com os pés na areia quente da jamaica !
Ir curtir sentir o meu passado dançar na rua não me submeto a verdades de ninguém ... autoridade pro estado quero que se fodam todos ! nem lhes admito (ya um discurso meio fascizóide poluem energias divinas e puras querem fazer a revolução com hipocrisia . amén ! ...) No watch tv there s a chip and it can blow up your mind in tweenty seconds ! no nore news are allowed (o mundo sem arte em tons de cinzento ´´´melhor o satanismo do que compactuar ...em espanha à boleia escrevi o carla la veritá ... era a minha informação num guardanapo gigante de um restaurante ! que nice !
We have been controled by sensuality the world is changing I can feel it light flowers in the air crawling I can see draws (colective draws! meine imaginarium !!! ,,,, ! exotic draws made by the feeling ... cést la criativité !!! ...
nota de autor
para quem curte fazer uma viagem mental cósmica ... hi pois .... espera se um boom explosivo ! ... saludos !
Carla aka une drole fille qui dance à la rue !
Ir curtir sentir o meu passado dançar na rua não me submeto a verdades de ninguém ... autoridade pro estado quero que se fodam todos ! nem lhes admito (ya um discurso meio fascizóide poluem energias divinas e puras querem fazer a revolução com hipocrisia . amén ! ...) No watch tv there s a chip and it can blow up your mind in tweenty seconds ! no nore news are allowed (o mundo sem arte em tons de cinzento ´´´melhor o satanismo do que compactuar ...em espanha à boleia escrevi o carla la veritá ... era a minha informação num guardanapo gigante de um restaurante ! que nice !
We have been controled by sensuality the world is changing I can feel it light flowers in the air crawling I can see draws (colective draws! meine imaginarium !!! ,,,, ! exotic draws made by the feeling ... cést la criativité !!! ...
nota de autor
para quem curte fazer uma viagem mental cósmica ... hi pois .... espera se um boom explosivo ! ... saludos !
Carla aka une drole fille qui dance à la rue !
terça-feira, 8 de setembro de 2009
A PRIMEIRA VISÃO
Braga, 6 de Setembro de 1990. Um homem sai de casa, na rua Nova de Santa Cruz, com uma faca de plástico no bolso. Dirige-se à redacção do já extinto jornal "Minho", cujo director o tinha desafiado a escrever um texto crítico acerca do hipermercado "Feira Nova", que tinha deixado de pagar a publicidade ao jornal. O homem, então com 22 anos, vinha de um concerto com a banda "Ébrios" na discoteca "Função Pública" e tinha recebido uma proposta do seu amigo Jaime Lousa para entrar num filme onde se deslocaria ao "Feira Nova" para comprar um ovo. O homem, em vez de escrever o artigo, decidiu distribuir panfletos anti-consumistas e a favor dos pequenos comerciantes no "Feira Nova", tarefa em que foi auxiliado por elementos indicados pelo jornal "Minho". Durante a tarde, começaram a correr pela cidade boatos, veículados pela comunicação social local, de que o Che Guevara tinha mandado fechar o "Feira Nova". O homem ia na rua e sentia que as pessoas o olhavam. Duas beatas largaram as compras e começaram a gritar apavoradas "é o Che! É o Che!", velhotes faziam-lhe continência na avenida, operários largavam as obras à sua passagem. O homem começou a convencer-se de que era mesmo o Che Guevara. Dirigiu-se à "Brasileira", onde começou a dar vivas à revolução. O homem estava convencido de que estava a fazer a revolução. E esta foi a primeira visão.
LEOPOLDO
Há dias, na Póvoa, no "Berlim", um desconhecido sentou-se à minha mesa. Começou por dizer que sempre que via alguém sozinho tinha esse hábito de se sentar à mesa das pessoas. Contou-me que tinha sido pescador e que tinha deixado de o ser por causa de problemas psicológicos. Chamava-se Leopoldo. Depois falámos do mundo que não presta e que já terá sido melhor, das pessoas que têm medo umas das outras, da amizade que está em crise. Falámos também das doenças psiquiátricas e de como as pessoas que delas sofrem são estigmatizadas pela sociedade. Depois apertamos as mãos despedimo-nos. Há já algum tempo que não me aconteciam coisas destas.
domingo, 6 de setembro de 2009
POEMA À GAJA DA MESA DO FUNDO

POEMA À GAJA DA MESA DO FUNDO
Está-me a bater aquela gaja da mesa do fundo
Estás-me a bater, gaja da mesa do fundo!
Olha! Vais lá para fora,
Que pena!
Agora que te ia oferecer o poema
Sabes que às vezes escrevo umas coisas fora do comum
Sabes que às vezes escrevo o que ninguém espera
Mas, olha, paciência
Já estou a olhar para outra
Sabes que me deixei de apaixonar facilmente
Por isso é-me difícil mudar de gaja
Mesmo que esteja sozinho
Vou tendo uma gaja
Sabes, assim para as emergências
A verdade, gaja,
É que fiquei vidrado em ti
Aquelas paixões que vêm de vez em quando
Ah! Afinal ainda sou capaz de me apaixonar
Estás-me a bater, gaja que já não estás
Na mesa do fundo
E venha a cerveja, ó Adriano!
Que isto de criar não é para todos
O poeta está com sede
O mundo assim não avança.
“Piolho”, 19.8.2009
DOIDO
DOIDO
Para a Cláudia
Sou doido. Só posso ser doido. Vou disfarçando em sociedade mas a verdade é que sou completamente doido. Sou como o Jim. Já tive momentos públicos de loucura e vou voltar a ter. No fundo, até gosto. Este personagem atinadinho faz-me bocejar de tédio. Sou doido. Só posso ser doido. Eu gosto é mesmo da festa, da celebração, do animal de palco. É aí que eu acredito no amor, na vida, na vibração. Sou doido, completamente doido, fora da tua realidade, minha rica. Só estou bem quando me liberto. Quando me fecho sou um chato. Só doido me sinto bem. Não há aqui manias. A mania é a loucura. Não tem outro nome. Olha, vou escrever tudo o que me vier à cabeça. Tudo? Pronto, quase tudo. As gajas agora vêm em grupos de gajas ao “Piolho”. Se eu estivesse em estado de loucura metia logo conversa com elas. Ainda não estou. Dizes que estou a 20 quilos de ter as gajas todas na mão. Se fosse assim valia a pena o esforço. Mesmo assim há umas bêbadas que se fazem e outras doidas na net, para além das “porno-stars”. Mas acredita que eu sou essencialmente doido como o Jim. Vou disfarçando, é o que é. Se estivesse em estado de mania desatava aos berros aqui no “Piolho”. Só uma ténue fronteira me impede de fazê-lo neste momento. Bem, pelo menos, fazes-me escrever. Poucas o fazem. Já te podes sentir satisfeita, triunfal até. Só falta uma gaja dirigir-se a mim agora: “o senhor está a escrever sobre nós, o senhor alimenta-se das nossas conversas”. O senhor é doido, minha rica. O senhor está-se a cagar para as vossas conversas. As vossas conversas não são mais do que a matéria-prima do poeta. Estamos na fábrica. Continuamos na fábrica. Só a minha loucura é real. Tudo o resto são criações minhas. És uma criação minha, minha rica! A merda da cerveja está a acabar. Essa é a minha realidade. Esse é o único problema real que tenho. Que se fodam as gajas! Não passam de um monte de mamas e de cu e de cabelos e de cona que crio na minha cabeça. Não sei para que é lhes damos tanta importância. O que importa é a cerveja e o papel, a tinta, a caneta e a minha loucura. Isso é que importa. Bem sei que estou a ser cruel com as gajas. 21:39. Tem piada que as gajas agora vêm sozinhas, isto é, sem gajos, ao “Piolho”. Isto hoje está mesmo a render. Vivam as gajas! Afinal sempre servem para alguma coisa. Mas confesso que, neste momento, preciso mais de cerveja do que de gajas. Traz mais uma, ó Adriano! Uma cerveja e uma gaja, duas gajas, até podem ser aquelas lá do fundo. Porra, isto é que é estar inspirado. Isto é que é escrever. Isto é a santa loucura, António. Nunca fui tão longe. E agora só vejo gajas, só vejo gajas à minha frente. Algumas são feias, claro, essas que se fodam. E é assim. Mesmo sem falar com ninguém há mais de uma hora um gajo diverte-se. E chegam mais gajas. Isto hoje é sempre a abrir. Um gajo até se perde.
Para a Cláudia
Sou doido. Só posso ser doido. Vou disfarçando em sociedade mas a verdade é que sou completamente doido. Sou como o Jim. Já tive momentos públicos de loucura e vou voltar a ter. No fundo, até gosto. Este personagem atinadinho faz-me bocejar de tédio. Sou doido. Só posso ser doido. Eu gosto é mesmo da festa, da celebração, do animal de palco. É aí que eu acredito no amor, na vida, na vibração. Sou doido, completamente doido, fora da tua realidade, minha rica. Só estou bem quando me liberto. Quando me fecho sou um chato. Só doido me sinto bem. Não há aqui manias. A mania é a loucura. Não tem outro nome. Olha, vou escrever tudo o que me vier à cabeça. Tudo? Pronto, quase tudo. As gajas agora vêm em grupos de gajas ao “Piolho”. Se eu estivesse em estado de loucura metia logo conversa com elas. Ainda não estou. Dizes que estou a 20 quilos de ter as gajas todas na mão. Se fosse assim valia a pena o esforço. Mesmo assim há umas bêbadas que se fazem e outras doidas na net, para além das “porno-stars”. Mas acredita que eu sou essencialmente doido como o Jim. Vou disfarçando, é o que é. Se estivesse em estado de mania desatava aos berros aqui no “Piolho”. Só uma ténue fronteira me impede de fazê-lo neste momento. Bem, pelo menos, fazes-me escrever. Poucas o fazem. Já te podes sentir satisfeita, triunfal até. Só falta uma gaja dirigir-se a mim agora: “o senhor está a escrever sobre nós, o senhor alimenta-se das nossas conversas”. O senhor é doido, minha rica. O senhor está-se a cagar para as vossas conversas. As vossas conversas não são mais do que a matéria-prima do poeta. Estamos na fábrica. Continuamos na fábrica. Só a minha loucura é real. Tudo o resto são criações minhas. És uma criação minha, minha rica! A merda da cerveja está a acabar. Essa é a minha realidade. Esse é o único problema real que tenho. Que se fodam as gajas! Não passam de um monte de mamas e de cu e de cabelos e de cona que crio na minha cabeça. Não sei para que é lhes damos tanta importância. O que importa é a cerveja e o papel, a tinta, a caneta e a minha loucura. Isso é que importa. Bem sei que estou a ser cruel com as gajas. 21:39. Tem piada que as gajas agora vêm sozinhas, isto é, sem gajos, ao “Piolho”. Isto hoje está mesmo a render. Vivam as gajas! Afinal sempre servem para alguma coisa. Mas confesso que, neste momento, preciso mais de cerveja do que de gajas. Traz mais uma, ó Adriano! Uma cerveja e uma gaja, duas gajas, até podem ser aquelas lá do fundo. Porra, isto é que é estar inspirado. Isto é que é escrever. Isto é a santa loucura, António. Nunca fui tão longe. E agora só vejo gajas, só vejo gajas à minha frente. Algumas são feias, claro, essas que se fodam. E é assim. Mesmo sem falar com ninguém há mais de uma hora um gajo diverte-se. E chegam mais gajas. Isto hoje é sempre a abrir. Um gajo até se perde.
REI LAGARTO

REI LAGARTO
Pôr à prova os limites da realidade
Rejeitar a realidade do rebanho
Do está tudo bem
Da sobrevivência
Ir à essência
Com Nietzsche e Morrison
Ser um mago
No lago
Da serpente
Ser demente
Gritar
Assustar toda a gente
Estar para lá das convenções
E das opiniões
Beber até ao sol nascer
Dançar com os índios
Em volta do totem
Chamar Dionisos
Chamar o xamã
Ir até ao fim
Ser o “Lizard King”
Ser capaz de tudo
Atravessar os mares
E os desertos
Conquistar cidades
E vontades
Ficar para além do bem e do mal
Caminhar na corda-bamba do devir
Transgredir
Ultrapassar todos os limites
Ir até ao infinito
Matar Deus
E o pecado
Atravessar a nado para o outro lado
Atravessar a nado para o outro lado
Atravessar a nado para o outro lado…
REFLEXÕES

DIÁRIO
Não, não estou fora da realidade. Apenas elimino as partes da realidade que não me interessam. A realidade económica não me interessa! Outros que estudem o emprego, a inflação, a crise. Outros que sejam realistas. E que façam contas e balanços. A mim o que me interessa é a vida. A vida plena, autêntica, vivida no sentido nietzscheano. Não me parece que isso tenha a ver com estatísticas, nem com gráficos, nem com curvas. As únicas curvas que me interessam são as da mulher. E a mulher dá a vida. E a mulher é a vida. A vida é o instante que se prolonga até à eternidade. Nada tem a ver com o tédio, com o trabalho, com a rotina. Aliás, o trabalho mata a vida. Por isso, decidi não trabalhar. Ou melhor, só “trabalho” naquilo que me interessa, naquilo que me eleva o espírito. Escrevo, estudo, leio- eis o que faço. Mas só o faço porque me dá gozo fazê-lo ou então porque sei que estou à procura duma verdade, de um conhecimento. Estou a tentar atravessar para um reino mais puro, mais livre, como defendia Jim Morrison. Para isso tive de ultrapassar uma data de preconceitos, uma data de frases feitas de que a maior parte dos membros da sociedade não se consegue livrar. Para isso, tive de aprender com a minha solidão. “Solitário, segue o caminho que conduz a ti mesmo”, outra vez Nietzsche. Foi com a solidão dos livros, com a solidão dos cafés que encontrei o caminho que conduz a mim mesmo. Foi com “Assim Falava Zaratustra”, com “Plexus” de Henry Miller que me encontrei. E agora não há volta a dar-lhe. Já fiz a síntese. Estou a chegar onde queria, onde sempre quis chegar. Para isso não preciso de fazer grandes viagens, nem de grande dinheiro, nem de trabalho. Há dias em que me basta vir até ao “Piolho”,tomar um café, ter papel e caneta. E talvez dar uns bons passeios a pé como Nietzsche fazia. Há dias em que quase nem preciso falar com as pessoas. Há pessoas que ainda me dizem muito, claro. Não prescindo delas. Mas eu habituei-me à companhia da solidão. Por muito que ela me custe às vezes sei que é na solidão que eu consigo criar, que consigo acrescentar algo ao mundo. Ao mundo que eu não aceito que seja sobrevivência, que eu não aceito que seja imposição, que eu não aceito que seja castração. Talvez sim, esteja a travar uma batalha contra a realidade, contra esta realidade, talvez, como Morrison, esteja ,de novo, a pôr à prova os limites da realidade. Sou eu que estou certo, não é o mundo. Não tenho de aceitar a realidade dos economistas, não tenho de aceitar a realidade dos banqueiros, não tenho de aceitar a realidade dos políticos, não tenho de aceitar a realidade do rebanho. Sim, é isso. Sair do rebanho, abandonar a populaça, mesmo estando em contacto com ela. Como me sinto sublime agora. Já estou em condições de passar a palavra.
NA PÓVOA APOIAMOS O BLOCO
"A Póvoa de Varzim precisa de romper com o poder dos grandes negócios do imobiliário e da construção desenfreada que têm desgovernado a cidade. Precisa de mais e melhor cidadania, mais rigor e transparência; mais e melhor qualidade de vida, mais solidariedade. É tempo de mudar de políticas e de protagonistas.
Candidatamo-nos porque acreditamos que não há determinismos e, como dizia Camus, acreditamos «que a verdadeira generosidade para com o futuro consiste em dar tudo ao presente». Juntar forças para transformar a política e os quotidianos de quem vive e trabalha neste Concelho é a proposta que vos trazemos.
Aprofundar a democracia significa o compromisso de olhar para as pessoas e ver mais do que a cruz que fizeram, ou não fizeram, no boletim de voto. Significa perceber que as pessoas têm ideias e que devem ser incentivadas a participar e a decidir sobre as políticas que mexem com os seus quotidianos. Por isso achamos que a participação democrática não é uma flor que se põe na lapela nem muito menos um chavão que se usa em campanhas eleitorais. É um exercício complexo, mas transformador.
Acreditamos nas capacidades das pessoas pensarem os seus problemas e encontrarem as soluções e por isso achamos que o poder Ihes deve ser devolvido: incentivando-as a participar e a decidir sobre as prioridades de investimento para o Concelho, através do Orçamento participativo; descentralizando as reuniões das Assembleias por todas as Freguesias para que as pessoas possam conhecer, participar e intervir nas discussões que decidem a sua vida; dando-lhes a palavra no início das reuniões e não no final, de modo a que o que dizem seja levado em linha de conta nessa mesma reunião e não seja apenas uma rotina que tem de ser cumprida.
A especulação imobiliária e as negociatas parecem ser o modus operandi da Câmara Municipal. O PDM é alterado ao sabor das conveniências e das clientelas e o interesse público parece não fazer parte do seu léxico. Apesar do centro da Póvoa ser densamente urbanizado, nem por isso é densamente povoado. Parte importante do edificado está devoluto, funciona como segunda habitação, e por isso à noite a Póvoa é quase uma cidade deserta. Uma cidade que constrói furiosamente, mas que expulsa do seu centro os habitantes, em particular os jovens, é uma cidade doente. Por isso defendemos uma política de construção zero e a promoção de uma bolsa de arrendamentos a preços sociais de modo a que o centro da cidade possa ser repovoado.
O avanço do mar está a provocar problemas ambientais e económicos demasiado sérios para ser encarado com leviandade. Os banheiros e toda a economia de praia ressentem-se mais a cada ano que passa. Defendemos que a areia resultante das dragagens da barra seja devolvida às praias e que não funcione como moeda de troca para a sua remoção.
Mas a afirmação da Póvoa não pode fazer-se apenas pela oferta de sol e praia. Essa estratégia tem estrangulado outros sectores e conduziu a um quase beco sem saída. É preciso que o turismo seja encarado como uma oportunidade de desenvolvimento de todo o Concelho e não apenas da costa litoral. Cremos que é necessário convocar a imaginação para inventar e experimentar novas ideias. Propomos, entre outras coisas, a credenciação das casas que todos os anos são alugadas, por temporada, aos turistas. Certificá-Ias e incluí-Ias numa lista oficialmente divulgada permitiria não apenas a oferta de um turismo com características diferentes, mas também apoiar as famílias que fazem do aluguer da sua casa uma forma de obtenção de rendimento. Da mesma maneira, cremos que a implementação, no sector da restauração, da Ementa Quilómetro O, que consiste na criação de pratos gastronómicos confeccionados com os produtos aqui produzidos, poderia permitir uma maior interacção entre os diversos sectores de actividade. A Póvoa é uma terra de peixe e produtos hortícolas. Valorizá-los e promovê-los permite não apenas que os produtores encontrem outras formas de escoamento para os seus produtos, mas também que ambiente seja protegido, na medida em que a utilização de produtos locais reduz a pegada ecológica.
«Sem a cultura, e a liberdade relativa que ela pressupõe, a sociedade, por mais perfeita que seja, não passa de uma selva». Uma vez mais socorro-me das palavras de Camus para vos dar conta daquilo que pensamos e propomos.
É inadmissível que o Cine- Teatro Garrett, apesar das promessas eleitorais, continue encerrado e, em virtude desse facto, manifestações tão importantes como o Festival de Música não possa ter no seu programa a actuação de uma orquestra por falta de um espaço condigno capaz de a albergar. A adjudicação da empreitada para a sua recuperação data de Setembro de 2008 e o prazo de execução acordado foi de 14 meses. Importa referir que desde 2005 que a Câmara anuncia que «Vem aí o Garrett», mas volvidos quatro anos, o Executivo continua a revelar-se incompetente para o reabrir. Defendemos a sua imediata reabertura e exigimos uma programação cultural sistemática e abrangente, de modo a que a cultura não seja privilégio dê uns, mas antes património de todos.
A Câmara não tem políticas de apoio à criação cultural. A sua política é a de compra de espectáculos, ao invés de apoiar e investir nos produtores e agentes culturais do Concelho. Apoiar a produção cultural e descentralizar a oferta são formas de combater o isolamento e abandono das Freguesias mais periféricas e de apostar na qualificação das populações.
Numa terra que tem um dos mais baixos PIB per capita do país, a criação de respostas torna-se urgente. Defendemos a criação de um Gabinete de Emergência Social, capaz de ajudar as pessoas a procurarem emprego, a fazerem valer os seus direitos e a serem promotoras e autoras de projectos capazes de criarem emprego e auto-emprego. Promover uma cantina, com preços sociais, é outra das formas de ajudar as pessoas a sobreviverem com dignidade.
Com uma taxa de desemprego galopante no Concelho, o BE propõe que a relação com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) seja melhorada, no sentido de informar e apoiar os cidadãos e cidadãs nessa situação. Da mesma forma, é necessário que a autarquia assuma responsabilidades no incentivo à inovação, formação e reconversão profissionais.
Uma cidade é composta por homens e mulheres. Pensar uma cidade livre de sexismo implica tomar medidas concretas e perceber que há quotidianos diferenciados, que as pessoas não tiveram nem têm todas as mesmas oportunidades, que das mulheres ainda se espera que trabalhem fora e dentro de casa. Uma autarquia comprometida com a emancipação deve tomar medidas que alterem quotidianos, que combatam a opressão. Defendemos que a Póvoa seja uma cidade amiga das mulheres, uma cidade women friendly, e que implemente serviços e redes de apoio que as/nos apoiem: criando um centro de atendimento e uma Casa Abrigo para mulheres vítimas de violência, em parceria com associações de mulheres e/ou ONG's, desenvolvendo campanhas de sensibilização contra a violência sobre as mulheres; implementando uma rede de serviços sociais de apoio ao trabalho doméstico; criando uma rede pública e gratuita de creches e infantários, que garantam horários diversificados, nomeadamente o horário nocturno.
Eduardo Galeano dizia ter «(...) saudades de um país que ainda não existe no mapa». Façamos nós da Póvoa uma cidade desse mapa. "
DISCURSO DE APRESENTAÇÃO DE ANDREA PENICHE, CANDIDATA DO BLOCO DE ESQUERDA À CÂMARA DA PÓVOA DE VARZIM
Candidatamo-nos porque acreditamos que não há determinismos e, como dizia Camus, acreditamos «que a verdadeira generosidade para com o futuro consiste em dar tudo ao presente». Juntar forças para transformar a política e os quotidianos de quem vive e trabalha neste Concelho é a proposta que vos trazemos.
Aprofundar a democracia significa o compromisso de olhar para as pessoas e ver mais do que a cruz que fizeram, ou não fizeram, no boletim de voto. Significa perceber que as pessoas têm ideias e que devem ser incentivadas a participar e a decidir sobre as políticas que mexem com os seus quotidianos. Por isso achamos que a participação democrática não é uma flor que se põe na lapela nem muito menos um chavão que se usa em campanhas eleitorais. É um exercício complexo, mas transformador.
Acreditamos nas capacidades das pessoas pensarem os seus problemas e encontrarem as soluções e por isso achamos que o poder Ihes deve ser devolvido: incentivando-as a participar e a decidir sobre as prioridades de investimento para o Concelho, através do Orçamento participativo; descentralizando as reuniões das Assembleias por todas as Freguesias para que as pessoas possam conhecer, participar e intervir nas discussões que decidem a sua vida; dando-lhes a palavra no início das reuniões e não no final, de modo a que o que dizem seja levado em linha de conta nessa mesma reunião e não seja apenas uma rotina que tem de ser cumprida.
A especulação imobiliária e as negociatas parecem ser o modus operandi da Câmara Municipal. O PDM é alterado ao sabor das conveniências e das clientelas e o interesse público parece não fazer parte do seu léxico. Apesar do centro da Póvoa ser densamente urbanizado, nem por isso é densamente povoado. Parte importante do edificado está devoluto, funciona como segunda habitação, e por isso à noite a Póvoa é quase uma cidade deserta. Uma cidade que constrói furiosamente, mas que expulsa do seu centro os habitantes, em particular os jovens, é uma cidade doente. Por isso defendemos uma política de construção zero e a promoção de uma bolsa de arrendamentos a preços sociais de modo a que o centro da cidade possa ser repovoado.
O avanço do mar está a provocar problemas ambientais e económicos demasiado sérios para ser encarado com leviandade. Os banheiros e toda a economia de praia ressentem-se mais a cada ano que passa. Defendemos que a areia resultante das dragagens da barra seja devolvida às praias e que não funcione como moeda de troca para a sua remoção.
Mas a afirmação da Póvoa não pode fazer-se apenas pela oferta de sol e praia. Essa estratégia tem estrangulado outros sectores e conduziu a um quase beco sem saída. É preciso que o turismo seja encarado como uma oportunidade de desenvolvimento de todo o Concelho e não apenas da costa litoral. Cremos que é necessário convocar a imaginação para inventar e experimentar novas ideias. Propomos, entre outras coisas, a credenciação das casas que todos os anos são alugadas, por temporada, aos turistas. Certificá-Ias e incluí-Ias numa lista oficialmente divulgada permitiria não apenas a oferta de um turismo com características diferentes, mas também apoiar as famílias que fazem do aluguer da sua casa uma forma de obtenção de rendimento. Da mesma maneira, cremos que a implementação, no sector da restauração, da Ementa Quilómetro O, que consiste na criação de pratos gastronómicos confeccionados com os produtos aqui produzidos, poderia permitir uma maior interacção entre os diversos sectores de actividade. A Póvoa é uma terra de peixe e produtos hortícolas. Valorizá-los e promovê-los permite não apenas que os produtores encontrem outras formas de escoamento para os seus produtos, mas também que ambiente seja protegido, na medida em que a utilização de produtos locais reduz a pegada ecológica.
«Sem a cultura, e a liberdade relativa que ela pressupõe, a sociedade, por mais perfeita que seja, não passa de uma selva». Uma vez mais socorro-me das palavras de Camus para vos dar conta daquilo que pensamos e propomos.
É inadmissível que o Cine- Teatro Garrett, apesar das promessas eleitorais, continue encerrado e, em virtude desse facto, manifestações tão importantes como o Festival de Música não possa ter no seu programa a actuação de uma orquestra por falta de um espaço condigno capaz de a albergar. A adjudicação da empreitada para a sua recuperação data de Setembro de 2008 e o prazo de execução acordado foi de 14 meses. Importa referir que desde 2005 que a Câmara anuncia que «Vem aí o Garrett», mas volvidos quatro anos, o Executivo continua a revelar-se incompetente para o reabrir. Defendemos a sua imediata reabertura e exigimos uma programação cultural sistemática e abrangente, de modo a que a cultura não seja privilégio dê uns, mas antes património de todos.
A Câmara não tem políticas de apoio à criação cultural. A sua política é a de compra de espectáculos, ao invés de apoiar e investir nos produtores e agentes culturais do Concelho. Apoiar a produção cultural e descentralizar a oferta são formas de combater o isolamento e abandono das Freguesias mais periféricas e de apostar na qualificação das populações.
Numa terra que tem um dos mais baixos PIB per capita do país, a criação de respostas torna-se urgente. Defendemos a criação de um Gabinete de Emergência Social, capaz de ajudar as pessoas a procurarem emprego, a fazerem valer os seus direitos e a serem promotoras e autoras de projectos capazes de criarem emprego e auto-emprego. Promover uma cantina, com preços sociais, é outra das formas de ajudar as pessoas a sobreviverem com dignidade.
Com uma taxa de desemprego galopante no Concelho, o BE propõe que a relação com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) seja melhorada, no sentido de informar e apoiar os cidadãos e cidadãs nessa situação. Da mesma forma, é necessário que a autarquia assuma responsabilidades no incentivo à inovação, formação e reconversão profissionais.
Uma cidade é composta por homens e mulheres. Pensar uma cidade livre de sexismo implica tomar medidas concretas e perceber que há quotidianos diferenciados, que as pessoas não tiveram nem têm todas as mesmas oportunidades, que das mulheres ainda se espera que trabalhem fora e dentro de casa. Uma autarquia comprometida com a emancipação deve tomar medidas que alterem quotidianos, que combatam a opressão. Defendemos que a Póvoa seja uma cidade amiga das mulheres, uma cidade women friendly, e que implemente serviços e redes de apoio que as/nos apoiem: criando um centro de atendimento e uma Casa Abrigo para mulheres vítimas de violência, em parceria com associações de mulheres e/ou ONG's, desenvolvendo campanhas de sensibilização contra a violência sobre as mulheres; implementando uma rede de serviços sociais de apoio ao trabalho doméstico; criando uma rede pública e gratuita de creches e infantários, que garantam horários diversificados, nomeadamente o horário nocturno.
Eduardo Galeano dizia ter «(...) saudades de um país que ainda não existe no mapa». Façamos nós da Póvoa uma cidade desse mapa. "
DISCURSO DE APRESENTAÇÃO DE ANDREA PENICHE, CANDIDATA DO BLOCO DE ESQUERDA À CÂMARA DA PÓVOA DE VARZIM
sábado, 5 de setembro de 2009
Subscrever:
Mensagens (Atom)

