Palavras na Relva
valter hugo mãe, Tiago Gomes e Isaac Ferreira (30 Jul)
valter hugo mãe é escritor, vencedor do Prémio José Saramago, autor de livros como «o remorso de baltazar serapião» ou «o apocalipse dos trabalhadores». É vocalista do grupo Governo, que integra também Miguel Pedro e António Rafael (ambos dos Mão Morta) e Henrique Fernandes (também dos Mécanosphère).
Tiago Gomes nasceu em 1971, tem quatro livros de poesia editados e esgotados. Letrista do grupo A NAIFA e LINHA DA FRENTE. Vocalista e letrista do grupo OS INSPECTORES. Editor e produtor da revista BÍBLIA. Fundador da Galeria ZDB. Performer há muito dedicado à poesia em acção. Também conhecido, quando põe música, como DJ VAIPES. Lançou recentemente o livro "Auto-ajuda" e participa com Tó Trips no projecto "On The Road".
Isaac Ferreira nasceu no Porto em 1974. É membro fundador da Caixa Geral de Despojos, colectivo poético. Lê poesia em (quase) toda a parte. Colabora regularmente nas Quintas de Leitura, do Teatro Campo Alegre. Coordena o espaço de poesia nos "Ciclos de poesia e música" e nos "Encontros de Mário Cesariny", ambos na Fundação Cupertino de Miranda.
Colectivo Silêncio da Gaveta (31 Jul)
Trupe de saltimbancos das palavras, interpretes sem trono dos afectos; o Colectivo Silêncio da Gaveta tem desenvolvido uma linguagem poético-musical própria em que “a mestiçagem” dos ritmos e harmonias, a expressividade da palavra, o recurso de elementos cénicos e plásticos se fundem em instantes livres do espartilho classicista do dizer poético.
Cansados do silêncio egoísta das gavetas, este grupo vem há dez anos percorrendo vales e montes no país e no estrangeiro, realizando sessões de poesia em bibliotecas públicas, auditórios municipais, associações culturais, feiras do livro, encontros literários, galerias de arte, bares e emissões radiofónicas.A sua actual formação é constituída por: João Rios - Leituras; José Peixoto - Guitarra, Tiago Pereira - Violino; Fátima Fonte - Piano.
Mana Calórica, A. Pedro Ribeiro e Rui Costa (1 Ago)
Mana Calórica é projecto poético-musical que alia a performance ao rock, ao punk e ao experimentalismo. "Primeiro-Ministro", "Faca", "Loirinha" e "Paredes de Coura" são os títulos de algumas das canções. Nasceu em 2006 e é constituído por António Pedro Ribeiro (voz), Rui Costa (guitarra) e André Guerra (guitarra).
Pedro Ribeiro ou António Pedro Ribeiro nasceu no Porto em Maio de 1968 e é autor de sete livros de poesia, entre os quais, "Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro" (Objecto Cardíaco), "Queimai o Dinheiro" (Corpos), "Um Poeta a Mijar" (Corpos) e "Saloon" (Edições Mortas). Diz regularmente poesia há mais de 20 anos.
Rui Costa nasceu no Porto em 1972. Publicou os livros "A Nuvem Prateada das Pessoas Graves" (Quasi, 2005), Prémio de Poesia Daniel Faria 2005; "A Resistência dos Materiais" (Exodus, 2008), Prémio Albufeira de Literatura 2007; o "O Pequeno-almoço de Carla Bruni" (Ayuntamiento de Punta Umbria, Espanha, 2008). André Guerra ou A. Guerra nasceu no Porto em 1976. Com o projecto Karnnos, editou os discos "Deatharch Crann" (edição Cynfeirdd, França, 2000); "Bearer Of Order, Bringer Of Chaos" (edição Hau Ruck!, Áustria, 2002); "Dun Scaíth" (Cynfeirdd, 2003); "Undercurrents And Lost Horizons" (Cynfeirdd, 2006). Actualmente a criar, a gritar, a criar o próximo.
Fernando Alvim (Todos os dias)
Fernando Alvim é apresentador de televisão, humorista, locutor de rádio, escritor, director da 365 e, por assim dizer, outras coisas. Está em diferido.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
POESIA DE CHOQUE NO ART7
Poesia de choque na cidade
Cerca de 40 pessoas reuniram-se no bar Art7<, na cave das galerias Avenida, para assistir a uma tertúlia poética denominada “Poesia de Choque”. A iniciativa foi promovida pelo proprietário do bar e mais quatro elementos habituados a este género de sessões no Clube Literário do Porto.
O serão contou com a presença de António Pedro Ribeiro, autor do célebre poema/livro "Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro", e Luis Carvalho, que já foi membro do grupo poético de Espinho.
Acompanhados por dois músicos, os declamadores recitaram poemas e abriram a participação ao público, que aceitou o repto. Foram ouvidos poemas de Al Berto e José Régio, num serão que durou até perto das duas da madrugada.
www.labor.pt
Cerca de 40 pessoas reuniram-se no bar Art7<, na cave das galerias Avenida, para assistir a uma tertúlia poética denominada “Poesia de Choque”. A iniciativa foi promovida pelo proprietário do bar e mais quatro elementos habituados a este género de sessões no Clube Literário do Porto.
O serão contou com a presença de António Pedro Ribeiro, autor do célebre poema/livro "Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro", e Luis Carvalho, que já foi membro do grupo poético de Espinho.
Acompanhados por dois músicos, os declamadores recitaram poemas e abriram a participação ao público, que aceitou o repto. Foram ouvidos poemas de Al Berto e José Régio, num serão que durou até perto das duas da madrugada.
www.labor.pt
quinta-feira, 30 de julho de 2009
O PAÍS QUE JÁ ERA

O país que já era
Um país que opta entre dois castradores como José Sócrates e Manuela Ferreira Leite não é um país. Um país que tem Alberto João Jardim não é um país. Um país em que os ex-revolucionários do Bloco de Esquerda se esquecem que foram revolucionários e se limitam a regulamentar e a gerir o capitalismo não é um país.
Um país que tem Belmiro de Azevedo e Dias Loureiro não é um país. Um país de autarcas menores não é um país. Um país com a paranóia da gripe não é um país. Um país de inveja, de intriga, de mercearia não é um país.
Um país agarradinho ao dinheiro não é um país. Um país bem comportadinho não é um país. Um país ignorante não é um país.
Um país que não lê não é um país. Um país sem alma não é um país.
Um país pequeno não é um país. Um país imbecil não é um país. Um país de escravos uns dos outros não é um país. Um país de chefes não é um país.
in www.vozdapovoa.com
terça-feira, 28 de julho de 2009
DADÁ É QUE DÁ
Hoje estou nos poemas curtos
mas continuo a escrever
mudei de mesa por causa do sol
mas não deixei de avistar
as cuecas pretas da vizinha
ontem estive a visionar
o vídeo da "Portuguesia"
e há uns brasileiros
com formas alternativas
de dizer poesia
é claro que isso vem
do Dadá
mas continua
a ser revolucionário
tenho dez minutos
para acabar o poema
vou começar a impôr
limites, disciplina
a mim próprio
a procurar formas alternativas~
de escrever e de dizer
é claro que eu tenho
o rock para me acompanhar
a gaja tem cá um cu
mas é simpática
a professora chamou-me a atenção
para o telemóvel
esqueço-me sempre dessa merda
tenho cinco minutos
para acabar o poema
dado dadá estar aqui
só posso dar dadá dado
ir a todo o lado
sr. Dadá, como está?
Dado por certo que é dadá
só pode estar acolá
e não fique xexé, não fique dedé
porque o dadá dá
o dado dedé didi aqui
não faças xixi
não fiques xexé
tens cá um cu
du du xu xu
tomas um chá
e és mesmo dadá.
mas continuo a escrever
mudei de mesa por causa do sol
mas não deixei de avistar
as cuecas pretas da vizinha
ontem estive a visionar
o vídeo da "Portuguesia"
e há uns brasileiros
com formas alternativas
de dizer poesia
é claro que isso vem
do Dadá
mas continua
a ser revolucionário
tenho dez minutos
para acabar o poema
vou começar a impôr
limites, disciplina
a mim próprio
a procurar formas alternativas~
de escrever e de dizer
é claro que eu tenho
o rock para me acompanhar
a gaja tem cá um cu
mas é simpática
a professora chamou-me a atenção
para o telemóvel
esqueço-me sempre dessa merda
tenho cinco minutos
para acabar o poema
dado dadá estar aqui
só posso dar dadá dado
ir a todo o lado
sr. Dadá, como está?
Dado por certo que é dadá
só pode estar acolá
e não fique xexé, não fique dedé
porque o dadá dá
o dado dedé didi aqui
não faças xixi
não fiques xexé
tens cá um cu
du du xu xu
tomas um chá
e és mesmo dadá.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
A OLHAR PARA AS CUECAS PRETAS DA VIZINHA

Na "Motina"
a olhar para as cuecas pretas
da vizinha
o casal do costume
agarra-se ás torradas
e ao jornal
o patrão chega
de t-shirt roxa
vai lá para dentro
bater uma punheta
se ficar muito famoso
vou ser crucificado
aqui na "Motina"
pelas coisas que escrevo
a gaja do casal
mostra as mamas
estou a suar
o calor aperta
tenho de trocar
o nome das coisas
em vez de "Motina"
passa a chamar-se "Cristina"
na "Cristina"
a olhar para as cuecas pretas
da vizinha
as crianças brincam
penduram-se nas cadeiras
oxalá ficassem sempre
crianças
e não fossem estragadas
pela máquina.
domingo, 26 de julho de 2009
SÓ A TIRO
Dirigível dizia "PND voa mais alto" e "olho à ladroagem"
Madeira: tiros abatem zeppelin preparado pelo PND para sobrevoar Chão da Lagoa
26.07.2009 - 16h53 Tolentino de Nóbrega
O zeppelin, preparado pelo PND para sobrevoar o Chão da Lagoa, na Madeira, foi hoje abatido a tiro, quando estava a ser preparada a sua partida a mil metros de distância da festa do PSD.
Com as inscrições “PND voa mais alto” e “olho à ladroagem” nas duas faces, o dirigível rígido foi perfurado por quatro balas de carabina antes de atravessar o planalto. No local, durante o enchimento de gás não pressurizado para prover a elevação, os dirigentes do PND foram interceptados por agentes policiais e guardas florestais que, face à exibição das prévias autorizações pelos dirigentes da Nova Democracia, não conseguiram impedir a elevação do zeppelin, pouco depois inviabilizada pelos tiros.
“O recurso à violência é preocupante e indicia que o partido do poder não olha a meios para neutralizar tudo o que mexe à sua volta”, lamentou ao PÚBLICO o deputado do PND, Baltazar Aguiar que participou na acção do partido que no 25 de Abril “ocupou” simbolicamente com um chaimite a Quinta Vigia.
O PND apresentou queixa contra autores desconhecidos e solicitou a presença da Polícia Judiciária no local para proceder à recolha de dados necessários à análise balística. Na passada quarta-feira, durante o debate parlamentar sobre a revisão constitucional, o presidente do governo regional, Alberto João Jardim denunciou que o PND iria levar um zeppelin para o Chão da Lagoa.
www.publico.clix.pt
Madeira: tiros abatem zeppelin preparado pelo PND para sobrevoar Chão da Lagoa
26.07.2009 - 16h53 Tolentino de Nóbrega
O zeppelin, preparado pelo PND para sobrevoar o Chão da Lagoa, na Madeira, foi hoje abatido a tiro, quando estava a ser preparada a sua partida a mil metros de distância da festa do PSD.
Com as inscrições “PND voa mais alto” e “olho à ladroagem” nas duas faces, o dirigível rígido foi perfurado por quatro balas de carabina antes de atravessar o planalto. No local, durante o enchimento de gás não pressurizado para prover a elevação, os dirigentes do PND foram interceptados por agentes policiais e guardas florestais que, face à exibição das prévias autorizações pelos dirigentes da Nova Democracia, não conseguiram impedir a elevação do zeppelin, pouco depois inviabilizada pelos tiros.
“O recurso à violência é preocupante e indicia que o partido do poder não olha a meios para neutralizar tudo o que mexe à sua volta”, lamentou ao PÚBLICO o deputado do PND, Baltazar Aguiar que participou na acção do partido que no 25 de Abril “ocupou” simbolicamente com um chaimite a Quinta Vigia.
O PND apresentou queixa contra autores desconhecidos e solicitou a presença da Polícia Judiciária no local para proceder à recolha de dados necessários à análise balística. Na passada quarta-feira, durante o debate parlamentar sobre a revisão constitucional, o presidente do governo regional, Alberto João Jardim denunciou que o PND iria levar um zeppelin para o Chão da Lagoa.
www.publico.clix.pt
DA CARLA OM
tenho saudades !!! ... e sei que o meu povo (sem imposição deixo andar nunca em retrocesso ... ) ainda anda noutra onda ! Não tenho pressas! mas gostava de ver belém e s.bento inutilizados...-....os politícos mentem e sao demagogos não os queremos no nosso mundo não conseguem resolver problemaas seculares - tudo interdito para esses senhores . Somos regidos pela sensualidade pelo exotismo ("povo que lavas no rio"!!) a história nao terá fim... o mundo apesar de bélico está manipulado pela sensualidade em toda a realidade ! Não queremos guerras sff ! go home ! atirem o bush e o obama da janela abaixo se resistirem fica a comer pipocas com a Emma a vida inteira !
há cinema lá fora interdito aos homens do estado !
curtam o "cair da lua" momentoos mágicos freedom !
carla aka uma díscipula
há cinema lá fora interdito aos homens do estado !
curtam o "cair da lua" momentoos mágicos freedom !
carla aka uma díscipula
sexta-feira, 24 de julho de 2009
O POEMA QUE FICA PARA VÓS

Para o Angel
Para a Filipa
Começo agora o novo caderno
ontem em São João da Madeira
houve momentos mágicos
estava livre, solto
nada me prendia
estou num novo estado de graça
hoje, de novo, sem obrigações
a única tarefa é esta:
escrever
se escrevesse sob a forma de prosa
venderia mais livros
teria mais leitores
talvez até pudesse
viver disto
ontem era fino após fino
nem sei quantos bebi
há uns tempos que não bebia assim
que não me sentia assim
tão livre, tão solto
não percebo é como
não fico bêbado
por mais que beba
por mais que me dêem de beber
tenho 41 anos
e estou no auge
até me apetece
abraçar a D. Arminda
para chegar ao paraíso
não preciso de ir ao Brasil
bastou-me ir a São João da Madeira
pregar umas merdas
fazer os outros rir
e agora estou aqui
senhor de mim mesmo
senhor sem escravos
para lá da economia
para passar o dia
bastam-me uns cêntimos
os cêntimos que ontem
atirei ao ar
tomo um café
compro um caderno
ouço a música leve
que está a passar
o homem renasce
ressuscita
nem sequer pensa em sexo
está acima das normas
e da moral
este é o novo homem
este é o novo mundo!
Proclamo-o aqui da confeitaria
este é o fim das bolsas
e do mercado
irmãs, irmãos, este é o reino!
Não quero saber de realismos
esta é a realidade que construo
voltei ao Paraíso
falo com Deus e com os anjos
falo com Zaratustra
voltei ao Paraíso
nada me detém
como tudo é bom
como tudo é puro
como tudo é sublime
todas as minhas irmãs
todos os meus irmãos
de todas as eras
estão aqui comigo
este é o poema
este é realmente o poema
que fica para vós.
"Motina", 24.7.2009
PAREDES DE COURA- VAMOS LÁ ESTAR

PAREDES DE COURA (FODIDO DOS CORNOS)
As caras olham-te
E sentes-te em cima
As caras olham-te
E sentes-te em baixo
Os boatos correm
Foges das caras
Partes vidros
Intriga assassina
Ai! A minha vida
Os poetas malditos amam-te
Os outros ignoram-te
Dão cabo de ti
A mulher que amas
Fugiu para a Venezuela
Os polícias vigiam-te
Cospem na tua literatura
As outras adoram-na
Mas não te entendem
Chamam-te palhaço e não fazes caso
Dizem que o teu mestre era um bebedolas
Em Atenas
E não fazes caso
Dizem que és um desordeiro um alcoólico
E pedem-te “Borboletas”
Dizem que a tua mulher só te quer
Porque agora és uma estrela
O gerente persegue-te
obcecado pelas tuas dívidas
Mas tu não dás troco
És realmente uma estrela
mas continuas teso
Os vidreiros atrás de ti
E continuas teso
Defendes os guerrilheiros da Colômbia
E chamam-te canalha
Defendes os teus ideais e dão-te porrada
Apresentas o teu livro e dão-te patadas
Julgas-te o maior, dizes patacoadas
E cais bêbado na esquina
Vais ter com o caos e não sacas nada
Vais fornicar ao cais e espetam-te a faca
Vais à procura da luz e só encontras merda
Estás com alucinações e és alvo de chacota
Deves o cacau e apertam-te o cerco
És um animal de palco
E não consegues sair do transe
És uma puta do rock
E sobes aos céus até cair até à veia
Nunca mais vais saber se a plateia
Te ama ou te odeia
Ouves os aplausos
Mas estás fechado em casa
E as mulheres só aparecem
Quando andas agarrado à cena
Amam-te e armam-te ciladas
Provocam-te fazem-te enlouquecer no hotel
Com os orgasmos da gaja do quarto de cima nos cornos
Depois acusam-te de tráfico de droga
Não sabes onde estás
Com quem estás
Onde vais
E escreves coisas supostamente geniais
Para agradar à populaça
Queres mulheres e elas não vêm
Queres mulheres e elas fogem
Do whisky, da maldição, da subversão,
Da vida que queres
Queres mulheres e elas caem
Querem filhos, casamentos, rotinas, obrigações
Queres mulheres e já não queres
Porque estás para lá
E andas fodido dos cornos
E só te apetece beber mais.
www.myspace.com/manacalorica
UM SENHOR, DE QUALQUER FORMA
Parlamento
Manuel Alegre: "Foi uma honra ter sido deputado durante 34 anos"
23.07.2009 - 18h55 Lusa
O socialista Manuel Alegre despediu-se hoje do Parlamento, manifestando-se honrado por ter desempenhado a função de deputado durante 34 anos e declarando que sai como entrou, a combater por uma democracia onde os direitos políticos e sociais sejam inseparáveis.
"Foi uma honra ter sido deputado durante 34 anos", afirmou o histórico socialista numa declaração na última sessão plenária da X Legislatura. Reafirmando que se despede da Assembleia da República por "decisão pessoal", Manuel Alegre garantiu que sai a combater pelas suas ideias.
"Saio tal como entrei, combatendo pelas minhas ideias e por uma República moderna, em que a democracia política se conjugue com a democracia económica, a democracia social, a democracia cultural e os novos direitos civilizacionais (...), por uma democracia onde os direitos políticos sejam inseparáveis dos direitos sociais consagrados na Constituição da República", declarou, lembrando que foi esse o sonho dos deputados constituintes.
Pois, acrescentou, tal como há 34 anos, é sua convicção que "o esvaziamento dos direitos sociais implicará sempre uma diminuição dos direitos políticos e um empobrecimento da democracia". Recordando que pertence a uma geração que nasceu em ditadura, quando existia "uma caricatura de Parlamento", o deputado e poeta Manuel Alegre deixou ainda alertas sobre as cedências do Parlamento ao populismo, sublinhando que, quando tal acontece, o populismo sai reforçado.
O crescente "divórcio" entre os cidadãos e os políticos mereceu igualmente uma referência por parte de Manuel Alegre, que alertou que o combate a esse problema só é possível com "uma intransigente prática republicana, com espírito serviço de público, com transparência e fidelidade à palavra dada perante os eleitores".
"Honrar e prestigiar Parlamento é honrar e prestigiar a democracia", enfatizou
Trinta e quatro anos depois, Manuel Alegre lembrou também o primeiro dia em que entrou no Parlamento, altura em que recebeu de Salgado Zenha uma brochura sobre "a mais bela função do mundo". "Tal como então, continuou a pensar que a função de deputado continua ser mais bela função do mundo", salientou.
Numa intervenção que apenas não mereceu os aplausos da bancada do CDS-PP, com os restantes parlamentares todos a levantarem-se para bater palmas a um dos fundadores do PS, Manuel Alegre deixou uma palavra especial para os seus "companheiros" da Constituinte e que ainda se encontram na Assembleia da República: os socialistas Jaime Gama e Miranda Calha, o social-democrata Mota Amaral e o comunista Jerónimo de Sousa.
Adelino Amaro da Costa, Francisco Sá Carneiro, Mário Soares, Francisco Salgado Zenha, Álvaro Cunhal, Carlos Brito foram ainda outros nomes destacados por Manuel Alegre, que recordou o sonho que tinha há 34 anos de, pela primeira vez na história, se construir uma "democracia socialmente avançada". "Tal como então, e perante a grande crise mundial, continuou a acreditar que esse projecto não é só possível, como cada vez mais necessário e urgente", disse, prometendo continuar fiel à liberdade e à democracia. "Como há 34 anos, saio desta casa, a casa da democracia, fiel à República, à liberdade, à democracia e ao socialismo e, sobretudo, fiel a Portugal e ao povo português", sublinhou.
Manuel Alegre: "Foi uma honra ter sido deputado durante 34 anos"
23.07.2009 - 18h55 Lusa
O socialista Manuel Alegre despediu-se hoje do Parlamento, manifestando-se honrado por ter desempenhado a função de deputado durante 34 anos e declarando que sai como entrou, a combater por uma democracia onde os direitos políticos e sociais sejam inseparáveis.
"Foi uma honra ter sido deputado durante 34 anos", afirmou o histórico socialista numa declaração na última sessão plenária da X Legislatura. Reafirmando que se despede da Assembleia da República por "decisão pessoal", Manuel Alegre garantiu que sai a combater pelas suas ideias.
"Saio tal como entrei, combatendo pelas minhas ideias e por uma República moderna, em que a democracia política se conjugue com a democracia económica, a democracia social, a democracia cultural e os novos direitos civilizacionais (...), por uma democracia onde os direitos políticos sejam inseparáveis dos direitos sociais consagrados na Constituição da República", declarou, lembrando que foi esse o sonho dos deputados constituintes.
Pois, acrescentou, tal como há 34 anos, é sua convicção que "o esvaziamento dos direitos sociais implicará sempre uma diminuição dos direitos políticos e um empobrecimento da democracia". Recordando que pertence a uma geração que nasceu em ditadura, quando existia "uma caricatura de Parlamento", o deputado e poeta Manuel Alegre deixou ainda alertas sobre as cedências do Parlamento ao populismo, sublinhando que, quando tal acontece, o populismo sai reforçado.
O crescente "divórcio" entre os cidadãos e os políticos mereceu igualmente uma referência por parte de Manuel Alegre, que alertou que o combate a esse problema só é possível com "uma intransigente prática republicana, com espírito serviço de público, com transparência e fidelidade à palavra dada perante os eleitores".
"Honrar e prestigiar Parlamento é honrar e prestigiar a democracia", enfatizou
Trinta e quatro anos depois, Manuel Alegre lembrou também o primeiro dia em que entrou no Parlamento, altura em que recebeu de Salgado Zenha uma brochura sobre "a mais bela função do mundo". "Tal como então, continuou a pensar que a função de deputado continua ser mais bela função do mundo", salientou.
Numa intervenção que apenas não mereceu os aplausos da bancada do CDS-PP, com os restantes parlamentares todos a levantarem-se para bater palmas a um dos fundadores do PS, Manuel Alegre deixou uma palavra especial para os seus "companheiros" da Constituinte e que ainda se encontram na Assembleia da República: os socialistas Jaime Gama e Miranda Calha, o social-democrata Mota Amaral e o comunista Jerónimo de Sousa.
Adelino Amaro da Costa, Francisco Sá Carneiro, Mário Soares, Francisco Salgado Zenha, Álvaro Cunhal, Carlos Brito foram ainda outros nomes destacados por Manuel Alegre, que recordou o sonho que tinha há 34 anos de, pela primeira vez na história, se construir uma "democracia socialmente avançada". "Tal como então, e perante a grande crise mundial, continuou a acreditar que esse projecto não é só possível, como cada vez mais necessário e urgente", disse, prometendo continuar fiel à liberdade e à democracia. "Como há 34 anos, saio desta casa, a casa da democracia, fiel à República, à liberdade, à democracia e ao socialismo e, sobretudo, fiel a Portugal e ao povo português", sublinhou.
POIS, ESTAIS TODOS FODIDOS!
"Esta não é forma de trabalhar"
Ulrich pede a Sócrates para "pôr ordem no que está a acontecer no BPP"
23.07.2009 - 18h15
Por Cristina Ferreira
"Peço ao sr. Primeiro-Ministro que pare para olhar para o que se está a passar no BPP" de modo a poder avaliar "com a cabeça fria" o dossier, disse o presidente da Comissão Executiva do BPI, Fernando Ulrich, que considera que "esta não é forma de trabalhar" e que José Sócrates está a ser mal aconselhado.
Os "nossos governantes em vez de estarem a ir constantemente à AR prestar esclarecimentos, o que eu até entendo, deviam também perder algum tempo a pensar". O banqueiro do BPI,comentava as soluções que têm sido apresentadas pelo Governo para resolver a situação do BPP, intervencionado desde Dezembro de 2008. "Neste momento o BPP já constitui um risco sistémico para o sector financeiro", defendeu. Ulrich lembrou ainda que a origem dos problemas é anterior "à intervenção no BPP, pois os supervisores, CMVM e BdP, não os detectaram, e tudo o que se passou daí por diante (demora em resolver o dossier e falta de coordenação entre Governo, CMVM e BdP) não é geradora da estabilidade e de confiança no sistema financeiro". O CEO criticou o Governo por ter decidido de forma unilateral "e à força" alterar o decreto lei referente ao Sistema de Indemnização dos Investidores (SII), para "obrigar os bancos a assumirem responsabilidades" [pagamento aos clientes do BPP de parte das aplicações em produtos de capital garantido através do FII, que é dotado com fundos dos bancos] que resultam de erros da supervisão. E acusou as autoridades de incapacidade para encontrar uma solução para os problemas do BPP, que está há oito meses intervencionado. Esta situação transformou o BPP "num problema com relevância sistémica" para o sector. O BPI, revelou, já disse pediu pareceres jurídicos para poder contestar as mudanças realizadas pelo Governo no decreto-lei relativo ao SII para poder reembolsar os clientes do BPP com activos de capital garantido. Inicialmente o SII destinava-se apenas a permitir, em caso de falências bancárias, reembolsar depósitos e não investimentos de risco.
Ulrich pede a Sócrates para "pôr ordem no que está a acontecer no BPP"
23.07.2009 - 18h15
Por Cristina Ferreira
"Peço ao sr. Primeiro-Ministro que pare para olhar para o que se está a passar no BPP" de modo a poder avaliar "com a cabeça fria" o dossier, disse o presidente da Comissão Executiva do BPI, Fernando Ulrich, que considera que "esta não é forma de trabalhar" e que José Sócrates está a ser mal aconselhado.
Os "nossos governantes em vez de estarem a ir constantemente à AR prestar esclarecimentos, o que eu até entendo, deviam também perder algum tempo a pensar". O banqueiro do BPI,comentava as soluções que têm sido apresentadas pelo Governo para resolver a situação do BPP, intervencionado desde Dezembro de 2008. "Neste momento o BPP já constitui um risco sistémico para o sector financeiro", defendeu. Ulrich lembrou ainda que a origem dos problemas é anterior "à intervenção no BPP, pois os supervisores, CMVM e BdP, não os detectaram, e tudo o que se passou daí por diante (demora em resolver o dossier e falta de coordenação entre Governo, CMVM e BdP) não é geradora da estabilidade e de confiança no sistema financeiro". O CEO criticou o Governo por ter decidido de forma unilateral "e à força" alterar o decreto lei referente ao Sistema de Indemnização dos Investidores (SII), para "obrigar os bancos a assumirem responsabilidades" [pagamento aos clientes do BPP de parte das aplicações em produtos de capital garantido através do FII, que é dotado com fundos dos bancos] que resultam de erros da supervisão. E acusou as autoridades de incapacidade para encontrar uma solução para os problemas do BPP, que está há oito meses intervencionado. Esta situação transformou o BPP "num problema com relevância sistémica" para o sector. O BPI, revelou, já disse pediu pareceres jurídicos para poder contestar as mudanças realizadas pelo Governo no decreto-lei relativo ao SII para poder reembolsar os clientes do BPP com activos de capital garantido. Inicialmente o SII destinava-se apenas a permitir, em caso de falências bancárias, reembolsar depósitos e não investimentos de risco.
Ó SÓCRATES, TOMA LÁ ESTA!
Dados do IEFP
Número de desempregados cresceu 28 por cento em Junho
23.07.2009 - 16h10
Por Lusa
Público
Construção civil foi o sector que mais contribuiu para aumento de desemprego
O número de desempregados inscritos nos centros de emprego subiu 28,1 por cento em Junho, face ao mesmo mês do ano passado, e aumentou 0,1 por cento face a Maio, segundo os dados hoje divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). No final de Junho, encontravam-se inscritos nos Centros de Emprego do Continente e das Regiões Autónomas 489.820 desempregados, mais 107 mil indivíduos do que há um ano atrás.
Face a Maio, o aumento foi de 0,1 por cento, o que representa um acréscimo de 705 inscritos. Para o aumento do número de desempregados inscritos nos centros de emprego face a Junho de 2008 - uma tendência que se mantém desde Outubro de 2008 - contribuíram essencialmente as subidas do desemprego entre os homens (46 por cento), entre os jovens (32 por cento) e adultos (27 por cento).
A procura de um novo emprego, que justificou em Junho o registo de 93,3 por cento dos desempregados, aumentou 30 por cento face ao mês homólogo de 2008, enquanto a procura do primeiro emprego subiu 4,4 por cento.
De acordo com a análise dos técnicos do IEFP, todos os níveis de habilitação escolar apresentaram mais desempregados do que há um ano, mas os aumentos percentuais mais elevados verificaram-se nos 2º e 3º ciclos do ensino básico e secundário, com subidas de 35,8 por cento, 34,5 por cento e 35,2 por cento, respectivamente. No que respeita ao tempo de permanência dos desempregados nos ficheiros, 67,7 por cento estavam registados há menos de um ano e 32,3 por cento há um ano ou mais. Comparativamente ao mesmo mês do ano anterior, o aumento do desemprego foi mais acentuado nas situações de desemprego de curta duração, com uma subida de 45,1 por cento.
O aumento do desemprego fez-se sentir nos diferentes ramos de actividade económica, destacando-se, com os mais acentuados acréscimos percentuais, a subida de 74 por cento no sector da construção e de 66,2 por cento na indústria da madeira e da cortiça. Por outro lado, comparativamente ao mesmo mês do ano anterior, o mais acentuado aumento do desemprego verificou-se no grupo 'operários e trabalhadores similares da indústria extractiva e construção civil', com mais 90,5 por cento”, refere o IEFP.
O número de inscritos devido ao "fim de trabalho não permanente" - que de acordo com o IEFP é o principal motivo de inscrição de desempregados - subiu 28,9 por cento nos centros de emprego do Continente. Os que apresentaram como motivo "despedido" - com um peso relativo de 20,9 por cento - subiram por sua vez 28,9 por cento. A subir também, embora com um peso relativo menor, estão os despedimentos por mútuo acordo que subiu significativamente (76,2 por cento) no mês de Junho (face ao mesmo mês de 2008) para 1.704 pessoas.
Número de desempregados cresceu 28 por cento em Junho
23.07.2009 - 16h10
Por Lusa
Público
Construção civil foi o sector que mais contribuiu para aumento de desemprego
O número de desempregados inscritos nos centros de emprego subiu 28,1 por cento em Junho, face ao mesmo mês do ano passado, e aumentou 0,1 por cento face a Maio, segundo os dados hoje divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). No final de Junho, encontravam-se inscritos nos Centros de Emprego do Continente e das Regiões Autónomas 489.820 desempregados, mais 107 mil indivíduos do que há um ano atrás.
Face a Maio, o aumento foi de 0,1 por cento, o que representa um acréscimo de 705 inscritos. Para o aumento do número de desempregados inscritos nos centros de emprego face a Junho de 2008 - uma tendência que se mantém desde Outubro de 2008 - contribuíram essencialmente as subidas do desemprego entre os homens (46 por cento), entre os jovens (32 por cento) e adultos (27 por cento).
A procura de um novo emprego, que justificou em Junho o registo de 93,3 por cento dos desempregados, aumentou 30 por cento face ao mês homólogo de 2008, enquanto a procura do primeiro emprego subiu 4,4 por cento.
De acordo com a análise dos técnicos do IEFP, todos os níveis de habilitação escolar apresentaram mais desempregados do que há um ano, mas os aumentos percentuais mais elevados verificaram-se nos 2º e 3º ciclos do ensino básico e secundário, com subidas de 35,8 por cento, 34,5 por cento e 35,2 por cento, respectivamente. No que respeita ao tempo de permanência dos desempregados nos ficheiros, 67,7 por cento estavam registados há menos de um ano e 32,3 por cento há um ano ou mais. Comparativamente ao mesmo mês do ano anterior, o aumento do desemprego foi mais acentuado nas situações de desemprego de curta duração, com uma subida de 45,1 por cento.
O aumento do desemprego fez-se sentir nos diferentes ramos de actividade económica, destacando-se, com os mais acentuados acréscimos percentuais, a subida de 74 por cento no sector da construção e de 66,2 por cento na indústria da madeira e da cortiça. Por outro lado, comparativamente ao mesmo mês do ano anterior, o mais acentuado aumento do desemprego verificou-se no grupo 'operários e trabalhadores similares da indústria extractiva e construção civil', com mais 90,5 por cento”, refere o IEFP.
O número de inscritos devido ao "fim de trabalho não permanente" - que de acordo com o IEFP é o principal motivo de inscrição de desempregados - subiu 28,9 por cento nos centros de emprego do Continente. Os que apresentaram como motivo "despedido" - com um peso relativo de 20,9 por cento - subiram por sua vez 28,9 por cento. A subir também, embora com um peso relativo menor, estão os despedimentos por mútuo acordo que subiu significativamente (76,2 por cento) no mês de Junho (face ao mesmo mês de 2008) para 1.704 pessoas.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
MANA CALÓRICA NA RELVA DE PAREDES DE COURA
Jazz na Relva
Qaije e Sergio Carolino (30 Jul)
Jorge Qaije, baterista e percussionista, é licenciado em jazz pela Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto. Estudou percussão no Conservatório de Coimbra. Frequentou o curso de Formação de Animadores Musicais da Casa da Música. Actualmente divide o seu tempo entre Porto e Londres, onde frequenta o mestrado em Music Leadership pela Guildhall School of Music and Drama sendo bolseiro da City university of London. Colabora regularmente com a Casa da Música na concepção e realização de workshops de Música criativa. Tocou com várias formações de jazz e música tradicional portuguesa. (Realejo, Segue-me à capela). Lidera o projecto Cheesecake, ligado à música experimental e improvisada.
Sérgio Carolino, Tubista português e Artista Yamaha Sérgio Carolino iniciou os seus estudos de tuba com apenas 11 anos de idade no Conservatório Nacional de Lisboa, prosseguindo-os no Conservatório Superior de Genebra (Suíça) com Pierre Pilloud (tuba principal da Orquestra da Suisse Romande) e na classe de música de câmara de Kurt Sturzenegger. Frequentou diversas Master Classes com os mais prestigiados mestres, tais como Roger Bobo, Michel Godard, Pia Bücher, Philippe Legris, David Taylor, Øystein Baadsvik, Thierry Thibault, Mel Culbertson, Anne-Jelle Visser, Gene Pokorny, Enrique Crespo, Walter Hilgers e Harvey Philips. Lecciona Tuba e música de câmara na Academia Nacional Superior de Orquestra (Lisboa) e é tuba principal da Orquestra Nacional do Porto.
Space Ensemble (31 Jul)
"Spy Quintet"
Ao longo dos últimos 6 anos do Space Ensemble desenvolveu-se uma lógica de actuação baseada na exploração das cumplicidades entre os músicos envolvidos, testando e variando as combinações instrumentais e estilísticas, de acordo com os locais e o contexto dos eventos. A essa formação orgânica e mutante chamamos Space Ensemble.
Os músicos Gustavo Costa, João Tiago Fernandes, Henrique Fernandes, João Martins e Rodrigo Amado apresentam um espectáculo inspirado no álbum "Spy Vs Spy" (Elektra,1989) no qual John Zorn, Tim Berne, Mark Dresser, Michael Vatcher e Joey Baron interpretam temas de Ornette Coleman, seguindo regras e estruturas musicais por este criadas e apresentadas em álbuns como "Free Jazz (A Collective Improvisation) by Ornette Coleman Double Quartet". O Space Ensemble apresenta-se numa formação de quinteto, copiando a estrutura trabalhada por John Zorn, de dois bateristas, um contrabaixista e dois saxofonistas.
Manuel d' Oliveira (1 Ago)
"Amarte"
Manuel d' Oliveira tem marcado presença em alguns dos mais conceituados festivais de Jazz e World Music nos últimos anos, tais como "Tourcoing Jazz Festival" França, "Jazz In It" em Vignola, "Emociona Jazz" Madrid, "Ollin Kan" Cidade do México, etc. para além de ter passado pelas principais salas de espectáculo nacionais.
Neste concerto serão revisitados temas da sua autoria, e que fazem parte dos seus dois trabalhos discográficos editados "Ibéria" e "Amarte". Manuel d' Oliveira apresentar-se há em trio, sendo acompanhado por Paulo Barros ao piano e Zé Maria nos saxofones.
Palavras na Relva
valter hugo mãe, Tiago Gomes e Isaac Ferreira (30 Jul)
valter hugo mãe é escritor, vencedor do Prémio José Saramago, autor de livros como «o remorso de baltazar serapião» ou «o apocalipse dos trabalhadores». É vocalista do grupo Governo, que integra também Miguel Pedro e António Rafael (ambos dos Mão Morta) e Henrique Fernandes (também dos Mécanosphère).
Tiago Gomes nasceu em 1971, tem quatro livros de poesia editados e esgotados. Letrista do grupo A NAIFA e LINHA DA FRENTE. Vocalista e letrista do grupo OS INSPECTORES. Editor e produtor da revista BÍBLIA. Fundador da Galeria ZDB. Performer há muito dedicado à poesia em acção. Também conhecido, quando põe música, como DJ VAIPES. Lançou recentemente o livro "Auto-ajuda" e participa com Tó Trips no projecto "On The Road".
Isaac Ferreira nasceu no Porto em 1974. É membro fundador da Caixa Geral de Despojos, colectivo poético. Lê poesia em (quase) toda a parte. Colabora regularmente nas Quintas de Leitura, do Teatro Campo Alegre. Coordena o espaço de poesia nos "Ciclos de poesia e música" e nos "Encontros de Mário Cesariny", ambos na Fundação Cupertino de Miranda.
Colectivo Silêncio da Gaveta (31 Jul)
Trupe de saltimbancos das palavras, interpretes sem trono dos afectos; o Colectivo Silêncio da Gaveta tem desenvolvido uma linguagem poético-musical própria em que “a mestiçagem” dos ritmos e harmonias, a expressividade da palavra, o recurso de elementos cénicos e plásticos se fundem em instantes livres do espartilho classicista do dizer poético.
Cansados do silêncio egoísta das gavetas, este grupo vem há dez anos percorrendo vales e montes no país e no estrangeiro, realizando sessões de poesia em bibliotecas públicas, auditórios municipais, associações culturais, feiras do livro, encontros literários, galerias de arte, bares e emissões radiofónicas.A sua actual formação é constituída por: João Rios - Leituras; José Peixoto - Guitarra, Tiago Pereira - Violino; Fátima Fonte - Piano.
Mana Calórica, A. Pedro Ribeiro e Rui Costa (1 Ago)
Mana Calórica é projecto poético-musical que alia a performance ao rock, ao punk e ao experimentalismo. "Primeiro-Ministro", "Faca", "Loirinha" e "Paredes de Coura" são os títulos de algumas das canções. Nasceu em 2006 e é constituído por António Pedro Ribeiro (voz), Rui Costa (guitarra) e André Guerra (guitarra).
Pedro Ribeiro ou António Pedro Ribeiro nasceu no Porto em Maio de 1968 e é autor de sete livros de poesia, entre os quais, "Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro" (Objecto Cardíaco), "Queimai o Dinheiro" (Corpos), "Um Poeta a Mijar" (Corpos) e "Saloon" (Edições Mortas). Diz regularmente poesia há mais de 20 anos.
Rui Costa nasceu no Porto em 1972. Publicou os livros "A Nuvem Prateada das Pessoas Graves" (Quasi, 2005), Prémio de Poesia Daniel Faria 2005; "A Resistência dos Materiais" (Exodus, 2008), Prémio Albufeira de Literatura 2007; o "O Pequeno-almoço de Carla Bruni" (Ayuntamiento de Punta Umbria, Espanha, 2008). André Guerra ou A. Guerra nasceu no Porto em 1976. Com o projecto Karnnos, editou os discos "Deatharch Crann" (edição Cynfeirdd, França, 2000); "Bearer Of Order, Bringer Of Chaos" (edição Hau Ruck!, Áustria, 2002); "Dun Scaíth" (Cynfeirdd, 2003); "Undercurrents And Lost Horizons" (Cynfeirdd, 2006). Actualmente a criar, a gritar, a criar o próximo.
Fernando Alvim (Todos os dias)
Fernando Alvim é apresentador de televisão, humorista, locutor de rádio, escritor, director da 365 e, por assim dizer, outras coisas. Está em diferido.
Qaije e Sergio Carolino (30 Jul)
Jorge Qaije, baterista e percussionista, é licenciado em jazz pela Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto. Estudou percussão no Conservatório de Coimbra. Frequentou o curso de Formação de Animadores Musicais da Casa da Música. Actualmente divide o seu tempo entre Porto e Londres, onde frequenta o mestrado em Music Leadership pela Guildhall School of Music and Drama sendo bolseiro da City university of London. Colabora regularmente com a Casa da Música na concepção e realização de workshops de Música criativa. Tocou com várias formações de jazz e música tradicional portuguesa. (Realejo, Segue-me à capela). Lidera o projecto Cheesecake, ligado à música experimental e improvisada.
Sérgio Carolino, Tubista português e Artista Yamaha Sérgio Carolino iniciou os seus estudos de tuba com apenas 11 anos de idade no Conservatório Nacional de Lisboa, prosseguindo-os no Conservatório Superior de Genebra (Suíça) com Pierre Pilloud (tuba principal da Orquestra da Suisse Romande) e na classe de música de câmara de Kurt Sturzenegger. Frequentou diversas Master Classes com os mais prestigiados mestres, tais como Roger Bobo, Michel Godard, Pia Bücher, Philippe Legris, David Taylor, Øystein Baadsvik, Thierry Thibault, Mel Culbertson, Anne-Jelle Visser, Gene Pokorny, Enrique Crespo, Walter Hilgers e Harvey Philips. Lecciona Tuba e música de câmara na Academia Nacional Superior de Orquestra (Lisboa) e é tuba principal da Orquestra Nacional do Porto.
Space Ensemble (31 Jul)
"Spy Quintet"
Ao longo dos últimos 6 anos do Space Ensemble desenvolveu-se uma lógica de actuação baseada na exploração das cumplicidades entre os músicos envolvidos, testando e variando as combinações instrumentais e estilísticas, de acordo com os locais e o contexto dos eventos. A essa formação orgânica e mutante chamamos Space Ensemble.
Os músicos Gustavo Costa, João Tiago Fernandes, Henrique Fernandes, João Martins e Rodrigo Amado apresentam um espectáculo inspirado no álbum "Spy Vs Spy" (Elektra,1989) no qual John Zorn, Tim Berne, Mark Dresser, Michael Vatcher e Joey Baron interpretam temas de Ornette Coleman, seguindo regras e estruturas musicais por este criadas e apresentadas em álbuns como "Free Jazz (A Collective Improvisation) by Ornette Coleman Double Quartet". O Space Ensemble apresenta-se numa formação de quinteto, copiando a estrutura trabalhada por John Zorn, de dois bateristas, um contrabaixista e dois saxofonistas.
Manuel d' Oliveira (1 Ago)
"Amarte"
Manuel d' Oliveira tem marcado presença em alguns dos mais conceituados festivais de Jazz e World Music nos últimos anos, tais como "Tourcoing Jazz Festival" França, "Jazz In It" em Vignola, "Emociona Jazz" Madrid, "Ollin Kan" Cidade do México, etc. para além de ter passado pelas principais salas de espectáculo nacionais.
Neste concerto serão revisitados temas da sua autoria, e que fazem parte dos seus dois trabalhos discográficos editados "Ibéria" e "Amarte". Manuel d' Oliveira apresentar-se há em trio, sendo acompanhado por Paulo Barros ao piano e Zé Maria nos saxofones.
Palavras na Relva
valter hugo mãe, Tiago Gomes e Isaac Ferreira (30 Jul)
valter hugo mãe é escritor, vencedor do Prémio José Saramago, autor de livros como «o remorso de baltazar serapião» ou «o apocalipse dos trabalhadores». É vocalista do grupo Governo, que integra também Miguel Pedro e António Rafael (ambos dos Mão Morta) e Henrique Fernandes (também dos Mécanosphère).
Tiago Gomes nasceu em 1971, tem quatro livros de poesia editados e esgotados. Letrista do grupo A NAIFA e LINHA DA FRENTE. Vocalista e letrista do grupo OS INSPECTORES. Editor e produtor da revista BÍBLIA. Fundador da Galeria ZDB. Performer há muito dedicado à poesia em acção. Também conhecido, quando põe música, como DJ VAIPES. Lançou recentemente o livro "Auto-ajuda" e participa com Tó Trips no projecto "On The Road".
Isaac Ferreira nasceu no Porto em 1974. É membro fundador da Caixa Geral de Despojos, colectivo poético. Lê poesia em (quase) toda a parte. Colabora regularmente nas Quintas de Leitura, do Teatro Campo Alegre. Coordena o espaço de poesia nos "Ciclos de poesia e música" e nos "Encontros de Mário Cesariny", ambos na Fundação Cupertino de Miranda.
Colectivo Silêncio da Gaveta (31 Jul)
Trupe de saltimbancos das palavras, interpretes sem trono dos afectos; o Colectivo Silêncio da Gaveta tem desenvolvido uma linguagem poético-musical própria em que “a mestiçagem” dos ritmos e harmonias, a expressividade da palavra, o recurso de elementos cénicos e plásticos se fundem em instantes livres do espartilho classicista do dizer poético.
Cansados do silêncio egoísta das gavetas, este grupo vem há dez anos percorrendo vales e montes no país e no estrangeiro, realizando sessões de poesia em bibliotecas públicas, auditórios municipais, associações culturais, feiras do livro, encontros literários, galerias de arte, bares e emissões radiofónicas.A sua actual formação é constituída por: João Rios - Leituras; José Peixoto - Guitarra, Tiago Pereira - Violino; Fátima Fonte - Piano.
Mana Calórica, A. Pedro Ribeiro e Rui Costa (1 Ago)
Mana Calórica é projecto poético-musical que alia a performance ao rock, ao punk e ao experimentalismo. "Primeiro-Ministro", "Faca", "Loirinha" e "Paredes de Coura" são os títulos de algumas das canções. Nasceu em 2006 e é constituído por António Pedro Ribeiro (voz), Rui Costa (guitarra) e André Guerra (guitarra).
Pedro Ribeiro ou António Pedro Ribeiro nasceu no Porto em Maio de 1968 e é autor de sete livros de poesia, entre os quais, "Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro" (Objecto Cardíaco), "Queimai o Dinheiro" (Corpos), "Um Poeta a Mijar" (Corpos) e "Saloon" (Edições Mortas). Diz regularmente poesia há mais de 20 anos.
Rui Costa nasceu no Porto em 1972. Publicou os livros "A Nuvem Prateada das Pessoas Graves" (Quasi, 2005), Prémio de Poesia Daniel Faria 2005; "A Resistência dos Materiais" (Exodus, 2008), Prémio Albufeira de Literatura 2007; o "O Pequeno-almoço de Carla Bruni" (Ayuntamiento de Punta Umbria, Espanha, 2008). André Guerra ou A. Guerra nasceu no Porto em 1976. Com o projecto Karnnos, editou os discos "Deatharch Crann" (edição Cynfeirdd, França, 2000); "Bearer Of Order, Bringer Of Chaos" (edição Hau Ruck!, Áustria, 2002); "Dun Scaíth" (Cynfeirdd, 2003); "Undercurrents And Lost Horizons" (Cynfeirdd, 2006). Actualmente a criar, a gritar, a criar o próximo.
Fernando Alvim (Todos os dias)
Fernando Alvim é apresentador de televisão, humorista, locutor de rádio, escritor, director da 365 e, por assim dizer, outras coisas. Está em diferido.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
MAIS MERDA
2009/JUL/20
Situação crítica em “O Primeiro de Janeiro” e “Motor”
Os jornalistas e outros trabalhadores ao serviço das publicações “O Primeiro de Janeiro” e “Motor” continuam sem receber os respectivos salários, apesar da intervenção da Autoridade para as Condições de Trabalho, a pedido do Sindicato dos Jornalistas (SJ).
Trata-se de "uma situação completamente inaceitável e insustentável", refere o SJ em comunicado divulgado hoje, 20 de Julho, sublinhando que o não cumprimento dos deveres contratuais, para além de "atentatória dos elementares direitos dos trabalhadores", revela a "falta de respeito do empregador" para com os trabalhadores ao seu serviço, os quais, apesar de nada receberem, "continuam a comparecer regularmente nos seus postos de trabalho e a assegurar a produção daquelas publicações."
O documento do SJ adverte ainda os jornalistas das duas publicações para o facto de a "cedência de direitos que constituem conquistas civilizacionais em nada ajudar à resolução dos problemas laborais, antes contribuir objectivamente para agravar e perpetuar situações de exploração que atentam contra a dignidade humana."
É o seguinte o texto, na íntegra, do comunicado do SJ:
Jornalistas no “Janeiro” e no “Motor” ainda sem salários
1.Apesar da intervenção da Autoridade para as Condições de Trabalho, a pedido do Sindicato dos Jornalistas, os jornalistas e outros trabalhadores ao serviço das publicações “O Primeiro de Janeiro” e “Motor” continuam sem receber os respectivos salários, em dívida há três e oito meses, respectivamente, bem como os subsídios de férias e de Natal do ano passado e o subsídio de férias deste ano.
2.Trata-se de uma situação completamente inaceitável e insustentável, atentatória dos elementares direitos dos trabalhadores e que revela a falta de respeito do empregador para com o extremo sacrifício desses profissionais, os quais, apesar de nada receberem, continuam a comparecer regularmente nos seus postos de trabalho e a assegurar a produção daquelas publicações.
3.Recorda-se que, além dos profissionais ainda ao serviço do “Janeiro” e do “Motor”, três dezenas de outros jornalistas despedidos ilegalmente do “PJ” há quase um ano continuam sem receber os respectivos créditos e a reclamar os seus direitos.
4.O SJ considera urgente pôr termo a esta situação e continua a acompanhar e a apoiar os jornalistas na tomada das medidas necessárias, a fim de que o respeito pelos seus legítimos direitos seja reposto.
5.O SJ alerta uma vez mais os jornalistas para o facto de – como a realidade se tem encarregado de demonstrar – a cedência de direitos que constituem conquistas civilizacionais em nada ajudar à resolução dos problemas laborais, antes contribuir objectivamente para agravar e perpetuar situações de exploração que atentam contra a dignidade humana.
Lisboa, 20 de Julho de 2009
A Direcção
Situação crítica em “O Primeiro de Janeiro” e “Motor”
Os jornalistas e outros trabalhadores ao serviço das publicações “O Primeiro de Janeiro” e “Motor” continuam sem receber os respectivos salários, apesar da intervenção da Autoridade para as Condições de Trabalho, a pedido do Sindicato dos Jornalistas (SJ).
Trata-se de "uma situação completamente inaceitável e insustentável", refere o SJ em comunicado divulgado hoje, 20 de Julho, sublinhando que o não cumprimento dos deveres contratuais, para além de "atentatória dos elementares direitos dos trabalhadores", revela a "falta de respeito do empregador" para com os trabalhadores ao seu serviço, os quais, apesar de nada receberem, "continuam a comparecer regularmente nos seus postos de trabalho e a assegurar a produção daquelas publicações."
O documento do SJ adverte ainda os jornalistas das duas publicações para o facto de a "cedência de direitos que constituem conquistas civilizacionais em nada ajudar à resolução dos problemas laborais, antes contribuir objectivamente para agravar e perpetuar situações de exploração que atentam contra a dignidade humana."
É o seguinte o texto, na íntegra, do comunicado do SJ:
Jornalistas no “Janeiro” e no “Motor” ainda sem salários
1.Apesar da intervenção da Autoridade para as Condições de Trabalho, a pedido do Sindicato dos Jornalistas, os jornalistas e outros trabalhadores ao serviço das publicações “O Primeiro de Janeiro” e “Motor” continuam sem receber os respectivos salários, em dívida há três e oito meses, respectivamente, bem como os subsídios de férias e de Natal do ano passado e o subsídio de férias deste ano.
2.Trata-se de uma situação completamente inaceitável e insustentável, atentatória dos elementares direitos dos trabalhadores e que revela a falta de respeito do empregador para com o extremo sacrifício desses profissionais, os quais, apesar de nada receberem, continuam a comparecer regularmente nos seus postos de trabalho e a assegurar a produção daquelas publicações.
3.Recorda-se que, além dos profissionais ainda ao serviço do “Janeiro” e do “Motor”, três dezenas de outros jornalistas despedidos ilegalmente do “PJ” há quase um ano continuam sem receber os respectivos créditos e a reclamar os seus direitos.
4.O SJ considera urgente pôr termo a esta situação e continua a acompanhar e a apoiar os jornalistas na tomada das medidas necessárias, a fim de que o respeito pelos seus legítimos direitos seja reposto.
5.O SJ alerta uma vez mais os jornalistas para o facto de – como a realidade se tem encarregado de demonstrar – a cedência de direitos que constituem conquistas civilizacionais em nada ajudar à resolução dos problemas laborais, antes contribuir objectivamente para agravar e perpetuar situações de exploração que atentam contra a dignidade humana.
Lisboa, 20 de Julho de 2009
A Direcção
Subscrever:
Mensagens (Atom)


