quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

40 Anos de Led Zeppelin


40 anos de Led Zeppelin. O rock visceral e autêntico. "Whole Lotta Love".

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

MANIFESTO ELEITORAL E ANTI-SÓCRATES


Sócrates é um castrador
Sócrates vem dar-te palmadas se não te portares bem
Sócrates quer a maioria para governar sem oposição
Sócrates não pode com a oposição
Sócrates, se pudesse, acabava com a oposição
Sócrates é um ditador
Sócrates é um inimigo da vida
Sócrates detesta as pulsões vitais
Sócrates não tem coração
Sócrates é um robot
Sócrates calca os adversários
Sócrates rouba-nos o salário
Sócrates deixa na merda o desempregado
Sócrates é um vendilhão
Sócrates é um cabrão
Sócrates fala como um computador
Sócrates não conhece o amor.

O Partido Surrealista Situacionista Libertário (PSSL) vai legalizar-se e apresenta-se a eleições porque já não suporta mais SócratES. O PSSL entende que a recessão não se combate com receitas sociais-democratas. O PSSL aposta na criação, no amor, na liberdade, na revolução. EStamos fartos de morte e de tédio! EStamos fartos de rebanhos que dizem avé-maria a tudo. Estamos fartos da sociedade do rebanho como Nietzsche. Queremos uma sociedade sem intriga, sem usura, sem competição, sem trabalho, sem dinheiro. Queremos o mundo e exigimo-lo agora!, como gritou Jim Morrison. Queremos acabar com a bolsa, com o discurso das décimas, dos défices, das percentagens assexuadas. O nosso teatro "é o teatro da revolta humana que não aceita a lei do destino, é um teatro cheio de gritos, não de medo ma de raiva e mais do que de raiva do sentimento do valor da vida. É um teatro que sabe chorar, que tem todavia enorme consiência do riso, e que sabe existir no riso de uma ideia pura, uma benéfica e pura ideia das forças eternas da vida", como escreveu Antonin Artaud em "Mensagens Revolucionárias".

TERRORISTA POÉTICO


Escrevo mas tenho o blog parado. Não sei quanta gente lê aqueles blogues mas sei que é alguma gente. Ontem A. percebeu que estou interessado nela. Ao menos é sincera. A verdade é que os "Ditirambos de Diónisos" me puxaram para cima, apesar dos delírios. Crio, tento fazer a fusão de todas as artes. Sou furacão, sou dinamite, como Nietzsche. TEnho calor. Dispo o casaco. Hoje não neva. Tenho Proudhon para ler. A polícia ocupou a casa dos okupas no marquês. A polícia é uma delícia. A gaja é bonita mas parece enjoada. Dar-te-ei o mundo. Ficarei apenas com uma parte para mim e para os meus para fazermos uns disparates, para partirmos uns vidros, para pintar a manta. Acredito numa revolução artística, numa bomba artística global. Que provoque, que inquiete, que choque, que dê a volta às cabeças. ACredito em Dionisos entre as bacantes embriagadas. É nisso que acredito. Não em qualquer tipo de lucro, dinheiro, mercado ou capital. Sou o homem da liberdade, como o Jim Morrison. E os editores que nunca mais respondem. O que é que querem que eu escreva mais? Sou um terrorista poético, não sou o Bin Laden nem o primeiro-ministro de Israel. Defendo a violência libertária da Grécia. Sou um terrorista poético.

O BÊBADO DA MOTINA


O bêbado foi expulso da "Motina"
nada posso fazer para o salvar
também não sei as malandrices
que andou a fazer
ordens da Maria
a Maria controla
sem o bêbado a "Motina" pede encanto
bem, o que realmente importa é que
acabo de descobrir o poeta Jim Morrison
no seu esplendor
até posso dar uma volta por aí à Nietzsche
e nem sequer assistir ao debate sobre a Palestina
Infelizmente, haverá mais debates e manifestações
e eu ainda não estou a 100%
descarreguei as baterias
até parece que me querem pagar uma actuação
isso é que é bom
estou farto de fazer coisas de borla
enquanto os outros empocham.

MARIA


A Maria deu-me um papel com o mail dela
mas estupidamente acho que perdi o papel
a mARIA é uma gaja muito fixe
que escreve livros
e que estava com as mamas de fora
encontrei-a no "Insólito"
foi aí que comecei a ser prvocado
foi aí que a cabeça começou a andar às voltas
Braga é a cidade onde estoiro
onde vou ter amiúde com a loucura
depois as pessoas sáúdam-me
tratam-me como a um rei
ou então temem o revolucionário
que pode rebentar bombas a qualquer momento
mas que depois se arrepende
e pensa na paz e pensa na Gotucha
e agarra a humanidade
e sobe ao Bom Jesus
e dá o amor.

NIETZSCHE


Tu vítima, não penses que não tens culpa; e tu, carrasco, não penses que não sofres.

LOUCURA

Tenho travado combates com a loucura. As vozes ouvem-se, tentam dominar-me. O ódio tenta dominar-me. Mas eu caio abaixo da cama e recupero a lucidez.

MORTE AOS NAZIS


Nazis em Gaza
Baader-Menhoff no papel
balázios nos cornos dos inocentes
Hitler a rir novamente
paz, paz, mas não podre
revolta nas ruas de Lisboa
contra o Cavaco
contra o Sócrates
nazis em Gaza
balázios nos cornos
nazis de ganga
FP-25 no olhar
paz, paz, mas não podre
as forças da anestesia capitalista
não podem levar a melhor
Morrison, Dylan, Nietzsche, Che Guevara
não lhes daremos os trunfos de mão-beijada
combateremos os impérios
até que caiam
morte aos nazis!
Morte aos nazis!
Morte aos nazis!


Vilar do Pinheiro, 7.1.2009

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O POETA SENTADO QUE BEBE E ESCREVE


O poeta senta-se, bebe e escreve
não há mais do que o poeta que se senta, bebe e escreve
o mundo todo se dilui aí
é certo que há pessoas que andam e se movimentam
é certo que há pessoas sentadas a tomar café
mas o poeta mantém-se inalterável, bebe e escreve
pela cabeça passam-lhe muitas coisas
desejos, histórias, memórias,
e as pessoas passam, mostram os novos rebentos ao mundo
mas o poeta está fora do mundo
o poeta não se preocupa com as questões do senso comum
o poeta quer ser grande e livre e sublime
o poeta preocupa-se com a qualidade dos seus escritos
sabe que nunca escreveu tanto
como no ano que agora finda
sabe que a musa vem ter com ele
mas agora foi aos saldos fazer as compras da época
o poeta não liga a essas coisas
desde que ela continue bonita
desde que ela venha ter com ele
e o poeta sentado, bebe e escreve
as conversas mundanas, por vezes,
são o mote dos seus escritos
mas, no fundo, o poeta não lhes dá grande importância
o poeta sentado que bebe e escreve
as preocupações do poeta são outras
se a caneta falha
se há papel que chegue
o poeta sentado que bebe e escreve.

A VIDA INTERIOR


Há, de facto, uma vida interior onde coexistem céus e infernos, deuses e demónios, montanhas e abismos. No interior dessa vida trava-se um combate mortal entre o bem e o mal mas, por vezes, ficamos além do bem e do mal. A racionalização não é capaz de apreender esse mundo mágico onde é possível o homem ser homem e atingir o paraíso. Como diz Artaud, a revolução comunista ignora o mundo interior do pensamento. O pensamento está para lá da experiência. A vida interior, o pensamento é que nos permite criar, é que nos permite aproximarmo-nos dos deuses mas também dos demónios. O céu na Terra de Henry Miller está dentro das nossas cabeças. O conbhecimento poético é interno e mágico, como diz Artaud. Os poetas são mágicos, criam mundos. O materialismo capitalista persegue o pensamento poético e inveja-o.

O mundo interior, esse mundo que inventa mundos, personagens desde a infância. É lá que está o ouro. É agora que posso escrever a obra. Vou enviar estes textos a um editor. Estes textos têm de ser publicados. Não falam de gajas nem de mamas. Mas são importantes. Vêm da alma. Vêm da vida. Abominam a morTE. Vêm de Nietzsche, do homem nobre. O homem nobr não tem de se preocupar com a populaça. O homem nobre não tem de ser socialista. TEm de fecundar a mulher que o enfeitiça. TEm de ser mágico, "supõe a presença do fogo em todas as manifestações do ensamento humano", afirma Artaud. "A música é a tua única amiga/dança em cima do fogo se ela te convidar" (Jim Morrison). Dionisos copula com as bacantes em fúria. Dança em redor da fogueira. Incendeia lojas, bancos, automóveis. Cospe na polícia e no exército.Cospe no senso comum e na normalidade. Canta a canção do "Fim": " É o fim, amigo querido/ é o fim, amigo único/ custa-me deixar-te mas tu nunca me seguirias/ o fim das risadas e das doces mentiras/ o fim das noites em que fizemos por morrer, é o fim". O fim que é o princípio, o fim que é o princípio do fim do capitalismo. E chego so fim vidrado por Zaratustra, apaixonado pelas alturas e pela grandeza.

domingo, 11 de janeiro de 2009

A APOLOGIA DE SÓCRATES (EM BOLA MAIOR)


A linguagem do futebol é feita de rdundâncias
a linguagem do futebol é feita de ideias feitas
o discurso do futebol é extremamente pobre
jogámos bem, ganhámos os três pontos
ao fim e ao cabo isso é que é importante
o adversário é difícil, respeitamos o adversário
mas vamos ganhar
os jogadores da bola ganham milhões
e tem o cérebro na ponta dos pés
afinal de contas é apenas um jogo
a merda de um jogo
nem sei porque é que um gajo
dá tanta importância a essa merda
jogamos bem, fomos os melhores
perdemos, tivemos azar, o àrbitro roubou
quantos golos meteste hoje?
Foste disciplinado tacticamente?
Fizeste as transicções defesa-ataque?
Sabes os resultados da liga escocesa
e da 4ª distrital?
Criaste automatismos?
Puxaste o autoclismo?
Tudo por causa de uma bola
por causa da merda de uma bola
Para quê correr atrás de uma bola?
22 imbecis atrás de uma bola
ainda se fosse de uma mulher...
queres que a tua cabeça se torne uma bola?
É só a merda de um jogo
a merda de um jogo,pá
porque não sais do campo?
porque é que continuas a olhar para auela merda?
Eh, pá! É penalty!
Que se foda lá o penalty!
Que se foda o guarda-redes
que se foda lá essa malta toda a fazer barulho
o que é que trazeis de novo à Terra?
Que ouro trazeis?
Que criais de sublime, de grandioso?
Não. Vou sair do jogo
atirar a bola às couves
de uma vez por todas
não fui feito para competições
nem para taças
vim ao mundo para algo mais
vim ao mundo em busca da luz
não sei se é o Graal
nem sei o que hei-de pensar do Cristo
Nietzsche dizia que ele era o único cristão
que se vivesse mais tempo, teria mudado de ideias
não tenho que levar a minha vida em função dele
nem sou ele, tanto quanto sei
mas sei que nós temos a divindade
que procuramos a divindade
em tudo quanto há
não o Deus dos cristãos, nem o dos muçulmanos
não o deus tirano, moralista, castrador
não o deus que traz a morte
disfarçada de amor
eh, pá, diz-me algo de novo
algo que me faça pensar
não venhas com o paleio futebolístico
nem com a reabertura do mercado futebolístico
nem com a merda do mercado
espetado nos cornos de toda a gente
o mercado do arrendamento
o mercado do casamento
o mercado do amor
que se foda o mercado!
Que porra de vida imbecil!

Já disse:
saí do jogo
abandonei o campo
procuro a minha estrela
sei que ela está, em parte, nos olhos da menina~
mas quero a outra parte
é isso que eu quero
e isso não está no mercado, no trabalho
nem no caralho do Sócrates
o Sócrates deprime-me, sabes,
aquele jeito tecnológico, tecnocrático,
demagógico, quadrático
deprime-me
vejo o gajo na televisão e fico deprimido
ouço os discursos do gajo
e apetece-me vomitar
sabes, aquele gajo é um inimigo da vida
aquele gajo quer castrar toda a gente
aquele gajo tem a peste
ouve bem, aquele gajo tem a peste
não te deixes contaminar
não te deixes contaminar
não te deixes contaminar
não te deixes contaminar...


Braga, Dez. 2008

POETA E REVOLUCIONÁRIO


Isto de ser poeta e revolucionário
tem que se lhe diga
não podemos embarcar nas conversas
do senso comum
temos de filtrar a informação
temos de fazer de conta
que somos cidadãos respeitáveis
isto de se ser poeta e revolucionário
ainda por cima de café
não é fácil
olho para as gajas mas tenho de as respeitar
como possíveis camaradas
não devo proclamar à mesa a qualquer momento:
- sou revolucionário!
se não chamam-me doido
não devo sequer insultar a polícia e os padrecas
isto de se ser poeta e revolcionário
tem muito que se lhe diga.
Estou a anos-luz dos raciocíneos menores
da gente comum
penso na revolução mundial
enquanto eles pensam em sapatos.

MANIFESTO DO PARTIDO SURREALISTA SITUACIONISTA LIBERTÁRIO


Caa vez duvido mais que as massas sejam capazes ou mesmo estejam interessadas na revolução. As massas vivem em crise, em recessão mas só falam da família, das baixas nos hospitais, das doenças. Temos de ser nós revolucionários, poetas, criadores, a provocar a explosão. QUeimemos o dinheiro, queimemos os nossos próprios poemas ou obras na praça pública. Pode ser que assim consigamos captar a atenção.
Não acredito em transição pacífica para o socialismo. A defesa e o uso do parlamentarismo significam a perpetuação do parlamentarismo. Podemos eventualmente concorrer a umas eleições mas como forma de propaganda, como defende Rosa Luxemburgo. Nesta época de crise dos bancos partamos os bancos, dinamitemos a bolsa, tomemos a rua. Como diz Raoul Vaneigen o dinheiro é o deus dos nossos dias. Combatamos o dinheiro. Esse deus é, nas palavras de Nietzsche, inimigo da vida, das pulsões vitais, e amigo das sociedades do rebanho, da doença, do servilismo, da morte. Morte aos economistas! Aos profetas dos números, das percentagens, das contas, dos orçamentos. O melhor governo é não haver governo nenhum. Não queremos governar nem ser governados. Somos homens livres, nobres, senhores sem escravos, supeiores, na acepção nietzscheana. Somos Poetas, Artistas. Nós somos os meninos e os bailarinos. Não temos culpa se muitos permanecem na ignorância como camelos.

PARTIDO SURREALISTA SITUACIONISTA LIBERTÁRIO

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O HOMEM DA LIBERDADE


O vosso mundo das horas certas, das linhas rectas, da ordem, dos empregos, dos sorrisinhos, da justa medida, do andar dentro dos trilhos e sair às vezes um bocadinho, só um bocadinho, não me interessa. O vosso mundo é um mundo de mortos. Não passais de um bando de escravos. Eu quero a grande liberdade, a vida autêntica. Sois escravos dos relógios, escravos do dinheiro, escravos do trabalho. Não vim ao mundo para ser escravo. Eu quero ser Artista. Criador, como Jim Morrison, como Nietzsche. Quero ser eu próprio o deus. O deus que cria, o deus que canta, o deus que dança, o deus que vai atrás da loucura. Quero a grande liberdade, a vida autêntica. Quero errar pelo mundo, sem destino definido, sem objectivos de eficácia ou mercantis. Não quero que nenhuma lei, que nenhum governo, que nenhuma Igreja, que nenhum filho da putame venha dizer o que fazer. Sou o homem da liberdade. SOU O HOMEM DA LIBERDADE.