sábado, 22 de novembro de 2008
LUIZ PACHECO
"Evocar Luiz Pacheco é dizer não à vidinha deprimente de todos os dias que faz vencidos, vendidos e convertidos ao império do tédio, do dinheiro, do consumo e do mercado. Evocar Luiz Pacheco é denunciar as capelinhas e as honrarias literárias. É celebrar a liberdade, o espírito livre, que se coloca à margem, que caga nos políticos postiços, nos moralistas de esquerda e de direita. É dizer que é possível dizer não à norma e às convenções, à merda instituída através da via libertina e libertária de Sade ou de Henry Miller. É acreditar que a provocação e a subverção constantes revelam o homem autêntico, generoso, puro. É celebrar o grande escritor, a literatura que se confunde com a vida. É dizer que a vida não é a vidinha, que há espaço dentro do homem onde a liberdade é livre."
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
DIAS LOUREIRO E O BPN
Dias Loureiro participou pelo Grupo BPN na compra de empresas que foi ocultada das autoridades
18.11.2008 - 21h44
Por Cristina Ferreira
Luís Ramos (arquivo)
Dias Loureiro recusou comentar o seu envolvimento
A operação de aquisição de duas sociedades com sede em Porto Rico pela Sociedade Lusa de Negócios (SLN), em 2001 e 2002, numa transacção ocultada das autoridades e não reflectida nas contas do grupo, foi liderada por José Oliveira e Costa, antigo líder do Grupo SLN/Banco Português de Negócios (BPN), e por Manuel Dias Loureiro – na altura administrador executivo do mesmo grupo. A operação envolveu duas empresas tecnológicas, contas em offshore e um investimento de mais de 56 milhões de euros por parte da SLN.
Oliveira e Costa e Dias Loureiro foram os gestores que se deslocarem a Porto Rico para tratar do negócio de compra de 75 por cento da NewTechnologies, em Dezembro de 2001, e de uma posição 25 por cento na Biometrics Imagineerin, um mês depois.
As duas empresas estão registadas naquele paraíso fiscal, que é território norte-americano. A SLN adquiriu a Biometrics, empresa que se encontrava falida, e a NewTechnologies, esta sem qualquer actividade. As duas tinham ainda ligações à Tracy Beatle, gerente da sociedade inglesa Dual Commerce & Servisses, e a Neelai Patel, secretária desta sociedade.
A Dual Commerce controla a sociedade brasileira Fuentes Participações, para onde foram enviadas por sociedades do universo SLN, designadamente, o Banco Insular e o BPN Cayman (ver PÚBLICO do passado sábado), verbas superiores a 30 milhões de euros. A Dual Commerce é, por sua vez, detida por sociedades trust (gestão de fortunas) com sede no paraíso fiscal de Gibraltar.
Contactado pelo PÚBLICO, Dias Loureiro recusou comentar o seu envolvimento, assim como a sua presença na SLN e no BPN. Mas garantiu que “está disponível para prestar todos os esclarecimentos que as autoridades entenderem necessários sobre a sua actividade no grupo SLN/BPN.”
Ler mais na edição de amanhã do Público
18.11.2008 - 21h44
Por Cristina Ferreira
Luís Ramos (arquivo)
Dias Loureiro recusou comentar o seu envolvimento
A operação de aquisição de duas sociedades com sede em Porto Rico pela Sociedade Lusa de Negócios (SLN), em 2001 e 2002, numa transacção ocultada das autoridades e não reflectida nas contas do grupo, foi liderada por José Oliveira e Costa, antigo líder do Grupo SLN/Banco Português de Negócios (BPN), e por Manuel Dias Loureiro – na altura administrador executivo do mesmo grupo. A operação envolveu duas empresas tecnológicas, contas em offshore e um investimento de mais de 56 milhões de euros por parte da SLN.
Oliveira e Costa e Dias Loureiro foram os gestores que se deslocarem a Porto Rico para tratar do negócio de compra de 75 por cento da NewTechnologies, em Dezembro de 2001, e de uma posição 25 por cento na Biometrics Imagineerin, um mês depois.
As duas empresas estão registadas naquele paraíso fiscal, que é território norte-americano. A SLN adquiriu a Biometrics, empresa que se encontrava falida, e a NewTechnologies, esta sem qualquer actividade. As duas tinham ainda ligações à Tracy Beatle, gerente da sociedade inglesa Dual Commerce & Servisses, e a Neelai Patel, secretária desta sociedade.
A Dual Commerce controla a sociedade brasileira Fuentes Participações, para onde foram enviadas por sociedades do universo SLN, designadamente, o Banco Insular e o BPN Cayman (ver PÚBLICO do passado sábado), verbas superiores a 30 milhões de euros. A Dual Commerce é, por sua vez, detida por sociedades trust (gestão de fortunas) com sede no paraíso fiscal de Gibraltar.
Contactado pelo PÚBLICO, Dias Loureiro recusou comentar o seu envolvimento, assim como a sua presença na SLN e no BPN. Mas garantiu que “está disponível para prestar todos os esclarecimentos que as autoridades entenderem necessários sobre a sua actividade no grupo SLN/BPN.”
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terça-feira, 18 de novembro de 2008
DA ECONOMIA

O capitalismo actual significa a submissão total à economia. A economia penetra em todos os domínios, deixando em todo o lado o rasto da eficácia, da selecção entre aptos e inaptos, da mecanicidade, do quantitativo, da frieza, da ausência de sentimentos. Tudo se reduz a números, percentagens, estatísticas, balanços, contas, gráficos, cálculos mesquinhos. A economia é a ciência do mesquinho, do avaro, do poupadinho, de todos aqueles que vivem sem prazer e sem volúpia. A economia é a negação do desejo, da vontade, da emoção. À religião da economia e do dinheiro, à religião da morte temos de opôr a "religião" do prazer, da criação- o espírito dionisíaco.
domingo, 16 de novembro de 2008
POVOAOFFFLINE TAMBÉM REMOVIDO
Depois do Povoaonline e do Povoaoffline chegou a vez do blog Povoaofffline ser removido por ordem dos tribunais a pedido de Macedo Vieira, presidente da Câmara da Póvoa de Varzim. Esta perseguição à liberdade de expressão dos blogs tem tiques de fascismo mas o bravo Tony Vieira criou o http://povoa-online.blogspot.com e continua na luta. Sejamos solidários com este companheiro bloguista.
Ver também http://povoaonoffline.blogspot.com
Ver também http://povoaonoffline.blogspot.com
sábado, 15 de novembro de 2008
ERUDITOS

Mudei-me da casa dos eruditos e bati a porta ao sair. Por muito tempo, a minha alma assentou-se faminta à sua mesa. Não sou como eles, treinados a buscar o conhecimento como especialistas em rachar fios de cabelo ao meio. Amo a liberdade. Amo o ar sobre a terra fresca. É melhor dormir em meios às vacas, que em meio às suas etiquetas e respeitabilidades.
Nietzsche
BLOOM E BORGES
Nessa obra aparece, com freqüência, a expressão poeta forte, como se essa potência definisse a grande poesia. Escreve Bloom: “os poetas, à medida que se tornam fortes, não lêem mais a poesia de X, porque os poetas realmente fortes só são capazes de se lerem a si mesmos” (BLOOM, 1991, p. 49). Esse aparente solipsismo radical ampara-se, entretanto, em influências que o poeta, ao se tornar um forte, conseguirá exorcizar de tal forma que a história da poesia, que não se distingue da história da influência poética, se faz com os poetas deslendo-se uns aos outros na abertura do espaço para a originalidade. Assim, “os poetas de todas as eras contribuem para um único Grande Poema, perpetuamente in progress. Borges comenta que o poeta cria seu precursor” (1991, p. 49).
POIS
Reacção ao período de estagnação da economia no terceiro trimestre
Teixeira dos Santos: "Não é fácil fazer previsões neste momento"
14.11.2008 - 16h59
Por Lusa, PÚBLICO
Nuno Ferreira Santos (arquivo)
Teixeira dos Santos admite que o crescimento será mais fraco do que antecipou
O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, admitiu hoje que, neste momento, é díficil fazer previsões sobre o crescimento da economia, dada a elevada incerteza.
"Não é fácil fazer previsões neste momento", disse Teixeira dos Santos aos jornalistas, quando confrontado com os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e com as dificuldade em cumprir a meta do Governo para o crescimento da economia no final deste ano, que é de 0,8 por cento do Produto Interno Bruto. "A incerteza não facilita a tarefa das previsões", acrescentou.
Horas antes, o primeiro-ministro tinha afirmado que a economia portuguesa estava a conseguir resistir melhor do que os congéneres europeus e que, pelo menos, não tinha entrado em recessão técnica como aconteceu com algumas economias europeias.
“A nossa economia resiste e continuará a resistir”, afirmou o primeiro-ministro, em reacção aos dados divulgados hoje pelo INE e pelo Eurostat.
José Sócrates sublinha que “Portugal não se encontra na lista de países em recessão”, enfrentando “um abrandamento, mas que não corresponde a uma recessão”.
O INE anunciou hoje que a economia portuguesa estagnou no terceiro trimestre, face aos três meses anteriores, e que cresceu 0,7 por cento face a igual período do ano anterior.
Por seu turno, o ministro das Finanças voltou a repetir que a incerteza na actual conjuntura é muito elevada e que a situação económica "vai ser de mais baixo crescimento" do que aquele verificado no passado.
As declarações do ministro das Finanças foram feitas à margem da conferência "Financiamentos da Economia: Oportunidades e Parcerias no contexto Actual", que decorre na Culturgest, em Lisboa.
OLH'Ó LOUREIRO, OLH'Ó CAVACO
Cavaco sem razões para questionar o seu lugar no Conselho de Estado
Dias Loureiro pede para ser ouvido no Parlamento sobre caso BPN
14.11.2008 - 19h55
Por Lusa
Luís Ramos (arquivo)
O responsável é ex-administrador da "holding" que controla o banco
O ex-ministro da Administração Interna, Manuel Dias Loureiro, enviou uma carta à Assembleia da República, onde pede para ser ouvido no âmbito das irregularidades detectadas no Banco Português de Negócios (BPN).O pedido foi dirigido ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, que o encaminhou para a comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, que agora terá de o apreciar, confirmou o presidente desta comissão, Jorge Neto.
Dias Loureiro foi administrador-executivo da Sociedade Lusa de Negócios, detentora do BPN, entre Dezembro de 2001 e Setembro 2002 e administrador não-executivo até 2005. Recentemente, o PS chumbou um pedido do Bloco de Esquerda, onde solicitava a audição de vários ex-gestores (entre eles Dias Loureiro) e de Miguel Cadilhe, o presidente à data da nacionalização do banco.
O Presidente da República, Cavaco Silva, afirmou hoje que não vê razões para se questionar a continuação no Conselho de Estado de Dias Loureiro. "Não posso fazer qualquer afirmação sobre um assunto que não conheço suficientemente. Não vejo sequer razão até para me ser feita essa pergunta", afirmou Cavaco Silva depois de ter sido questionado sobre se mantém a confiança em Dias Loureiro como conselheiro de Estado por o seu nome aparecer associado ao caso BPN.
Operações clandestinas
A 3 de Novembro, dias depois da nacionalização do BPN, o antigo ministro e ex-secretário-geral do PSD garantiu desconhecer quaisquer irregularidades que tenham sido cometidas pela anterior gestão do banco. "Não sei de nada sobre a nacionalização do Banco Português de Negócios, nem nunca tive conhecimento de problemas relacionados com o BPN", garantiu ex-administrador da “holding” que controla o BPN.
Segundo o governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, a anterior gestão do BPN, liderada por Oliveira e Costa, fez "um conjunto vasto de operações clandestinas que não estavam registadas em nenhuma entidade do grupo" envolvendo "centenas de milhões de euros". Estas operações levaram a perdas de cerca de 700 milhões de euros, as quais, associadas à crise financeira internacional, conduziram a uma situação de falência iminente do banco, pelo que o Governo anunciou a sua nacionalização. Dias Loureiro chegou a ser um dos rostos mais visíveis do grupo SLN/BPN, durante a gestão de Oliveira e Costa.
O Conselho de Estado é o órgão político de consulta do Presidente da República e é composto pelo presidente da Assembleia da República, primeiro-ministro, presidente do Tribunal Constitucional, provedor de Justiça, e pelos presidentes dos Governos Regionais.
O órgão inclui, ainda, os antigos Presidentes da República eleitos na vigência da Constituição que não tenham sido destituídos do cargo, cinco cidadãos designados pelo Presidente da República pelo período correspondente à duração do seu mandato e cinco cidadãos eleitos pela Assembleia da República, de harmonia com o princípio da representação proporcional, pelo período correspondente à duração da legislatura.
(Notícia actualizada às 20h07)
www.publico.clix.pt
Dias Loureiro pede para ser ouvido no Parlamento sobre caso BPN
14.11.2008 - 19h55
Por Lusa
Luís Ramos (arquivo)
O responsável é ex-administrador da "holding" que controla o banco
O ex-ministro da Administração Interna, Manuel Dias Loureiro, enviou uma carta à Assembleia da República, onde pede para ser ouvido no âmbito das irregularidades detectadas no Banco Português de Negócios (BPN).O pedido foi dirigido ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, que o encaminhou para a comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, que agora terá de o apreciar, confirmou o presidente desta comissão, Jorge Neto.
Dias Loureiro foi administrador-executivo da Sociedade Lusa de Negócios, detentora do BPN, entre Dezembro de 2001 e Setembro 2002 e administrador não-executivo até 2005. Recentemente, o PS chumbou um pedido do Bloco de Esquerda, onde solicitava a audição de vários ex-gestores (entre eles Dias Loureiro) e de Miguel Cadilhe, o presidente à data da nacionalização do banco.
O Presidente da República, Cavaco Silva, afirmou hoje que não vê razões para se questionar a continuação no Conselho de Estado de Dias Loureiro. "Não posso fazer qualquer afirmação sobre um assunto que não conheço suficientemente. Não vejo sequer razão até para me ser feita essa pergunta", afirmou Cavaco Silva depois de ter sido questionado sobre se mantém a confiança em Dias Loureiro como conselheiro de Estado por o seu nome aparecer associado ao caso BPN.
Operações clandestinas
A 3 de Novembro, dias depois da nacionalização do BPN, o antigo ministro e ex-secretário-geral do PSD garantiu desconhecer quaisquer irregularidades que tenham sido cometidas pela anterior gestão do banco. "Não sei de nada sobre a nacionalização do Banco Português de Negócios, nem nunca tive conhecimento de problemas relacionados com o BPN", garantiu ex-administrador da “holding” que controla o BPN.
Segundo o governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, a anterior gestão do BPN, liderada por Oliveira e Costa, fez "um conjunto vasto de operações clandestinas que não estavam registadas em nenhuma entidade do grupo" envolvendo "centenas de milhões de euros". Estas operações levaram a perdas de cerca de 700 milhões de euros, as quais, associadas à crise financeira internacional, conduziram a uma situação de falência iminente do banco, pelo que o Governo anunciou a sua nacionalização. Dias Loureiro chegou a ser um dos rostos mais visíveis do grupo SLN/BPN, durante a gestão de Oliveira e Costa.
O Conselho de Estado é o órgão político de consulta do Presidente da República e é composto pelo presidente da Assembleia da República, primeiro-ministro, presidente do Tribunal Constitucional, provedor de Justiça, e pelos presidentes dos Governos Regionais.
O órgão inclui, ainda, os antigos Presidentes da República eleitos na vigência da Constituição que não tenham sido destituídos do cargo, cinco cidadãos designados pelo Presidente da República pelo período correspondente à duração do seu mandato e cinco cidadãos eleitos pela Assembleia da República, de harmonia com o princípio da representação proporcional, pelo período correspondente à duração da legislatura.
(Notícia actualizada às 20h07)
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ISTO ESTÁ A FICAR MESMO BONITO

Contra política educativa do Governo
Centenas de alunos protestaram nas escolas e em frente ao Ministério da Educação
14.11.2008 - 14h46 Lusa
A concentração de hoje frente ao Ministério da Educação, em Lisboa, juntou 200 alunos que protestaram contra a política educativa do Governo, segundo a PSP. Em Viana do Castelo, centenas de estudantes saíram à rua, em Fafe atiraram ovos ao edifício da Câmara Municipal e em Coimbra houve escolas fechadas a cadeado.
Os alunos que se concentraram em frente ao Ministério da Educação desmobilizaram ordeiramente e às 12h30 as grades que serviram para cercar a zona em frente ao ministério já estavam arrumadas no passeio.
Mas em Lisboa houve mais protestos contra o regime de faltas. No Liceu Filipa de Lencastre, cerca de 150 estudantes manifestaram-se dentro e fora do estabelecimento de ensino, num protesto que contou com o apoio de alguns professores. "A ideia da manifestação começou numa aula quando a professora mostrou o seu descontentamento para com o sistema de faltas", disse Luís Neves, um aluno que se encontrava à porta a protestar.
"Eu e um colega meu arranjámos os cartazes, viemos cá para fora e agimos logo na hora, não pensamos em meias medidas porque quisemos fazer uma coisa em grande", acrescentou, enquanto nas paredes estavam afixados cartazes onde podia ler-se "Nós só queremos a Ministra a cair" , "Todos contra a Milu", "Não às faltas", "Unidos contra as faltas" e "É tempo de Mudar! Este regime tem de acabar!".
Também em Camarate, Loures, cerca de 200 alunos concentraram-se de manhã em frente à escola básica Mário de Sá Carneiro para contestar o regime de faltas. Um dos organizadores do protesto, Fábio Fernandes, 14 anos, disse rejeitar o novo regime de faltas, garantindo estar a lutar pelos seus "direitos". "Não podemos estar doentes e faltar porque a ministra não deixa", afirmou, enquanto insistia que quem manda nas escolas são os alunos.
A professora do ensino profissional Maria Fortunato disse que não teve qualquer aluno nas aulas, mas afirmou compreender que os jovens lutem pelos seus direitos.
O protesto foi organizado por elementos da Associação de Estudantes, ontem à tarde. Os alunos explicam que foram avisados pelo "passa palavra e por telemóvel".
Estudantes de escolas básicas e secundárias de Lisboa, Estoril, Mafra, Faro, Portimão, Oliveira de Azeméis, Fafe, Viana do Castelo, Porto, Miranda do Corvo, Coimbra, Leiria, Alcobaça, Portalegre e Beja, pelo menos, têm estado em protesto nas ruas das respectivas cidades, essencialmente contra o novo regime de faltas e o diploma da gestão escolar.
Protestos em Viana do Castelo
Centenas de estudantes saíram à rua em Viana do Castelo. "Abaixo o Estatuto do Aluno" era a frase mais presente nas tarjas e cartazes elaborados expressamente para a manifestação e nas palavras de ordem gritadas pelos estudantes.
A manifestação naquela cidade, convocada por SMS (mensagens de telemóvel), juntou alunos da EB 2,3 Frei Bartolomeu dos Mártires e da Escola Secundária de Santa Maria Maior, cujos portões apareceram fechados a cadeado.
Em comunicado, a Associação de Estudantes desta escola explicou que a manifestação de protesto "pretende fazer com que a lei seja alterada, dado que é injusta e penaliza todos os alunos". "As faltas justificadas não devem ter qualquer efeito que penalize os alunos. Lutamos contra um estatuto complicado de respeitar, injusto, com medidas correctivas que fazem lembrar casas de correcção. Não concordamos com as provas de recuperação, porque não se pode recuperar o que nunca se aprendeu, o que nunca tivemos em nós", acrescenta.
Trezentos estudantes protestam frente à Câmara Municipal de Fafe
Em Fafe, onde quarta-feira a ministra da Educação foi recebida com arremesso de ovos, cerca de 300 estudantes manifestaram-se junto ao edifício da Câmara Municipal contra o regime de faltas e as aulas de substituição.
Os alunos da Escola Secundária de Fafe e da Escola EB 2 e 3 de Revelhe exibiam cartazes onde se liam frases como "por uma escola pública gratuita" e "não ao regime de faltas".
Por volta das 10h00, uma delegação estudantil foi recebida pelo presidente da Câmara, o socialista José Ribeiro. Mais tarde, os estudantes da Escola Secundária de Fafe acabaram por pedir desculpa ao presidente da Câmara por terem "manchado o nome do município" quando atiraram ovos ao carro da ministra da Educação e negaram a intervenção de professores no protesto.
A greve às aulas e a consequente manifestação em Fafe foi convocada por um SMS onde se dizia "sexta-feira greve contra o Estatuto. Não faltes".
Algumas escolas de Coimbra fechadas a cadeado
Algumas escolas da região de Coimbra foram fechadas esta manhã por estudantes em protesto.
Na Escola Secundária da Mealhada, os primeiros jovens e professores a chegar ao estabelecimento, pouco antes das 08h30, depararam com os portões do estabelecimento fechados a cadeado, disse o presidente do conselho executivo, Fernando Trindade.
Representantes dos cerca de 150 manifestantes disseram a este responsável que o acto é uma forma de protesto contra o regime de faltas e contra a escassez de pessoal no bar.
Também o Instituto Pedro Hispano, na Granja do Ulmeiro, Soure, foi hoje fechado por alunos contra o regime de faltas, disse uma das manifestantes. Fonte deste estabelecimento do ensino particular e cooperativo confirmou o encerramento por manifestantes de um dos três acessos à escola, com concentração de jovens nesse local, mas ressalvou que há alunos nas aulas.
Na Escola Básica 2,3 Secundária José Falcão de Miranda do Corvo várias centenas de alunos manifestaram-se também hoje de manhã contra o Estatuto do Aluno. Os estudantes fecharam a escola a cadeado, mas a intervenção da GNR permitiu que o estabelecimento de ensino mantivesse os portões abertos, possibilitando a entrada de alunos que não aderissem ao protesto.
Fonte da GNR de Coimbra confirmou o fecho destes estabelecimentos e adiantou que alunos encerraram também as EB 2,3 de Condeixa-a-Nova, Arganil e Cantanhede.
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MACEDO VIEIRA É FASCISTA
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Á PORTA
Sentei-me à beira da porta da confeitaria e toda a gente que entra me saúda. Estranho fenómeno este. Cumprimentam-se as pessoas consoante a proximidade às portas. Coloca-te à porta, sê porteiro e serás rei. Convertes-te numa espécie de guardião do estabelecimento, a que todos prestam vassalagem.
SE NÃO BEBO

Ontem o Púcaros estava quase às moscas. Mesmo assim deu para ouvir umas coisas novas e conversar com os amigos. Enfim, melhores dias virão. As gajas, não sei porquê, começam a aproximar-se de mim. Agora vêm ter comigo no fim dos espectáculos como nos dias gloriosos de outrora. Talvez por eu ser uma espécie de cavaleiro do apocalipse, de arauto do caos e da desordem, de profeta da revolta à minha escala. Dizem que gostam de mim porque eu digo a verdade. Grande responsabilidade para quem não quer responsabilidades. Na sociedade-espectáculo um gajo tem de ter a noção do espectáculo. Não se vai pôr aos berros para uma plateia de cinco gajos. Sou um gajo repentista, não sou um estudioso no sentido clássico, embora dedique grande parte do meu tempo ao estudo e à leitura. Sou um gajo dionisíaco que se apaga perante a rotina e que renasce com a ruptura. Não sou um teórico como o Rocha que desenvolve teses sobre tudo e mais alguma coisa, que tem os livros na ponta da língua. Por vezes, consigo expressar-me melhor através da escrita do que através da fala. É claro que tenho o meu lado racional, racionalista mas o espírito dionisiaco não o suporta, combate-o com todas as forças, sobrepõe-se quando menos se espera e chega a ficar sem controle.
Se não bebo fico mole, triste, convencional. É triste dizê-lo mas hoje isto parece-me inquestionável. Se não bebo começo a perder a conversa com os gajos e com as gajas. Se não bebo começo a tornar-me enfadonho, tímido, rotineiro. Por muito que custe há que dizê-lo.
ARMANDO RAMALHO À PRESIDÊNCIA
Armando Ramalho é miltante socialista há 35 anos
Candidato à liderança do PS pede a Almeida Santos que garanta justiça nas eleições do partido
13.11.2008 - 15h04 Luciano Alvarez
Armando Ramalho, militante socialista há 35 anos e que na passada semana anunciou a sua candidatura à liderança do PS, escreveu uma carta ao presidente do partido Almeida Santos, a sua “firme convicção” em avançar para a disputa do cargo de secretário-geral. Pede-lhe também que assegure a todos os candidatos “as mesmas condições” e volta a tecer duras críticas às políticas actuais do partido.
“Em conformidade e reclamando o conhecimento das mais torpes entorses à legitimidade e às desfavoráveis condições das candidaturas oponentes ao poder instalado, experiência de uma já longa vida de andanças partidárias, venho junto do meu Caro Presidente pedir a sua especial atenção para que a democracia interna e o respeito que a todos é devido não sejam ofendidos”, pede o candidato.
www.publico.clix.pt
Há outro Armando Ramalho, que é poeta e que vive em Vila do COnde, que também pondera vir a ser candidato.
Logo a seguir, Armando Ramalho diz que o actual primeiro-ministro e secretário-geral do partido, José Sócrates, “parece ter uma luta pessoal com o país, colocando assim em risco a própria soberania nacional”. E dá uma mão cheia exemplos: “os professores não podem ser tidos como simples mandaretes de interesses canhestros”; “as Obras Públicas e o seu absurdo ministro fazem já parte do anedotário nacional, o TGV sem rumo e sem justificação plausível”; “uma classe média mais do que espremida por impostos, pagam os devaneios do despesista Estado”; “as pessoas têm medo de sair à rua à noite (...) e a culpa é a falta meios que o Governo teima em não colocar à disposição destas forças [policiais] por pura obsessão do estafado rigor orçamental”.
Lembra também “a Justiça em bolandas entre Magistrados, Códigos e aplicações de sentenças, que o povo não compreende e dificilmente aceita”; “os mais que sentidos sinais de um Estado sem lei, com o incidente impensável num país da União Europeia, ocorrem na Madeira, perante o desnorte a quem incumbe aplicá-la”; “a privatização anunciada de parte do sistema financeiro é de uma terrível falta de sentido de Estado de Direito” e “a afronta futuro estético da capital do País com projectos sem o mínimo sentido de governo para as pessoas, pondo a recato os interesses privados de duvidosa legitimidade”.
O candidato diz a Almeida Santos que não avança para a corrida pela liderança do PS como uma “cópia de Barack Obama”, até porque diz ter mais dez anos, mas afirma exemplo do presidente eleito dos Estados Unidos significativo. “Cada um deverá encontrar a melhor forma de servir o seu país, e, como ele, não tenho medo.”
Armando Ramalho não é uma figura política conhecida fora do PS, mas no partido quase todos o conhecem pela sua militância activa. Este gestor de 59 anos formado em ciência política já disputou várias eleições distritais e concelhias do partido e participou na elaboração de diversos documentos políticos do PS.
Candidato à liderança do PS pede a Almeida Santos que garanta justiça nas eleições do partido
13.11.2008 - 15h04 Luciano Alvarez
Armando Ramalho, militante socialista há 35 anos e que na passada semana anunciou a sua candidatura à liderança do PS, escreveu uma carta ao presidente do partido Almeida Santos, a sua “firme convicção” em avançar para a disputa do cargo de secretário-geral. Pede-lhe também que assegure a todos os candidatos “as mesmas condições” e volta a tecer duras críticas às políticas actuais do partido.
“Em conformidade e reclamando o conhecimento das mais torpes entorses à legitimidade e às desfavoráveis condições das candidaturas oponentes ao poder instalado, experiência de uma já longa vida de andanças partidárias, venho junto do meu Caro Presidente pedir a sua especial atenção para que a democracia interna e o respeito que a todos é devido não sejam ofendidos”, pede o candidato.
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Há outro Armando Ramalho, que é poeta e que vive em Vila do COnde, que também pondera vir a ser candidato.
Logo a seguir, Armando Ramalho diz que o actual primeiro-ministro e secretário-geral do partido, José Sócrates, “parece ter uma luta pessoal com o país, colocando assim em risco a própria soberania nacional”. E dá uma mão cheia exemplos: “os professores não podem ser tidos como simples mandaretes de interesses canhestros”; “as Obras Públicas e o seu absurdo ministro fazem já parte do anedotário nacional, o TGV sem rumo e sem justificação plausível”; “uma classe média mais do que espremida por impostos, pagam os devaneios do despesista Estado”; “as pessoas têm medo de sair à rua à noite (...) e a culpa é a falta meios que o Governo teima em não colocar à disposição destas forças [policiais] por pura obsessão do estafado rigor orçamental”.
Lembra também “a Justiça em bolandas entre Magistrados, Códigos e aplicações de sentenças, que o povo não compreende e dificilmente aceita”; “os mais que sentidos sinais de um Estado sem lei, com o incidente impensável num país da União Europeia, ocorrem na Madeira, perante o desnorte a quem incumbe aplicá-la”; “a privatização anunciada de parte do sistema financeiro é de uma terrível falta de sentido de Estado de Direito” e “a afronta futuro estético da capital do País com projectos sem o mínimo sentido de governo para as pessoas, pondo a recato os interesses privados de duvidosa legitimidade”.
O candidato diz a Almeida Santos que não avança para a corrida pela liderança do PS como uma “cópia de Barack Obama”, até porque diz ter mais dez anos, mas afirma exemplo do presidente eleito dos Estados Unidos significativo. “Cada um deverá encontrar a melhor forma de servir o seu país, e, como ele, não tenho medo.”
Armando Ramalho não é uma figura política conhecida fora do PS, mas no partido quase todos o conhecem pela sua militância activa. Este gestor de 59 anos formado em ciência política já disputou várias eleições distritais e concelhias do partido e participou na elaboração de diversos documentos políticos do PS.
MANA CALÓRICA
ISTO É QUE VAI UMA CRISE
Exportações perdem força
Alemanha em recessão técnica no terceiro trimestre
13.11.2008 - 11h05
Por AFP
Manuel Roberto (arquivo)
O sector automóvel será uma das áreas mais afectadas com a recessão na Alemanha
A maior economia da Zona Euro, a Alemanha, entrou em recessão técnica no terceiro trimestre do ano pela primeira vez em cinco anos, ao registar um recuo de meio por cento no Produto Interno Bruto (PIB), depois de ter apurado uma contracção da riqueza em 0,4 por cento no segundo trimestre, foi hoje anunciado pelo instituto federal de estatísticas (Destatis).
O primeiro exportador mundial foi penalizado pelo abrandamento generalizado da conjuntura, escreve a AFP, em que as importações aumentaram fortemente e as exportações perderam fôlego. O resultado é que o comércio externo deu um contributo negativo para a evolução trimestral do PIB, precisou ainda o Destatis.
Os consumos público e privado até demonstraram sinais de melhoria no terceiro trimestre, o mesmo acontecendo à indústria, cujas existências se reforçaram no período.
A maioria dos economistas antecipa uma nova contracção da economia no último trimestre do ano, à semelhança do que poderá acontecer noutras economias da Zona Euro, perspectiva que afasta a Alemanha de um crescimento de 1,7 por cento apontado pelo Governo de Angela Merkel.
Mais detalhes da evolução da economia são remetidos para o próximo dia 25 de Novembro, altura em que serão publicados mais pormenores sobre as causas para o período de contracção da maior economia da Zona Euro, mas as recentes paragens na produção dos principais construtores de automóveis do país são um sinal de que as exportações do país não podem ter corrido muito bem.
Alemanha em recessão técnica no terceiro trimestre
13.11.2008 - 11h05
Por AFP
Manuel Roberto (arquivo)
O sector automóvel será uma das áreas mais afectadas com a recessão na Alemanha
A maior economia da Zona Euro, a Alemanha, entrou em recessão técnica no terceiro trimestre do ano pela primeira vez em cinco anos, ao registar um recuo de meio por cento no Produto Interno Bruto (PIB), depois de ter apurado uma contracção da riqueza em 0,4 por cento no segundo trimestre, foi hoje anunciado pelo instituto federal de estatísticas (Destatis).
O primeiro exportador mundial foi penalizado pelo abrandamento generalizado da conjuntura, escreve a AFP, em que as importações aumentaram fortemente e as exportações perderam fôlego. O resultado é que o comércio externo deu um contributo negativo para a evolução trimestral do PIB, precisou ainda o Destatis.
Os consumos público e privado até demonstraram sinais de melhoria no terceiro trimestre, o mesmo acontecendo à indústria, cujas existências se reforçaram no período.
A maioria dos economistas antecipa uma nova contracção da economia no último trimestre do ano, à semelhança do que poderá acontecer noutras economias da Zona Euro, perspectiva que afasta a Alemanha de um crescimento de 1,7 por cento apontado pelo Governo de Angela Merkel.
Mais detalhes da evolução da economia são remetidos para o próximo dia 25 de Novembro, altura em que serão publicados mais pormenores sobre as causas para o período de contracção da maior economia da Zona Euro, mas as recentes paragens na produção dos principais construtores de automóveis do país são um sinal de que as exportações do país não podem ter corrido muito bem.
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