quinta-feira, 12 de abril de 2007

AMARAL AO COMITÉ CENTRAL!


Os The Jills foram nomeados num concurso para melhor banda panque-roque nacional promovido pelo site "Punk&Destroy". Chegou pois o momento de os portugueses fazerem uma escolha clara. Portugal precisa de uma nova maioria. Este é o momento de o país mostrar que chegou à idade adulta e que prefere uma banda panque-roque sem espírito sectário, sem meias palavras, sem zigue-zagues, com verdadeiro sentido de Estado e de serviço público. Porque só os The Jills estão em condições de devolver a confiança a todos os portugueses. Por tudo isto, acedam a http://punkadaria.blogs.sapo.pt e votem nos The Jills. A eleição decorre no canto inferior direito da página (devem navegar para baixo). Quem deseja um futuro diferente, deverá clicar em The Jills e confirmar o seu voto.
Os portugueses conhecem-nos. Os portugueses confiam em nós. E nós confiamos nos portugueses.
Obrigado.

MARIA DA PAZ VARZIM


Nós, FRENTE GUEVARISTA LIBERTÁRIA, negamos qualquer envolvimento directo ou indirecto na vandalização do Instituto Maria da Paz Varzim, instituição de bem ao serviço das crianças e dos mais carenciados. Condenamos, até, os autores do "atentado". Somos revolucionários, não somos bandidos. Praticamos actos de revolta, assumimo-los e assinamo-los, mas estamos 100% ao lado dos pobres, dos mendigos, dos sem abrigo, das crianças e daqueles que praticam o amor ao próximo. Nada temos a ver com provocadores anónimos ou cobardolas de meia tijela, que se escondem á sombra. EL CHE VIVE!


PELA FRENTE GUEVARISTA LIBERTÁRIA

António Pedro Ribeiro

João Vasco.

tel. 229270069.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

PARABÉNS, RUI

Rui Costa vence Prémio Albufeira de Literatura 2007 (act.)

O escritor Rui Costa (e guitarrista da banda Mana Calórica) foi o vencedor do Prémio Albufeira de Literatura 2007 com o romance «A resistência dos materiais», que o próprio descreveu hoje como «uma alegoria de sombras, uma alegoria sobre o poder».
Segundo o júri do prémio, no valor de 10.000 euros, o livro apresenta «estados interiores de personagens de modo inovador, revela grande profundidade na análise do carácter humano expressando a complexidade metafísica daqueles que se dedicam às artes».
«Permite uma leitura fluida, mas nem por isso menos enriquecedora e marcante, tendo-se distinguido de todas as obras a concurso», refere ainda o júri.
Usual no domínio técnico, o termo «a resistência dos materiais» é também válido tratando-se «de pessoas, de animais, de metabolismos», assinalou Rui Costa à Lusa a propósito do seu livro, que mistura ficção, poesia e ensaio.
O autor não crê que a presença, na obra, de três géneros literários embarace a leitura, porquanto a escrita «é fluida», é dado ao leitor «espaço para entrar» e a mensagem que se veicula «é positiva, de força».
As personagens centrais são Maria, «uma mulher branca e sem sombra», Rafaela, «uma mulher negra e com a sombra mais densa que existe», a Bruxa, o Homem Azul, a Velha.
«Alegoria de sombras» e «alegoria sobre o poder e a forma como ao poder se resiste», nas palavras do autor, «A resistência dos materiais» reuniu o consenso do júri constituído por elementos da Associação Portuguesa de Escritores, Universidade do Algarve e a Câmara Municipal de Albufeira, que instituiu o prémio.
Rui Costa tem 35 anos, é natural do Porto, formado em Direito e com um mestrado em Saúde tirado no Reino Unido, teve já diversas profissões, em Portugal e no estrangeiro, e actualmente é professor na Escola Superior de Saúde de Famalicão.
Como escritor, gosta de «transitar» de um género para o outro: escreve poesia - venceu com «A nuvem prateada das pessoas graves» (edição da Quasi) o Prémio de Poesia Daniel Faria 2005 - estreou-se na ficção com o original agora premiado e a publicar ainda este ano e tem em preparação uma peça de teatro.
Diário Digital / Lusa

O FOGO ARDE EM LUGARES INCERTOS




Parlamento tem dois registos biográficos de José Sócrates datados de 1992
A Assembleia da República tem dois registos biográficos de José Sócrates datados de 1992. Num deles está escrito que o então deputado era licenciado em Engenharia Civil e tinha como profissão engenheiro e noutro, da mesma data, lê-se que Sócrates tinha um bacharelato em Engenharia Civil e a profissão de engenheiro técnico.
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Sócrates diz ser "alheio" aos erros na sua biografia de 1993




SÓCRATES, VAIS CAIR!


FRENTE GUEVARISTA LIBERTÁRIA


LIGA DOS ESPÍRITOS LIVRES


www.myspace.com/manacalorica




O AMIGO DO ALHEIO A CAMINHO DE SE POR NA ALHETA


Sócrates diz ser “alheio” a erros na biografia dos deputados de 1993
A referência nas biografias oficiais da Assembleia da República de 1993 à licenciatura em Engenharia Civil de José Sócrates “está errada e constitui um lapso ao qual o primeiro-ministro é completamente alheio”, refere uma nota do gabinete do chefe do Governo divulgada hoje.
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Francisco Louçã: Sócrates deve esclarecer se favoreceu ou foi favorecido pela Independente
Procurador-geral sem motivos para investigar diploma de Sócrates
Curriculum de Sócrates já incluía licenciatura em Engenharia antes do curso na Independente
Sócrates fala depois de três semanas de notícias sobre a sua licenciatura em Engenharia Civil
Comunicado do gabinete de José Sócrates
Documentos sobre a licenciatura de José Sócrates

CAI, CAI, SAI melga


segunda-feira, 9 de abril de 2007

UM PROCURADOR QUE PROCURA
















Investigação da violência contra professores tornada prioritária
O procurador-geral da república, Pinto Monteiro, revelou hoje que o Governo aceitou tornar prioritária a investigação criminal dos casos de violência contra professores e pessoal médico, como propôs o Ministério Público.
E um Primeiro-Ministro que se enterra cada vez mais. www.myspace.com/manacalorica

domingo, 8 de abril de 2007

O PRIMEIRO A CAIR

"Primeiro-Ministro" by MANA CALORICA in www.myspace.com/manacalorica. Para acabar com a merda de vez.

terça-feira, 3 de abril de 2007

DE CHARLES BUKOVSKI




Carson McCullers
morreu de alcoolismo embrulhada num cobertor numa cadeira de convés de um barco a vapor. todos os seus livros de uma terrível solidão todos os seus livros sobre a crueldade do amor não correspondido foi tudo o que dela ficou enquanto o veraneante que passava descobriu o seu corpo avisou o capitão e prontamente ela foi mudada para outro local no navio enquanto tudo continuava da maneira como ela tinha escrito
versão de manuel a. domingos às 20:39

Os motins Eu vi esta cidade arder duas vezes durante a minha vida mas a coisa mais extraordinária foi a chegada dospolíticos depois das consequências proclamando os erros do sistema e exigindo novas políticas para e a favor dos pobres.nada foi alterado da última vez.nada irá ser alterado desta vez.os pobres irão continuar pobres.os desempregados assimirão permanecer.os sem abrigo irão continuar sem abrigo e os políticos,que vivem bem, irão viver muito bem.
versão de manuel a. domingos às 20:37

Aqui estou
bêbado outra vez às 3 da manhã no fim da minha 2ª garrafa de vinho, escrevi entre doze a 15 páginas de poesia um velho enlouquecido pelo corpo de jovens raparigas no fim da vida fígado parado rins a caminho pâncreas estafado tensão arterial baixa enquanto que o medo dos anos passados ri por entre os meus dedos nenhuma mulher viverá comigo nenhuma Florence Nightingale para ver comigo o programa do Johnny Carson se tiver um ataque cardíaco ficarei aqui durante seis dias, os meus três gatos esfomeados a rasgarem a carnedos meus cotovelos, pulsos, cabeça a rádio a passar música clássica…prometi a mim mesmo nunca escrever poesia de velho mas este é engraçado, bem, desculpável, por-que já deixei há muito de falar de mim e ainda há muito para dizer aqui às 3 da manhã tiro esta folha da máquina de escrever encho outro copo e coloco outra faço amor com esta nova testemunha talvez tenha sorte outra vez primeiro para mim depois para ti.
versão de manuel a. domingos às 13:16

O AMOR


SÓ O AMOR SALVARÁ O MUNDO. Mas Bush, Sócrates e Cavaco não merecem ser salvos.


António Pedro Ribeiro.



SATÃ E O XAMÃ

SATÃ COMEU A CORTESÃ

Letra: António Pedro Ribeiro.

Música: Celorico D' Almeida

Patrocínio: Serafim Morcela, lda, casamentos, baptizados e funerais, sempre ao dispor.




O padrinho Aires “apadrinhou” um torneio de Futsal e foi à faca. A estátua do major fascista vai à missa. O Gil Vicente enrabou o Conselho de Justiça. O Valentim e o Madail comem pizza. O Vieira anda a ser perseguido pelo caos. O Governo engoliu o povo. O vereador da Propaganda, Diamantino, é discípulo de Goebbels mas não atinge a coisa por falta de cuca. O varredor varreu a propaganda e ficou com o calhau na mona. Os funcionários permanecem na Câmara. A Câmara controla os funcionários. O controle mexe com os nossos imaginários e dá-nos marijuana. Os legionários incendiaram Roma e bateram uma pívea. A Maria Joana foi beatificada. “Bendito seja aquele que ergue o céu da escuridão”, uivou Allen Gingsberg. Os homens amam o próximo. As mulheres também. Jesus Cristo banhou-se na Avenida dos Banhos. Madalena beijou-lhe os pés. Nietzsche, furibundo, mandou-os dar uma curva. O futebol vagabundo apunhalou o Aires nas costas. O Aires e a madrinha foram ao Casino comer suecas. O Diamante mijou nas cuecas e entrou nos céus. A revolução chega esta noite com os lixeiros. Sócrates e Cavaco reuniram-se no manicómio municipal.
Alucinações…- dizem eles. Mulheres que se vêm no meu cérebro num quarto de hotel de Valença. Quatro noites sem dormir. Dançar até cair com os Cramps e os Bauhaus. O Aires a dançar com o Macedo. O Rocha a comer o Penedo. Boatos sobre boatos. Beatas. Vidros. Mexericos. Liberdade! Morte aos blocos monolíticos e ao grande capital!
Cães a correr, mulheres a gemer. Tambores, flores, borboletas. Paz, amor e irmãs. Aires para Castro Daire! O Diamante está sem intestino. Mulheres em Porto Fino. Dançar até morrer. Valha-nos Satã…

Braga, 1 Set. 2006.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

O ROCK E A REVOLTA


O ROCKER

Sou um rocker
Vivo no palco
Acendo o rastilho

Sou um rocker
Dou-me no canto
Renasço na dança
Puxo do gatilho

Sou um rocker
Nos olhos da menina
Um rocker
Nas luzes da ribalta
Sou um rocker
Estou em alta

Sou um rocker
Sigo o instinto

Sou um rocker
Vivo no palco
Prossigo o transe
Até à última dança

Sou um rocker
Nada me pára
Sou um rocker
Não valho nada.





domingo, 1 de abril de 2007

AS BACANTES E O AMOR LOUCO



AS BACANTES E O AMOR LOUCO

António Pedro Ribeiro

"Não fazemos mais do que amar a terra e, através da mulher, a terra retribui esse amor amando-nos", escreveu o fundador do movimento surrealista, André Breton. E, de facto, ao amarmos a terra amamos também a mulher, porque a mulher está muito mais próxima da terra, da natureza, do "Uno Primordial" do que o homem. E não é só a questão da maternidade a marcar a diferença. Basta observar os cabelos, os gritos e o riso das mulheres: são muito mais loucos, mais primitivos, mais selvagens, mais libertos. F. Nietzsche ("Para Além do Bem e do Mal") descreve magistralmente as mulheres: "o que na mulher inspira o respeito e, com frequência, o receio é a sua natureza mais natural do que a do homem, a sua leveza felina e astuta, a sua garra de tigre-fêmea, sob a luva de veludo, a ingenuidade do seu egoísmo, a sua irredutibilidade e a sua selvajaria intrínseca, o carácter incompreensível, desmesurado e volúvel dos seus desejos e virtudes". E Breton acrescenta em "O Amor Louco": "A dama de espadas é mais bela que a dama de copas".
Apesar de a sociedade mercantilista de hoje nos arrastar para o calculismo, para o cinismo, para a competição, para a eficácia, para a submissão, continuam a existir comportamentos predominantemente instintivos e intuitivos nas mulheres (ou, pelo menos, na maioria delas) que para nós, homens, parecem incompreensíveis mas que, ao mesmo tempo, nos fascinam e enfeitiçam. Só alguns homens- os artistas/criadores dionisíacos e os xamãs/feiticeiros índios conseguem ser instintivos, "irracionais" e primitivos como as mulheres e os animais. Aliás, é essa a sua benção e a sua tragédia. O próprio Dionisos se fazia passar por mulher para atrair as mulheres da cidade para a montanha, onde se convertiam em Bacantes que bebiam, dançavam, cantavam e dançavam e celebravam o deus do prazer e da embriaguez. Há muitos pontos de contacto entre os bacanais, os rituais xamânicos e alguns concertos rock dos nossos dias. Há uma atmosfera de celebração, de transe, de ritual mítico e primitivo comum às preces das bacantes, ao transe desmesurado do xamã que entra em contacto com os deuses e com os espíritos e ao vocalista/"frontman"/actor/ animal de palco que veste a pele do xamã e do próprio Dionisos- Jim Morrison, Robert Plant, Ian Curtis, Mick Jagger, Iggy Pop, David Bowie, Peter Murphy, são alguns dos melhores exemplos. Essa postura libertária/libertina pressupõe a ultrapassagem dos limites e da moral dominante, numa viagem que vai até à loucura e sempre que surge, através dos séculos, incomoda os poderes vigente que tentam, a todo o custo, afastá-la do cidadão comum ou abafá-la, o que já tem conseguido, mas nunca totalmente, já que a tensão dionisíaca e o "uno primordial" são intemporais e acabam sempre por libertar-se graças a algumas almas livres e malditas e às novas bacantes que despontam.
Para os filhos de Dionisos e para as mulheres não reprimidas, a liberdade e o amor só podem ser loucos. É por isso que Breton proclama: "Desejo-vos que sejais loucamente amada!" ("O Amor louco"). Léo Ferré acrescenta: "o amor é um dos aspectos que a divindade assume...tal como a música!" e Bizet, na sua "Carmen" corrobora: "O amor é um pássaro rebelde que ninguém pode aprisionar". Os grandes poetas: Homero, Shakespeare, Camões, Nietzsche, Sófocles, Rimbaud, Baudelaire, Breton, Walt Whitman, William Blake, John Milton, Holderlin, Artaud, Aragon, Sade, Cesariny, Herberto Hélder, Pessoa, Mário de Sá-Carneiro- têm de ser também magos e, portanto, loucos, naturais e primitivos, daí que se sintam mais próximos das mulheres.

A REVOLTA ESTÁ NO SANGUE


É António Corte Real e sus muchachos punk-rock. A Revolta vem quando "Ninguém Manda em Ti" e outras em www.myspace.com/revoltarock. A revolta também vive no rock.

DROGA



É a droga que te mata

é a mulher que te fere

papéis gastos

textos jornais


all in black

anel no dedo

é a menina que desatina

e se fecha no quarto a chorar

é a droga que te mata

é a mulher que te fere

é o inferno que te procura

a meio da canção

é o whisky que te sacia

à ceia

à última ceia

a adrenalina na veia

o empregado ao balcão


animal do rock

cínico

é o riso sarcástico que regressa

ah ah ah ah ah ah ah

a pança a encher

à mesa do homem só


droga que te mata

mulher que te fere

droga que te mata

e te ressuscita

lenço vermelho

whisky a queimar


eu não quero morrer aos 80

preso à poltrona

a resmungar contra a TV


eu não quero morrer aos 70

eu quero a luz nas trevas

a mulher que vem

e me beija

quero as ventoínhas a girar

e o rock a rolar


noite fora

junto ao rio

livre

sem polícias

sem escutas

sem filhos da puta!


Eu quero uma arma

a lança de Quixote

a rebelião

quero a luz

a união

o sangue a correr

sem focos

sem flashes

sem TV

a canção


É a droga que te mata

a mulher que te atiça

e lança às feras


É a droga que te mata

a mulher que te fere

a noitada

a ressurreição


droga que te mata

mulher que te fere

droga que te mata

MULHER QUE TE QUER

droga que te mata

MULHEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEER.....................


in www.myspace.com/manacalorica