terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

PRECES ÓRFICAS A DIONISOS



Vem, bem-aventurado Dioniso,
de face de touro,
tu que nasceste pelo fogo,
Bassareus e Baco todo-poderoso
de mil nomes.
Que folguem as espadas, o sangue
e as Ménades puras
que sobre o Olimpo gritem Évoé!
Ó Baco ululante e delirante
munido do tirso,
carregado de cólera,
por todos os deuses honrado
e por todos os homens
que habitam a terra,
Vem, Bem-aventurado,
ó deus ofegante,
e proporciona-nos a todos
uma grande alegria!

in "As Bacantes", Eurípedes.

EL DIABLO NA PÓVOA DE VARZIM


O PARTIDO SURREALISTA SITUACIONISTA LIBERTÁRIO pronuncia-se sobre Macedo Vieira, o caudilho da Póvoa. Ou "El Diabo" esteve e está aqui sentado, como diria Hugo Chávez.
in http://partido-surrealista.blogspot.com

ÍNDIOS E COWBOYS


SALOON NA PULGA

"Saloon" é o título do novo livro de poesia de A. Pedro Ribeiro, publicado pelas Edições Mortas e já está disponível na livraria Pulga, tal como "Teatro D' Abjecção" de A. da Silva O. "Saloon" sucede a "Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro. Manifestos do Partido Surrealista Situacionista Libertário" (Objecto Cardíaco, 2006), a "Sexo, Noitadas e Rock n' Roll" (Edição Pirata, 2004) e a "Á Mesa do Homem Só. Estórias" (Silêncio da Gaveta, 2001). A “Pulga” situa-se no Parque Itália (à Boavista) na rua Júlio Dinis,752 -1º Loja 70- 4050-405 Porto. "Saloon" fala dos bares, dos saloons, da vida da noite na cidade, do “narciso do bar que controla”/ poeta-cantor libertino/ cowboy a gingar, da mulher (presente e ausente), do amor, do sexo puro e duro, dos jogos de sedução, da prostituição, dos copos até de madrugada, das alucinações, da loucura mas também de uma certa redenção/misticismo/messianismo expresso em poemas como "Jesus" ou "Madalena" e é ainda rebelião libertária/libertina em bruto em “Porto 2001”, “A Arder” ou “O Futuro Já Não É”. A ironia dada/surrealista, que marcou a anterior “Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro” é visível, por exemplo em “Mamas” ou “Oceano”. O livro vai ser lançado em Março na "Pulga" e noutros locais do país.
A. Pedro Ribeiro ou António Pedro Ribeiro nasceu no Porto em Maio de 68 (não por acaso…). Tem andado por Braga, Trofa, Porto, Vila do Conde e Póvoa de Varzim e actualmente reside em Vilar do Pinheiro (Vila do Conde). É vocalista da banda punk-rock MANA CALORICA & LAS TEQUILLAS e há 18 anos que diz poesia em vários tascos, salas e saloons do país. É licenciado em Sociologia e é cronista, tendo já exercido jornalismo. Foi fundador e é colaborador da revista “Aguasfurtadas”. Em 2005 a RTP e o PÚBLICO noticiaram uma candidatura sua à Presidência da República pela Frente Guevarista Libertária, organização acusada de derrubar em 2003 a estátua do Major Mota, antigo Comandante da Legião Portuguesa e presidente da Câmara da Póvoa durante a ditadura salazarista.António Pedro Ribeiro foi também associado a uma pretensa ocupação ou encerramento do hipermercado Feira Nova em Braga em Setembro de 1990. Foi mandatário distrital em Braga pelo PSR nas eleições legislativas de 1995 e às Juntas de Freguesia da Póvoa (onde ficou a dois votos de ser eleito para a Assembleia de freguesia) e de Vila do Conde em 2005 e 2001 pelo Bloco de Esquerda, partido de que se afastou. Actualmente considera-se anarco-nietzscheano-guevarista.CONTACTOS: António Pedro Ribeiro tel. 229270069http://tripnaarcada.blogspot.com/http://partido-surrealista.blogspot.com/LIVRARIA PULGA/EDIÇÕES MORTASTEL. 914223065 http://edicoes-mortas.blogspot.com/ info@edicoes-mortas.com

O TEMPO QUE VOLTA

O TEMPO QUE VEM A TEMPO
António Pedro Ribeiro

O livro "A-Mei-O-Tempo" (Edições Apalavrados) de José Azevedo Nóbrega, pseudónimo de Francisco Gonçalves, constitui uma reflexão/divagação poético-filosófica acerca do tempo e dos vários tempos que nos atravessam. Azevedo Nóbrega nasceu em Vila Marim (Vila Real) há 49 anos mas há nove que está radicado na Póvoa de Varzim. Publicou ainda os livros "Agueirinho" (Edições Silêncio da Gaveta, 2000) e "A Boca na Mão" (2003), e tem prevista para breve a edição de "Viagem em Quarto Duplo"."A-Mei-O-Tempo" é também amar o tempo da serenidade, da liberdade, da infância, da natureza. É daí que vem o verso "a menina dos olhos já mulher/ olhava serena transparente" (p.78), bem como as expressões da infância e da descoberta: ACAMPAR, mochila, meninice, "riso de criança", "bandeira da liberdade", ave, borboleta. Ou ainda os "verões imensos infindáveis/meses suspensos/ dias que madrugavam e esticavam bem alto (...)/ dias de luz para que os que nascem grandes para tudo até brincar" (p.12), que surgem também associados à memória dos filmes de animação: "Fantasia/Tom e Jerry/ isenção de deveres escolares."A-MEI-O-TEMPO" é ainda o tempo que rima com o verso: "Do que não se diz/ do tempo que é tempo/ da perda do tempo/ do tempo que voa/ e que tem matriz/ do tempo que vai/ do tempo que vem/ da memória do tempo/ e da sua mãe/ o tempo que é tempo/ também tem raiz/ acabou o tempo/ só o verso", onde os trocadilhos, sempre a propósito, vão de encontro ao ritmo musical que também vai e vem e desemboca na voz de Edith Piaf:" Dite edite/ esse nome de mulher mágica/ que enchia a noite/ Edite/ sem gaffe/ Edith Piaf" (p.43).Apesar do tom geral apelar à harmonia musical apolínea, expressa na torre, nas badaladas, no sino, na acalmia irrompe, por vezes, o tempo da fúria, do temporal, da revolta global: "Fura cão devasta a dor/arranca telhados/ estica a fúria/ arrasadora sem contemplação/ (...) Molha imunda/ potenciado de raiva e insatisfeito/ expolosivisidade destruidora" (129), "Catapulta da evolução/ global/ que evolói/não só mói/ mata corrói" (p.102).Amar o tempo é também amar a terra ("o esteio do tempo") e celebrar Baco/Dionisos: vinho, vinhas, videira, pipas, uva, dança, o tempo sem tempo. "A-Mei-o-Tempo" são belas paisagens a meio do tempo: "co-incenerar a manta de retalhos tecida nos abismos de cada um, para que a ternura procure a carícia no enleio dos corpos, e o espaço entre tudo e nada, mediado por tempo indefinido possa tropeçar num vocábulo, incendiar um verso, incompleto, fecundo" (106).

domingo, 4 de fevereiro de 2007

SALOON NA PULGA



"Saloon", o novo livro de poemas de A. Pedro Ribeiro, publicado pelas Edições Mortas já está à venda na livraria Pulga no Porto (Centro Comercial Itália, Boavista, Rua Júlio Dinis, 752, 1º- Loja 70, 4050-405 Porto) e também na Casa Viva 167 (ao Marquês, Porto). Mais informações em http://edicoes-mortas.blogspot.com ou através de 914223065 e info@edicoes-mortas.com. Está igualmente disponível na Pulga "Teatro D' Abjecção, o novíssimo de A. DASILVA O.

sábado, 3 de fevereiro de 2007

BLOG DO PSSL

O PARTIDO SURREALISTA SITUACIONISTA LIBERTÁRIO tem agora um blog em http://partido-surrealista.blogspot.com. Aceitam-se inscrições.

NO SALOON A GINGAR

"Saloon" de A. Pedro Ribeiro (Edições Mortas) http://edicoes-mortas.blogspot.com sucede a "Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro. Manifestos do Partido Surrealista Situacionista Libertário" (Objecto Cardíaco) e fala dos cafés e da noite nos bares da cidade, do álcool, da mulher, do sexo, da subversão, da raiva, do palco mas também da alma, do espírito, num certo misticismo redentor expresso em poemas como "Madalena" ou "Jesus". Depois há sempre o pistoleiro (ou o poeta) que entra a gingar ou a matar no "Saloon" onde já estão os cowboys, os jogadores de cartas e as bailarinas. Até fechar.

A NOITE MORRE
A noite morre
Aos poucos
No café das conversas
Um aquecedor protege-me do frio
E os homens que bebem pedem rissóis
Ao som de música minimal repetitiva
A noite morre à minha mesa
Enquanto o estalajadeiro conta os trocos
Que caem da máquina do tabaco
Que o Governo quer abolir

A noite morre
Mas ainda há gente que ri
Gente que se cruza e encontra e desencontra
E "freaks" a entoar cânticos futebolísticos

Ah! E depois sou eu que sou esquizofrénico
Sou eu o doido
Fechado no manicómio
No meu condomínio fechado
E a noite morre na cidade.

Vila do Conde, 14. Fev. 2004.
A. Pedro Ribeiro

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

SALOON


Já está pronto "Saloon", o novo livro de poesia de A. Pedro Ribeiro, editado pelas Edições Mortas. Em breve estará nas livrarias e nos saloons deste país. De "Saloon" vem "Madalena".

MADALENA

Deste-me a morada
a meio da tempestade
vieste por entre os duendes
ao lugar da trip

imaculada
levantaste-me do túmulo
e levaste-me pela mão de Deus
para fora dos bares
e dos artifícios do demo
das cassetes pirateadas
e das notícias do templo
beijaste-me a outra face
e amaste-me.

UM BLOCO VENDIDO AO CAPITALISMO


Só livros. Quem me dera ter a tua vida. Olha estátua do Major Rota já está no sítio.OLHÁ A PIPOCA FRESQUINHA!Quem é que gritou isso Rambo?Foi ali aquele careca.Mostra.É o Dr. Penedo do Bloco de Direita. Agora o gajo vende pipoca aqui em Santiago Rambo?Parece que sim Magala.Vou lá falar cugaijo.Antão pá. Foste dizer mal de mim prós jornais?Eu não Magala. Fui enganado pelo outro.
in http://povoaonline.blogspot.com
http://psdpovoa.blogspot.com


e o Correntes d' Escritas e o Diamantino e o Bloco de Esquerda vendido à democracia burguesa. E o major fascista na Rua da Junqueira.
VIVA CHÁVEZ! VIVA FIDEL! VIVA A REVOLUÇÃO MUNDIAL!

FRENTE GUEVARISTA LIBERTÁRIA
PARTIDO SURREALISTA SITUACIONISTA LIBERTÁRIO (em vias de legalização)

ONDE ESTÁS, HOJE?

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007


BEBER (POR BEBER)

Beber por beber
por mim
por ti
beber sem saber
deixar-me ir

beber por beber
o bar a encher
aqui d' el rei
e eu sem ti

beber por beber
celebrar a mulher
copo dentro
noite fora
por uma palavra
que tarda a vir

beber por beber
o som a bater
bênção maldição
e eu aqui

beber por beber
nada a fazer
tu não me entendes
e eu sou assim.

MANA CALÓRICA & LAS TEQUILLAS / A. Pedro Ribeiro

Ó PINHO, ÉS MESMO ATRASADO MENTAL E FASCISTA

O GOVERNO VAI CAIR!
Manuel Pinho acusa sindicatos de serem “força de atraso no país”
O ministro da Economia, Manuel Pinho, classificou hoje os sindicatos como uma "força de atraso no país" e acusou de "má-fé" o PSD e o CDP-PP por terem tentado conotá-lo com a defesa de baixos salários em Portugal.

AOS MEUS AMIGOS DO CÉU AO INFERNO



Obrigado Valter, obrigado Isaque pelo poema que ouvi e li hoje no Púcaros. Hasta siempre!
António Pedro Ribeiro.

OU DE REGRESSO AO INFERNO OU VALHA-NOS SATÃ!

SÓCRATES E PINHO PARA A CHINA, SEM BILHETE DE REGRESSO!

HÁ IMBECIS QUE NOS QUEREM FAZER PASSAR POR IMBECIS!
Oposição ataca ministro da Economia por declarações sobre salários baixos
Os partidos da oposição criticaram hoje a argumentação do ministro da Economia para atrair o investimento chinês. Manuel Pinho apresentou como uma mais-valia os baixos salários praticados em Portugal face à média da União Europeia.
PÚBLICO, 1.2.2007