segunda-feira, 31 de julho de 2006

Nazismo

"O massacre cometido por Israel em Qana (Líbano) mostra a barbaridade desta entidade agressiva. É terrorismo de Estado, cometido em frente aos olhos e ouvidos do mundo."
(Bashar Al-Assad, Presidente da Síria)

santos bancos

"A complexidade do actual mundo financeiro (...) faz dos portugueses em geral vítimas fáceis de informação errada, de produtos bancários enganadores e de cobrança de comissões excessivas."

"Os bancos têm algum poder num país endividado. Mas parte do seu poder está na ignorância financeira dos portugueses."
(Helena Garrido, Diário de Notícias, 30-07-2006)

domingo, 30 de julho de 2006

ifigénia

a imolação da filha de Agamemnon no altar de artemis.

crucificada no altar da norma.

ó rui

estranhas vidas tomam estranhas formas. Em Viana insultado com a minha mulher. "As crianças enlouquecem em coisas de poesia". As crianças enlouquecem em coisas. As crianças enlouquecem. As crianças. Coisas. Poesia.

sexta-feira, 28 de julho de 2006

PIOLHO LÍRICO

- O Ribeiro teve um arroubo lírico no Café Piolho às 23.15.
- Tenha cuidado o senhor está com um pezinho fora da realidade.
- Cada café tem o seu próprio sistema chular.
- O senhor meu amigo é um canalha.
- Os ratos que fazem experiências com cientistas não respeitam o princípio da proporcionalidade.
- Oh.
- Eu acho que somos todos cada vez mais amigos uns dos outros.
- Vou para casa pensar.
- Perdeste o controle outra vez!
- Honestidade: incapacidade para sofrer sozinho.
- É uma pessoa com algumas dúvidas.
- Brigitte, la femme-plus!
- Pinto a paixão com a paixão de pintar.
- Fode-te.
- Perdeste o controoooooole!
- Rita hoje morro sozinho.


Rui Costa

terça-feira, 25 de julho de 2006

MAMAS 2

vem-se à cidade
e vêem-se mamas
só mamas, mamas, mamas
vens-te na cidade
e gritas
ó mana, mana, mana,
mamas?
olhas para a tv
e mamas mamas mamas
curtes o piercing
e queres
dama dama dama
dá-ma dá-ma dá-ma!

bebes o princípe
e gramas gramas gramas
curtes a branca
ao grama grama grama
gramas?
chegas à idade
e amas amas amas
vens à cidade
e mamas mamas mamas
mamas?

Porto, Piolho, 19.7.2006

poesia no pátio

Hoje, dia 25, pelas 23,00 horas, há poesia no Pátio (Vila do Conde) com APR e outros.

domingo, 16 de julho de 2006

TERRORISMO?

Abaixo o terrorismo israelita!

terça-feira, 11 de julho de 2006

Sócrates e Sócrates

A virtude tem de ser sabedoria. A sabedoria é uma virtude.
(Sócrates)

segunda-feira, 10 de julho de 2006

Quero um primeiro-ministro para comer ao pequeno-almoço

Las Tequillas e Mana Calórica em concerto in http://revista-aguasfurtadas.blogspot.com. Vive l' anarchie^! Amaral ao comité central!

domingo, 2 de julho de 2006

Jim Forever

I'm the Lizard King, I can do anything.

Morrison

Brinquei em tempos a um jogo
gostava de regressar, rastejando mentalmente
penso que conhecem o jogo de que falo
é o jogo chamado "ficar louco"
agora vocês deveriam tentar esse jogo
fechem os olhos, esqueçam o nome
esqueçam o mundo, as pessoas
juntos ergueremos uma nova torre.
(James Douglas Morrison, "The Celebration of The Lizard")

Jim Morrison- 35 anos depois

É possível andar na cerca entre a vida e a morte, entre cá e lá por muito tempo. Jim Morrison fê-lo, acenando freneticamente o braço para que nos juntássemos a ele. Seguramente não estávamos preparados para onde ele nos queria levar. Quisemos observá-lo e quisemos segui-lo, mas não o fizemos. Não podíamos. E Jim não podia parar. Assim, seguiu sozinho, sem nós.
(Daniel Sugerman, "Daqui Ninguém Sai Vivo").

terça-feira, 20 de junho de 2006

MANIFESTO DOS 38

MANIFESTO DOS 38 OU DO ESPÍRITO LIVRE

António Pedro Ribeiro(1)

"A troca emporcalha todas as relações humanas, todos os sentimentos, todos os pensamentos", escreveu o situacionista Raoul Vaneigem ("A Arte de Viver para a Geração Nova"). "Há duas espécies de liberdade: a que é medida pela sociedade e a outra, a que existe ou não existe, mas que temos de assimilar à Felicidade. Não nos é servida de bandeja: «Meu caro senhor, aqui tem a liberdade, aqui tem a felicidade!", disse o poeta e cantor anarquista Léo Ferré.
É, de facto, aqui que reside a escolha individual fundamental. Entre a liberdade e a troca, entre a liberdade e o mercado. A "liberdade" e a "felicidade" que existem na sociedade capitalista quase se resumem a relações de compra e venda. O trabalho é essencialmente tédio e rotina, o desemprego um estigma,e o lazer(quando existe...), salvo algumas excepções, também é dominado pela lógica consumista e mercantilista. Tudo se compra, tudo se vende, no altar sacrossanto do mercado, onde todos somos reduzidos à condição de mercadorias. Alguns partidos supostamente de extrema-esquerda ou de esquerda radical, como o Bloco de Esquerda em Portugal, adoptam a linguagem capitalista, adaptam-se às instituições da democracia burguesa, aceitam gerir o capitalismo à imagem e semelhança do PS ou dos trabalhistas de Blair.
A ruptura com este estado de coisas passa pela revolta indiviual, pelo espírito livre de que falam Nietzsche e Max Stirner. "Não há mais nenhum outro juíz de mim mesmo, senão eu próprio, o único a decidir se tenho ou não razão. Tens o direito de ser aquilo que podes (e queres) ser. O que tu realizas, realiza-o como individuo único. O Estado, a sociedade e a Humanidade não podem domar esse diabo", escreveu Stirner. E é da junção desse "diabo", desse espírito livre, desse espírito dionisíaco, desse "bailarino" de Nietzsche, da poesia maldita de Rimbaud, de Lautréamont, de Sade, com a tomada de consciência colectiva nos cafés, nas empresas, nas ruas que nasce a chama revolucionária.
A revolução de que falam os surrealistas, os situacionistas e os zapatistas só é possível se nos revoltarmos contra a lógica opressora da troca, do mercado, do capital. Só será possível quando dentro da nossa cabeça matarmos os valores do mercado, do dinheiro, da eficácia, da competição, do lucro. "A revolta interior conduz à liberdade exterior", disse um dia o poeta Jim Morrison. A revolta interior conjugada com actos criativos provocatórios, com o terrorismo poético é o caminho que conduz à demolição de todos os poderes.

(1)- Poeta e cantor.

sexta-feira, 16 de junho de 2006

jornal digital

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Sexta Feira, 16.06.2006
Cultura
Livro apresentado em Braga
Poeta Pedro Ribeiro faz «Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro»
2006-06-11 10:32:34
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Braga - O politicamente incorrecto poeta portuense António Pedro Ribeiro veio a Braga, quinta-feira, apresentar a sua «Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro e Outras Pérolas - Manifestos do Partido Surrealista Situacionista Libertário», obra surrealista e directa que não poupa nas palavras fortes para fazer uso da liberdade de expressão.
«Ele tem um modo de estar arrogante, intolerante e mecânico, um modo de falar robótico, tecnológico», diz Pedro Ribeiro sobre José Sócrates, actual chefe do Governo português, a quem dedica o poema que dá nome ao seu mais recente livro. Mas além do primeiro-ministro, que o autor, rebelde assumido, pretende ver «num filme porno», há outros visados. «Este livro não é apenas uma dedicatória a José Sócrates, é um livro assumidamente anarquista, guevarista. Todos os poderes estão em causa, não é só o primeiro-ministro», explicou o próprio ao Jornal Digital aquando do lançamento na Livraria Centésima Página, em Braga, cidade onde viveu muitos anos.«Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro», título cuja escolha «não foi inocente», reconhece o autor, é também um manifesto contra o que se passa actualmente nos partidos políticos em Portugal. Os três primeiros textos são dedicados à Póvoa de Varzim, Porto e Vila do Conde «e respectivos presidentes de Câmara», refere o poeta. Com a primeira autarquia diz ter «uma especial relação de amor. Mais até do que com Sócrates». E nem a Igreja nem os jornalistas escapam à visceral «paixão» de Pedro Ribeiro.A obra, editada no início do ano pela objecto cardíaco, do escritor valter hugo mãe, que esteve presente na apresentação, é «muito influenciada» por leituras que o autor fez no Verão passado. Admirador dos situacionistas e dos surrealistas, o poeta utiliza algumas técnicas que estes usaram, nomeadamente a colagem. Em muitos dos seus textos mistura, por exemplo, excertos de notícias de jornais com frases suas ou de outros autores.Fundador da revista «aguasfurtadas», A. Pedro Ribeiro, que nasceu no Porto no famoso ano de 1968, publicou já outros livros e manifestos. «Eu também escrevo poemas de amor melancólicos», lembra o escritor que é também autor do blog «trip na arcada» e membro da banda Las Tequillas. Alguém que acredita «que a criatividade é o último reduto da rebelião».Madalena Sampaio